Cuba
condena novas sanções dos EUA: 'Plano de caráter genocida', diz presidente
O
governo de Cuba condenou nesta segunda-feira (13) as novas sanções impostas
pelos Estados Unidos ao Ministério do Turismo e a outras entidades estatais,
classificando as medidas como mais um passo na estratégia de pressão econômica
contra a ilha.
Em
publicação nas redes sociais, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou
que as restrições reforçam a política de Washington de sufocar a economia do
país.
"Mais
uma semana, uma nova lista de sanções contra Cuba. É a guerra dos Estados
Unidos e sua tentativa de estrangular nossa economia. Eles intensificam a
agressão para causar ainda mais sofrimento ao povo", disse.
O
presidente também declarou que as novas medidas fazem parte de um "plano
de caráter genocida", ao citar a denúncia apresentada por Havana na
Organização das Nações Unidas (ONU) na semana passada. Segundo o governo
cubano, o prejuízo acumulado pelo bloqueio econômico imposto pelos EUA há mais
de seis décadas já chega a US$ 178,7 bilhões (R$ 916 bilhões).
Mais
cedo, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também criticou a decisão de
Washington e afirmou que o objetivo das sanções é agravar as condições de vida
da população da ilha.
"O
anúncio de novas medidas coercitivas demonstra claramente o propósito criminoso
e genocida com que sucessivos governos dos Estados Unidos buscam punir todo o
povo cubano", declarou.
As
novas sanções, anunciadas pelo governo do presidente Donald Trump, atingem o
Ministério do Turismo de Cuba e outras nove entidades estatais. Entre elas
estão empresas ligadas à importação e exportação de combustíveis e à
intermediação de bens e serviços. Os Estados Unidos também incluíram na lista
de restrições às Milícias de Tropas Territoriais, a Associação de Combatentes
da Revolução Cubana e as Brigadas de Resposta Rápida.
De
acordo com o Departamento de Estado norte-americano, todas essas entidades
foram sancionadas por supostamente gerar e canalizar recursos financeiros para
sustentar o governo cubano.
Diante
da pressão estadunidense, o governo brasileiro iniciou o envio de 48 toneladas
de leite em pó em ajuda humanitária a Cuba, com o objetivo de contribuir para o
enfrentamento da grave crise de desabastecimento vivida pelo país.
Coordenada
pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações
Exteriores, a operação conta com alimentos disponibilizados pela Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab), que serão transportados em dois voos da
Força Aérea Brasileira (FAB), ambos com destino à cidade de Santiago de Cuba.
O
primeiro voo decolou da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, com 16
toneladas de leite em pó. O segundo voo deverá decolar nesta terça (14) do
Aeroporto Internacional de Porto Alegre, transportando as outras 32 toneladas
do produto.
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Brasil envia nova ajuda humanitária a Cuba em meio a
novas sanções dos EUA contra a ilha caribenha
O
governo brasileiro iniciou, nesta segunda-feira (13), o envio de 48 toneladas
de leite em pó em ajuda humanitária a Cuba, com o objetivo de contribuir para o
enfrentamento da grave crise de desabastecimento vivida pelo país.
Coordenada
pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações
Exteriores, a operação conta com alimentos disponibilizados pela Companhia
Nacional de Abastecimento (Conab), que serão transportados em dois voos
da Força Aérea Brasileira (FAB), ambos com destino à cidade de Santiago de
Cuba.
O
primeiro voo decolou da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, com 16
toneladas de leite em pó. O segundo voo deverá decolar amanhã (14) do Aeroporto
Internacional de Porto Alegre, transportando as outras 32 toneladas do
produto.
A
operação foi definida após reunião realizada em 9 de julho, na qual o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva discutiu
o envio de ajuda humanitária a Cuba com seus ministros.
Em
2025, o Brasil já havia realizado doação humanitária a Cuba após o
furacão Melissa, que devastou parte da região oriental do país, onde está
localizada Santiago de Cuba.
O
início do envio ocorre no mesmo dia em que o governo dos EUA endureceu sua
política de pressão contra a nação caribenha, com nova rodada de
restrições, que inclui o Ministério do Turismo de Cuba e outras
entidades entre os órgãos sancionados, segundo os
departamentos de Estado e do Tesouro do país.
