Saiba qual
cidade Eduardo Bolsonaro escolheu para se aposentar
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP),
filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está morando com a família no estado do
Texas, nos Estados Unidos, há quase um mês. A mudança ganhou destaque após o
parlamentar anunciar, em um vídeo publicado em suas redes sociais nesta última
terça-feira (18), que tiraria uma licença da Câmara dos Deputados e se mudaria
para o exterior devido à “perseguição” que ele e sua família estariam sofrendo
no Brasil. Apesar das alegações, Eduardo Bolsonaro não foi indiciado ou
denunciado pela Procuradoria-Geral da República no inquérito que investiga a
trama golpista.
Embora o endereço exato do deputado nos
Estados Unidos não tenha sido divulgado, publicações feitas por ele e por sua
esposa, Heloísa Bolsonaro, sugerem que a família está no Texas.
Um dos indícios é o vídeo em que Eduardo
anuncia sua decisão de permanecer no exterior, gravado em frente ao tribunal do
condado de Dallas (Dallas County Courthouse).
A localização foi confirmada pelo próprio
parlamentar em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, mas ele não forneceu
detalhes sobre a cidade onde estaria residindo.
Na tarde desta quarta-feira, Heloísa
Bolsonaro compartilhou uma foto nas redes sociais mostrando os dois filhos do
casal brincando em um parque na cidade de Fort Worth, localizada na região
metropolitana de Dallas, a aproximadamente 56 km do centro da cidade.
A mesma localização já havia sido marcada por
ela em uma publicação de outubro do ano passado, durante uma viagem da família
pelos Estados Unidos.
Na ocasião, eles também passaram pela Flórida
e visitaram os parques da Disney, como o Hollywood Studios. Naquele período,
Eduardo Bolsonaro esteve no resort Mar-a-Lago, de Donald Trump, em Palm Beach
(Flórida), para acompanhar as eleições americanas, que resultaram na vitória do
republicano.
Procurado pelo GLOBO para comentar o assunto,
o deputado não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O espaço para
sua resposta permanece aberto.
<><> Sócio de Eduardo Bolsonaro
citado em inquérito sobre atos golpistas
O Texas também é o endereço de uma empresa da
qual Eduardo Bolsonaro é sócio. A Braz Global Holding LLC, registrada no
município de Arlington, localizado entre Fort Worth e Dallas, pertence ao
parlamentar e ao empresário brasileiro Paulo Generoso. Este último foi
denunciado no inquérito da Polícia Federal sobre os atos golpistas.
De acordo com o relatório, Generoso integrava
uma rede de influenciadores que atuaram “na disseminação de narrativas de
interesse para objetivar a consumação do golpe de Estado”.
O documento detalha conversas entre o
empresário e o tenente-coronel Mauro Cid, nas quais Generoso comenta sobre
publicações em sua conta no X (antigo Twitter), que na época tinha 98 mil
seguidores, com o objetivo de “pressionar o Alto Comando do Exército a aderir à
ruptura institucional”.
Paulo Generoso também foi alvo de um
requerimento protocolado pelo deputado Nereu Crispim (PSL-RS) em 2020, para ser
convocado a depor na CPI das Fake News.
No pedido, ele foi citado como responsável,
junto a outras duas administradoras, por uma página no Facebook chamada
Movimento República de Curitiba, acusada de postar “publicações no sentido de
lesar a ordem pública, incitando multidões contra o sistema democrático de
direito”.
Em 2023, Generoso voltou a ser mencionado em
um segundo requerimento, desta vez protocolado pelo deputado Duarte Júnior
(PSB-MA), para depor na CPI dos Atos Golpistas. O empresário é suspeito de ter
apoiado os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro.
• ‘Plano
infalível’ de Dudu Bananinha contra Moraes tem tentativa de processo nos EUA
O plano de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra o
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, inclui a
possibilidade de um processo no Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A
iniciativa, apoiada por aliados de Donald Trump, também prevê sanções
econômicas e o bloqueio de vistos. O deputado alega que o magistrado cometeu
atos que violam direitos fundamentais e busca pressionar autoridades americanas
contra ele.
