Iraque
luta para se reconstruir após resistir à tentativa de colonização dos EUA,
avaliam analistas
Em
entrevista ao podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, especialistas apontam que,
após duas décadas de presença militar norte-americana, o Iraque vive um momento
dinâmico de mudança como se estivesse sendo reconstruído.
Os
Estados Unidos concluíram a
retirada
de suas últimas tropas do Iraque, encerrando mais de duas décadas de ocupação
militar no país.
A saída
marca o fim de uma operação iniciada em 2003, com a invasão liderada pelos EUA
sob a alegação de que o país armazenava armas de destruição em massa, argumento
que posteriormente se provou falso. A invasão norte-americana derrubou o então
governante iraquiano Saddam Hussein e abriu caminho para anos de insurgência e
violência sectária no Iraque.
No auge
da Guerra do Iraque, em 2007, mais de 170 mil soldados norte-americanos estavam
mobilizados no país. Em dezembro de 2023, antes do acordo de retirada ser
firmado, esse número havia caído para cerca de 2.400, segundo o Comando Central
dos EUA (CENTCOM). Desde então, as forças norte-americanas reduziram sua
presença, deixando apenas um pequeno contingente na região autônoma do
Curdistão, no norte do Iraque.
Ao
podcast Mundioka, da Sputnik Brasil, Nasser Kazharji, diretor do Arresala, que
testemunhou o início da invasão norte-americana ao Iraque, afirma que a
presença das tropas estadunidenses impunha uma sensação de subordinação.
"Você
vê ali tropas estrangeiras que podem te machucar, que podem atirar em você,
podem te enquadrar, e você não pode dizer nada porque não existe um governo,
não existe um país que te proteja", afirma.
Ele diz
que, após a queda de Hussein, o país teve de recomeçar do zero, sendo que tudo
tinha de passar pela "benção" das tropas estrangeiras.
"O
novo Iraque era um Iraque sem nenhuma segurança, o mínimo de segurança que
existia tinha acabado. Era um país onde a coalizão podia deixar ali todos os
grupos ou aliados atuarem, testarem armas, um país onde praticamente não tinha
lei, e eles estavam acima da lei."
Kazharji
ressalta que, ao longo dessas duas décadas de presença militar norte-americana,
o Iraque conseguiu resistir à tentativa de colonização e demonstrou, em vários momentos,
independência
e soberania.
"Mostrou
que é capaz de administrar o seu país, de decidir o futuro do seu país, como a
elaboração da Constituição iraquiana foi feita por iraquianos, por comitês
iraquianos", destaca.
No
entanto, algumas questões cruciais ainda eram geridas pelos norte-americanos,
como a renda gerada pela venda do petróleo do país, que obrigatoriamente era
enviada a um fundo com sede nos Estados Unidos.
"Qualquer
gota de petróleo vendida do Iraque é paga em dólar para esse fundo, que repassa
o dinheiro físico uma vez por mês para o Iraque. Então isso é uma dependência
total e não tem como você falar que o país é independente se tem esse modelo de
dependência para pagar os salários dos funcionários públicos."
Lucas
Mendes, geógrafo e cofundador do Geopolítica Hoje, que esteve no Iraque
recentemente, afirma que o país hoje atravessa um momento dinâmico de
mudança.
"Você
tem investimentos, você tem grandes shoppings, você tem grandes avenidas sendo
construídas. Então é esse momento, como se o Iraque estivesse sendo
reconstruído 20 anos depois de tanta guerra e depois de tanta invasão",
afirma.
Ele
considera o país um grande campo de batalha geopolítico e de influência
internacional entre as potências e diz que o Iraque tem muita semelhança
cultural com o Irã, potência regional que é o maior obstáculo à influência dos
Estados Unidos no Oriente Médio.
"São
povos islâmicos, xiitas, seguem uma tradição que é muito importante que as
pessoas entendam que é não só uma religião, como muitas vezes a gente trata
aqui no Brasil ou é visto no chamado Ocidente, mas é uma integração cultural
mesmo muito mais forte que esses povos têm. Isso gera uma influência natural
dentro do Iraque, melhor dizendo, em relação ao Irã."
Mendes
acrescenta que os Estados Unidos nunca conseguiram estabelecer uma influência
duradoura dentro do Iraque, da mesma forma que ocorreu no Afeganistão, embora
tenham criado instituições no modelo estadunidense no país.
