Biopolítica
eclesiástica de Flávio Bolsonaro e sua santificação política
O
presente artigo parte das tensões envolvendo a possível candidatura
presidencial de Flávio Bolsonaro para analisar as relações entre religião,
disciplinarização pública e legitimidade eleitoral no bolsonarismo. Embora
Silas Malafaia tenha afirmado, em dezembro de 2025, que o “01” não possuía
“musculatura política”, argumenta-se que seu nome ultrapassa o campo
estritamente eleitoral e envolve disputas morais profundas presentes no
universo evangélico conservador. Episódios ligados ao carnaval carioca, ao uso
de cigarros eletrônicos, às denúncias de corrupção e aos desgastes recentes
associados ao caso Master produziram fissuras importantes em sua imagem
pública. Diante desse cenário, observa-se um movimento contínuo de
reorganização de sua figura política por meio de elementos cristofascistas (Py,
2020), com uma intensa aproximação de linguagens, símbolos e performances
religiosas, especialmente pela circulação de vídeos, testemunhos e referências
bíblicas nas redes sociais.
A
partir do conceito foucaultiano de biopolítica, o texto propõe a noção de
“biopolítica eclesiástica” para compreender como igrejas, lideranças religiosas
e dispositivos pastorais operam na condução moral das condutas, regulando
corpos, comportamentos, afetos e formas legítimas de existência (Foucault,
1988). Nesse sentido, a religião se expande para fora dos limites do templo e
participa ativamente da gestão da vida social e política. Nossa análise
concentra-se em duas cenas digitais divulgadas por Flávio Bolsonaro em 17 de
maio de 2026: na primeira, a campanha é apresentada como “batalha espiritual”;
na segunda, a candidatura é legitimada pela narrativa bíblica da transmissão do
“manto” entre Elias e Eliseu. Em ambas, observa-se uma tentativa de construção
de uma imagem marcada pelo que denominamos “santificação política”, inspirada
na noção de “santificação” de John Wesley (reformador e idealizador da
concepção). Nela, compreende-se que a experiência cristã não se encerra na
“conversão” individual, mas deve produzir uma transformação contínua da vida
cotidiana, dos afetos e das condutas sociais.
Para
Wesley, a “santificação” consistia em um processo permanente de aperfeiçoamento
cotidiano e espiritual, no qual o fiel deveria orientar sua existência em
direção à “santidade”, disciplinando desejos, práticas e comportamentos
considerados incompatíveis com o testemunho cristão. Essa noção, central para a
teologia evangélica, aparece quando o próprio Wesley afirma que “a santificação
é a renovação de nossa alma à imagem de Deus” (Wesley, 1872, p. 35), indicando
que a caminhada cristã deveria produzir efeitos sobre o corpo, a moral e a vida
social. Essa perspectiva consolidou uma ética marcada pela vigilância, pelo
controle dos costumes e pela busca da constituição de uma comunidade moralmente
diferenciada. Assim, na contemporaneidade, essa tradição pode ser
reinterpretada como uma forma performática de “santificação política”, isto é,
um deslocamento da lógica wesleyana da purificação individual para o campo da
disputa política.
Nesse
processo, lideranças e movimentos religiosos passam a atribuir caráter sagrado
a projetos políticos articulados a agendas morais, transformando a política em
espaço de batalha espiritual (“guerra dos deuses”) entre sujeitos “consagrados”
e forças chamadas de “ímpias”. Nesse sentido, a santificação deixa de operar
apenas como experiência espiritual e passa a funcionar como “tecnologia de
legitimação política” (Foucault, 1988), articulando pertencimentos coletivos,
regulações dos corpos e fronteiras simbólicas entre aqueles considerados
defensores da “nação cristã” e sujeitos identificados como ameaça à ordem
religiosa e social (Mariz, 1994). Assim, para o líder político, a “santificação
política” torna-se um vetor de entrega de uma performance de disciplina
espiritual, submissão religiosa e pertencimento ao universo fundamentalista,
enquanto a “biopolítica eclesiástica” se alinha à prática de reconstrução da
autoridade pública e de adequação aos códigos religiosos mobilizados por Flávio
Bolsonaro.
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A biopolítica eclesiástica para a retomada do cristofascismo
O
conceito de biopolítica, desenvolvido por Michel Foucault, refere-se ao
conjunto de estratégias e técnicas de poder voltadas à administração da vida
das populações. Em sua formulação, emerge na modernidade uma racionalidade
política cuja lógica central consiste em “fazer viver e deixar morrer”
(Foucault, 1988, p. 149). O poder deixa de operar exclusivamente pela punição
dos corpos individuais e passa a gerir a vida coletiva, incidindo sobre saúde,
sexualidade, natalidade, higiene, circulação urbana e produtividade social.