São
os ministérios
sancionados:
Ministerio de Turismo de Cuba, Milicias de Tropas Territoriales, Asociación de
Combatientes de la Revolución Cubana, Corporación Antillana Exportadora,
Brigadas de Respuesta Rápida, Grupo Empresarial de Comercio Exterior, Grupo
Empresarial de Transporte Marítimo Portuario, entre outras outras entidades.
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EUA buscam 'punir toda a população' cubana
As
novas restrições de Washington contra a maior das Antilhas não são mais do que
uma continuação da guerra contra o povo, denunciou o ministro das Relações
Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez.
"É
uma manifestação inequívoca do propósito criminoso e genocida com que os
governantes dos Estados Unidos se empenham em punir toda a população do
país", escreveu o chanceler no X.
No
contexto desse novo pacote de sanções, que se soma à pressão cada vez maior
exercida por Washington sobre a nação caribenha, o chanceler voltou a afirmar
que Cuba não representa nenhuma ameaça, enquanto "o bloqueio,
sim".
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Delcy Rodríguez pede fim do bloqueio econômico dos EUA
contra Venezuela
Durante
a sessão plenária do Conselho Econômico Nacional, nesta terça-feira (13/07),
a presidente interina da Venezuela,
Delcy Rodríguez,
afirmou categoricamente que “ninguém concorda com o bloqueio econômico”,
destacando o consenso absoluto que existe entre o governo bolivariano e as
forças produtivas do país para exigir a cessação imediata das sanções.
A
presidente afirmou que, se os empresários e os setores produtivos nacionais
forem consultados diretamente, a rejeição de medidas coercitivas unilaterais
será unânime devido ao impacto direto e prejudicial que elas têm sobre a
população venezuelana.
Rodríguez denunciou que a agressão
financeira internacional “baseava-se na ideia de que ninguém sabia quem
governava a Venezuela”. “Bem, nós somos os que governamos”, afirmou a
presidente interina, ao mencionar que a ajuda internacional, as doações e os
esforços de resgate de 72 nações são coordenados diretamente com o governo
legítimo do país.
A
presidente interina declarou que o levantamento do bloqueio enviaria um sinal
extraordinário da comunidade internacional. Segundo ela, apenas um setor
extremista promove e repete os apelos por sanções, enquanto a grande maioria da
sociedade e dos líderes empresariais permanece firme na defesa da soberania
produtiva da República.
A
presidente em exercício reafirmou a firmeza com que o Poder Executivo tem
empreendido a defesa diplomática e comercial da nação contra a agressão
estrangeira. “Não descansamos em exigir o levantamento das sanções”, enfatizou
Rodríguez, reiterando que a exigência do fim da agressão financeira é uma
bandeira constante da diplomacia bolivariana, pois essas medidas afetam
amplamente todo o povo venezuelano.
Como
parte das ações concretas para desbloquear os recursos apreendidos no exterior,
Delcy Rodríguez vem intensificando os esforços internacionais em diferentes
fóruns para acelerar a reconstrução nacional após os
terremotos.
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Terremotos na Venezuela foram 'terceiro desastre mais
complexo do mundo', diz especialista do Japão
O
engenheiro estrutural Hideki “Kit” Miyamoto descreveu a atividade sísmica
ocorrida em 24 de junho na Venezuela como o terceiro desastre natural mais
complexo do mundo, depois da China em 2008 e da Turquia em 2023.
Em
entrevista à Venezolana de Televisión (VTV), o especialista em
resiliência urbana destacou a resposta institucional rápida, organizada e
eficaz implementada pelo governo da Venezuela, equipes de resgate e
organizações internacionais, para atender imediatamente às necessidades da
população civil no território afetado.
Miyamoto,
que tem mais de 30 anos de experiência, afirmou que, segundo uma avaliação
técnica, os danos estruturais estavam concentrados na zona costeira e nas
encostas. Em alguns casos, alertou, foram identificadas fraturas internas que
exigem atenção prioritária, mas ele confirmou total viabilidade para a
reconstrução no estado de La Guaira.
Miyamoto
disse estar confiante no futuro da nação e enfatizou que as lições aprendidas
em campo e a profunda resiliência do povo venezuelano permitiriam que eles
superassem a atual emergência e emergissem como um país muito mais forte diante
da adversidade.
