sábado, 1 de abril de 2023

Luciano Hang dá as costas a Bolsonaro, parabeniza Lula e arranja novo inimigo

O empresário Luciano Hang, conhecido como Véio da Havan, deu às costas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que quem foi fervoroso apoiador. Ao mesmo tempo, desejou sorte ao governo de Luiz Inácio da Silva (PT), de quem foi crítico odioso durante anos e anos.

Hang diz agora: "não quero mais saber de política".

O Véio da Havan está sendo repaginado. Nessa nova fase, já se aproximou de sindicalistas e elogiou as políticas de crescimento da China. "Fui lá em 1993 e era um país pobre. Hoje é rico. Deixaram as pessoas trabalhar”. Sua rede, verdade seja dita, experimentou um de seus maiores crescimentos nos governos Lula e Dilma. A Havan, que tinha 5 lojas em 2002, terminou o ano de 2014 com 86.

•        Contrabandistas digitais

Mas não se engane quem acha que ele abandonou de vez sua personalidade renhida. Hang já elegeu um novo inimigo no lugar da esquerda e do PT. São as e-commerces asiáticas. Que chegam com força ao mercado brasileiro e são classificadas por ele, com sua conhecida despolidez, de "contrabandistas digitais".

Hang liderou no ano passado um grupo de empresários que entregou à cúpula do governo, senadores e PGR um pedido formal de taxação de plataformas estrangeiras, denunciando uma "concorrência desleal" em importações.

A proposta entrou na pauta do governo Lula e pode ser contemplada na reforma tributária em discussão no Congresso.

Ao mesmo tempo, o empresário se tornou também um forte aliado de Lula no combate à alta da taxa básica de juros, que mais que dobrou nos últimos quatro anos de governo Bolsonaro.

"A verdade é que, no patamar em que os juros estão agora [com taxa Selic a 13,75% e juro real em torno de 8%], ninguém vai querer investir no Brasil. Mas são necessárias uma série de condições para a queda", esquiva-se.

•        Globo não renova contrato com Regina Duarte

Gabriela Duarte foi convidada para comemorar seu aniversário de 49 anos, em 15 de abril, no Caldeirão com Mion. Ela participou das gravações do quadro Tem ou não Tem, em que os famosos levam seus familiares e amigos para participar de um jogo. Porém, a atriz, que não teve o seu contrato fixo renovado com a Globo, deixou de fora a mãe Regina Duarte – repleta de polêmicas até o pescoço. Gabriela levou uma cunhada e duas amigas. O detalhe é que, apesar da longa carreira na emissora, o nome de Regina não foi nem citado na gravação. Regina deixou a empresa de comunicação em 2020 para tentar uma vida política durante o governo Bolsonaro (2019-2022). Procurada, a assessoria do programa não respondeu se houve algum impedimento para que Regina fosse convidada. Uma fonte da coluna informou que Gabriela não passou seu nome entre os possíveis convidados da atração. Menos mal…

 

       Bolsonaro planeja primeira motociata no país

 

Apesar da expectativa para que lidere as forças de oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL) deve passar os próximos dias recolhido com a família. O ex-presidente retornou ao Brasil nesta quinta-feira (30/3), após três meses nos Estados Unidos.

Ao Metrópoles, aliados que estiveram com Bolsonaro após o seu retorno indicam que o ex-presidente deve passar os próximos dias recolhido, junto à família. Ele avalia uma viagem ao litoral do Nordeste neste fim de semana, com possibilidade de esticar a estadia durante a Semana Santa.

Bolsonaro também estuda a realização de uma motociata em breve, ainda no início de abril, mas após o feriadão. A ideia é apoiada por alguns membros do núcleo duro bolsonarista, mas outras lideranças defendem que ainda não é o momento para este tipo de evento.

Eles ficam receosos que, sem o aparato de segurança e logística que dispunha enquanto presidente da República, Bolsonaro pode ficar exposto a ataques numa motociata.