Segundo um advogado ligado à gestão Trump, a
legislação dos EUA permite que estrangeiros sejam investigados pelo
Departamento de Justiça em casos de ameaças ou ações que limitem liberdades
constitucionais no país. A pena pode chegar a dez anos de prisão. A
justificativa seria a de que o ministro extrapolou sua autoridade ao impor
sanções contra empresas de tecnologia com atuação internacional.
As decisões envolvendo o X e o Rumble são
citadas como exemplo. De acordo com os articuladores, Moraes determinou a
suspensão de contas, a entrega de dados e a aplicação de multas, inclusive
contra pessoas que vivem nos EUA. Entre os atingidos estariam Elon Musk, Jason
Miller, Steve Bannon, Paulo Figueiredo, Rodrigo Constantino, Allan dos Santos e
Ludmila Lins Grillo.
Aliados de Bolsonaro também pretendem acionar
a chamada Lei Magnitski, que autoriza medidas como o congelamento de bens, o
bloqueio de contas e a proibição de entrada em território americano. Essa
legislação foi usada contra o procurador do Tribunal Penal Internacional, Karim
Khan, após ele emitir um mandado de prisão contra o premiê de Israel. A ideia é
aplicar uma punição semelhante a Moraes, incluindo ainda outros nomes da
Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
Eduardo Bolsonaro afirmou acreditar que o
plano tem chances de ser concretizado. Ele e outros envolvidos na articulação
dizem que é apenas uma questão de tempo até que haja alguma resposta.
Vale lembrar que, atualmente, o deputado está
nos Estados Unidos, depois de fugir para o país após alegar ser alvo de
perseguição política no Brasil.
O parlamentar, na quinta-feira (20),
formalizou seu pedido de licença da Câmara. O requerimento prevê dois dias de
afastamento por “tratamento de saúde” e mais 120 dias para tratar de
“interesses particulares”.
• Bananinha
convence deputados americanos extremistas e anti-vacina a mandar cartinha
contra Xandão à Casa Branca
Os deputados americanos Rich McCormick e
Maria Elvira Salazar, conhecidos por suas posições extremistas e polêmicas,
enviaram uma carta ao ex-presidente Donald Trump e ao secretário de Estado
Marco Rubio pedindo sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal do
Brasil, Alexandre de Moraes. A iniciativa foi articulada por Eduardo Bolsonaro,
que se exilou nos Estados Unidos e tenta mobilizar aliados da extrema direita
americana em defesa do pai, Jair Bolsonaro, indiciado no Brasil.
A carta alega que o indiciamento de Bolsonaro
seria uma manobra para impedir sua candidatura em 2026, acusando Moraes de
praticar “lawfare” para proteger o presidente Lula e influenciar o pleito. Os
deputados ainda afirmam, sem provas, que Moraes representa um risco à soberania
digital dos EUA, citando supostas censuras a empresas americanas, como X e
Rumble.
Rich McCormick, que já foi acusado de
disseminar desinformação sobre COVID-19, minimizar a pandemia e sugerir que os
afro-americanos se enxergam como “vítimas”, agora se posiciona como defensor da
democracia brasileira – apesar de apoiar restrições a direitos civis nos EUA.
Já Maria Elvira Salazar, além de ter defendido pautas reacionárias, foi flagrada
descumprindo leis de transparência ao esconder da Justiça uma compra milionária
de ações na bolsa de valores. Além disso, recebeu doações de campanha de um
indivíduo acusado de espionagem para Cuba, só devolvendo o dinheiro após a
repercussão negativa.
A investida reflete a proximidade da extrema
direita americana com o bolsonarismo e sua tentativa de interferir na política
brasileira. O pedido de sanções contra um ministro do STF por cumprir seu papel
constitucional ilustra o uso recorrente da retórica de “perseguição” para
deslegitimar processos legais contra aliados de Trump e Bolsonaro.