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Construções no território
O
engenheiro industrial, da empresa Miyamoto International, reuniu-se com o
vice-presidente setorial de Obras Públicas e Serviços da Venezuela, Juan José
Ramírez, para analisar propostas de estudo de resistência sísmica, apresentadas
pela empresa, com experiência global diante de eventos sísmicos. Medidas de
engenharia de alto nível são necessárias para adaptar futuras construções às
novas condições do território.
Ramírez
mencionou que essas reuniões com cooperação internacional estão sendo
realizadas graças aos esforços da presidente interina, Delcy Rodríguez, para
estabelecer normas que garantam, a médio e longo prazo, a resistência das
estruturas a fenômenos de grande escala.
O
Ministro das Obras Públicas lembrou que os terremotos de 24 de junho afetaram
gravemente tanto prédios públicos quanto privados em La Guaira e outros
estados.
Ele
também observou que delegações do México e do Japão, entre outros países, estão
apoiando a elaboração de propostas específicas para consolidar um sistema de
alerta precoce e um mecanismo eficiente de gestão de riscos que permita lidar
com futuras situações críticas.
O
aconselhamento técnico de Miyamoto estará diretamente ligado às ações do plano
Venezuela Renascença, focado na reconstrução nacional, salientou o ministro.
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Qual é o tipo de solidariedade que o Brasil deve exercer
com a Venezuela? Por Gabriel Araújo
A
Venezuela foi atingida por dois terremotos consecutivos que causaram graves
danos ao país, com a perda de várias vidas, destruição de diversos equipamentos
urbanos e de infraestrutura que são cruciais para o funcionamento da vida
cotidiana dessa nação. Os locais mais afetado foram La Guaira e a capital
Caracas, também sofrendo impactos os Estados de Aragua, Miranda, Carabobo,
Fálcon e Yaracuy.
As
informações atuais, que foram divulgadas pelo Ministério do Poder Popular para
Comunicação da Venezuela, são de que falaceram 4.333 pessoas, 6.462 pessoas
resgatadas e 16.740 pessoas feridas. Do total de pessoas que foram atendidas
nos hospitais, 91% já receberam alta e se encontram fora de perigo.
Foram
856 edifícios afetas, sendo que 190 estão colapsados por completo. O governo
bolivariano disponibilizou 94 acampamentos transitórios, que atualmente atendem
há 19 mil pessoas e possuem capacidade de atender até 24 mil.
Os
cálculos iniciais do governo bolivariano estimam que será necessário realizar a
produção de 25 mil unidades habitacionais. Para conseguir alcançar esse feito a
presidente Delcy Rodriguéz (PSUV) lançou a Gran Misión Venezuela Renascida, que
tem a tarefa de reconstruir e recuperar moradias, e a infraestrutura.
Essa
situação aconteceu em um momento em que o país, no terreno econômico, estava
conseguindo superar os bloqueios que o imperialismo lhe impunha através de
sanções há vários anos. Essa superação se dava mesmo após a pandemia da
covid-19.
Isso só
foi possível porque a Venezuela apostou em fortalecer as instâncias de
deliberação e organização popular, que atuaram na situação política-econômica
para superar essa circunstância por meio de um do processo de substituição de
importações, ou seja, a Venezuela passou a produzir grande parte dos produtos
que são consumidos internamente e isso tem levado com que o país consiga
alcançar sucessivamente significativos resultados de crescimento de seu Produto
Interno Bruto (PIB).
Nesse
sentido, com essa recente experiência em ultrapassar as adversidades impostas
pelo imperialismo, podemos esperar que os próprios venezuelanos despendam um
enorme esforço interno para superar essa situação. Porém, vale lembrar que
apesar dessa relativa superação, o povo venezuelano e sua Revolução Bolivariana
ainda se encontram em cerco político, econômico e militar, por parte do
imperialismo, principalmente pelos EUA. Comprovação disso foi o recente
sequestro do presidente Nicolas Maduro (PSUV) e da primeira combatente, Cília
Flores (PSUV), e das chantagens que daí decorreram para que não houvesse uma
ação militar mais contundente e uma tentativa de acabar pela força com o regime
político do chamado Socialismo do Século XXI.
O
Estado brasileiro, através do governo do presidente Lula (PT), vem executando
ações de solidariedade com a Venezuela. Essas ações de solidariedade foram
divididas em duas etapas, sendo a primeira com respostas emergenciais que já
estão sendo colocadas em práticas, e a segunda com será no processo de
reconstrução. E é sobre essa segunda ação de solidariedade que quero chamar
atenção, porque ela que poderá conter verdadeiras medidas de solidariedade que
sejam condizentes com o tamanho de nosso país e de sua responsabilidade para
com as nossas nações irmãs.