Defendem, também, que esse tipo de evento pode acarretar em problemas que vão de multas de trânsito a questões envolvendo os inquéritos que o ex-presidente responde, caso o ato saia do controle.

Mesmo afastado nos próximos dias, a expectativa é que Bolsonaro mantenha a comunicação com os aliados, incluindo políticos com mandato e ex-ministros, afinando a estratégia de viagens pelo Brasil.

O foco, neste momento, é articular eleições dos prefeitos de capitais e cidades com 200 mil habitantes ou mais, para as eleições municipais de 2024.

Apesar de estar em Brasília, o ex-presidente não acompanhou Michelle Bolsonaro no evento realizado pelo PL-DF na noite desta quinta. O partido organizou uma celebração para a posse de Bia Kicis como presidente da legenda no Distrito Federal.

Havia expectativa de que Bolsonaro acompanharia Michelle no evento, mas a informação da ausência do ex-presidente foi dada pela ex-primeira-dama, já no local. Ela foi bastante festejada e procurada por mulheres, mas também vereadores, prefeitos que estavam na Marcha e outras lideranças que buscam espaço dentro do PL.

Valdemar Costa Neto, presidente do partido, acompanhava tudo de perto. Ele também foi muito procurado por deputados e lideranças que querem candidaturas nas eleições municipais. Foi comentado, em mais de uma ocasião, que a presença do ex-presidente nos estados é necessária para que a legenda tenha candidatos competitivos em 2024, de forma a não dividir o voto da direita.

Nomes mais ligados a Jair Bolsonaro ficaram mais próximos de Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil do governo passado e candidato a vice-presidente na chapa do PL, em 2022. Houve reclamação sobre a indisponibilidade de Michelle para fotos.

A ex-primeira-dama, no palco, falou sobre a necessidade de as mulheres ocuparem mais espaços de poder, mas o foco foi o discurso contra “ideologia de gênero” e em “defesa da vida, desde sua concepção”. Ao final, Bolsonaro telefonou e Michelle o colocou no microfone.

Bolsonaro cumprimentou Bia Kicis e afirmou que a deputada já “transborda” o Distrito Federal. Ele pediu desculpas por não estar presente, mas afirmou que Michelle o representa “muito bem”.

Além da própria Bia Kicis, Michelle Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Walter Braga Netto, estavam presentes nomes como o deputado Delegado Caveira (PL-MA) e o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL). Deputados distritais também marcaram presença, como Thiago Manzoni (PL), Agaciel Maia (PL) e Joaquim Roriz Neto (PL).

 

       Mesmo Bolsonaro não querendo, Michelle pode ser candidata

 

Mesmo com o retorno de Jair Bolsonaro ao Brasil, partidos de direita começaram a defender um nome novo para a disputa presidencial de 2026, no qual a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro entraria como opção ao posto de candidata a vice-presidente.

Com possibilidade de se tornar inelegível, devido a processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro assumiria o papel de puxador de votos para algum nome da direita.

As eleições municipais no ano que vem serão usadas de teste para o capital político do ex-mandatário do Palácio do Planalto, após derrota para Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar da defesa de que a ex-primeira-dama pudesse encabeçar uma chapa presidencial, a avaliação de setores do PL e do PP é de que ela não conseguiria se viabilizar e que há outros nomes mais preparados na fila daqueles com pretensões ao Palácio do Planalto.

Os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), são os principais cotados para a disputa de 2026.

Uma eventual chapa Tarcísio-Michelle ou Zema-Michelle é vista, por seus defensores, como “imbatível” com chances de conquistar o centro político e atrair o eleitor evangélico.

O ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, Ciro Nogueira, esteve reunido nesta semana, em agendas separadas, com Zema e Tarcísio em torno de um projeto de reunificação da direita.

