Quem
é o ‘lobo solitário’ suspeito de ataque em jantar com Trump
O
suspeito de ter atirado durante o jantar da Associação de Correspondentes da
Casa Branca na noite deste sábado, 25/04, foi identificado como Cole Tomas
Allen, segundo a imprensa americana.
Segundo
a CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, ele disse às autoridades que
tinha como alvo autoridades ligadas ao presidente americano Donald Trump.
Citando
duas fontes não identificadas, a CBS afirma também que entre cinco e oito tiros
foram disparados durante o incidente.
O homem
de 31 anos seria morador de Torrance, na Califórnia, nos subúrbios a sudoeste
de Los Angeles.
A CBS
News afirma que Allen trabalhava como tutor em Torrance após se formar no
prestigiado Instituto de Tecnologia da Califórnia.
A
polícia informou que ele era hóspede do hotel Washington Hilton, onde o jantar
acontecia, e portava várias armas — incluindo revólveres e facas.
Allen
está recebendo tratamento hospitalar após o incidente e deve ser formalmente
acusado na segunda-feira. Ele irá responder por uso de arma de fogo durante
crime violento e agressão a agentes federais.
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Suspeito não tinha antecedentes criminais
A CBS
News afirma que Allen trabalhava como tutor em Torrance depois de se formar no
prestigiado California Institute of Technology.
Segundo
reportagem do jornal The Independent, a polícia acredita que Allen não tinha
antecedentes criminais e não estava no radar das autoridades policiais em
Washington.
De
acordo com a Reuters, publicações no Facebook que aparentam estar relacionadas
a Cole indicam que ele ganhou o título de "Professor do Mês" em
dezembro de 2024.
Um
perfil no LinkedIn com o nome do suspeito descreve o como "engenheiro
mecânico e cientista da computação por formação, desenvolvedor independente de
jogos por experiência, professor por vocação".
O
perfil no LinkedIn indica que Allen obteve um bacharelado em engenharia
mecânica pelo California Institute of Technology em 2017. E, em 2025, recebeu
um mestrado em ciência da computação pela California State University,
Dominguez Hills.
O
perfil mostra ainda que Cole trabalhava como professor em meio período e como
desenvolvedor de jogos autônomo.
• Trump foi retirado às pressas de jantar
após atirador abrir fogo contra segurança
O
presidente americano Donald Trump foi retirado às pressas de um hotel em
Washington neste sábado (25/4) após tiros serem ouvidos no local, onde ele
discursaria no tradicional jantar com os correspondentes da Casa Branca.
Momentos
depois, o próprio Trump deu uma entrevista coletiva em que informou que um
homem munido com diversas armas abriu fogo e tentou entrar no local do evento
antes de ser detido pela segurança.
Um
agente ficou ferido na ação, mas foi salvo pelo colete à prova de balas e está
bem, segundo o presidente americano, que divulgou também imagens das câmeras de
segurança onde o provável suspeito aparece correndo.
O
agente recebeu alta do hospital no domingo, segundo os meios de comunicação dos
EUA CNN e NBC.
"Minha
impressão é que ele era um lobo solitário maluco", disse Trump.
"Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser
contidas."
O
suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de
Torrance, na Califórnia, segundo a CBS, parceira da BBC nos EUA.
Segundo
as autoridades, Allen será alvo de acusação formal na segunda-feira e irá
responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes
federais.
Segundo
a CBS News, o homem disse às autoridades que tinha como alvo autoridades
ligadas ao presidente americano Donald Trump.
Citando
duas fontes não identificadas, a CBS afirma também que entre cinco e oito tiros
foram disparados durante o incidente.
O
tumulto foi percebido por volta das 20h35 no horário local (21h25 em Brasília),
quando Trump e a primeira-dama Melania já estavam no local do evento, no hotel
Hilton Washington, na capital americana.
Um
barulho alto foi ouvido e, em seguida, vários membros do serviço secreto
escoltaram o presidente, que já estava na mesa principal, para fora do local
enquanto pessoas gritavam "abaixem-se, abaixem-se".
Logo
depois, o serviço secreto americano informou que Trump, Melania e outros
membros do governo, incluindo o diretor do FBI, não haviam ficado feridos. A
viúva do ativista Charlie Kirk, que foi morto por um atirador, também estava
presente no local.
O
jantar com os correspondentes foi adiado. Seria a primeira participação de
Trump no evento desde que chegou à Casa Branca.
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'Nenhum país está imune' à violência política, diz Trump
Na
coletiva de imprensa, Trump foi questionado sobre qual seria sua mensagem ao
mundo após o incidente e respondeu: "Você pode ter o melhor esquema de
segurança do mundo, mas se houver um maluco, ele pode causar problemas".
O
presidente disse que participar da política nos Estados Unidos tem um custo e
acrescentou que há violência política em todo o mundo.
"Não
consigo imaginar que exista alguma profissão mais perigosa", afirmou,
acrescentando que "nenhum país está imune".
Trump
já foi alvo de duas tentativas de assasssinato desde a campanha de reeleição,
há pouco mais de um ano.
O mais
grave incidente foi em julho de 2024, quando o então candidato à Casa Branca
foi atingido na orelha por um tiro enquanto participava de um comício ao ar
livre em Butler, na Pensilvânia. O atirador de 20 anos foi morto por agentes de
segurança no local.
Dois
meses mais tarde, agentes do Serviço Secreto capturaram um homem armado
escondido no clube de golfe de Trump, em West Palm Beach, na Flórida, enquanto
o republicano estava no local. O caso foi considerado uma tentativa de
assassinato, e o suspeito foi condenado à prisão perpétua neste ano.