Especialmente
em História da Sexualidade, Foucault demonstra que, a partir do século XVIII,
desenvolveram-se mecanismos voltados à regulação da vida biológica das
populações. Contudo, a biopolítica não se restringe ao Estado. Ela opera também
por meio de instituições como escolas, hospitais, quartéis, prisões e igrejas,
formando redes capilares de disciplinamento e gestão moral da vida. Como
observa o autor, “o poder está em toda parte; não porque englobe tudo, mas
porque provém de todos os lugares” (Foucault, 1988, p. 89). Nesse contexto, a
biopolítica articula-se à noção de governamentalidade, entendida como formas de
condução das condutas que atuam menos pela coerção direta e mais pela produção
de sujeitos e normas. O poder biopolítico não apenas reprime, mas produz
comportamentos legítimos, saudáveis e desejáveis. Trata-se de um regime que
atravessa instituições, organizando práticas cotidianas de autocontrole e
vigilância moral.
Inspirado
neste referencial, propõe-se a noção de “biopolítica eclesiástica” como o
conjunto de práticas religiosas voltadas ao governo moral da vida de cristãos,
especialmente evangélicos e católicos ultraconservadores. Trata-se da percepção
de como igrejas regulam corpos, desejos, afetos e comportamentos, produzindo
formas específicas de subjetivação religiosa. Nesse sentido, o “poder pastoral”
(Foucault, 2008) deixa de atuar apenas sobre a salvação espiritual e passa
também a organizar práticas cotidianas, políticas, prazeres, sexualidades,
consumos culturais e formas de sociabilidade (Foucault, 2008).
A
“biopolítica eclesiástica” pode ser observada em pedagogias religiosas que
disciplinam práticas classificadas como “mundanas”, como o consumo de bebidas
alcoólicas e cigarros, sexualidades dissidentes, danças, estilos musicais e
determinados usos do corpo. Esses mecanismos operam por meio de códigos morais
rígidos, vigilância comunitária, aconselhamento pastoral e práticas
confessionais que orientam os indivíduos a internalizar normas religiosas como
formas legítimas de existência. O fiel torna-se alvo permanente de
administração social e espiritual.
Assim,
a noção de biopolítica eclesiástica permite compreender como o cristianismo
ultrapassa os limites dos espaços sagrados e alcança a vida social mais ampla.
Igrejas e lideranças religiosas passam a regular práticas de lazer, relações
familiares, consumo cultural e posicionamentos políticos, estabelecendo
fronteiras simbólicas entre o “santo” e o “mundano”. Nesse sentido, a religião
participa ativamente da gestão da vida social, produzindo sujeitos ajustados a
determinadas racionalidades morais e políticas. Como afirma Foucault, “governar
é estruturar o eventual campo de ação dos outros” (Foucault, 2008, p. 244).
Essa
dinâmica possui impactos diretos sobre o campo eleitoral. Em contextos marcados
pela forte presença do “cristianismo exclusivista” (Hick, 2000), a construção
pública da imagem dos candidatos torna-se elemento central da publicidade
política. Quanto mais o candidato se aproxima dos modos de vida legitimados
pelas comunidades religiosas, maiores tendem a ser suas possibilidades de
aceitação junto a esse eleitorado. Desse modo, a performance pública
converte-se em capital político e mecanismo de legitimação eleitoral. No caso
do “01”, episódios ligados ao consumo de cigarros eletrônicos, ao carnaval
carioca e às denúncias de corrupção entram em tensão com os códigos morais
produzidos por setores evangélicos conservadores, tornando-se elementos de
desgaste no interior dessa economia moral religiosa.
Por
isso, Flávio marca, no dia 25 de dezembro, seu retorno público ao universo
evangélico, no que chamamos de “luta pela santidade política”, buscando
adequação à biopolítica eclesiástica. Em resposta indireta a Malafaia, pelas
redes sociais, Flávio aparece na Igreja Batista da Lagoinha, em Orlando,
liderada pelo pastor bolsonarista André Valadão, onde participa de uma oração
de “reconciliação com Deus”. Diferentemente das aparições do pai nos templos, o
“01” não ocupa o púlpito, mas apresenta-se como fiel em processo de
“santificação”, enfatizando discursos de cura, restauração e submissão ao
divino.
A cena
digital funciona como mecanismo de legitimação religiosa, buscando aproximá-lo
dos códigos do universo “cristão exclusivista” para responder a críticas
internas do setor bolsonarista, como as de Silas Malafaia. Esse é o primeiro
passo de alinhamento com o setor, posteriormente ampliado por meio de leituras
bíblicas, participação em cultos, utilização do vocabulário evangélico e
construção de uma estética de conversão e autoridade espiritual - aspectos
fundamentais para seu reposicionamento no interior do que denominamos
“biopolítica eclesiástica”. Passamos agora a duas cenas nas quais se explicita
uma “santificação política” performática voltada ao universo cristão.
