Dieta
rigorosa e treino intenso podem atingir o sistema hormonal; entenda
A busca
pelo emagrecimento, definição muscular e alto rendimento na academia pode ser
benéfico, mas também pode sair caro para a saúde. Especialistas alertam que,
dietas muito restritivas e rotinas pesadas de treino podem comprometer, além da
mentalidade e do corpo, o sistema hormonal.
Um
exemplo é a tenista norte-americana Emma Navarro, de 25 anos, que anunciou uma
pausa na carreira após ser diagnosticada com RED-S (Deficiência Relativa de
Energia no Esporte) e Tireoidite de Hashimoto. Segundo os atleta, os
quadros, decorrentes em parte de uma alimentação inadequada, provocavam
tonturas, dores de cabeça, fadiga constante e dificuldade de concentração.
De
acordo com o endocrinologista Rodrigo Gomes de Souza, quando o organismo recebe
menos energia do que gasta por um longo período, ele aciona um mecanismo de
defesa que passa a economizar, reduzir o ritmo do metabolismo e,
consequentemente, isso compromete o sistema hormonal.
Nessas
situações, o organismo reduz a atividade do eixo que controla a tireoide. Na
prática, é como se o organismo percebesse que ‘está faltando combustível’ e
diminuísse o ritmo do metabolismo para gastar menos energia.- Rodrigo Gomes de
Souza, gerente médico corporativo de centros clínicos ambulatoriais da Hapvida
Isso
mostra que comer pouco e treinar muito não, necessariamente, significa ser
saudável. Por este motivo, aqueles que querem manter uma dieta saudável
precisam manter um acompanhamento médico com um endócrino ou nutricionista.
Rotina
pode influenciar no diagnóstico de Hashimoto
A Tireoidite de
Hashimoto
é uma doença autoimune onde o sistema imunológico atinge as próprias células da
tiroide, impulsionado por distúrbios endócrinos. Segundo o especialista, dietas
severas podem influenciar na falta contínua de energia, na inflamação da
glândula e contribuir para o surgimento ou o agravamento da doença.
É como
se o organismo já estivesse no limite e a falta de energia tornasse a situação
aparente.
É
possível que a tireoide já esteja funcionando abaixo do ideal, de forma
discreta, antes mesmo de aparecerem sintomas claros. Nesse cenário, dietas
muito restritivas ou rotinas de treino excessivamente intensas podem funcionar
como um gatilho. - Rodrigo
Gomes de Souza, gerente médico corporativo de centros clínicos ambulatoriais da
Hapvida
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Segue uma rotina severa? Veja os sinais de alerta
Segundo
o especialista, quando o corpo entra em colapso energético, os principais
sinais estão:
- Cansaço
persistente, que não melhora com o descanso;
- Dificuldade para
perder peso, mesmo comendo pouco;
- Perda de massa
muscular;
- Queda de libido;
- Falhas ou
ausência do ciclo menstrual;
- Lesões por
estresse repetidas.
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Como tratar?
Nos
casos as doenças são impulsionadas pela baixa disponibilidade energética, o
endocrinologista recomenda medidas além dos medicamentos. Não basta
simplesmente ‘repor o hormônio’. É preciso também corrigir a falta de energia
disponível para que o organismo volte a funcionar adequadamente”, afirma o
especialista.
A
recomendação é reduzir a intensidade dos treinos, introduzir
nutrientes e carboidratos em proporções adequadas e procurar um especialista para
checar as taxas hormonais e metabólicas.
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Caneta emagrecedora: 65% dos pacientes não conseguem
custear tratamento
Apesar
de muito popularizado para tratar obesidade, o custo das canetas emagrecedoras
ainda é um fator determinante para a adesão ao tratamento. Os médicos acreditam
que cerca de 65% dos pacientes não conseguem manter a dosagem ou continuar com
o método por não poderem comprar o medicamento.
A
constatação está presente na análise feita pela Brace Pharma, que reuniu dados
de diversas pesquisas, divulgada nesta quinta-feira (15). Ao todo foram
entrevistados 1.067 médicos. Segundo eles, apenas 28% das pessoas aptas ao
tratamento conseguem pagar para continuar o uso.
Os
profissionais foram entrevistados por estudantes de medicina em fase final da
IFEPEC/Febrafar. A pesquisa está incluída no relatório da Brace Pharma.