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'Certamente há problemas de segurança' com o evento, afirma ex-embaixador dos
EUA
O
ex-embaixador do Reino Unido nos EUA Kim Darroch disse à Laura Kuenssberg, da
BBC, que há "claros problemas de segurança" no evento.
Tudo o
que é preciso fazer é "mostrar o cartão de convite... para entrar no
prédio", diz ele. Depois, para entrar no salão de baile, passa-se por um
detector de metais e por uma revista de bolsas, afirma.
"Mas
é um hotel e está cheio de hóspedes que estão ali simplesmente
hospedados", acrescenta.
Para
alguém com "más intenções", há "apenas uma barreira de segurança
que você precisa superar", diz ele.
O
correspondente-chefe da BBC na América do Norte, Gary O'Donoghue, participou do
jantar. Mais cedo, ele descreveu as cenas dentro do salão de baile.
""Caminhei
alguns quarteirões até o hotel e depois mostrei meu convite para alguém que
olhou para ele a uns dois metros de distância. Ninguém pediu para ver meu
documento de identidade", afirmou.
Ele
disse que foi revistado "de forma leve" ao entrar no salão, mas mesmo
quando o detector apitou eles não pediram para que esvaziasse os bolsos.
"O
Serviço Secreto fez o seu trabalho, impediu esse homem de entrar no salão de
baile. Mas esse cordão de segurança estava logo do lado de fora das portas do
salão, e, claro, o hotel estava cheio de hóspedes comuns."
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Atentado contra Reagan foi no mesmo local
O
jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca é uma tradição da
imprensa americana que remonta a 1921 e historicamente conta com a presença do
presidente americano em exercício.
Seria a
primeira vez que Trump participaria do evento em suas duas passagens pela
presidência. Neste sábado, a expectativa é que o americano discursasse no
evento.
Vários
correspondentes da BBC que estavam no local relataram cenas de grande confusão
após o som dos tiros.
Agentes
do Serviço Secreto dos EUA foram vistos escoltando o presidente e a
primeira-dama para fora da sala, enquanto autoridades graduadas do governo,
incluindo o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. e o secretário de Defesa
Pete Hegseth, foram retiradas às pressas por suas equipes de segurança.
Outros
participantes permaneceram no salão de baile sob confinamento (lockdown), com
muitos jornalistas tentando informar o ocorrido às suas respectivas
organizações.
O
incidente ocorreu no Washington Hilton, o mesmo hotel onde o então presidente
dos EUA Ronald Reagan foi baleado e ferido em 1981.
O
ataque aconteceu em 30 de março de 1981, quando o agressor, John Hinckley Jr.,
disparou contra Reagan enquanto ele retornava à sua limusine após um discurso
dentro do hotel.
Reagan
sobreviveu, mas ficou gravemente ferido após uma bala ricochetear na lateral da
limusine presidencial e atingi-lo no torso, quebrando uma costela e perfurando
um dos pulmões.
Um ano
depois, Hinckley foi considerado inocente por motivo de insanidade, mas ficou
internado em uma ala de alta segurança do Hospital St. Elizabeths, em
Washington, até receber alta em 2016.
Uma
placa marca o local do atentado contra Reagan na lateral do hotel.
• Trump: Peço que resolvamos nossas
diferenças em paz
Durante
pronunciamento após um tiroteio em um jantar de Donald Trump, presidente dos
Estados Unidos, com repórteres correspondentes da Casa Branca, o republicano
clamou que os americanos trabalhem para resolver suas diferenças de maneira
pacífica.
Trump
relembrou outros episódios de violência que sofreu, como o atentado em Butler,
durante um comício na Pensilvânia, e uma tentativa de assassinato em Palm
Beach, na Flórida.
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O
político pediu que os americanos “olhem para os seus corações e resolvam suas
diferenças em paz. Temos republicanos, democratas, independentes,
conservadores, liberais, progressistas… essas palavras são muito
intercambiáveis.”
“As
pessoas, naquela sala enorme, estavam juntas. Ver todo esse amor vindo de todos
foi algo muito impressionante”, completou o chefe de Estado, se referindo ao
jantar que foi interrompido.
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Após tiroteio em Washington, Trump culpa políticas de imigração de Biden
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quarta-feira (26) que
seu governo reexamine os imigrantes afegãos que entraram no país durante o
governo do ex-presidente Joe Biden.
O líder
americano classificou o ataque a tiros contra dois membros da Guarda Nacional
em Washington como "um ato de terror", afirmando que o suspeito veio
do Afeganistão em 2021.
"Este
ataque hediondo foi um ato de maldade, um ato de ódio e um ato de terror",
disse Trump em um pronunciamento à nação nesta noite.
"Agora,
sob a administração Biden, precisamos reexaminar cada estrangeiro que entrou em
nosso país vindo do Afeganistão."
Falando
de seu clube privado Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida, Trump descreveu o
suspeito como um "estrangeiro que entrou em nosso país vindo do
Afeganistão, um inferno na Terra".
O FBI
acredita ter identificado o suspeito como um homem do estado de Washington que
parece ter imigrado do Afeganistão em 2021, disseram autoridades policiais à
CNN.
Em seu
discurso, Trump chamou Biden de "um presidente desastroso, o pior da
história do nosso país". Biden foi o presidente dos Estados Unidos, que
liderou a retirada das tropas americanas do Afeganistão em 2021.
O líder
republicano lamentou o que descreveu como "20 milhões de estrangeiros
desconhecidos e não verificados" que entraram nos Estados Unidos durante o
governo de seu antecessor.
Ele
classificando a situação como "um risco para a própria sobrevivência"
e pediu uma reavaliação de todas as pessoas que entraram no país vindas do
Afeganistão durante a presidência de Biden.
Fonte:
BBC News/CNN Brasil

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