Após
vitória democrata nos EUA, americanos agradecem ao Brasil: ‘Nos deram
esperança’
A
vitória de candidatos democratas nas eleições legislativas dos Estados Unidos,
realizadas nesta terça-feira (3), provocou uma onda de agradecimentos ao Brasil
nas redes sociais. Americanos passaram a compartilhar mensagens de
reconhecimento à mobilização digital que marcou a campanha de reeleição do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontada como inspiração para
estratégias utilizadas no pleito americano.
As
publicações ganharam força após os democratas conquistarem vitórias em estados
tradicionalmente republicanos. Nas mensagens, usuários celebraram os resultados
e destacaram a influência de brasileiros na organização de campanhas e ações
nas plataformas digitais.
No
Threads, o perfil deonistruth publicou uma mensagem de agradecimento em letras
maiúsculas. “Brasil! Obrigado! Devemos muito a todos vocês! Obrigado por
acreditarem em nós!”, escreveu.
A
usuária mariampalong também reconheceu a contribuição dos brasileiros, com uma
referência direta ao grupo de mobilização política ligado à campanha de Lula.
“Agradecendo ao Exército do Lula, do Brasil, por todos os bons conselhos”,
publicou.
Em
outra postagem, juliusvladimirfrancisco destacou a influência das estratégias
digitais brasileiras. “De Merikuh, obrigado, Brasil, por nos dar esperança.
Vocês não sabem o quanto isso ajudou!”, afirmou. Na sequência, acrescentou:
“Obrigado pelas táticas online. Aprendemos com vocês”.
O
perfil verificado hermansfc, por sua vez, celebrou os resultados eleitorais e
atribuiu aos brasileiros parte da inspiração para a mobilização. “Aos meus
amigos brasileiros! Obrigado por nos inspirarem! A coragem e a determinação de
vocês nos mostraram o que é possível! Conseguimos!”, escreveu.
A
publicação terminou com uma mensagem em português: “Muito obrigado, meus amigos
brasileiros!”.
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Estratégia de mobilização brasileira ganha repercussão internacional
A
repercussão ocorre poucos dias depois da reeleição de Lula, em 25 de outubro,
quando a mobilização digital de apoiadores do presidente ganhou destaque
durante a reta final da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
Uma das
iniciativas foi o chamado “Exército do Lula”, associado ao deputado federal
André Janones (Rede-MG), que utilizou grupos de mensagens e redes sociais para
organizar apoiadores e ampliar o alcance de conteúdos favoráveis ao presidente.
A
estratégia passou a chamar a atenção de movimentos políticos de outros países,
incluindo Argentina, França e Espanha, onde grupos começaram a reproduzir
iniciativas semelhantes.
Nos
Estados Unidos, o influenciador democrata e comentarista político Isaiah Martin
chegou a utilizar a expressão “Explode”, popularizada por Janones durante a
campanha brasileira.
As
mensagens publicadas após as eleições americanas reforçam a repercussão
internacional da mobilização pró-Lula. Embora os resultados eleitorais não
possam ser atribuídos diretamente à estratégia brasileira, os agradecimentos
mostram que parte dos apoiadores democratas reconhece a experiência do Brasil
como referência para sua atuação nas redes sociais.
• Assessor de Trump admite que eleições
legislativas foram grandes demais para serem fraudadas
Aliados
do presidente reconhecem, nos bastidores, que a expressiva vitória dos
democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na
terça-feira (3), dificulta qualquer tentativa de contestação judicial dos
resultados.
Segundo
um assessor de Donald Trump ouvido pela CNN, a dimensão da derrota republicana
torna improvável que o governo questione a votação em larga escala. “Foi,
essencialmente, uma vitória grande demais para ser fraudada”, afirmou, em
referência a uma expressão frequentemente utilizada pelo presidente para
defender sua vitória eleitoral em 2024.
Antes
da votação, Trump e seus aliados haviam preparado o terreno para possíveis
questionamentos, mantendo o discurso de que o sistema eleitoral americano seria
marcado por fraudes, embora sem apresentar provas.
O
Departamento de Justiça chegou a recorrer à Justiça no Alasca para tentar
impedir a certificação dos resultados caso o republicano Dan Sullivan perdesse
a disputa, alegando uma possível confusão provocada pela presença de outro
candidato com o mesmo nome na cédula. Na Califórnia, o governo também tentou
invalidar milhares de votos sob suspeita de terem sido registrados por pessoas
sem cidadania americana. A Suprema Corte, porém, rejeitou a iniciativa na
segunda-feira (2).
A
vitória democrata, que superou as expectativas mais otimistas do partido, foi
interpretada como uma forte demonstração de rejeição às políticas de Trump.
Eleito em 2024 com promessas de melhorar a economia e controlar a inflação, o
presidente passou a enfrentar o desgaste provocado pelas guerras comerciais,
pelas tarifas e pelo conflito com o Irã, que contribuiu para elevar os custos
de energia e pressionar o orçamento das famílias.
Apesar
de a economia americana manter crescimento próximo de 3% ao ano, os juros
elevados e os preços de produtos essenciais, como alimentos e gasolina, pesaram
na avaliação do governo. Trump chegou às eleições com aprovação média de apenas
32%.
Outro
fator determinante foi a perda de apoio entre eleitores latinos, que haviam
contribuído para sua vitória em 2024. A política migratória e as operações
agressivas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) provocaram insatisfação em
comunidades diretamente afetadas pelas ações do órgão.
O
impacto econômico das tarifas e da guerra também atingiu trabalhadores rurais e
setores como a construção civil e a produção de carne. No Texas, o democrata
James Talarico conquistou uma vitória histórica para o partido, tornando-se o
primeiro senador democrata do estado desde 1988.
A
mobilização antecipada também favoreceu os democratas. Mais de 58 milhões de
americanos votaram antes do dia oficial da eleição, entre eleitores democratas,
republicanos e independentes.
Dados
da CNN, Associated Press e Catalist indicaram vantagem de 13 pontos percentuais
dos democratas sobre os republicanos nessa modalidade de votação, especialmente
em estados decisivos como Iowa, Maine, Ohio e Carolina do Norte.
Em
diversos locais, a contagem dos votos antecipados começou antes da apuração dos
votos presenciais, contribuindo para que a vantagem democrata aparecesse logo
nas primeiras divulgações dos resultados.
Fonte:
ICL Notícias

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