segunda-feira, 27 de abril de 2026

Quem é o ‘lobo solitário’ suspeito de ataque em jantar com Trump

O suspeito de ter atirado durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca na noite deste sábado, 25/04, foi identificado como Cole Tomas Allen, segundo a imprensa americana.

Segundo a CBS News, parceira da BBC nos Estados Unidos, ele disse às autoridades que tinha como alvo autoridades ligadas ao presidente americano Donald Trump.

Citando duas fontes não identificadas, a CBS afirma também que entre cinco e oito tiros foram disparados durante o incidente.

O homem de 31 anos seria morador de Torrance, na Califórnia, nos subúrbios a sudoeste de Los Angeles.

A CBS News afirma que Allen trabalhava como tutor em Torrance após se formar no prestigiado Instituto de Tecnologia da Califórnia.

A polícia informou que ele era hóspede do hotel Washington Hilton, onde o jantar acontecia, e portava várias armas — incluindo revólveres e facas.

Allen está recebendo tratamento hospitalar após o incidente e deve ser formalmente acusado na segunda-feira. Ele irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais.

<><> Suspeito não tinha antecedentes criminais

A CBS News afirma que Allen trabalhava como tutor em Torrance depois de se formar no prestigiado California Institute of Technology.

Segundo reportagem do jornal The Independent, a polícia acredita que Allen não tinha antecedentes criminais e não estava no radar das autoridades policiais em Washington.

De acordo com a Reuters, publicações no Facebook que aparentam estar relacionadas a Cole indicam que ele ganhou o título de "Professor do Mês" em dezembro de 2024.

Um perfil no LinkedIn com o nome do suspeito descreve o como "engenheiro mecânico e cientista da computação por formação, desenvolvedor independente de jogos por experiência, professor por vocação".

O perfil no LinkedIn indica que Allen obteve um bacharelado em engenharia mecânica pelo California Institute of Technology em 2017. E, em 2025, recebeu um mestrado em ciência da computação pela California State University, Dominguez Hills.

O perfil mostra ainda que Cole trabalhava como professor em meio período e como desenvolvedor de jogos autônomo.

•        Trump foi retirado às pressas de jantar após atirador abrir fogo contra segurança

O presidente americano Donald Trump foi retirado às pressas de um hotel em Washington neste sábado (25/4) após tiros serem ouvidos no local, onde ele discursaria no tradicional jantar com os correspondentes da Casa Branca.

Momentos depois, o próprio Trump deu uma entrevista coletiva em que informou que um homem munido com diversas armas abriu fogo e tentou entrar no local do evento antes de ser detido pela segurança.

Um agente ficou ferido na ação, mas foi salvo pelo colete à prova de balas e está bem, segundo o presidente americano, que divulgou também imagens das câmeras de segurança onde o provável suspeito aparece correndo.

O agente recebeu alta do hospital no domingo, segundo os meios de comunicação dos EUA CNN e NBC.

"Minha impressão é que ele era um lobo solitário maluco", disse Trump. "Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser contidas."

O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, na Califórnia, segundo a CBS, parceira da BBC nos EUA.

Segundo as autoridades, Allen será alvo de acusação formal na segunda-feira e irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais.

Segundo a CBS News, o homem disse às autoridades que tinha como alvo autoridades ligadas ao presidente americano Donald Trump.

Citando duas fontes não identificadas, a CBS afirma também que entre cinco e oito tiros foram disparados durante o incidente.

O tumulto foi percebido por volta das 20h35 no horário local (21h25 em Brasília), quando Trump e a primeira-dama Melania já estavam no local do evento, no hotel Hilton Washington, na capital americana.

Um barulho alto foi ouvido e, em seguida, vários membros do serviço secreto escoltaram o presidente, que já estava na mesa principal, para fora do local enquanto pessoas gritavam "abaixem-se, abaixem-se".

Logo depois, o serviço secreto americano informou que Trump, Melania e outros membros do governo, incluindo o diretor do FBI, não haviam ficado feridos. A viúva do ativista Charlie Kirk, que foi morto por um atirador, também estava presente no local.

O jantar com os correspondentes foi adiado. Seria a primeira participação de Trump no evento desde que chegou à Casa Branca.

<><> 'Nenhum país está imune' à violência política, diz Trump

Na coletiva de imprensa, Trump foi questionado sobre qual seria sua mensagem ao mundo após o incidente e respondeu: "Você pode ter o melhor esquema de segurança do mundo, mas se houver um maluco, ele pode causar problemas".

O presidente disse que participar da política nos Estados Unidos tem um custo e acrescentou que há violência política em todo o mundo.

"Não consigo imaginar que exista alguma profissão mais perigosa", afirmou, acrescentando que "nenhum país está imune".

Trump já foi alvo de duas tentativas de assasssinato desde a campanha de reeleição, há pouco mais de um ano.

O mais grave incidente foi em julho de 2024, quando o então candidato à Casa Branca foi atingido na orelha por um tiro enquanto participava de um comício ao ar livre em Butler, na Pensilvânia. O atirador de 20 anos foi morto por agentes de segurança no local.

Dois meses mais tarde, agentes do Serviço Secreto capturaram um homem armado escondido no clube de golfe de Trump, em West Palm Beach, na Flórida, enquanto o republicano estava no local. O caso foi considerado uma tentativa de assassinato, e o suspeito foi condenado à prisão perpétua neste ano.

