Embasa
é obrigada a retirar plantas que podem assorear margem da Barragem do Rio da
Dona
A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) tem
um prazo de 180 dias para retirar as plantas macrófitas da Barragem do Rio da
Dona e do afluente Rio Preto. A decisão da Justiça atende a uma ação do
Ministério Público estadual, ajuizada pelo promotor de Justiça Julimar Barreto,
e determina que a retirada seja feita com o uso de uma draga adequada, que deve
ser adquirida pela empresa. A Justiça considerou que a documentação apresentada
pelo MP indica a existência de plantas macrófitas no rio e na represa que
servem de abastecimento de água para a população da região de Santo Antônio de
Jesus, Varzedo, São Miguel das Matas, Dom Macedo Costa e Laje, cuja
responsabilidade de limpeza é da Embasa. Considera ainda pareceres técnicos que
apontam o risco de prejuízo ambiental e à saúde da população, diante da
poluição “que tende a piorar com a proliferação dessas plantas”. “A decisão irá
evitar o seu assoreamento, a degradação ambiental e diminuição do espelho
d'água”, afirmou o promotor titular da Promotoria Regional Ambiental do
Recôncavo Sul, com sede em Santo Antônio de Jesus, Julimar Barreto.
A ação do MP se baseia em um inquérito que desde
2012 fiscaliza as políticas públicas de preservação ambiental que envolvem a
Embasa e a barragem do Rio da Dona. Em 2022, um parecer técnico solicitado pelo
MP à Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) concluiu que há um
“excesso de macrófitas, que se proliferam rapidamente, o que potencializa o
assoreamento dos trechos do rio barrado, podendo causar obstrução das entradas
dos dutos de tomada de água e interferir em processos ecológicos”. O promotor
de Justiça Julimar Barreto destacou que há alguns anos a Promotoria Ambiental
já havia conseguido com a Embasa, por meio de uma parceria, a implantação das
matas ciliares ao redor do lago da Barragem. “Atualmente as árvores plantadas
já estão bem grandes e desempenhando seu fundamental papel de proteção das
margens, regulação do clima, diminuição da evaporação e alimentação da fauna
aquática”, destacou ele.
- MP apresenta curso de reeducação para agressores em palestra sobre
combate à violência doméstica em Anagé
O Ministério Público estadual e o Poder Judiciário
baiano realizaram na última quinta-feira, dia 30, uma palestra em comemoração
ao mês da mulher e a implantação do Curso de Reeducação para Agressores no
âmbito da violência doméstica em Anagé. No evento, que ocorreu no Fórum Abmael
do Prado Nogueira, o promotor de Justiça Marco Aurélio Rubick da Silva e
o juiz Pedro de Proença Rosa Avila apresentaram o curso de reeducação para
agressores, iniciativa conjunta do MP e do PJBA que funcionará como uma medida
protetiva de urgência.
Também participaram da palestra a delegada Gabriela
Garrido, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Vitória da
Conquista, e a advogada criminalista Suilane Novais, vice-presidente do
Instituto Tear. Para um auditório cheio, elas bordaram em suas falas a luta
feminista, o machismo e os desafios enfrentados pelas mulheres e familiares no
contexto da violência doméstica. O evento contou ainda com a participação do
tenente da 79ª Companhia Independente da Polícia Militar, Oséias Santos
Varges.
O promotor Marco Aurélio destacou que o curso de
reeducação é uma das espécies de medidas protetivas de urgência que poderá ser
determinada pela Justiça, como o afastamento do lar e a não aproximação da
vítima. “Uma das medidas que agora poderá ser deferida é a frequência
obrigatória no curso de reeducação. Nós iremos pedir a inclusão do curso entre
as medidas protetivas já vigentes e, daqui para frente, as medidas protetivas
já vão incluir o curso”, afirmou.
- Projeto de combate à violência contra mulher é lançado em Catu
Uma audiência pública que debateu violência
doméstica, estratégias de prevenção e enfrentamento e propostas de atuação
local contra esse tipo de crime foi realizada no município de Catu, na
sexta-feira, dia 31. O município registra alto índice de ações penais ajuizadas
em razão desse tipo de crime. Segundo o promotor de Justiça Thomas Bryann
Freitas do Nascimento, do total de ações apresentadas pelo Ministério Público
estadual à Justiça em 2022, 40% foram relativas a crimes de violência contra a
mulher. “Um dado alarmante”, registrou ele, chamando atenção para o fato de
que, inclusive, é alto o número de casos de reincidência.
