Conheça
assassinos famosos que votaram e seguem Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato
à Presidência da República, provocou uma reação do Partido dos
Trabalhadores após questionar, durante um comício, se pessoas condenadas
por assassinato teriam maior probabilidade de votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou em seu
pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Vocês
acham que um assassino tem mais chances de votar no Lula ou no Bolsonaro?”,
perguntou Flávio durante um ato de campanha.
A
resposta do PT veio em formato de vídeo e resgatou declarações públicas de
pessoas condenadas por crimes violentos que manifestaram apoio a Jair
Bolsonaro. A peça foi produzida como contraponto à tentativa de associar o
eleitorado de Lula a criminosos.
Entre
os nomes apresentados pelo partido estão o ex-goleiro Bruno Fernandes, Guilherme de Pádua, Cristian Cravinhos e a ex-deputada
federal Flordelis. O vídeo também
cita Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, que à
época da primeira divulgação do material respondia à acusação pela morte do
menino Henry Borel.
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Cristian Cravinhos
Um dos
casos lembrados pelo PT é o de Cristian Cravinhos, condenado pela participação
no assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane von
Richthofen.
O crime
ocorreu em 2002, em São Paulo. Christian e o irmão, Daniel Cravinhos, foram
condenados pela participação no homicídio do casal.
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Ex-goleiro Bruno
Condenado
pela morte e ocultação do cadáver de Eliza Samudio, Bruno apareceu em registros
públicos declarando apoio a Jair Bolsonaro e afirmando que votaria no então
candidato.
O caso
Eliza Samudio ocorreu em 2010 e teve grande repercussão nacional. Bruno foi
condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão pelo homicídio e pela
ocultação do cadáver da modelo.
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Guilherme de Pádua
Outro
nome resgatado pelo PT é o do ex-ator Guilherme de Pádua, condenado pelo
assassinato da atriz Daniella Perez, em 1992.
Pádua,
que posteriormente se tornou pastor, publicou vídeos nas redes sociais nos
quais manifestava apoio a Bolsonaro e defendia pautas do ex-presidente. Ele
morreu em novembro de 2022, pouco depois das eleições daquele ano.
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Flordelis
O vídeo
também menciona a ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, condenada
pela participação no assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo.
Flordelis
foi apontada pela Justiça como mandante do crime e recebeu condenação em 2022.
Antes e durante sua trajetória política, fez manifestações públicas favoráveis
a Jair Bolsonaro.
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Caso Henry Borel
O vídeo
cita ainda Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, ex-vereador do Rio de
Janeiro acusado de matar o enteado Henry Borel.
Na
época em que o PT produziu a peça, Jairinho aguardava o andamento do processo.
Posteriormente, ele foi pronunciado para ser levado a julgamento pelo Tribunal
do Júri.
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Assessor fake de Carlos Jordy recebeu R$ 331,9 mil de
cota e pegou carona em voo da FAB, revela levantamento. Por Diego Feijó de
Abreu
Alexandre
Bueno Camargo está ligado a duas empresas que receberam R$ 331,9 mil da cota
parlamentar de Carlos Jordy (PL-RJ). Em junho de 2025, ele integrou uma missão
oficial ao Marajó que utilizou aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). No
relatório da viagem, o Senado o identificou como “assessor do deputado Carlos
Jordy”. Na relação pública de funcionários do gabinete, porém, seu nome não
aparece.
A
divergência foi identificada em apuração do Fórum Investiga, núcleo de
investigação da Revista Fórum, durante o rastreamento de despesas da Cota para
o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) destinadas a empresas de
comunicação ligadas a Alexandre e ao ex-assessor parlamentar Bruno Lara
Martins.
Nos
registros da cota, Alexandre aparece ligado a fornecedores pagos pelo mandato.
Na missão oficial do Congresso, surge sob outra condição: assessor de
Carlos Jordy.
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R$ 331,9 mil da cota de Carlos Jordy
O
levantamento identificou R$ 331.900 em despesas da cota de Jordy
destinadas à AB Comunicação Digital e ao Instituto Mais Cidades, duas empresas
ligadas a Alexandre Bueno Camargo.
Desse
total, R$ 207 mil foram identificados em pagamentos à AB Comunicação
Digital e outros R$ 124,9 mil líquidos ao Instituto Mais Cidades.
As
notas fiscais descrevem serviços de comunicação digital, gerenciamento de redes
sociais, produção de conteúdo, captação de imagens e edição de vídeos.
