quarta-feira, 15 de julho de 2026

Cuba condena novas sanções dos EUA: 'Plano de caráter genocida', diz presidente

O governo de Cuba condenou nesta segunda-feira (13) as novas sanções impostas pelos Estados Unidos ao Ministério do Turismo e a outras entidades estatais, classificando as medidas como mais um passo na estratégia de pressão econômica contra a ilha.

Em publicação nas redes sociais, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que as restrições reforçam a política de Washington de sufocar a economia do país.

"Mais uma semana, uma nova lista de sanções contra Cuba. É a guerra dos Estados Unidos e sua tentativa de estrangular nossa economia. Eles intensificam a agressão para causar ainda mais sofrimento ao povo", disse.

O presidente também declarou que as novas medidas fazem parte de um "plano de caráter genocida", ao citar a denúncia apresentada por Havana na Organização das Nações Unidas (ONU) na semana passada. Segundo o governo cubano, o prejuízo acumulado pelo bloqueio econômico imposto pelos EUA há mais de seis décadas já chega a US$ 178,7 bilhões (R$ 916 bilhões).

Mais cedo, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também criticou a decisão de Washington e afirmou que o objetivo das sanções é agravar as condições de vida da população da ilha.

"O anúncio de novas medidas coercitivas demonstra claramente o propósito criminoso e genocida com que sucessivos governos dos Estados Unidos buscam punir todo o povo cubano", declarou.

As novas sanções, anunciadas pelo governo do presidente Donald Trump, atingem o Ministério do Turismo de Cuba e outras nove entidades estatais. Entre elas estão empresas ligadas à importação e exportação de combustíveis e à intermediação de bens e serviços. Os Estados Unidos também incluíram na lista de restrições às Milícias de Tropas Territoriais, a Associação de Combatentes da Revolução Cubana e as Brigadas de Resposta Rápida.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, todas essas entidades foram sancionadas por supostamente gerar e canalizar recursos financeiros para sustentar o governo cubano.

Diante da pressão estadunidense, o governo brasileiro iniciou o envio de 48 toneladas de leite em pó em ajuda humanitária a Cuba, com o objetivo de contribuir para o enfrentamento da grave crise de desabastecimento vivida pelo país.

Coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, a operação conta com alimentos disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que serão transportados em dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB), ambos com destino à cidade de Santiago de Cuba.

O primeiro voo decolou da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, com 16 toneladas de leite em pó. O segundo voo deverá decolar nesta terça (14) do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, transportando as outras 32 toneladas do produto.

¨      Brasil envia nova ajuda humanitária a Cuba em meio a novas sanções dos EUA contra a ilha caribenha

O governo brasileiro iniciou, nesta segunda-feira (13), o envio de 48 toneladas de leite em pó em ajuda humanitária a Cuba, com o objetivo de contribuir para o enfrentamento da grave crise de desabastecimento vivida pelo país.

Coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, a operação conta com alimentos disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que serão transportados em dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB), ambos com destino à cidade de Santiago de Cuba.

O primeiro voo decolou da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, com 16 toneladas de leite em pó. O segundo voo deverá decolar amanhã (14) do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, transportando as outras 32 toneladas do produto.

A operação foi definida após reunião realizada em 9 de julho, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu o envio de ajuda humanitária a Cuba com seus ministros.

Em 2025, o Brasil já havia realizado doação humanitária a Cuba após o furacão Melissa, que devastou parte da região oriental do país, onde está localizada Santiago de Cuba.

O início do envio ocorre no mesmo dia em que o governo dos EUA endureceu sua política de pressão contra a nação caribenha, com nova rodada de restrições, que inclui o Ministério do Turismo de Cuba e outras entidades entre os órgãos sancionados, segundo os departamentos de Estado e do Tesouro do país.

São os ministérios sancionados: Ministerio de Turismo de Cuba, Milicias de Tropas Territoriales, Asociación de Combatientes de la Revolución Cubana, Corporación Antillana Exportadora, Brigadas de Respuesta Rápida, Grupo Empresarial de Comercio Exterior, Grupo Empresarial de Transporte Marítimo Portuario, entre outras outras entidades.