A audiência, convocada pela 1° Promotoria de
Justiça e 1° Vara Criminal de Catu com o apoio da Prefeitura, Conselhos
Municipais, Polícias Militar e Civil, foi marcada pelo lançamento do ‘Projeto
Fênix: ressignificando as relações’. O projeto, explicou o promotor de Justiça,
foi desenvolvido de forma interinstitucional para enfrentar a violência contra
a mulher no município. Ele acredita que a união da Lei Maria da Penha, n°
11.340/2006, com todas as equipes aliadas ao projeto, será relevante no
processo de enfrentamento da violência. A coordenadora do Núcleo de
Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres
(Nevid), promotora de Justiça Sara Gama, também participou da reunião. Ela
falou sobre a importância das denúncias, das medidas protetivas e ressaltou que
a mulher sofre violência doméstica por conta do machismo, que precisa ser
descontruído. Explicou que “existe o feminicídio íntimo e não íntimo, passando
despercebido, por não ser perpetrado pelo companheiro ou ex-companheiro” e
abordou o feminicídio, destacando que é preciso observar os sinais de risco.
“Todos devem denunciar, as mulheres devem procurar a rede de apoio (Creas Cras,
PM, MP e TJ), familiares e amigos de confiança para que a comunicação sobre a
violência chegue aos órgãos e ela seja interrompida”, frisou Sara Gama.
A desembargadora Nágila Brito ressaltou que “é
notório que o machismo mata, prejudica o homem e a mulher” e assinalou que é
preciso cuidar de todas as mulheres em todas as suas gerações. Ela falou sobre
o decreto estadual que tem o objetivo de levar para as escolas a pauta
‘Educação para Igualdade’ e também discorreu sobre a Lei Maria da Penha. Nágila
Brito destacou o empenho da juíza Débora Magda Peres Moreira no enfrentamento
dos crimes de violência contra a mulher e lembrou que, em 90% dos casos de
feminicídio, a vítima não tinha medidas protetivas deferidas. O tenente coronel
da Polícia Militar, Ivan Paulo, aproveitou a oportunidade para esclarecer que a
PM não se limita à função institucional e está sempre pensando
em especializar e qualificar toda a equipe nessa tratativa. Ele sugeriu
que os agressores sejam levados à sala de aula para que possam passar pelo
processo de reeducação.
Também participaram da audiência o prefeito
municipal, Nalisson Sales; a vice-presidente da subseção da Ordem dos Advogados
de Alagoinhas, Eliege de Barros Santana; vereadores, secretários municipais de
Assistência Social, Saúde e Educação; presidente do Conselho da Mulher, Flavio
Fonseca; coordenador da Guarda Municipal; professores e representantes da
sociedade civil. O ‘Projeto Fênix’ foi desenvolvido em parceria pela 1ª
Promotoria de Justiça de Catu e pela Vara Criminal da comarca, com o apoio do
Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Centro de Referência Especializado de Assistência
Social (Creas), Polícia Militar, Polícia Civil e Conselho Municipal da Mulher.
Ø MAIS SETE PREFEITURAS TÊM CONTAS APROVADAS PELO TCM
Na primeira sessão plenária de abril, realizada
nesta terça-feira (04/04), os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios
da Bahia emitiram parecer prévio recomendando a aprovação com ressalvas, pelas
câmaras de vereadores, das contas de sete prefeituras baianas. Deste total,
duas são referentes ao exercício de 2020 e cinco ao exercício de 2021. Os
pareceres englobam tanto as contas de governo como as de gestão.
Os conselheiros analisaram e aprovaram as contas de
2020 das prefeituras de Firmino Alves e São Domingos, da responsabilidade de
Aurelino Moreno da Cunha Neto e Izaque Rios da Costa Júnior, respectivamente.
Já em relação às contas de 2021, o pleno aprovou com ressalvas as contas de
Aiquara, de responsabilidade do prefeito Delmar Ribeiro; de Olindina, Luiz
Alberto Araújo Dantas Filho; de Pilão Arcado, Orgeto Bastos dos Santos; de São
Félix do Coribe, Jutaí Eudes Ribeiro Ferreira e de Teolândia, Maria Baitinga de
Santana.
Ao final de cada voto, os conselheiros relatores
também apresentaram Deliberações de Imputação de Débito, com multa a cada
gestor no valor de R$1 mil (Olindina e Teolândia); R$1,5 mil (Aiquara e São
Domingos), R$2,5 mil (São Félix do Coribe), e R$12 mil (Firmino Alves e Pilão
Arcado), em razão das ressalvas indicadas nos relatórios técnicos.
Fonte: Cecom MP/Ascom TCM Bahia

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