sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Migração de brasileiros para o Paraguai após vitória de Lula é 'moda passageira', diz analista

Com uma série de incentivos fiscais, o governo paraguaio quer aproveitar a crescente saída de empresários brasileiros insatisfeitos com a reeleição do presidente Lula. Especialistas ouvidos pela Sputnik acreditam que o fenômeno pode ser "apenas uma moda passageira" e que essas empresas também foram beneficiadas durante os governos do PT.

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentou o interesse de empresários brasileiros em deixar o país e se mudar para o Paraguai. Segundo a mídia paraguaia, as buscas online por maneiras de abrir um negócio no país dispararam nos últimos dias .

O aumento da demanda obrigou a Direção de Migração do Paraguai a estabelecer uma operação especial nas cidades fronteiriças, onde muitos brasileiros montaram barracas nas ruas para aguardar sua vez de dar entrada no processo de visto de residência.

Os dados oficiais confirmam a tendência, embora também mostrem que ela não começou após a eleição. Entre janeiro e setembro deste ano, o Paraguai recebeu 49.538 pedidos de residência, dos quais 31.706 eram de brasileiros .

Os dados também mostram que o interesse brasileiro supera em muito o de outros países da região: as solicitações de argentinos, que aparecem em segundo lugar, não chegaram a 3.500 no mesmo período.

Nos últimos meses, algumas empresas brasileiras anunciaram sua instalação no Paraguai. Por exemplo, a Pluma, líder em avicultura na América Latina, confirmou em outubro um investimento de US$ 50 milhões (R$ 273,8 milhões) para a produção de ovos no Paraguai, tanto para o mercado interno quanto para exportação.

A empresa também busca participar de uma cadeia de valor iniciada por outra gigante brasileira estabelecida no Paraguai, a JBS, que um ano antes havia anunciado um investimento de US$135 milhões (R$ 739,4 milhões) para instalar uma planta frigorífica.

Outro caso é o do Grupo Dass, que fabrica produtos esportivos para marcas internacionais como Adidas e Nike, que em 2026 fechou uma fábrica que possuía na Argentina para instalar uma no Paraguai.

<><> 10-10-10: A fórmula paraguaia

Em entrevista à Sputnik, o advogado paraguaio Sebastián Lobos, especializado em investimento estrangeiro, explicou que o fenômeno começou antes das eleições brasileiras, mas parece ter se tornado mais perceptível depois delas, dada a suposição de que um novo governo Lula poderia não ser atraente para os empresários.

"É simples: os impostos no Brasil fazem do Paraguai um atrativo importante para grandes empresas que buscam continuar crescendo", avaliou.

Lobos observou que muitos empresários brasileiros buscam aproveitar os incentivos fiscais do Paraguai para investir no "boom imobiliário" que o país está vivenciando ou no setor maquilador — composto por empresas destinadas a exportar toda a sua produção —, uma indústria particularmente apoiada no país sul-americano.

O advogado considera que o setor maquilador permite que Assunção "não seja concorrente do Brasil", mas "uma companheira" que possibilita que empresas brasileiras se instalem em solo paraguaio, mas continuem a mirar o mercado brasileiro.

"No Paraguai, costumamos dizer que temos o famoso 10-10-10 : 10% de IVA, 10% de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPF) e 10% de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF)", destacou, assegurando que esses níveis de tributação são "bastante atrativos para qualquer empresa" e que tornam o mercado paraguaio atraente não só para os brasileiros, mas para toda a América do Sul.

De acordo com Lobos, a chegada do capital brasileiro também começa a ser acompanhada pela chegada de "muitos estudantes universitários" do Brasil que atravessam a fronteira para continuar seus estudos no lado paraguaio ou para trabalhar lá.

<><> Há tensões com Lula?

O advogado paraguaio e analista internacional Héctor Sosa Gennaro destacou que o governo de Santiago Peña tem se concentrado particularmente em criar "uma estrutura pronta para a chegada de brasileiros", não apenas com impostos mais baixos, mas também com "mão de obra barata, boas condições energéticas e muito espaço no território".

De fato, o interesse explícito do governo Peña na chegada de brasileiros ficou claro em agosto de 2026, durante um evento.

"Hoje, os brasileiros querem vir para o Paraguai, querem vir trabalhar, querem vir morar, e hoje vamos abrir as portas para eles aqui, pelo norte", disse o presidente, assegurando sua intenção de melhorar a infraestrutura que liga os dois países no norte do Paraguai.

Além disso, o o governo paraguaio também lançou o 'Paraguay Investor Pass', um programa para facilitar a concessão de residência permanente a empresários estrangeiros que investissem pelo menos US$ 200 mil (R$ 1,095 milhão) nos setores imobiliário ou financeiro, ou US$ 150 mil (R$ 821,5 mil) no setor de turismo.

