quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Psicólogos alertam: caminhar rápido não significa estar com pressa, também pode indicar porque vivemos estressados

Pessoas que tendem a caminhar rápido, independentemente do motivo, compartilham determinados traços de personalidade, segundo a psicologia. De acordo com um estudo de 2017 publicado na Social Psychological and Personality Science, uma dessas características são os níveis mais baixos de neuroticismo.

Neuroticismo é a tendência a experimentar com maior frequência e intensidade emoções negativas, como raiva, tristeza, culpa ou instabilidade. E esse não é o único traço que os pesquisadores destacaram entre aqueles que caminham rápido.

O estudo, que analisou os dados de 15 mil adultos de 25 a 100 anos para verificar até que ponto caminhar rápido estava estreitamente relacionado a altos níveis de estresse, identificou uma série de características comuns, que iam desde uma maior extroversão até índices mais elevados de responsabilidade.

Os dados indicavam que aqueles que parecem estar sempre com pressa apresentam maiores índices de organização, disciplina e persistência em seus objetivos. Mas, mesmo diante de resultados tão claros, nem sequer a constatação de que a velocidade da caminhada diminui menos do que a das outras pessoas com o avanço da idade pôde ser considerada uma verdade absoluta.

O próprio estudo diz que a intenção não era transformar o teste em um detector de personalidades. Outras variáveis, como idade, condição física, ambiente e imprevistos do dia a dia podem levar a mudanças na nossa velocidade ao caminhar.

Em outras palavras, embora existam algumas semelhanças entre aqueles que costumam caminhar mais rápido que os demais, isso não significa que quem chega atrasado ao metrô seja mais organizado e tenha níveis mais baixos de neuroticismo.

•        Psicólogos concordam: aqueles que optam por manter o silêncio durante uma discussão apresentam melhor inteligência emocional

Para a psicóloga Olga Albaladejo, esse tipo de silêncio pode ser um recurso de regulação emocional. É o que ela chama de silêncio regulador. Ou seja, o indivíduo decide calar-se para recuperar a calma. Dessa forma, ele poderá falar e dizer algo mais útil do que a primeira coisa que lhe veio à cabeça. Também pode ser visto como um indicativo de maior inteligência emocional.

<><> O segredo está na forma como isso é conduzido

Por exemplo, nesse caso, quem utiliza o silêncio expressa o que deseja comunicar: que precisa de alguns minutos para se recuperar e que voltará a falar.

Por outro lado, existe um lado negativo

Se o silêncio for usado para punir ou para escapar de uma situação, ele deixa de ser regulador e passa a ser um obstáculo ao diálogo.

<><> Por que o corpo precisa de uma pausa?

Existe um motivo fisiológico. O Instituto Gottman (que estuda casais há décadas) explica que as pessoas que "ficam em branco" ou se fecham completamente costumam estar em um estado de sobrecarga emocional. O corpo entra no modo "luta ou fuga": a frequência cardíaca aumenta e hormônios do estresse são liberados. Torna-se, então, impossível continuar a discussão de maneira tranquila e respeitosa.

Existem algumas diretrizes para o uso desse recurso

Primeiramente, a pausa deve ter uma duração suficiente — o mínimo são 20 minutos, que é o tempo que o corpo leva para se acalmar. Além disso, é recomendável estabelecer previamente um código (uma palavra ou um gesto).

<><> Outra questão é o que fazer durante esses minutos

Em outro texto do mesmo instituto, recomenda-se sair para caminhar ou ir para outro cômodo. É importante, também, evitar ficar remoendo o conflito. Além disso, não é correto confundir um silêncio hostil com neutralidade. Isso não equivale a estabelecer um limite (o que significaria definir onde o limite se encontra e mantê-lo).

<><> O oposto — sair sem avisar — é algo que, na literatura, costuma ser um mau presságio

Uma metanálise (que reúne 74 estudos com mais de 14.000 participantes), liderada por Paul Schrodt (Universidade Cristã do Texas) e publicada na Communication Monographs, constatou que o padrão de exigência e afastamento (um dos membros faz exigências e o outro se afasta) estava associado a uma menor satisfação no relacionamento, menor intimidade e pior comunicação. (Embora não se trate apenas de silêncio).

<><> Quando a discussão acontece pelo celular

O que acontece se a discussão for pelo celular? Outro estudo, da Universidade Brigham Young, analisou 276 jovens americanos que estavam em um relacionamento. Os pesquisadores associaram o uso de mensagens de texto para pedir desculpas, resolver divergências ou tomar decisões a uma pior qualidade do relacionamento, no caso das mulheres. Já entre os homens, o envio de muitas mensagens estava associado a uma qualidade inferior.

