Finanças
globais: vem aí nova tempestade
Em
outubro de 2025, a fabricante de autopeças First Brands, sediada em Ohio,
enfrentou problemas para pagar a sua dívida. A imprensa financeira tratou do
caso, mas não porque a First Brands fosse particularmente importante ou
excepcional para a economia dos EUA. O fez porque várias instituições
financeiras começaram a perceber que a exposição dos credores a essa empresa —
por meio de seus fundos de aplicação privados — era maior do que eles pensavam.
Ao
contrário dos bancos, os fundos de aplicação privados não são regulados e, por
isso, torna-se bem difícil apreciar o potencial de riscos interligados,
realizar a devida diligência ou avaliar a razoabilidade dos empréstimos. Como o
regulador financeiro do Reino Unido, Simon Walls, diretor executivo de
mercados, tem apontado: “Não há uma distinção muito clara entre o setor
bancário e o setor não bancário” — mas os reguladores só podem lidar com um ou
outro.
O
episódio produzido pela First Brands acabou se mostrando como o prenúncio de
uma tendência mais ampla. Agora, no início de 2026, a imprensa financeira
começou a tocar os sinos de alarme sobre o “estresse” no setor de aplicações
privadas (private equity e de crédito
privado.
As
aplicações privadas (private equity) têm US$ 3,7 trilhões alocados em empresas
invendáveis (ou zumbis, que somam de 29 mil a 31 mil nos EUA), cujas vendas
estão desacelerando. Isso está levando os fundos de pensão líderes, assim como
outros acionistas institucionais, a reduzirem as suas alocações de portfólio em
tais aplicações privadas.
Existem,
pois, sintomas de que uma mudança estrutural está em curso. As finanças não
reguladas estão se tornando o centro de gravidade dos mercados financeiros. E
elas estão atraindo, cada vez mais, famílias não ricas para seu vórtice. O sistema financeiro norte-americano está se
movendo não apenas para as sombras, mas para a escuridão, pois as atividades
dessas empresas são altamente opacas; ademais, elas se encontram também
amplamente protegidas do escrutínio público.
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Alto risco, alta recompensa
Como
chegamos até aqui? Desde as reformas após a Grande Crise de 1929, a lei dos
valores mobiliários dos EUA separou os bancos regulados e as bolsas dos
chamados mercados de aplicações “privadas”. Desde então, recebem o
qualificativo de “públicos” aqueles mercados regulados pela “Securities Act” de
1933 e pela “Securities Exchange Act” de 1934, a legislação histórica que
estabeleceu a “Securities Exchange Commission”
(SEC), que supervisiona a emissão de valores mobiliários financeiros e
exige a divulgação regular (trimestral) das finanças das empresas emissoras.
As Leis
de 1933 e 1934 estabeleceram um espaço público altamente regulado, baseado na
premissa de que a falta de informações sobre o que verdadeiramente ocorria com
finanças subjacentes havia permitido que especuladores enganassem os acionistas
comuns.
Acreditava-se
que informações confiáveis tornavam os mercados mais líquidos e, portanto, mais
confiáveis. Para evitar que os especuladores enganassem e levassem o público a
posições propensas a corridas bancárias, crises de crédito e secamento da
liquidez, uma melhor divulgação por parte daqueles que emitiam produtos de
investimento era considerada uma proteção contra esses abusos de confiança.
Contudo,
essas leis deixaram um espaço, um domínio privado pouco regulado, não coberto
por regulações mais rígidas. Os mercados privados eram domínio de acionistas
especialistas, gente rica capaz de realizar negociações sem divulgação pública.
Essa distinção inicialmente limitava quem poderia participar desses mercados
obscuros. Acionistas institucionais, como fundos de pensão públicos, por
exemplo, não podiam comprar títulos, a menos que fossem vendidos em mercados
públicos.
A
regulamentação financeira do New Deal limitava os tipos de acordos que fundos
de pensão podiam realizar; os fundos precisam ser gerenciados por gestores,
“consultores registrados” na gíria da SEC, que são obrigados a divulgar certas
informações sobre suas atividades. Mas a lei conhecida como “Investment Company
Act” de 1940, que define uma “empresa de investimentos” na legislação dos EUA,
estabeleceu duas exceções, as quais permitem que gestores de fundos negociem
fora dos mercados públicos se tiverem menos de 100 participantes ou se forem
considerados “compradores qualificados”.
Os
fundos usam essas exceções há muito tempo devido ao seu perfil de alto risco e
alta recompensa. Como o mercado desses investimentos tem sido, por definição,
muito menor e sem exigências de divulgação por parte dos emissores ou gestores
de fundos, ele é consideravelmente menos líquido — portanto, de alto risco.
Assim, famílias com poucos recursos não tinham acesso a eles.