"Você
vê instituições norte-americanas dentro do Iraque, universidade dos Estados
Unidos dentro de Bagdá, você vê hospitais sendo patrocinados pelos Estados
Unidos, mas você não vê a sociedade iraquiana votando […] nesses partidos e
nessas lideranças que são pró-Estados Unidos", observa.
Mendes
destaca que atualmente existem casos bem documentados que mostram que a guerra
civil iraquiana que sucedeu a invasão dos Estados Unidos foi um dos episódios
geopolíticos mais graves do século XX.
"Uma
ação dos Estados Unidos extremamente irresponsável, não se sabia o nível da
barbárie que ia chegar ali, 500 mil crianças mortas dentro do Iraque, você tem
estimativas de milhões, pelo menos 1 milhão de mortos, envolvendo todo o
período da invasão e posterior guerra civil."
Além de
se recuperar da barbárie humana, o Iraque enfrenta um desafio relacionado à
questão energética, já que, apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo
do mundo, tem dificuldade para suprir a demanda de energia da população por
questões geográficas. Segundo Mendes, foi isso que levou o país a tentar se
munir de energia nuclear na era Saddam Hussein, sem obter sucesso.
"Por
exemplo, o Iraque não tem a quantidade de rios que o Brasil tem para aportar
energia hidrelétrica, não tem a quantidade de petróleo que dê também para ser
refinado e bancar todas as necessidades do país, há de se buscar outras formas
de desenvolvimento", afirma.
Ele
considera que essa é uma questão a ser resolvida em longo prazo, pois a invasão
e ocupação do país desestabilizaram a matriz energética iraquiana.
"O
Iraque deixou de investir em projetos muito importantes, destruiu projetos que
estavam acontecendo no curso desses acontecimentos e agora são também algumas
décadas para reinvestir e chegar no ponto anterior."
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Ministro de Israel defende “aniquilar” Gaza e chama
moradores de “nazistas”
O
ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, defendeu na segunda-feira
(12) que Gaza seja “aniquilada” e disse querer que todo o território passe a
Israel por “razões sionistas”. Em evento público, ele chamou os moradores do
enclave de “nazistas” e afirmou que a Faixa não deveria existir.
Ele
respondia a críticas por ter endossado um chamado para varrer Huwara, cidade
palestina na Cisjordânia ocupada. Segundo o ministro, suas palavras foram
distorcidas e não pediam o assassinato de mulheres e crianças.
“Temos
que aniquilar Gaza. Não com genocídio, Deus proíbe. Aniquilar Gaza porque Gaza
é uma entidade terrorista com 1,8 milhão de nazistas”, declarou, segundo a
agência Europa Press.
Smotrich
afirmou que os moradores de Gaza foram educados ao longo de gerações para odiar
Israel. Para ele, um lugar assim “não deveria existir”, e o mesmo valeria para
Huwara.
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Plano de esvaziamento e anexação
Smotrich
e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, defendem repetidamente a
volta de assentamentos israelenses em Gaza. Em setembro, Ben-Gvir apresentou um
plano para transferir a maioria dos moradores de Gaza ao exterior em sete anos.
O
programa recebeu o rótulo de “migração voluntária”, apesar da oposição dos
palestinos a deixar suas casas. Smotrich, colono na Cisjordânia e responsável
por assuntos civis no território ocupado, defende a expansão dos assentamentos
para impedir a criação de um Estado palestino.
O
projeto E1, a leste de Jerusalém, recebeu condenação internacional por ameaçar
fragmentar um futuro Estado palestino.
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Violência de colonos e mandados internacionais
A
retórica territorial também aparece em outras frentes.
O
primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já manifestou apoio a uma visão de “Grande
Israel”.
Uma
comissão da ONU concluiu no ano passado que Israel cometeu genocídio em Gaza. O
Tribunal Penal Internacional também expediu mandados de prisão contra Netanyahu
e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant por supostos crimes de guerra e crimes
contra a humanidade.
Israel
rejeita as acusações. A ofensiva em Gaza começou após os ataques do Hamas de 7
de outubro de 2023, que mataram cerca de 1.200 israelenses, a maioria civis.
Desde
então, dezenas de milhares de palestinos foram mortos em Gaza, segundo as
autoridades de saúde locais.
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Israel intensifica bombardeios e operações terrestres no
sul do Líbano, diz fonte
As
forças israelenses intensificaram os ataques aéreos e de artilharia contra o
sul do Líbano nas últimas 24 horas. É o que revelou à Sputnik nesta terça-feira
(13) uma fonte militar libanesa, que ainda pontuou que foram registradas
explosões e deslocamentos de veículos blindados em diferentes pontos da região.