<><> EUA buscam 'punir toda a população' cubana

As novas restrições de Washington contra a maior das Antilhas não são mais do que uma continuação da guerra contra o povo, denunciou o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez.

"É uma manifestação inequívoca do propósito criminoso e genocida com que os governantes dos Estados Unidos se empenham em punir toda a população do país", escreveu o chanceler no X.

No contexto desse novo pacote de sanções, que se soma à pressão cada vez maior exercida por Washington sobre a nação caribenha, o chanceler voltou a afirmar que Cuba não representa nenhuma ameaça, enquanto "o bloqueio, sim".

¨      Delcy Rodríguez pede fim do bloqueio econômico dos EUA contra Venezuela

Durante a sessão plenária do Conselho Econômico Nacional, nesta terça-feira (13/07), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou categoricamente que “ninguém concorda com o bloqueio econômico”, destacando o consenso absoluto que existe entre o governo bolivariano e as forças produtivas do país para exigir a cessação imediata das sanções.

A presidente afirmou que, se os empresários e os setores produtivos nacionais forem consultados diretamente, a rejeição de medidas coercitivas unilaterais será unânime devido ao impacto direto e prejudicial que elas têm sobre a população venezuelana.

Rodríguez denunciou que a agressão financeira internacional “baseava-se na ideia de que ninguém sabia quem governava a Venezuela”. “Bem, nós somos os que governamos”, afirmou a presidente interina, ao mencionar que a ajuda internacional, as doações e os esforços de resgate de 72 nações são coordenados diretamente com o governo legítimo do país.

A presidente interina declarou que o levantamento do bloqueio enviaria um sinal extraordinário da comunidade internacional. Segundo ela, apenas um setor extremista promove e repete os apelos por sanções, enquanto a grande maioria da sociedade e dos líderes empresariais permanece firme na defesa da soberania produtiva da República.

A presidente em exercício reafirmou a firmeza com que o Poder Executivo tem empreendido a defesa diplomática e comercial da nação contra a agressão estrangeira. “Não descansamos em exigir o levantamento das sanções”, enfatizou Rodríguez, reiterando que a exigência do fim da agressão financeira é uma bandeira constante da diplomacia bolivariana, pois essas medidas afetam amplamente todo o povo venezuelano.

Como parte das ações concretas para desbloquear os recursos apreendidos no exterior, Delcy Rodríguez vem intensificando os esforços internacionais em diferentes fóruns para acelerar a reconstrução nacional após os terremotos.

¨      Terremotos na Venezuela foram 'terceiro desastre mais complexo do mundo', diz especialista do Japão

O engenheiro estrutural Hideki “Kit” Miyamoto descreveu a atividade sísmica ocorrida em 24 de junho na Venezuela como o terceiro desastre natural mais complexo do mundo, depois da China em 2008 e da Turquia em 2023.

Em entrevista à Venezolana de Televisión (VTV), o especialista em resiliência urbana destacou a resposta institucional rápida, organizada e eficaz implementada pelo governo da Venezuela, equipes de resgate e organizações internacionais, para atender imediatamente às necessidades da população civil no território afetado.

Miyamoto, que tem mais de 30 anos de experiência, afirmou que, segundo uma avaliação técnica, os danos estruturais estavam concentrados na zona costeira e nas encostas. Em alguns casos, alertou, foram identificadas fraturas internas que exigem atenção prioritária, mas ele confirmou total viabilidade para a reconstrução no estado de La Guaira.

Miyamoto disse estar confiante no futuro da nação e enfatizou que as lições aprendidas em campo e a profunda resiliência do povo venezuelano permitiriam que eles superassem a atual emergência e emergissem como um país muito mais forte diante da adversidade.

<><> Construções no território

O engenheiro industrial, da empresa Miyamoto International, reuniu-se com o vice-presidente setorial de Obras Públicas e Serviços da Venezuela, Juan José Ramírez, para analisar propostas de estudo de resistência sísmica, apresentadas pela empresa, com experiência global diante de eventos sísmicos. Medidas de engenharia de alto nível são necessárias para adaptar futuras construções às novas condições do território.