Durante
o governo Nixon, grandes empregadores corporativos frequentemente falharam em
cumprir suas obrigações com as aposentadoria de seus trabalhadores. Em
consequência, o Congresso aprovou a “Employee Retirement Income Security Act
(ERISA). Após a longa inflação da era da Guerra do Vietnã, porém, essa mesma
lei foi reinterpretada para permitir que fundos de pensão investissem em
títulos mais especulativos, incluindo aqueles de capital de risco.
Àquela
época, apenas duas semanas antes da Casa Branca anunciar a nomeação de Paul
Volcker como presidente do Conselho de Governadores do Federal Reserve, o
Departamento do Trabalho revisou suas regras que regiam as decisões dos
curadores de fundos de pensão, permitindo que eles comprassem ativos ilíquidos
pela primeira vez.
O
volume desse tipo de investimento montava 69 milhões de dólares em 1978. Como
15 por cento de todos os fundos arrecadados pelos fundos de pensão passaram a
ser investidos em “parcerias independentes de venture capital“, o montante
aumentou para 1.8 bilhões de dólares em 1983 (medidos em valores constantes de
1997; ou de US$ 138 milhões e US$ 3,6 bilhões, em valores de 2025).
Nas
décadas de 1980 e 1990, “fundos de pensão forneciam entre 31% e 59% dos fundos
arrecadados por empreendimento independentes de capital de risco. Isso, por sua vez, aumentou sua participação
em todos os “venture funds” de 40% em 1980 para 80% uma década depois.” Essa mudança possibilitou o crescimento dos
mercados com informação privada como fonte de fornecimento de ativos ilíquidos.
Pela primeira vez, os detentores de ativos financeiros institucionais —
aplicadores em fundos de pensões — puderam ser seus clientes.
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A Nova Conjuntura
A
grande crise financeira de 2007-2008 trouxe uma nova realidade. À medida que os
bancos se tornaram mais regulados para evitar futuros colapsos, o capital
passou a fluir cada vez mais para as instituições financeiras não reguladas.
Assim, as aplicações privadas (private equity) assumiram cada vez mais o
controle de setores como habitação, creche e infraestrutura. Segundo a SEC,
tais fundos privados mantinham US$ 26,5 trilhões brutos e US$ 16,7 trilhões
líquidos no segundo trimestre de 2025 (este é o dado mais recente disponível).
Desses US$ 16,7 trilhões, US$ 7,3 trilhões eram mantidos em vinte e cinco mil
fundos de aplicação privada (private equity) e outros US$ 5,7 trilhões por nove
mil fundos hedge.
A
gestão desses fundos, no entanto, é concentrada: os US$ 16,6 trilhões em ativos
líquidos foram, em última análise, gerenciados por apenas quatro mil
conselheiros registrados. Os fundos de aplicação privada em especial têm
crescido muito rapidamente. Segundo a Moody’s, os fundos de aplicação privada
detinham US$ 217 bilhões em 2010, mas cresceram para US$ 1,2 trilhão em 2023. O
ativo cripto é a mais difícil de definir: a CoinGecko, estima a capitalização
global de mercado cripto em US$ 2,4 trilhões hoje, abaixo dos US$ 4,4 trilhões
registrados apenas em outubro de 2025.
No
entanto, à medida que os grandes ganhos dos fundos privados foram apertados
pelas decisões do “dinheiro inteligente”, que tem valores de compra altos, as
empresas de aplicação privada (private equity) estão tendo cada vez mais
dificuldade para vender as empresas que mantêm em seus portfólios para obter
ganhos. Isso fez com que os investidores institucionais se tornassem cautelosos
em continuar investindo.
Um dos
principais objetivos desse ramo veio a ser, portanto, quebrar a barreira que
impedem os investimentos em fundos privados de abarcarem as poupanças de vida
toda dos americanos comuns. E elas montam aproximadamente 12 trilhões de
dólares, sendo mantidas em planos de contribuição definida patrocinados pelos
empregadores. Ora, essa quantia é um grande prêmio para atores financeiros não
regulados e a administração Trump tem-se aliado a esses interesses. E ela tem
priorizado o crescimento dessas finanças não reguladas já que as colocaram no
centro de sua agenda.
No
verão passado, a Casa Branca emitiu uma Ordem Executiva visando democratizar o
acesso a ativos alternativos para investidores no sistema conhecido pela sigla
“401(k)”. E ela apresenta o acesso a ativos “alternativos” como uma barreira
que deve ser ultrapassada. Embora esses ativos estejam disponíveis para os
beneficiários ricos e dos fundos públicos de pensão, afirma que os detentores
do 401(k) são privados da “oportunidade de participar” dessa fonte de ganhos —
por isso mesmo, denuncia a exclusão existente como injusta, já que impede o
acesso às oportunidades de acumulação de riqueza nos mercados privados.