"A
aviação de combate israelense atacou, nas últimas 24 horas, as localidades de
Shakra e Kfar Tibnit, o vale de Slouki, entre Mays al-Jabal e Shakra, e Wadi
al-Khanazir, nos arredores de Froun", afirmou a fonte.
Segundo
o interlocutor da agência, a artilharia pesada
israelense
também bombardeou Beit Yahoun, Kfar Tibnit, Mansouri, Khiam, Wadi Zibqin, a
região de Jarmak e a área entre Hodeidah e Haris.
As
forças israelenses também realizaram uma série de explosões
de grande intensidade
em Kfar Tibnit e dispararam metralhadoras contra a região de Biyut al-Siyad e
os arredores de Barakat al-Naqqar, perto de Shebaa.
A fonte
relatou ainda a movimentação de veículos militares israelenses entre Aita
al-Jabal e Beit Yahoun, onde também foram registrados intensos disparos de
artilharia e metralhadora. O deslocamento de veículos militares foi observado
igualmente na localidade de Zoutar al-Sharqiya.
Em
junho, Líbano e Israel
firmaram um acordo
mediado pelos Estados Unidos que prevê a retomada do controle do sul do país
pelo Exército libanês, desde que o Hezbollah seja desarmado. O processo
começaria por zonas-piloto, das quais as tropas israelenses deverão se retirar.
Na
ocasião, o ministro da Defesa do governo Benjamin Netanyahu, Israel Katz,
afirmou que Tel Aviv manteria a presença militar de longo prazo no sul do
Líbano e responderia "com grande força" caso o Irã tente impedir a
implementação do acordo.
Katz
ainda classificou o entendimento como "um acontecimento histórico e uma
importante conquista política e de defesa" para Israel. Segundo ele, o
acordo pode criar, pela primeira vez em décadas, uma realidade mais segura na
fronteira norte do país e fortalecer a segurança da população israelense.
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Governo Trump estuda usar bomba de 9,8 toneladas contra o
Irã, diz CNN
O
governo Trump estuda usar a GBU-43/B, bomba não nuclear de 9,8 toneladas,
contra instalações energéticas e nucleares do Irã caso decida retomar os
combates. A informação foi publicada pela CNN nesta quinta-feira (15), com base
em relatos de autoridades americanas a par do planejamento militar.
Segundo
a emissora, uma das fontes disse que Trump pediu novos pacotes de ataque contra
uma série de alvos, incluindo infraestrutura de energia, e que a bomba está
entre as opções. Outra fonte afirmou que os planos para instalações nucleares,
como o complexo subterrâneo conhecido como Pickaxe Mountain, também consideram
a arma.
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Arma de área, não de penetração
A
GBU-43/B, apelidada de Mãe de Todas as Bombas, foi projetada para provocar uma
explosão de grande alcance, e não para atingir alvos enterrados sob camadas de
rocha. Pessoas a par do planejamento questionam se ela conseguiria destruir
instalações nucleares profundas.
“A MOAB
é uma arma enorme, do tipo operação de informação, ótima para limpar grandes
áreas, mas pouco mais que isso”, disse à CNN uma fonte familiarizada com as
discussões. “Definitivamente não foi projetada como ogiva de penetração
profunda.”
O amplo
raio da explosão também levanta preocupação com mortes de civis caso a bomba
seja usada perto de áreas povoadas. Os Estados Unidos lançaram a MOAB em
combate pela primeira vez em abril de 2017, contra um complexo de túneis e
cavernas do Estado Islâmico no Afeganistão, no primeiro mandato de Trump.
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Eleições no horizonte
Trump
disse que não autorizaria novos ataques antes das eleições legislativas de 3 de
novembro. Segundo a CNN, assessores do governo não têm certeza de que essa
posição será mantida, enquanto os planejadores militares seguem preparando
opções. A guerra se tornou impopular entre os eleitores americanos, e não há
sinal de acordo negociado entre Washington e Teerã.
Um
funcionário da Casa Branca disse à CNN que o governo não comenta planos
militares sensíveis que podem ou não existir e que Trump mantém todas as opções
sobre a mesa para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear.
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Teerã busca impedir que alguém pense em atacar o Irã, diz
presidente do Parlamento
Teerã,
tanto por meio de ações militares como de negociações, busca garantir que
ninguém mais ouse atacar o Irã, disse o presidente do Parlamento iraniano,
Mohammad Bagher Ghalibaf, comentando sobre o conflito com os EUA.