Que a
Venezuela e seu povo possuem capacidades de superar essa situação,
principalmente no âmbito da construção civil nas áreas de produção habitacional
e obras de infraestrutura, isso é algo inegável. Todos tem conhecimento disso,
não há margens para dúvidas. Mesmo diante do brutal bloqueio econômico ao país
e a queda da principal entrada de recursos financeiros com as oscilações dos
valores dos barris de petróleos, foram entregues mais de 5,3 milhões de
unidades habitacionais através da Gran Misión Vivienda Venezuela, que é o
programa habitacional do governo bolivariano e que tem 15 anos de existência.
O
governo bolivariano já anunciou que muito breve irá entregar as primeiras 200
unidades habitacionais para famílias atingidas.
A
grande questão que está colocada é: como facilitar o processo de recuperação
das áreas atingidas? De qual maneira o Brasil pode contribuir para que as
famílias que foram desabrigadas, os estabelecimentos comerciais e equipamentos
públicos que foram destruídos, possam ser reconstruídos?
O
Ministério das Cidades, através do Secretário Nacional de Habitação, Augusto
Rabelo, e a Caixa Econômica Federal, por meio da Vice-presidente de Habitação,
Inês Magalhães (PT), estiveram reunidos com a Presidente Delcy Rodriguéz
(PSUV), para prestar solidariedade, se colocar à disposição para contribuir na
reconstrução das áreas atingidas pelos terremotos e tomar pé de como estava a
situação dos referidos locais.
No dia
10 de julho, o presidente Lula (PT) efetuou uma ligação com a presidente Delcy
Rodriguéz, tratando justamente das duas etapas das ações de solidariedade do
governo brasileiro. Lula também se reuniu com representantes da direção do
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que pautaram essas ações e
sua importância.
Essas
demonstrações públicas de solidariedade e preocupação com a recuperação da
Venezuela são ações de grande importância, tendo em vista que é um país que
está sob constantes ataques por parte do imperialismo. Porém, ainda não está
bem desenhado como que ações de maior magnitude vão se dar e é necessário
chamar atenção para isso, porque as demonstrações públicas tem de se desdobrar
em medidas concretas de solidariedade.
O
Brasil precisa disponibilizar recursos financeiros, técnicos, científicos e
políticos, por meio do BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e entre
outras instituições, para o processo de reconstrução das localidades atingidas
pelos terremotos, mas também constituir uma agenda política-econômica bilateral
com a Venezuela que possibilite que o país vizinho tenha alternativas reais
para sair do cerco imperialista e conseguir consolidar ainda mais as vitórias
que foram construídas pela Revolução Bolivariana.
A
vitória do povo venezuelano não se restringe apenas ao seus limites
fronteiriços e isso foi comprovado com a própria derrota relativa do golpe de
2016 aqui no Brasil. A solidariedade e a resistência venezuelana nesse período
foram decisivas para que conseguíssemos obter nosso êxito em 2022, e será
fundamental para seguirmos avançando nesse ano de 2026 com a conquista do
quarto mantado do presidente Lula. E isso precisa ser dito, para que essa
questão da solidariedade não se torne algo abstrato e da boca para fora. A
solidariedade tem de existir para alcançarmos objetivos comuns e concretos que
permitam o avanço da luta dos trabalhadores onde quer que seja.
Por
isso é de suma importância, que o conjunto dos membros do Conselho das Cidades,
atuem junto ao Ministério das Cidades, na construção de uma agenda
política-econômica de solidariedade efetiva e constante com o povo venezuelano,
para a reconstruir as áreas atingidas e consolidar a vitória da Revolução
Bolivariana.
O
Brasil é o maior país da América Latina, com maior capacidade
política-econômica, e precisa agir como tal. É nossa responsabilidade cuidar
dos nossos irmãos e companheiros, principalmente aqueles que nunca nos
abandonaram, inclusive, nos piores momentos da vida política recente do país. É
tarefa dos revolucionários e patriotas, exigirem do nosso governo
democrático-popular, ações concretas e contundentes, que contribuam para a
recuperação da Venezuela.
Fonte:
TeleSUR/Sputnik Brasil/Brasil 247/Opera Mundi

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