A Ordem
Executiva não menciona a razão pela qual essa barreira existe desde a expansão
dos planos de contribuição definida durante a década de 1940. O Departamento do
Trabalho, regulador dos planos de aposentadoria fornecidos pelos empregadores,
deu sequência à Ordem no final de setembro revogando uma declaração da era
Biden que “desencorajava os fiduciários a considerarem ativos alternativos nos
menus de investimento do plano 401(k).” A Casa Branca não divulgou nada sobre
se o próprio “Thrift Savings Plan” do governo federal, que detém US$ 1 trilhão
em ativos, investiria em “ativos alternativos”.
Essas
medidas para desregulamentar a poupança da classe média ocorreram após a SEC
afirmar, em maio de 2025, que não limitará mais os fundos que se propõem a
investir mais de 15% dos ativos líquidos em fundos privados. Eles não
precisarão mais limitar a venda de suas ações a investidores credenciados com
um investimento mínimo de $25.000 (Cordas & Cinza 2025).
Esse
limite não se baseava em lei, mas constava dos comentários constantes nos
documentos de divulgação. Como resultado, esses fundos agora podem divulgar
seus produtos de investimento diretamente para as famílias. Ademais, em
paralelo, a SEC considerou fazer mudanças na própria regra de investidores
credenciados.
Têm
sido oferecido aos membros do plano 401(k) – administrados pela gestora de
aposentadorias conhecida como “Great Grey Trust” – acesso a ativos de aplicação
privada (private equity) em fundos “data-alvo”. “A inclusão dos ativos do
mercado privado nas contas de aposentadoria,” diz Martin Small, gestor da
BlackRock, “poderia adicionar 50 pontos-base de retorno adicional anualmente e
gerar 15% a mais ativos de aposentadoria até o fim da vida.”
É a
interação entre os mercados privados e o sistema de crédito que representa o
maior risco sistêmico. Nos mercados privados, as próprias empresas tomadoras de
crédito não são obrigadas a divulgar suas finanças ao público. Empresas
privadas de crédito fazem suas próprias avaliações de empréstimos em
substituição dos bancos e gestores de ativos que, em última análise, possuem os
empréstimos. Os credores, ademais, têm estendido prazos e condições para manter
as taxas de inadimplência baixas.
Um dos
fatores que atualmente coloca o valor da aplicação privada (private equity) em
risco é o futuro dos valores mobiliários das empresas de software,
especialmente softwares por assinatura. Com o avanço da IA, bilhões de dólares
em empréstimos para essas empresas estão caindo drasticamente. Cerca de 20% dos
empréstimos dos fundos de aplicação privada vão para empresas de tecnologia.
O risco
não é apenas para softwares mais antigos: a Oracle de Larry Ellison pegou
emprestado pelo menos 56 bilhões de dólares em empréstimos de bancos para
construção e expansão dos centros de dados (data centers) a serem alugados pela
OpenAI. Os bancos agora estão buscando vender esses empréstimos para empresas
de aplicação privadas (private equity) e companhias de seguros.
O UBS
prevê que, sob “cenários agressivos de disrupção da IA”, os calotes no crédito
privado aumentarão de 12% para 13%. Analistas do Barclays consideram “quase
impossível” saber os riscos totais de tal recessão. Mas, com os fundos de
pensão e os 401(k) do país convidados a participar, os ativos ilíquidos das
finanças não reguladas podem ser trocados dos livros dos gestores de fundos
para os das famílias — que terão que absorver as perdas.
O novo
Congresso também aprovou a lei de Trump conhecida como GENIUS Act. Dando seguimento à sua promessa
de “fazer da América a capital mundial das criptomoedas”, a lei abriu a porta
para plataformas de tecnologia emitirem seu próprio dinheiro. E isso ocorreu apesar do inverno “Cripto” de
2022-23, em que US$ 2 trilhões em valor foram rapidamente eliminados.
Logo, a
Morgan Stanley anunciou que qualquer uma de suas contas de clientes, incluindo
contas de aposentadoria, pode agora conter criptomoedas. Em apenas três meses
após esse anúncio, o bitcoin caiu quarenta e cinco por cento em relação ao seu
valor máximo — anunciando o retorno do inverno cripto.
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Um Arcabouço Alternativo
O
crescimento dos mercados privados (sem supervisão pública) ameaça elevar não
apenas o risco financeiro, mas também aumentar do poder econômico para alguns
dos piores atores da economia política dos EUA. As atividades dos líderes de
firmas de aplicação privada (private equity) são bem documentadas: eles compram
empresas, as sobrecarregam com dívidas e cortam custos de forma tão agressiva
que essas empresas desmoronam.