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Popularização nas redes
Nas
redes, as menções às canetas cresceram 86% em apenas seis meses.
A
comparação foi feita entre o primeiro semestre de 2026 e o segundo semestre de
2025, e analisa conversas públicas em português coletadas pela ferramenta
Brandwatch.
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Canetas emagrecedoras ilegais
Pelo
alto custo, muitos pacientes podem recorrer ao uso de medicamentos ilegais.
Cerca de 91,4% das menções sobre canetas emagrecedoras incluem compra sem receita e conversas sobre
conseguir acesso ao remédio.
Em
entrevista à CNN, a endocrinologista Deborah Beranger alerta que o uso
intermitente e sem acompanhamento médico pode resultar no chamado “efeito
sanfona”, em que o paciente alterna entre perda e ganho de peso. “Para o corpo,
é muito pior você ficar reganhando do que você não perder peso”, explica.
Entre
os efeitos colaterais mais comuns estão vômitos, diarreia e constipação. Casos
mais graves já foram registrados, como obstrução intestinal e laceração de
esôfago por vômito.
A
Anvisa também não recomenda o uso de medicamentos ilegais, pois os produtos não
foram avaliados pela agência e podem apresentar riscos à saúde. O comércio
ilegal de medicamentos injetáveis é crime previsto no Código Penal brasileiro.
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Estudo: canetas emagrecedoras reduzem risco de câncer
ligado à obesidade
Medicamentos
com o receptor do hormônio GLP-1, como os utilizados em canetas emagrecedoras,
foram associados a uma redução no desenvolvimento de cânceres relacionados
à obesidade em adultos, como os que envolve tumores pancreáticos, endometriais,
colorretais e de tireoide.
A
conclusão foi publicada em um estudo recente da edição de agosto da revista
científica Annals of Oncology. A pesquisa analisou mais de 229 mil adultos com
obesidade e sem diagnóstico de diabetes nos Estados Unidos. Desse total, 86
mil utilizavam os medicamentos, enquanto 143 mil receberam orientação para
dieta ou prática de exercícios.
Durante
dois anos, os pesquisadores observaram que os pacientes que utilizavam os
fármacos com GLP-1 apresentaram uma incidência 41% menor do conjunto de 13
tipos de câncer associados à obesidade, em comparação com aqueles que receberam
apenas orientação sobre dieta ou exercícios.
Os
pesquisadores também analisaram diferentes medicamentos da classe do GLP-1. O
uso de semaglutida foi associado a uma menor incidência de câncer, assim como o
de tirzepatida. No entanto, não houve comparação direta entre os dois
medicamentos e, por isso, não foi possível identificar qual deles seria mais
eficaz na redução do risco de câncer.
Entre
os tipos de tumores analisados, foram observadas associações de menor
incidência para câncer de pâncreas, endométrio, colorretal e tireoide. Também
foram identificadas reduções para mieloma múltiplo e câncer de mama.
Apesar
dos resultados, especialistas alertam que o ideal é que os medicamentos
utilizados sejam originais e que o paciente precisa manter um acompanhamento
médico, para não gerar efeitos negativos no organismo.
https://www.youtube.com/live/BURZebvm6sg?si=vtv8LHTTUIiA0_Po
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Sobre a obesidade
A
obesidade é uma doença crônica que envolve o acúmulo anormal ou excessivo de
gordura no corpo.
Segundo
dados do SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), 34,98% da
população está sobre peso, totalizando mais de 7 milhões de pessoas; outros
22,74%, ou seja, 5 milhões de pessoas estão com obesidade Grau I; em obesidade
grau II e grau III o índice chega a mais de 3 milhões de pessoas, cerca de 15%
da população.
- Os dados foram
analisados nesta segunda-feira (7) pela CNN Brasil e contabiliza os
números até agosto de 2026.
De
acordo com o Ministério da Saúde, a obesidade está relacionada ao aumento
do risco para outras doenças como as do
coração,
diabetes, hipertensão arterial sistêmica, doença do fígado e diversos tipos de
câncer (como o de cólon, de reto e de mama), problemas renais, asma,
agravamento da covid, dores nas articulações, entre outras.
Fonte:
CNN Brasil

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