Gennaro Sosa entende que o interesse de Assunção em atrair empresários brasileiros para seu território poderia exacerbar as tensões entre os governos de Peña e Lula, que já tiveram alguns desentendimentos nos últimos meses, relacionadas, entre outras coisas, às negociações sobre a usina hidrelétrica de Itaipu, compartilhada pelos dois países, ou pelas contínuas investidas de Assunção em direção ao governo de Donald Trump nos EUA.

"Essas circunstâncias criarão tensão na relação entre os dois governos, mas são questões de boa vizinhança que terão de ser resolvidas. São países vizinhos, e o Paraguai é muito dependente comercialmente do Brasil", explicou.

<><> 'Moda passageira'

Embora para o governo paraguaio a aposta em empresários brasileiros pareça ser fundamental, o fenômeno não tem impacto significativo na economia de Brasília.

"Existe uma retórica em torno da migração de empresários brasileiros para o Paraguai, como se fosse algum tipo de ameaça ou intimidação contra o governo brasileiro. Mas a escala do fenômeno é muito limitada, e as perspectivas de grandes negócios para esses 'empresários' são modestas, já que provavelmente dependeriam do próprio mercado brasileiro", disse o economista brasileiro Roberto Piscitelli à Sputnik.

Nesse sentido, o especialista enfatizou que a alegada "fuga de capitais" do Brasil, relatada pelo lado paraguaio, é, para o Brasil, "apenas um pequeno incômodo".

Além disso, Piscitelli destacou que, apesar da posição dos opositores de Lula, o Brasil "continua sendo um mercado muito atraente, diversificado e estável". Atualmente, "todos os indicadores econômicos são favoráveis", apesar da alta taxa de juros, que permanece "fora de lugar", mas que, em última análise, "beneficia o mercado financeiro".

Segundo o economista, a dívida do Brasil "está em boa posição em comparação com as economias dos países desenvolvidos" e, embora o crescimento econômico permaneça "lento", "a perspectiva aponta para sua continuidade e consistência".

<><> Empresários também cresceram com Lula

Consultada também pela Sputnik, a socióloga argentina Amanda Barrenengoa — especialista na relação entre o Estado e as elites econômicas no Brasil — minimizou a ideia de que os governos de Lula tenham sido negativos para o setor empresarial do gigante sul-americano.

Barrenengoa lembrou que, durante seus dois primeiros governos (2003-2011), o presidente brasileiro "pegou um grupo de empresas pelo braço, especialmente dos setores industrial, do agronegócio e da construção civil", impulsionando seu crescimento e expansão internacional em consonância com a política externa de seus governos.

"Toda a política externa do governo Lula está intimamente ligada a uma política comercial altamente benéfica para esses grupos empresariais", destacou o especialista.

Muitas dessas elites econômicas, no entanto, continuaram a rejeitar politicamente o Partido dos Trabalhadores, embora "essa aliança mais pragmática com o governo de Lula fosse economicamente vantajosa para elas". Por essa razão, a analista enfatizou que a relação entre o PT e os líderes empresariais sempre incluiu "contradições" e não se baseou unicamente em fatores de conveniência econômica.

Na verdade, a relação ficou ainda mais tensa após o impeachment de Dilma Rousseff (2011-2016) e os governos de Michel Temer (2016-2019) e Jair Bolsonaro (2019-2023), além da operação Lava Jato.

Barrenengoa avalia que, em seu terceiro mandato, Lula "tentou melhorar esse relacionamento" com a comunidade empresarial e encontrou no confronto com o presidente dos EUA, Donald Trump, e suas tarifas sobre o Brasil, uma oportunidade de se mostrar "em defesa dos interesses das empresas brasileiras". Seu vice-presidente, Geraldo Alckmin, também desempenha um papel central nesse relacionamento, dadas suas estreitas ligações com os setores industriais de São Paulo.

No entanto, diferenças significativas persistem em alguns setores importantes da elite econômica brasileira. "É claro que a Faria Lima e o agro são uma história diferente", afirmou o especialista, referindo-se ao fato de que esses setores permaneceram politicamente mais próximos ao bolsonarismo.

•        Presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia deixa o país e alega ameaças

O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, afirmou nesta quarta-feira (4) que o país "deixou de ser seguro" e que tanto sua liberdade quanto sua vida, assim como as de sua família, estavam em perigo.

O magistrado declarou que não há processos contra eles, mas que "vão começar em breve", pois "vão forjar provas" para desacreditá-lo.

"Acabaram-se as garantias jurídicas: o poder político transformou novamente a Justiça em uma porta giratória, que adota como regra a prisão preventiva de quem não compartilha de suas posições e também não hesita em contratar pistoleiros para silenciar pessoas", declarou na rede social X.

