Diabetes
e visão: quando fazer o exame de fundo de olho e por que ele pode detectar
retinopatia diabética cedo
A
retinopatia diabética pode evoluir sem sinais perceptíveis, enquanto alterações
já acontecem nos vasos da retina. Nesse contexto, o exame de fundo de olho se
torna uma ferramenta central para identificar mudanças precoces e orientar o
tratamento.
Muitas
pessoas com diabetes só procuram o oftalmologista quando percebem visão
embaçada ou manchas. No entanto, esses sinais podem surgir em fases mais
avançadas. Portanto, o acompanhamento regular permite detectar alterações antes
do impacto visual.
Segundo
a Dra. Letícia Rubman, as alterações provocadas pelo diabetes são
microvasculares e atingem diretamente os vasos sanguíneos da retina. Além
disso, o exame permite observar sinais que podem indicar comprometimento em
outros órgãos, como rins.
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O que é a retinopatia diabética e como ela se desenvolve
A
retinopatia diabética ocorre quando há alteração nos vasos sanguíneos da
retina, causada pela exposição prolongada à glicose elevada. Nesse processo,
surgem microaneurismas, que são pequenas dilatações nos vasos.
Essas
alterações são microscópicas e não causam sintomas iniciais. Por outro lado,
com o tempo, podem evoluir para quadros mais complexos, com formação de novos
vasos e risco de sangramento.
Além
disso, o corpo tenta compensar áreas com menor circulação criando novos vasos,
o que nem sempre funciona de forma adequada. Esse processo pode levar à
progressão da doença, incluindo a retinopatia proliferativa.
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Quando fazer o exame de fundo de olho no diabetes
O exame
de fundo de olho faz parte da rotina oftalmológica, mesmo para quem não tem
diabetes. No entanto, para pessoas com a condição, o acompanhamento segue
orientações específicas.
No
diabetes tipo 1, a recomendação é iniciar a avaliação cerca de cinco anos após
o diagnóstico ou na puberdade. Já no diabetes tipo 2, o exame deve ser feito no
momento do diagnóstico.
Isso
ocorre porque muitos pacientes com tipo 2 já apresentam alterações na retina
quando descobrem a doença. De acordo com a especialista, cerca de 38% desses
pacientes já têm algum grau de retinopatia nesse momento.
Depois
da primeira avaliação, a frequência varia conforme o resultado. Pacientes sem
retinopatia costumam repetir o exame anualmente. Por outro lado, quem apresenta
alterações pode precisar de acompanhamento trimestral ou semestral.
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Sintomas visuais nem sempre indicam retinopatia
Nem
toda alteração na visão significa retinopatia diabética. Em muitos casos, a
visão embaçada pode estar relacionada à glicose elevada.
Quando
a glicose ultrapassa 200 mg/dL, pode ocorrer alteração temporária na visão. No
entanto, esse efeito tende a melhorar após a correção da glicemia.
Além
disso, episódios de hipoglicemia também podem causar sintomas visuais.
Portanto, ao perceber mudanças na visão, é importante verificar a glicose antes
de concluir a causa.
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Tratamento depende do estágio da retinopatia
O
tratamento da retinopatia diabética varia conforme a fase da doença. Em
estágios iniciais, o principal foco é o controle clínico do diabetes.
Nesse
cenário, ajustar alimentação, medicação e rotina pode estabilizar as
alterações. Por outro lado, quando a doença evolui, podem ser indicados
procedimentos como a fotocoagulação a laser.
Segundo
a Dra. Letícia Rubman, o laser atua como uma forma de proteção e reduz o risco
de progressão. Além disso, em casos específicos, pode ser necessário o uso de
medicamentos intraoculares, especialmente no edema macular.
O edema
macular ocorre quando há acúmulo de líquido na região central da retina,
causando perda de foco visual. Diferente das fases iniciais, esse quadro
costuma gerar sintomas mais evidentes.
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O acompanhamento evita evolução silenciosa
A
retinopatia diabética não se desenvolve de forma rápida. Em geral, o processo
ocorre ao longo de anos, muitas vezes sem sintomas.
Por
isso, o exame de fundo de olho permite identificar alterações antes que haja
impacto na visão. Além disso, o acompanhamento contínuo ajuda a ajustar o
tratamento conforme a evolução do quadro.
Segundo
a Dra. Letícia Rubman, não é possível afirmar que toda pessoa com diabetes terá
perda de visão. No entanto, a ausência de acompanhamento aumenta o risco de
complicações evitáveis.
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Gestação e diabetes exigem atenção redobrada
Durante
a gestação, mulheres com diabetes prévio precisam de acompanhamento
oftalmológico mais frequente. Nesses casos, a avaliação costuma ocorrer a cada
três meses.
Se já
houver retinopatia antes da gravidez, o acompanhamento pode ser mensal. Isso
ocorre porque há risco de progressão durante o período gestacional.
Por
outro lado, mulheres com diabetes gestacional, sem histórico prévio, não
precisam de acompanhamento oftalmológico específico durante a gravidez.
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Acesso ao tratamento e desafios na rede pública
O
tratamento da retinopatia diabética está incluído em protocolos do Sistema
Único de Saúde (SUS). Isso inclui acesso a medicamentos de alto custo para
casos como edema macular.
No
entanto, ainda existem desafios relacionados à disponibilidade de centros
especializados e ao tempo de espera para atendimento.
Além
disso, como o acompanhamento é contínuo, a demanda por serviços oftalmológicos
especializados tende a crescer.
Fonte:
Um Diabético

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