Zema tem conversado com o PL e o PP, partidos que desejam filiá-lo diante do enfraquecimento do Novo, que fez uma bancada parlamentar de apenas três deputados federais, o que restringiu acesso a fundo eleitoral e tempo de televisão.

Com o retorno de Bolsonaro ao Brasil, na quinta-feira (31), o PL prepara uma agenda de viagens do ex-mandatário do Palácio do Planalto a partir do mês de maio.

A ideia é que o esforço ajude Bolsonaro a recuperar seu capital político, que sofreu desgaste com o período no exterior, e atue como cabo eleitoral para a legenda na disputa municipal de 2024.

Além disso, dirigentes do partido defendem que Bolsonaro faça um discurso, no dia 11 de abril, com críticas aos cem primeiros dias da gestão de Lula.

 

       PL cobra mais espaço de Tarcísio

 

Sem uma base sólida na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o governador Tarcísio de Freitas tem sido pressionado a ceder mais espaço no governo para o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e dono da maior bancada do Legislativo paulista.

Desde o início do governo, deputados da legenda têm se queixado da participação ínfima na gestão estadual. O único representante do PL no primeiro escalão é o deputado federal licenciado Guilherme Derrite, que está à frente da Secretaria de Segurança Pública. Mesmo assim, parlamentares afirmam que Derrite não faz parte da “cota” do partido, tendo sido uma indicação pessoal de Tarcísio.

Deputados do PL ouvidos reservadamente pelo GLOBO dizem que indicações ao governo seriam “naturais” em função da bancada de 19 deputados. E que embora os deputados estejam dando sustentação a Tarcísio na Casa, ainda falta “reciprocidade” por parte do governador.

A insatisfação foi colocada sobre a mesa na última sexta-feira, em uma reunião da bancada com o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, que assumiu o posto de secretário nacional de Relações Institucionais do PL. Nela, os parlamentares demonstraram preocupação com a ausência de quadros no governo e afirmaram ver risco de o PL patinar nas eleições municipais, dado o fortalecimento do Republicanos e do PSD na atual gestão, especialmente com a ofensiva do secretário de Governo, Gilberto Kassab, sobre os prefeitos tucanos.

As queixas foram levadas por Braga Netto a Tarcísio no mesmo dia, num encontro que ocorreu no Palácio dos Bandeirantes. O ex-ministro reforçou a importância da bancada para a governabilidade de Tarcísio e deixou as tratativas nas mãos de André do Prado, presidente da Alesp e braço direito de Valdemar Costa Neto, dirigente da legenda a nível nacional.

O governador de São Paulo também negocia indicações com o PP. Na semana passada, Tarcísio se reuniu com o líder do partido na Alesp, Delegado Olim, com o presidente estadual da sigla, o deputado Maurício Neves, e com o presidente nacional e ex-ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

A legenda tem somente um representante, o secretário de Transportes, Marco Assalve, mantido no posto por indicação do deputado federal Guilherme Mussi, que comandava o diretório estadual do PP. Agora, o partido pleiteia a indicação de um secretário-adjunto na gestão.

Enquanto é cobrado por PL e PP por mais espaço em seu governo, Tarcísio tem lidado com a insatisfação dentro de seu próprio partido, o Republicanos, à frente de pastas de menor orçamento: Turismo (Roberto de Lucena), Esporte (Helena Reis) e Políticas para Mulheres (Sonaira Fernandes).

O mal-estar com o partido ligado à Igreja Universal piorou nas últimas semanas com a demissão de aliados do deputado federal Celso Russomanno e do líder do governo na Alesp, Jorge Wilson, do Procon-SP, como mostrou o GLOBO.

Antes mesmo da limpa no órgão de defesa do consumidor, o presidente do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, fez cobranças diretas ao governador. A leitura do partido é que as indicações têm se concentrado em Kassab e Arthur Lima, chefe da Casa Civil.

 

Fonte: Fórum/Veja/Metrópoles/CNN Brasil/O Globo

 

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