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, comentou, durante um evento na Espanha, que a saída de Saucedo do país era "lamentável", mas que se tratava de uma notícia "animadora para o futuro".

Segundo ele, o magistrado deixou a Bolívia "porque há uma série de denúncias ou investigações sobre nosso modelo de sistema judicial".

O ministro de Governo da Bolívia, Marco Antonio Oviedo, afirmou à imprensa local que não havia mandados de prisão contra o presidente do Tribunal Supremo de Justiça. No entanto, investigações da polícia relacionam Saucedo ao ex-procurador-geral do Estado Roger Mariaca, que está preso sob acusação de ligações com o narcotráfico.

Em julho, Saucedo declarou que renunciaria à presidência da Corte, em meio a uma disputa com o governo de Rodrigo Paz por orçamento maior para o Poder Judiciário, e ameaçou uma greve.

¨      Desaprovação do governo Kast atinge 64% em meio à crise econômica no Chile

O Chile atravessa uma situação econômica e social difícil, marcada por recessão, aumento do desemprego a níveis não registrados desde a pandemia e rápida deterioração do apoio popular ao governo do presidente chileno José Antonio Kast.

Apenas sete meses após assumir a Presidência com elevado apoio inicial, a estratégia de ajuste fiscal e cortes de impostos do presidente de extrema direita enfrenta questionamentos crescentes de especialistas, da oposição e da própria população.

O desemprego atingiu o nível mais alto dos últimos cinco anos, enquanto a economia acumula meses de quedas consecutivas e a desaprovação do chefe de Estado sobe para 64%.

A crise do mercado de trabalho tornou-se a principal fonte de preocupação no país. Segundo os relatórios mais recentes do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), a taxa de desemprego subiu para 9,8% no trimestre de julho a setembro, superando a marca de um milhão de desempregados pela primeira vez desde a emergência sanitária.

Nos últimos 12 meses, quase 103 mil postos de trabalho foram eliminados, um fenômeno que afetou particularmente mulheres, jovens e pessoas que buscam ingressar no mercado de trabalho pela primeira vez.

A situação também revela profundas disparidades regionais, com taxas de desemprego de 10,2% em regiões como Valparaíso e O’Higgins, demonstrando que a atividade em setores como logística e comércio não se traduz necessariamente em empregos estáveis para a população local.

<><> Estagnação econômica

No âmbito macroeconômico, os dados oficiais do Banco Central confirmam um cenário preocupante de estagnação. Embora o Índice Mensal de Atividade Econômica (Imacec) de setembro tenha registrado uma leve recuperação anual de 0,2%, o resultado ocorre após dois meses consecutivos de queda e não impede a projeção de uma retração de 0,8% no Produto Interno Bruto (PIB) ao final do terceiro trimestre.

O Banco Central reduziu as projeções de crescimento para 2026 para uma faixa entre 0,25% e 0,75%, distanciando-se drasticamente das expectativas do ano passado e do compromisso do governo de alcançar um crescimento superior a 4% até 2030.

A retração foi impulsionada principalmente pela mineração, um dos pilares da economia nacional, que registrou queda de 12,6% devido ao aumento dos custos de produção, ao envelhecimento das jazidas e às interrupções provocadas por emergências climáticas associadas ao fenômeno El Niño.

Da mesma forma, houve um aumento do custo de vida, que chegou a 4,1% na comparação anual em agosto, impulsionado em grande parte pelo chamado benzinazo, decorrente da decisão do governo de não intervir nos preços dos combustíveis após a crise energética no Oriente Médio.

<><> Governo pede ‘paciência’

Diante da gravidade do cenário, a estratégia do Executivo é pedir paciência e confiança nos efeitos de médio prazo de sua “mega-reforma” tributária, cujo núcleo é a redução do imposto sobre as empresas de 27% para 23% e a garantia de estabilidade tributária para grandes investimentos.

O próprio ministro da Economia e Mineração, Daniel Mas, defendeu a posição do governo, afirmando que a administração não chegou ao poder para administrar a estagnação, mas para colocar o país em movimento.

Juan Ortiz, economista do Observatório do Contexto Econômico da Universidade Diego Portales, descreveu 2026 como “um ano para esquecer” e enfatizou que, no curto prazo, o cenário de atividade econômica estagnada não mudará.

Por outro lado, Francisco Castañeda, da Universidade Central do Chile, alertou que, embora o corte de impostos possa estimular investimentos no futuro, ele não será suficiente por si só nem produzirá resultados com a rapidez exigida pela crise atual.