Ramírez mencionou que essas reuniões com cooperação internacional estão sendo realizadas graças aos esforços da presidente interina, Delcy Rodríguez, para estabelecer normas que garantam, a médio e longo prazo, a resistência das estruturas a fenômenos de grande escala.

O Ministro das Obras Públicas lembrou que os terremotos de 24 de junho afetaram gravemente tanto prédios públicos quanto privados em La Guaira e outros estados.

Ele também observou que delegações do México e do Japão, entre outros países, estão apoiando a elaboração de propostas específicas para consolidar um sistema de alerta precoce e um mecanismo eficiente de gestão de riscos que permita lidar com futuras situações críticas.

O aconselhamento técnico de Miyamoto estará diretamente ligado às ações do plano Venezuela Renascença, focado na reconstrução nacional, salientou o ministro.

¨      Qual é o tipo de solidariedade que o Brasil deve exercer com a Venezuela? Por Gabriel Araújo

A Venezuela foi atingida por dois terremotos consecutivos que causaram graves danos ao país, com a perda de várias vidas, destruição de diversos equipamentos urbanos e de infraestrutura que são cruciais para o funcionamento da vida cotidiana dessa nação. Os locais mais afetado foram La Guaira e a capital Caracas, também sofrendo impactos os Estados de Aragua, Miranda, Carabobo, Fálcon e Yaracuy.

As informações atuais, que foram divulgadas pelo Ministério do Poder Popular para Comunicação da Venezuela, são de que falaceram 4.333 pessoas, 6.462 pessoas resgatadas e 16.740 pessoas feridas. Do total de pessoas que foram atendidas nos hospitais, 91% já receberam alta e se encontram fora de perigo.

Foram 856 edifícios afetas, sendo que 190 estão colapsados por completo. O governo bolivariano disponibilizou 94 acampamentos transitórios, que atualmente atendem há 19 mil pessoas e possuem capacidade de atender até 24 mil.

Os cálculos iniciais do governo bolivariano estimam que será necessário realizar a produção de 25 mil unidades habitacionais. Para conseguir alcançar esse feito a presidente Delcy Rodriguéz (PSUV) lançou a Gran Misión Venezuela Renascida, que tem a tarefa de reconstruir e recuperar moradias, e a infraestrutura.

Essa situação aconteceu em um momento em que o país, no terreno econômico, estava conseguindo superar os bloqueios que o imperialismo lhe impunha através de sanções há vários anos. Essa superação se dava mesmo após a pandemia da covid-19.

Isso só foi possível porque a Venezuela apostou em fortalecer as instâncias de deliberação e organização popular, que atuaram na situação política-econômica para superar essa circunstância por meio de um do processo de substituição de importações, ou seja, a Venezuela passou a produzir grande parte dos produtos que são consumidos internamente e isso tem levado com que o país consiga alcançar sucessivamente significativos resultados de crescimento de seu Produto Interno Bruto (PIB).

Nesse sentido, com essa recente experiência em ultrapassar as adversidades impostas pelo imperialismo, podemos esperar que os próprios venezuelanos despendam um enorme esforço interno para superar essa situação. Porém, vale lembrar que apesar dessa relativa superação, o povo venezuelano e sua Revolução Bolivariana ainda se encontram em cerco político, econômico e militar, por parte do imperialismo, principalmente pelos EUA. Comprovação disso foi o recente sequestro do presidente Nicolas Maduro (PSUV) e da primeira combatente, Cília Flores (PSUV), e das chantagens que daí decorreram para que não houvesse uma ação militar mais contundente e uma tentativa de acabar pela força com o regime político do chamado Socialismo do Século XXI.

O Estado brasileiro, através do governo do presidente Lula (PT), vem executando ações de solidariedade com a Venezuela. Essas ações de solidariedade foram divididas em duas etapas, sendo a primeira com respostas emergenciais que já estão sendo colocadas em práticas, e a segunda com será no processo de reconstrução. E é sobre essa segunda ação de solidariedade que quero chamar atenção, porque ela que poderá conter verdadeiras medidas de solidariedade que sejam condizentes com o tamanho de nosso país e de sua responsabilidade para com as nossas nações irmãs.