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O primeiro vídeo: a batalha espiritual da espiritualidade para a validação
política
O vídeo
divulgado em 17 de maio de 2026, no contexto dos escândalos do caso Master,
registra o deslocamento do “01” para a igreja e apresenta a campanha eleitoral
como uma “batalha espiritual”, isto é, parte da “guerra dos deuses”. A gravação
explicita sua tentativa de reorganização pública da imagem a partir da
linguagem evangélica. O movimento inicia-se quando afirma: “Vou mostrar para
vocês o meu segredo” (disponível aqui). Com isso, procura demonstrar que sua
preparação para a disputa política não se dá apenas no plano partidário, mas
sobretudo no campo religioso. Essa lógica é reafirmada ao declarar que sua
“força” e “inspiração” vêm “do cara lá de cima”, deslocando o centro da disputa
eleitoral da arena política para uma lógica transcendente, na qual a política é
narrada como guerra espiritual. Desse modo, sua candidatura deixa de aparecer
apenas como projeto eleitoral e passa a ser apresentada como missão religiosa.
O vídeo
apresenta elementos diretos da “biopolítica eclesiástica”, na medida em que sua
legitimação política passa a depender da publicidade de práticas religiosas,
testemunhos de fé e adequação aos códigos do poder pastoral. Isso se torna
evidente quando afirma que “a coisa mais importante nessa campanha” é “buscar
proteção espiritual”, revelando um processo de disciplinamento da imagem
pública orientado pelas sensibilidades do fundamentalismo religioso. Assim, a
espiritualidade é exposta como mecanismo de validação política. Como sugere
Foucault, as formas modernas de poder operam por meio da condução das condutas
e da produção de sujeitos moralmente ajustados (Foucault, 1995). Nesse sentido,
o vídeo funciona como pedagogia pública da santificação, na qual, diante dos
desgastes do passado, o pré-candidato procura demonstrar autocontrole e
submissão religiosa para o eleitorado. Ele busca construir uma “santidade
política” no lastro da biopolítica eclesiástica.
Destaca-se
ainda que a oposição pública estabelecida entre Lula e o diabo radicaliza sua
estética fundamentalista. Ao afirmar que “enquanto ele está com o diabo, eu
estou com Deus”, Flávio aciona uma lógica binária típica do imaginário
fundamentalista, dividindo o espaço político entre forças espirituais
antagônicas. O adversário deixa de ocupar apenas o lugar de concorrente
eleitoral e passa a representar o mal, enquanto o próprio candidato associa-se
ao divino. É significativo que o trecho final do vídeo, no qual aparece
cantando “Te louvo em tua santidade”, reforce a construção de uma imagem
pública santificada. O canto é mais uma linha de demonstração de aproximação
com o universo evangélico; mais do que professar a fé, trata-se de tornar
visível sua conexão com à “vida evangélica”. Assim, diante dos desgastes
anteriores ligados ao carnaval, ao consumo de cigarros eletrônicos e às
denúncias de corrupção, o “01” procura reconstruir sua legitimidade por meio de
signos de conexão com o cristianismo exclusivista.
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Segundo vídeo: transmissão do manto de um Eliseu político contemporâneo
O
segundo vídeo, divulgado em 17 de maio de 2026, aprofunda a conexão discursiva
com o universo evangélico ao recorrer a referências bíblicas para legitimar a
candidatura presidencial. A imagem mobilizada é a narrativa veterotestamentária
de Elias e Eliseu. Nada mais característico do universo evangélico do que
acionar diretamente o texto bíblico. Nesse sentido, Flávio afirma que “a
mensagem (da igreja) foi sobre Eliseu receber o manto de Elias” (disponível
aqui). Em seguida, estabelece outra conexão: “meu pai passou esse manto para
mim”. De forma direta, o “01” desloca a sucessão política para o campo da
transmissão espiritual. A herança eleitoral deixa de ser apresentada apenas
como disputa política e passa a assumir sentido de “herança sagrada”. Ao explorar
o imaginário pentecostal, no qual o “manto” representa autoridade espiritual,
unção e continuidade de missão, o “01” converte a herança bolsonarista em
vocação divina, operando mais uma forma explícita de legitimação pela via
familiar.