<><> Transcrição do documento
anexado
25 de fevereiro de 2025
Presidente Donald J. Trump
A Casa Branca
1600 Pennsylvania Ave. NW
Washington, D.C. 20500
Secretário Marco Rubio
Secretário de Estado
2201 C St NW
Washington, D.C. 20500
Prezado Presidente Trump e Secretário Rubio,
Na última semana, o ex-presidente Jair
Bolsonaro foi indiciado no Brasil, em uma tentativa descarada do regime
brasileiro de afastar o principal candidato das eleições do próximo ano. O
indiciamento de Bolsonaro não é sobre justiça — trata-se de eliminar a
concorrência política por meio de uma guerra judicial, assim como fizeram
contra o presidente Trump antes de sua maior volta por cima na história
política. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, transformou
o Judiciário brasileiro em uma arma para esmagar a oposição, proteger o
presidente Lula e manipular as eleições de 2026 antes mesmo que um único voto
seja depositado. Suas ações são um ataque direto à democracia, à liberdade de
expressão e ao Estado de Direito, e solicitamos respeitosamente que tomem
medidas para garantir que o Brasil tenha eleições livres e justas em 2026.
Moraes não é apenas um problema para o Brasil
— ele representa uma ameaça crescente para os Estados Unidos. Ele já tentou
censurar empresas americanas, suprimir a liberdade de expressão e minar a
soberania digital dos EUA. Seu ataque a plataformas como X e Rumble levou a
processos judiciais da Trump Media, expondo seu desrespeito flagrante pelas
leis americanas e pelas proteções da Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
Em resposta a esses processos, Moraes retaliou proibindo todos os vídeos do
Truth Social no Brasil, aplicando multas pesadas ao X (anteriormente multado e
proibido), bloqueando completamente o Rumble no país, exigindo que empresas
americanas entregassem informações confidenciais de dissidentes políticos
refugiados nos EUA e ameaçando um CEO americano com acusações criminais.
Os Estados Unidos não podem permitir que
juízes estrangeiros ditem o que os americanos podem dizer, ler ou publicar. O
comportamento de Moraes é exatamente o tipo de abuso autoritário que a Lei
Global Magnitsky foi criada para combater. Suas violações flagrantes dos
direitos humanos, censura a opositores políticos e uso do poder judicial para
manipular eleições justificam sanções imediatas dos EUA. De fato, a Casa Branca
recentemente impôs sanções ao Tribunal Penal Internacional, criando um
precedente importante para agir contra tribunais estrangeiros que atuam
ilegalmente contra os interesses dos EUA.
Estou pedindo ao governo Trump e aos meus
colegas no Congresso que tomem medidas decisivas. Moraes e seus apoiadores
devem enfrentar consequências reais, incluindo sanções da Lei Magnitsky,
proibição imediata de vistos e penalidades econômicas. O presidente e o
Departamento de Estado têm autoridade para adotar essas medidas, e Moraes deve
responder por seus abusos de direitos humanos e ações antidemocráticas. Se não
fizermos nada, estaremos sinalizando que os Estados Unidos toleram uma tirania
judicial que ameaça não apenas a democracia do Brasil, mas também nossos
próprios interesses nacionais.
O povo brasileiro merece o direito de
escolher seus líderes nas urnas, sem que um juiz desonesto os remova. Os
Estados Unidos devem defender a democracia, a liberdade de expressão e o Estado
de Direito — antes que seja tarde demais.
<< Atenciosamente,
Rich McCormick, MD, MBA
Membro do Congresso
Maria Elvira Salazar
Membro do Congresso
CC:
Michael Waltz
Assessor de Segurança Nacional
A Casa Branca
1600 Pennsylvania Ave. NW
Washington, D.C. 20500
O Honorável Mauricio Claver-Carone
Enviado Especial dos Estados Unidos para a
América Latina
Departamento de Estado
2201 C Street NW
Washington, D.C. 20500
Fonte: O Cafezinho/DCM

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