Que a Venezuela e seu povo possuem capacidades de superar essa situação, principalmente no âmbito da construção civil nas áreas de produção habitacional e obras de infraestrutura, isso é algo inegável. Todos tem conhecimento disso, não há margens para dúvidas. Mesmo diante do brutal bloqueio econômico ao país e a queda da principal entrada de recursos financeiros com as oscilações dos valores dos barris de petróleos, foram entregues mais de 5,3 milhões de unidades habitacionais através da Gran Misión Vivienda Venezuela, que é o programa habitacional do governo bolivariano e que tem 15 anos de existência.

O governo bolivariano já anunciou que muito breve irá entregar as primeiras 200 unidades habitacionais para famílias atingidas.

A grande questão que está colocada é: como facilitar o processo de recuperação das áreas atingidas? De qual maneira o Brasil pode contribuir para que as famílias que foram desabrigadas, os estabelecimentos comerciais e equipamentos públicos que foram destruídos, possam ser reconstruídos?

O Ministério das Cidades, através do Secretário Nacional de Habitação, Augusto Rabelo, e a Caixa Econômica Federal, por meio da Vice-presidente de Habitação, Inês Magalhães (PT), estiveram reunidos com a Presidente Delcy Rodriguéz (PSUV), para prestar solidariedade, se colocar à disposição para contribuir na reconstrução das áreas atingidas pelos terremotos e tomar pé de como estava a situação dos referidos locais.

No dia 10 de julho, o presidente Lula (PT) efetuou uma ligação com a presidente Delcy Rodriguéz, tratando justamente das duas etapas das ações de solidariedade do governo brasileiro. Lula também se reuniu com representantes da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que pautaram essas ações e sua importância.

Essas demonstrações públicas de solidariedade e preocupação com a recuperação da Venezuela são ações de grande importância, tendo em vista que é um país que está sob constantes ataques por parte do imperialismo. Porém, ainda não está bem desenhado como que ações de maior magnitude vão se dar e é necessário chamar atenção para isso, porque as demonstrações públicas tem de se desdobrar em medidas concretas de solidariedade.

O Brasil precisa disponibilizar recursos financeiros, técnicos, científicos e políticos, por meio do BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e entre outras instituições, para o processo de reconstrução das localidades atingidas pelos terremotos, mas também constituir uma agenda política-econômica bilateral com a Venezuela que possibilite que o país vizinho tenha alternativas reais para sair do cerco imperialista e conseguir consolidar ainda mais as vitórias que foram construídas pela Revolução Bolivariana.

A vitória do povo venezuelano não se restringe apenas ao seus limites fronteiriços e isso foi comprovado com a própria derrota relativa do golpe de 2016 aqui no Brasil. A solidariedade e a resistência venezuelana nesse período foram decisivas para que conseguíssemos obter nosso êxito em 2022, e será fundamental para seguirmos avançando nesse ano de 2026 com a conquista do quarto mantado do presidente Lula. E isso precisa ser dito, para que essa questão da solidariedade não se torne algo abstrato e da boca para fora. A solidariedade tem de existir para alcançarmos objetivos comuns e concretos que permitam o avanço da luta dos trabalhadores onde quer que seja.

Por isso é de suma importância, que o conjunto dos membros do Conselho das Cidades, atuem junto ao Ministério das Cidades, na construção de uma agenda política-econômica de solidariedade efetiva e constante com o povo venezuelano, para a reconstruir as áreas atingidas e consolidar a vitória da Revolução Bolivariana.

O Brasil é o maior país da América Latina, com maior capacidade política-econômica, e precisa agir como tal. É nossa responsabilidade cuidar dos nossos irmãos e companheiros, principalmente aqueles que nunca nos abandonaram, inclusive, nos piores momentos da vida política recente do país. É tarefa dos revolucionários e patriotas, exigirem do nosso governo democrático-popular, ações concretas e contundentes, que contribuam para a recuperação da Venezuela.

 

Fonte: TeleSUR/Sputnik Brasil/Brasil 247/Opera Mundi

 

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