A
construção apresenta elementos da “biopolítica eclesiástica”, pois a
legitimação política passa pela capacidade de adequação às sensibilidades do
campo fundamentalista. Isso se evidencia quando afirma que “isso é propósito de
Deus” ou que “nada vai tirar isso da gente”. Sua candidatura deixa de aparecer
como escolha individual e passa a ser narrada como cumprimento de uma
determinação transcendente, elemento central do que denominamos “santidade
política”. A lógica do poder pastoral descrita por Michel Foucault (1999)
torna-se visível quando o sujeito político se apresenta como alguém legitimado
por uma missão superior. Assim, a santidade política deixa de mitigar por entre
a disputa por votos e passa a envolver a construção de uma imagem pública capaz
de demonstrar submissão religiosa, disciplina afetiva e pertencimento ao
universo cristão ultraconservador. Esse mecanismo de “santificação”
transforma-se, assim, em instrumento de reconstrução da autoridade pública.
Outro
elemento importante do vídeo é a construção de uma estética sacrificial em
torno da candidatura. Quando afirma, à semelhança do pai, que não possui
“vaidade nenhuma de ser Presidente da República” e acrescenta que sua entrada
na disputa seria uma “questão de sobrevivência do país”, Flávio aciona uma
retórica típica das narrativas messiânicas que Theodor Adorno (2022) identifica
em lideranças de personalidade autoritária. O líder deixa de ser apresentado
como sujeito movido por ambição pessoal e passa a ocupar o lugar daquele que é
convocado a salvar a coletividade. Esse discurso desloca a política do campo da
representação democrática para o da missão redentora. Além disso, ao afirmar
que deseja “fazer pelas filhas de todo mundo no Brasil” aquilo que pretende
fazer por suas próprias filhas, reinsere a família como elemento central de
legitimação política, mobilizando um dos principais operadores simbólicos do
conservadorismo cristão. A defesa da família aparece, assim, como reforça de
“santificação política” e linguagem privilegiada da biopolítica eclesiástica.
Por
fim, o vídeo também mobiliza uma narrativa de perseguição, elemento recorrente
do cristofascismo associado ao bolsonarismo. Ao rememorar acusações dirigidas
ao pai, Jair Bolsonaro, Flávio procura construir paralelos entre sua trajetória
e a do ex-presidente, apresentando ambos como vítimas de um “sistema” injusto.
Esse discurso ativa sensibilidades evangélicas marcadas pela ideia de provação
e sofrimento espiritual diante das perseguições do mundo “mundano”. A repetição
da frase “meu pai estava certo” funciona como mecanismo simbólico de
transmissão paterna, reforçando a ideia de continuidade quase apostólica do
bolsonarismo. Assim, o vídeo não apenas apresenta Flávio como herdeiro político
de Jair Bolsonaro, mas também como sucessor messiânico de uma missão recebida
sob a forma de via crucis. A “santidade política”, nesse caso, aparece
articulada à lógica do martírio e da perseguição, elementos fundamentais para
sua adequação simbólica aos códigos morais da biopolítica eclesiástica.
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Conclusão parcial
As duas
cenas analisadas revelam como o “01” procura reconstruir sua legitimidade
pública por meio de intensa aproximação com narrativas do universo evangélico.
Em ambas, observa-se uma tentativa de deslocar a imagem marcada pelos desgastes
associados ao carnaval, ao uso de cigarros eletrônicos, às denúncias de
corrupção e aos escândalos recentes envolvendo o caso Master para uma narrativa
de “santificação pública”, articulada ao desenvolvimento de uma missão
messiânica de combate ao “mal”, representado politicamente na figura de Lula.
Nesse processo, sua candidatura deixa de possuir apenas caráter
político-eleitoral e passa a adquirir conotações de vocação transcendente e
continuidade intrabolsonarista. O que se observa é uma reorganização discursiva
na qual sua pré-candidatura passa a depender diretamente da publicidade da fé e
da disciplina ascética. Assim, ele constrói uma “santidade política” como
mecanismo estratégico de reconstrução da autoridade diante do eleitorado
evangélico.
Nesse
sentido, as duas cenas articuladas permitem compreender o funcionamento daquilo
que denominamos “biopolítica eclesiástica”, inspirada em Foucault. Essa noção
evidencia como instituições e lideranças religiosas operam na condução de
códigos, formas de vigilância e modelos legítimos de existência. Com ele, se
observa nos vídeos a tentativa do “01” de adequar sua imagem pública aos
dispositivos do “poder pastoral”, incorporando vocabulário evangélico,
referências bíblicas, performances de louvor, discursos de perseguição e
demonstrações de submissão espiritual. Sua pré-campanha passa, assim, a ser
conduzida pela pedagogia disciplinadora voltada ao público cristão. Sua busca
não se limita à obtenção de votos, mas envolve a produção de um sujeito
politicamente santificado, capaz de ser reconhecido e incorporado aos códigos
do universo cristão ultraconservador. A biopolítica eclesiástica aparece,
portanto, como chave interpretativa para compreender como religião e
legitimidade eleitoral se articulam na reconstrução de um bolsonarismo 2.0
ainda mais identificado com o universo evangélico.
Fonte:
Por Fábio Py, para IHU

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