Senado
registrou empresário como assessor de Jordy
Nos
dias 26 e 27 de junho de 2025, Alexandre participou de uma diligência
oficial da Comissão de Direitos Humanos do Senado ao arquipélago do Marajó, no
Pará.
A
comitiva incluía Carlos Jordy, a senadora Damares Alves e os deputados Delegado
Caveira e Éder Mauro, além de assessores, consultores e integrantes da Polícia
Legislativa.
No relatório oficial da
diligência,
Alexandre aparece na seção destinada aos “Assessores da Câmara dos
Deputados”.
O
documento registra:
“Alexandre
Bueno Camargo — assessor do deputado Carlos Jordy.”
Ao
descrever a agenda do primeiro dia, o relatório informa que a comitiva se
deslocou em aeronave da FAB até Breves. A saída ocorreu às 8h, com chegada ao
município às 11h.
Alexandre
está listado entre os integrantes da comitiva oficial e identificado como
assessor de Jordy. Na sequência, o mesmo documento registra o deslocamento do
grupo em aeronave da Força Aérea.
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Senado chamou de assessor; Câmara não mostra vínculo no gabinete
A Fórum confrontou
a identificação feita pelo Senado com os registros funcionais publicados pela
Câmara dos Deputados.
Na relação oficial de
funcionários do gabinete de Carlos Jordy em 2025, Alexandre Bueno
Camargo não aparece entre os secretários parlamentares ou ocupantes de cargos
de natureza especial.
O
Senado o registrou como assessor de Jordy. Na relação pública de funcionários
do deputado na Câmara, Alexandre não aparece.
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Alexandre também aparece como fotógrafo da missão
A
participação do empresário na agenda aparece ainda em uma publicação do próprio
Senado.
Em reportagem da Rádio
Senado publicada
no primeiro dia da diligência, uma das fotografias da “Missão Marajó” é
creditada a Alexandre Bueno Camargo.
O
crédito mostra que Alexandre produziu imagens durante a viagem. O registro não
explica, porém, por que o relatório da missão o apresentou como assessor
de Carlos Jordy, e não como fotógrafo, profissional de comunicação ou prestador
de serviços.
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Quem informou ao Senado que Alexandre era assessor?
A Fórum procurou
Carlos Jordy e sua equipe em 5 de agosto de 2026 e encaminhou 14
questionamentos sobre as empresas, os serviços pagos pela cota e a
participação de Alexandre na missão ao Marajó.
O
deputado foi questionado sobre a relação de seu gabinete com Alexandre e se o
empresário havia sido nomeado, contratado ou formalmente credenciado como
assessor. A reportagem perguntou ainda quem informou ao Senado que
Alexandre exercia essa função.
A Fórum
também quis saber se o gabinete solicitou a inclusão de Alexandre na comitiva
ou no deslocamento em aeronave da FAB; se houve despesas públicas com
transporte, hospedagem ou alimentação; e se fotografias, vídeos ou outros
trabalhos produzidos durante a missão foram posteriormente incluídos em
despesas da cota parlamentar.
Sobre
os R$ 331.900 destinados à AB Comunicação Digital e ao Instituto Mais
Cidades, Jordy foi questionado sobre a escolha das empresas, contratos,
pesquisas de preços, relatórios de execução e produtos efetivamente entregues
ao gabinete.
A
reportagem também pediu explicações sobre uma nota de R$ 12 mil do Instituto
Mais Cidades apresentada em maio de 2024, da qual apenas R$ 2,4 mil foram
reembolsados pela Câmara.
Até a
conclusão desta reportagem, Carlos Jordy e sua equipe não haviam respondido aos
questionamentos encaminhados pela Fórum. O espaço permanece aberto para
manifestação.
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Outra investigação envolve a cota de Jordy
O caso
revelado nesta reportagem é distinto de outra investigação envolvendo despesas
da cota parlamentar de Carlos Jordy.
A Fórum mostrou
anteriormente que a Polícia Federal mirou assessores
ligados a Jordy e Sóstenes Cavalcante em investigação sobre suspeitas
envolvendo recursos da cota parlamentar.
A
investigação da PF trata de despesas com locação de veículos. Até o
momento, não há elemento nos documentos consultados que vincule a AB
Comunicação Digital, o Instituto Mais Cidades ou a participação de Alexandre na
missão ao Marajó ao objeto daquela apuração.
Fonte: Por
Julinho Bittencourt, na Fórum

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