<><> Alta desaprovação

A estagnação econômica e o aumento do custo de vida acabaram substituindo a insegurança como principal preocupação dos chilenos, levando o presidente Kast a reconhecer publicamente que seu governo enfrenta o pessimismo da população.

Essa percepção está claramente refletida nas últimas pesquisas de opinião: o levantamento Agenda Criteria indica que 64% da população desaprova a gestão presidencial, enquanto estudos da empresa Cadem situam sua aprovação entre 27% e 32%, em forte contraste com os 57% registrados quando assumiu o cargo, em 11 de março.

Da mesma forma, 82% dos entrevistados afirmam que o desempenho do Executivo ficou abaixo das expectativas iniciais.

Diante da discussão sobre o Orçamento de 2027 no Congresso, há forte oposição popular à busca do equilíbrio fiscal por meio de cortes sociais, com apenas 19% dos entrevistados dispostos a aceitar a redução de programas públicos e apenas 8% favoráveis à diminuição dos subsídios, em um cenário no qual organizações sociais já anunciam a retomada das mobilizações.

¨      Vice-ministro do Chile renuncia após reduzir penas de condenados por abusos contra menores

O subsecretário de Justiça do Chile, Luis Silva, renunciou ao cargo na sexta-feira (30/10), em meio à repercussão das reduções de penas concedidas pelo Ministério da Justiça a 56 pessoas condenadas por crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A saída foi aceita pelo presidente José Antonio Kast, que anunciou a advogada Josefina Soto Larreátegui como substituta.

As reduções foram concedidas por meio de decretos assinados entre março e setembro de 2026. Segundo levantamento divulgado pelo veículo chileno Interferencia e repercutido pela imprensa local, os benefícios alcançaram pessoas condenadas por estupro e abuso sexual de menores. A maioria dos beneficiados teria obtido antecipação da saída da prisão.

A renúncia de Silva ocorreu depois que ele publicou um vídeo nas redes sociais para explicar sua participação na assinatura de alguns dos decretos. No pronunciamento, afirmou que agiu seguindo o entendimento estabelecido pelo ministro da Justiça e Direitos Humanos, Fernando Rabat. Silva assinou os documentos quando substituía o ministro.

Em vídeo, o então subsecretário declarou: “A quem corresponde assinar é ao ministro da Justiça. Mas, quando o ministro não está, ele é substituído pelo subsecretário. E, quando o subsecretário assina em substituição ao ministro, faz isso aplicando o critério estabelecido pelo próprio ministro”. A gravação foi publicada sem autorização prévia do Ministério da Justiça ou do Executivo, segundo a imprensa chilena.

A Presidência informou que a advogada Josefina Soto Larreátegui assumirá a Subsecretaria de Justiça. O ministro Fernando Rabat, por sua vez, permanece no cargo, apesar das cobranças da oposição e de integrantes da própria base governista por sua saída.

<><> Debate sobre a legislação

A controvérsia envolve a aplicação da Lei 19.856, que regulamenta a redução de penas por bom comportamento. Em fevereiro de 2022, uma alteração na legislação passou a excluir do benefício pessoas condenadas por determinados crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A discussão jurídica está relacionada à possibilidade de aplicar essa restrição a condenações anteriores à mudança.

Rabat argumenta que a proibição não pode retroagir e que o Ministério da Justiça não poderia deixar de conceder os benefícios reconhecidos pelas comissões responsáveis pela análise dos pedidos. Em 23 de outubro, a pasta anunciou a suspensão da tramitação dos decretos e informou que encaminharia medidas legislativas para impedir que condenados por crimes sexuais contra menores continuassem recebendo as reduções.

Uma investigação publicada pelo portal chileno Ciper, nesta sexta-feira (30/10), contestou a justificativa do ministro. O veículo analisou 113 processos judiciais envolvendo pedidos de redução de pena e identificou 19 casos em que a Justiça rejeitou o benefício. Segundo a investigação, os registros demonstram que havia alternativas legais para o Ministério contestar as solicitações, em vez de aprová-las.

<><> Condenados por crimes da ditadura também foram beneficiados

A crise se ampliou após a divulgação de que pelo menos dois condenados por crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) também receberam reduções de pena. O caso provocou críticas de parlamentares governistas e da oposição.

A oposição considerou insuficiente a saída de Silva e anunciou que apresentará um pedido de acusação constitucional contra o ministro Fernando Rabat. Se aprovado pelo Congresso, o procedimento poderá resultar na destituição do ministro e em sua inabilitação para exercer cargos públicos por cinco anos.

O presidente José Antonio Kast reconheceu que o Estado falhou com as vítimas dos condenados beneficiados. Até este sábado (31/10) o governo mantinha Rabat à frente do Ministério da Justiça.

 

Fonte: Sputnik Brasil/Telesur

 

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