sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Alzheimer: três alimentos que ajudam a proteger o cérebro e podem reduzir o risco de demência

A alimentação pode desempenhar um papel importante na prevenção do declínio cognitivo e na redução do risco de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Estudos científicos apontam que o consumo regular de determinados alimentos está associado à preservação da memória e ao funcionamento saudável do cérebro ao longo do envelhecimento.

Entre os padrões alimentares estudados está a dieta MIND, que combina características da dieta mediterrânea e da DASH, originalmente desenvolvida para ajudar no controle da pressão arterial. O modelo prioriza alimentos ricos em antioxidantes, vitaminas e gorduras saudáveis.

Três grupos alimentares se destacam por seus possíveis benefícios à saúde cerebral: frutas vermelhas, peixes ricos em ômega-3 e vegetais de folhas verdes.

<><> Frutas vermelhas ajudam a proteger as células cerebrais

Morangos, mirtilos, framboesas e amoras são ricos em antioxidantes e flavonoides, compostos que ajudam a combater o estresse oxidativo, processo associado ao envelhecimento celular.

Pesquisas relacionam o consumo frequente dessas frutas à preservação de funções cognitivas, incluindo a memória. Os mirtilos, por exemplo, contêm antocianinas, substâncias responsáveis por sua coloração e com propriedades antioxidantes.

O açaí também pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, por apresentar compostos antioxidantes.

<><> Peixes ricos em ômega-3 contribuem para a saúde do cérebro

Peixes como sardinha, salmão e truta fornecem ômega-3, gordura essencial para o funcionamento das células cerebrais.

Um dos principais componentes desse nutriente é o DHA, que participa da estrutura das membranas dos neurônios e contribui para a comunicação entre as células nervosas.

A sardinha se destaca como uma alternativa mais acessível para incluir esse nutriente na alimentação. Além do ômega-3, os peixes fornecem nutrientes como vitamina B12 e selênio, importantes para o funcionamento do sistema nervoso.

A dieta MIND recomenda o consumo de peixe pelo menos uma vez por semana.

<><> Vegetais de folhas verdes podem ajudar a preservar a memória

Couve, espinafre e rúcula também estão entre os alimentos associados à manutenção da saúde cerebral. Esses vegetais fornecem vitaminas, minerais e antioxidantes importantes para o organismo.

As folhas verdes são fontes de vitamina K, folato e outros nutrientes envolvidos em processos relacionados ao funcionamento do cérebro.

Estudos observacionais associam o consumo regular desses vegetais a um declínio cognitivo mais lento durante o envelhecimento. Eles podem ser consumidos crus ou cozidos e incorporados às refeições diárias.

<><> Alimentação saudável não elimina o risco de Alzheimer

Embora os estudos indiquem benefícios associados à dieta MIND, nenhum alimento isolado é capaz de prevenir ou impedir o desenvolvimento da demência. As evidências apontam principalmente para a importância de manter um padrão alimentar saudável ao longo da vida.

Além da alimentação, fatores como idade, genética, atividade física e condições cardiovasculares influenciam o risco de desenvolver doenças neurodegenerativas.

A prática regular de exercícios, o controle da pressão arterial, a manutenção de vínculos sociais e o acompanhamento da saúde também são medidas importantes para preservar as funções cognitivas e favorecer a qualidade de vida durante o envelhecimento.

•        Gordura no fígado: conheça a fruta que pode contribuir para saúde do órgão

O tamarindo, fruta tropical de origem africana, tem despertado interesse por suas propriedades nutricionais e possíveis benefícios à saúde. Rico em fibras, minerais e compostos antioxidantes, o alimento pode contribuir para o funcionamento do intestino e para a manutenção da saúde metabólica.

Produzido pela árvore Tamarindus indica, o fruto apresenta sabor ácido quando ainda está verde e adquire uma consistência mais pastosa e agridoce ao amadurecer. Sua polpa é utilizada no preparo de sucos, molhos, sopas e sobremesas, especialmente em países da Ásia, África e América Latina.

Entre os nutrientes encontrados no tamarindo estão potássio, cálcio, fósforo e vitaminas do complexo B. A fruta também contém compostos vegetais, como polifenóis e flavonoides, conhecidos por sua ação antioxidante.

<><> Possíveis benefícios para o fígado

Pesquisas científicas investigam os efeitos dos antioxidantes presentes no tamarindo sobre o metabolismo das gorduras e a saúde do fígado.

Essas substâncias ajudam a combater o estresse oxidativo, processo associado a diferentes doenças metabólicas. Estudos preliminares também apontam possíveis efeitos sobre os níveis de colesterol e o acúmulo de gordura no organismo.

Entretanto, ainda não existem evidências clínicas suficientes para afirmar que o consumo da fruta, isoladamente, previne ou trata a gordura no fígado, condição conhecida como esteatose hepática.

<><> Tamarindo pode reduzir a retenção de líquidos?

Outro componente importante do tamarindo é o potássio, mineral que participa do equilíbrio de líquidos no organismo e ajuda a regular a pressão arterial.

A ingestão adequada desse nutriente contribui para o funcionamento dos músculos, nervos e rins. No entanto, não há comprovação de que o consumo de tamarindo seja capaz de eliminar edemas ou tratar diretamente o inchaço nas pernas, pés e tornozelos.

A retenção de líquidos pode ter diferentes causas, incluindo alterações circulatórias, problemas renais e doenças cardíacas, e deve ser investigada quando persistente.

<><> Benefícios para a digestão

O teor de fibras é uma das principais características nutricionais do tamarindo. Essas substâncias auxiliam o trânsito intestinal e podem contribuir para a prevenção da prisão de ventre.

Uma revisão publicada no periódico científico Asian Pacific Journal of Tropical Biomedicine também descreveu propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas associadas a compostos presentes na fruta.

Apesar dos possíveis benefícios, o consumo excessivo pode provocar desconfortos gastrointestinais, incluindo náuseas e diarreia.

Assim como outros alimentos nutritivos, o tamarindo pode fazer parte de uma dieta equilibrada, mas não deve ser considerado um tratamento para doenças do fígado, problemas circulatórios ou retenção de líquidos. Em caso de sintomas persistentes, a orientação é procurar avaliação médica.

 

Fonte: ICL Notícias

 

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