"Quando
dizemos que estamos conduzindo tanto a guerra como
as negociações,
isso não significa que estamos travando uma guerra sem fim ou negociando sem
parar", disse ele na TV iraniana.
Comentando
sobre as negociações com os
EUA,
Ghalibaf acrescentou que o Irã deve alcançar, por meio de suas ações, a
"dissuasão sustentada para que ninguém ouse atacar" o Irã, e disse
que os EUA devem mudar seu comportamento.
"Negociação
e guerra são ferramentas para alcançar a dissuasão", disse o político
iraniano.
Segundo
ele, para alcançar seus objetivos, o Irã está engajado tanto em ações militares
quanto em negociações. Após uma vitória militar, é necessário alcançar a
vitória política de tal forma que o lado contrário aceite as exigências do Irã ou reconheça a
derrota, disse Ghalibaf.
Ele
também reiterou que o memorando de cessação das hostilidades com os Estados
Unidos, concluído em junho de 2026, ajudou as Forças Armadas iranianas a se
fortalecerem.
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Arábia Saudita e houthis voltam a trocar mísseis em
escalada da agressão
A Força
Aérea da Arábia Saudita lançou um ataque contra a Estação Central Al-Sabaha da
Companhia de Petróleo do Iêmen, localizada em Sanaa, capital do Iêmen, além de
um depósito nos arredores da capital.
Segundo
a agência de notícias Saba, do Iêmen, as instalações atacadas por Riad estavam
vazias e, portanto, não afetou as reservas de petróleo nem as cadeias de
abastecimento.
Em
resposta, o grupo iemenita Ansar Allah, também conhecido como houthi, lançaram
um novo ataque contra instalações da petroleira estatal Saudi Aramco. Em
anúncio prévio, o porta-voz militar Yahya Saree alertou que estariam na lista
de alvos a sede da empresa em Dhahran, a refinaria de Riad, além do aeroporto
internacional Rei Khalid, também localizada na capital saudita.
Nos
últimos dias os houthis lançaram uma série de ataques contra a Arábia Saudita.
Em especial, no sábado, o aeroporto foi
atacado com mísseis balísticos deixando 13 mortos e 300 feridos.
A
tensão entre os países teve início em 2015, quando a Arábia Saudita interviu no
Iêmen para reinstalar o governo apoiado por Riad e aliados, entre eles, os
Estados Unidos. Nos últimos quatro anos, no entanto, houve uma grande redução
nas agressões entre os dois países.
Os
confrontos, entretanto reiniciaram em julho quando o governo internacionalmente
reconhecido do Iêmen, o Conselho de
Liderança Presidencial (CLP), que governa do exterior, lançou um ataque
contra a pista do aeroporto de Sanaa no momento em que um avião, que
transportava uma delegação houthi que retornava do funeral do ex-líder supremo
do Irã Ali Khamenei, se aproximava, impedindo sua passagem.
Desde
então, o Ansar Allah anunciou um bloqueio naval contra o vizinho no que chamou de uma
medida "olho por olho", uma vez que Riad impõe um bloqueio por terra,
ar e mar contra o Iêmen já 12 anos.
Porta
de entrada sul para o mar Vermelho, o estreito se tornou rota mais vital para o
fornecimento de energia da Arábia Saudita e de outros países desde o início da
guerra dos EUA com o Irã, em fevereiro, quando Teerã fechou o estreito de
Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao oceano Índico.
Nas
últimas semanas, no entanto, a escalada acirrou drasticamente entre o governo
de Riad e o Ansar Allah, que controla a capital iemenita, devido ao rápido
avanço militar que o grupo teve em assumir o controle de novos territórios
dominados anteriormente pelo CLP, como toda a costa ocidental do mar Vermelho
até o estreito de Bab al-Mandeb, além de se aproximarem da cidade de Taiz, um
dos principais centros urbanos e estratégicos do Iêmen.
Nesta
terça-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a
situação na região afirmando que os houthis estão "se comportando muito
mal" e que está conversando com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin
Salman, e com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
A
Turquia, junto do Paquistão, possui uma aliança de defesa mútua com a Arábia
Saudita, o Acordo de Meca, assinado em 7 de agosto. Os países já se
comprometeram em enviar tropas ao
país da Casa de Saud,
mas o escopo das operações ainda não foi anunciado.
Fonte: Sputnik
Brasil/O Cafezinho

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