<><> No caso de chats, existe um termo técnico

Silenciar a conversa. Em grupos do WhatsApp, podemos fazer isso por oito horas, uma semana ou permanentemente. Dessa forma, não recebemos notificações no celular. É preciso, então, enviar uma mensagem avisando que voltaremos a falar em breve.

Abordamos o outro lado da moeda no Genbeta. O psicólogo Luis Miguel Real Kotbani escreveu que “manter o silêncio não nos torna maduros, mas sim submissos”. Ele se referia ao silêncio como um hábito de não incomodar — com o risco de acabar explodindo. Isso não contradiz o que Albaladejo dizia; trata-se de dois tipos de silêncio.

Um deles dura apenas alguns minutos. Avisa-se o outro e mantém-se a porta aberta para a conversa. O outro não tem data para terminar.

•        Sempre nos disseram que arrumar a cama logo ao acordar é bom para a nossa produtividade; há outro problema

As redes sociais estão repletas de vídeos motivacionais que sugerem uma boa rotina matinal para aproveitar ao máximo o seu dia. Muitos destacam a importância de arrumar a cama logo cedo, pois o cérebro interpreta isso como a primeira conquista do dia. Mas cuidado: isso pode trazer mais prejuízos do que benefícios. Não é um fator determinante para que o seu dia flua bem, e, além disso, é um hábito que os ácaros adoram.

O ideal, na verdade, é abrir as persianas, deixar a cama bem aberta, ventilar o quarto e só arrumar a cama depois de cerca de uma hora. Se você precisar sair de casa antes disso, pode deixar a cama desarrumada até voltar. Não há problema nenhum nisso.

<><> Um verdadeiro criadouro de ácaros

Como o próprio nome sugere, os ácaros vivem na poeira. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, eles não se alimentam dela. Na verdade, alimentam-se de matéria orgânica, como restos de insetos, unhas ou descamações da pele. Essa última é algo que temos em abundância e que liberamos em grande quantidade enquanto dormimos e nos esfregamos nos lençóis.

Se somarmos a isso o fato de que os colchões costumam acumular bastante poeira, percebemos que as camas são um verdadeiro parque de diversões para esses ácaros. Além disso, a umidade proveniente do suor e da nossa respiração favorece ainda mais a sua proliferação.

<><> É melhor uma cama desarrumada do que uma rinite alérgica

Se arrumarmos a cama logo ao acordar, acabamos retendo essa umidade, proporcionando aos ácaros um ambiente confortável para continuarem vivendo ali. Os ácaros, por si só, não causam doenças. Contudo, suas fezes e os restos de seus corpos após a morte contêm substâncias que atuam como alérgenos. É por isso que muitas pessoas sofrem de asma ou rinite alérgica ao entrarem em contato com eles.

Segundo um estudo realizado em 2004, os ácaros são o principal gatilho da asma alérgica (53%) e o segundo da rinite (39%) na Espanha. Embora seja um estudo antigo, as observações feitas hoje em dia nos consultórios de alergologia parecem seguir um padrão semelhante.

<><> Mais comuns do que você imagina

O ácaro do pó mais difundido na Europa é o Dermatophagoides pteronyssinus, embora, em algumas regiões, o Dermatophagoides farinae também seja abundante. Eles não são visíveis a olho nu, mas estão presentes em uma enorme quantidade de camas.

Por exemplo, de acordo com uma análise do pó de 3.580 colchões, realizada em 2006, os alérgenos Der 1 e Der 2 — dois dos mais associados à asma e a alergias — foram detectados em 68% e 53% das amostras, respectivamente.

<><> O que você deve fazer

Ao deixar a cama aberta por um tempo adequado, reduz-se a umidade que favorece a proliferação dos ácaros do pó. Não existe um tempo exato definido como ideal para deixar a cama desarrumada, mas alguns estudos e especialistas sugerem um período entre meia hora e duas horas. Há, inclusive, quem recomende deixá-la assim durante o dia todo.

Vale ressaltar que não se deve pular a etapa de ventilar o ambiente, já que, além de renovar o ar, isso faz com que os lençóis sequem muito mais rapidamente.

Isso é o que devemos fazer diariamente; além disso, é recomendável passar aspirador no colchão periodicamente, o que ajuda a manter esses bichinhos indesejados sob controle. Naturalmente, você também deve lavar os lençóis pelo menos uma vez por semana, preferencialmente com água quente.

Em resumo: o seu dia não será melhor só porque você arrumou a cama logo ao acordar. Do ponto de vista psicológico, isso não é tão necessário e, para outros aspectos da sua saúde, pode até ser um problema.

 

Fonte: Xataká Brasil

 

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