A campanha dos trabalhadores da Toys R US pela
indenização que lhes foi prometida, organizada pela “United for Respect” e
documentada por Megan Greenwell, chamou a atenção de muitas pessoas para esse
fato alucinado. Inúmeras comunidades, desde o Rustbelt no Nordeste e Meio-Oeste
até as cidades de petróleo e refinarias do Sul e Sudoeste, e os escritórios de
colarinho branco do Sunbelt, viram as mesmas obrigações quebradas pelo controle
dos grandes empregadores do setor financeiro externo.
Nas
últimas duas décadas, empresas de aplicação privada (private equity) invadiram
a área da saúde, comprando hospitais, empresas de cuidados domiciliares e até
prestadores de cuidados paliativos devido às suas fontes dedicadas de receita
pública. Aumentar a lucratividade desses ativos exige cortes agressivos nos
custos e diminuição da qualidade do atendimento; isso foi bem documentado por
Eileen Appelbaum e Rosemary Batt. E, mais recentemente, essa empresa de
aplicação privada (private equity) tornou-se o maior proprietário, agravando a
crise de acessibilidade habitacional.
A
tomada de cada vez mais da economia real por meio de finanças não reguladas
ameaça potencializar esse processo. As empresas geralmente tomam empréstimos de
fundos de crédito privados ou são mantidas em portfólios de fundos de aplicação
privada (private equity). A maioria das carteiras de aposentadoria das famílias
será alocada a ativos financeiros não regulados.
Os
gigantes das finanças reguladas percebem a ameaça aos seus modelos de negócios
e estão fazendo o possível para alcançar e fazer parcerias com instituições
financeiras não reguladas sempre que podem. Jamie Dimon do JP Morgan Chase —
conhecido como o “banqueiro mais bem-sucedido em gerações” — apontou
abertamente os riscos dos fundos de crédito privado e, ao mesmo tempo, alocou
50 bilhões de dólares para crédito privado. Apesar de instituições reguladoras
financeiras, do FMI ao Federal Reserve (FR) e ao Banco de Pagamentos
Internacionais (BIS), denunciarem os riscos, pouca atenção foi dada. Apesar da
crescente conscientização sobre possíveis danos, as finanças não reguladas
continuarão a crescer até que algo as impeça.
Não
faltam propostas para a reforma regulatória financeira. Mas as soluções
oferecidas, mesmo por reformadores agressivos como a senadora Elizabeth Warren,
adotam principalmente uma abordagem baseada em incentivos. Não se proíbem
certas práticas, como deveria acontecer. Eles se tornam menos atraentes ao
equalizar as alíquotas de ganhos de capital e imposto de renda, além de ajustar
as taxas que podem ser cobradas. No entanto, estender o perímetro da regulação
dos mercados públicos para incluir criptomoedas e crédito privado, ou mesmo a
alocação privada (private equity), não trará o setor financeiro para o serviço
da economia real.
Se as
empresas de aplicação privada (private equity) fossem obrigadas a divulgar
relatórios trimestrais tal como acontece as corporações reguladas pela SEC,
isso não evitaria muitos dos abusos de que se ouve falar agora sobre extração
financeira. Afinal, a divulgação feita e exigida nos mercados públicos é o que
nos permite saber quais valores de ações estão sendo mais claramente
impulsionados pelos programas de recompra.
A
apresentação dos dados nos mercados públicos é o que nos permite ver a relação
preço/lucro absurda de muitas ações, o que pode nos favorecer. A divulgação não
resolveu os problemas das finanças predatórias — sua capacidade de manipular os
mercados de valores mobiliários, centralizar o controle econômico, cortar
salários e aumentar preços.
Proteger
a poupança individual e promover o investimento em empreendimentos produtivos
exige proibir os tipos de manipulação legal do mercado que caracterizam a
indústria e suas jogadas cada vez mais políticas. Isso significa enxergar todas
as finanças como um único setor com um conjunto comum de problemas. Exige
revisitar as leis de valores mobiliários e proteção ao investidor que surgiram
após a Grande Depressão.
Muitos
reformadores têm dúvidas razoáveis sobre os riscos dessa abordagem; se abrirmos
essas leis ao escrutínio do Congresso hoje, é improvável que tenhamos decisões
de poder político melhores. Mas o que a política das finanças privadas ensina é
a inadequação de considerar apenas o que podemos alcançar no curto prazo, dadas
as restrições políticas.
As
finanças não reguladas cresceram prometendo ao público um futuro muito
diferente do presente. Desenvolver uma estrutura geral para regular as
finanças, holística e estruturalmente, que possa ser usada quando os
reformadores tiverem a influência necessária, não é mais utópico do que o que
aquilo os próprios mercados privados prometem.
Fonte:
Por Lenore Palladino, em Outras Palavras

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