<><> 'Certamente há problemas de segurança' com o evento, afirma ex-embaixador dos EUA

O ex-embaixador do Reino Unido nos EUA Kim Darroch disse à Laura Kuenssberg, da BBC, que há "claros problemas de segurança" no evento.

Tudo o que é preciso fazer é "mostrar o cartão de convite... para entrar no prédio", diz ele. Depois, para entrar no salão de baile, passa-se por um detector de metais e por uma revista de bolsas, afirma.

"Mas é um hotel e está cheio de hóspedes que estão ali simplesmente hospedados", acrescenta.

Para alguém com "más intenções", há "apenas uma barreira de segurança que você precisa superar", diz ele.

O correspondente-chefe da BBC na América do Norte, Gary O'Donoghue, participou do jantar. Mais cedo, ele descreveu as cenas dentro do salão de baile.

""Caminhei alguns quarteirões até o hotel e depois mostrei meu convite para alguém que olhou para ele a uns dois metros de distância. Ninguém pediu para ver meu documento de identidade", afirmou.

Ele disse que foi revistado "de forma leve" ao entrar no salão, mas mesmo quando o detector apitou eles não pediram para que esvaziasse os bolsos.

"O Serviço Secreto fez o seu trabalho, impediu esse homem de entrar no salão de baile. Mas esse cordão de segurança estava logo do lado de fora das portas do salão, e, claro, o hotel estava cheio de hóspedes comuns."

<><> Atentado contra Reagan foi no mesmo local

O jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca é uma tradição da imprensa americana que remonta a 1921 e historicamente conta com a presença do presidente americano em exercício.

Seria a primeira vez que Trump participaria do evento em suas duas passagens pela presidência. Neste sábado, a expectativa é que o americano discursasse no evento.

Vários correspondentes da BBC que estavam no local relataram cenas de grande confusão após o som dos tiros.

Agentes do Serviço Secreto dos EUA foram vistos escoltando o presidente e a primeira-dama para fora da sala, enquanto autoridades graduadas do governo, incluindo o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. e o secretário de Defesa Pete Hegseth, foram retiradas às pressas por suas equipes de segurança.

Outros participantes permaneceram no salão de baile sob confinamento (lockdown), com muitos jornalistas tentando informar o ocorrido às suas respectivas organizações.

O incidente ocorreu no Washington Hilton, o mesmo hotel onde o então presidente dos EUA Ronald Reagan foi baleado e ferido em 1981.

O ataque aconteceu em 30 de março de 1981, quando o agressor, John Hinckley Jr., disparou contra Reagan enquanto ele retornava à sua limusine após um discurso dentro do hotel.

Reagan sobreviveu, mas ficou gravemente ferido após uma bala ricochetear na lateral da limusine presidencial e atingi-lo no torso, quebrando uma costela e perfurando um dos pulmões.

Um ano depois, Hinckley foi considerado inocente por motivo de insanidade, mas ficou internado em uma ala de alta segurança do Hospital St. Elizabeths, em Washington, até receber alta em 2016.

Uma placa marca o local do atentado contra Reagan na lateral do hotel.

•        Trump: Peço que resolvamos nossas diferenças em paz

Durante pronunciamento após um tiroteio em um jantar de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, com repórteres correspondentes da Casa Branca, o republicano clamou que os americanos trabalhem para resolver suas diferenças de maneira pacífica.

Trump relembrou outros episódios de violência que sofreu, como o atentado em Butler, durante um comício na Pensilvânia, e uma tentativa de assassinato em Palm Beach, na Flórida.

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O político pediu que os americanos “olhem para os seus corações e resolvam suas diferenças em paz. Temos republicanos, democratas, independentes, conservadores, liberais, progressistas… essas palavras são muito intercambiáveis.”

“As pessoas, naquela sala enorme, estavam juntas. Ver todo esse amor vindo de todos foi algo muito impressionante”, completou o chefe de Estado, se referindo ao jantar que foi interrompido.

<><> Após tiroteio em Washington, Trump culpa políticas de imigração de Biden

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quarta-feira (26) que seu governo reexamine os imigrantes afegãos que entraram no país durante o governo do ex-presidente Joe Biden.

O líder americano classificou o ataque a tiros contra dois membros da Guarda Nacional em Washington como "um ato de terror", afirmando que o suspeito veio do Afeganistão em 2021.

"Este ataque hediondo foi um ato de maldade, um ato de ódio e um ato de terror", disse Trump em um pronunciamento à nação nesta noite.

"Agora, sob a administração Biden, precisamos reexaminar cada estrangeiro que entrou em nosso país vindo do Afeganistão."

Falando de seu clube privado Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida, Trump descreveu o suspeito como um "estrangeiro que entrou em nosso país vindo do Afeganistão, um inferno na Terra".

O FBI acredita ter identificado o suspeito como um homem do estado de Washington que parece ter imigrado do Afeganistão em 2021, disseram autoridades policiais à CNN.

Em seu discurso, Trump chamou Biden de "um presidente desastroso, o pior da história do nosso país". Biden foi o presidente dos Estados Unidos, que liderou a retirada das tropas americanas do Afeganistão em 2021.

O líder republicano lamentou o que descreveu como "20 milhões de estrangeiros desconhecidos e não verificados" que entraram nos Estados Unidos durante o governo de seu antecessor.

Ele classificando a situação como "um risco para a própria sobrevivência" e pediu uma reavaliação de todas as pessoas que entraram no país vindas do Afeganistão durante a presidência de Biden.

 

Fonte: BBC News/CNN Brasil

 

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