A
nova e controversa política imigratória da administração Trump
A
deportação de imigrantes latino-americanos dos Estados Unidos para a República
Democrática do Congo (RDC), ocorrida em abril de 2026, é parte de uma nova e
controversa política imigratória da administração do presidente Donald
Trump. Essa estratégia visa utilizar países terceiros para remover
imigrantes em situação irregular, contornando limitações legais ou diplomáticas
para o retorno direto aos países de origem.
Os
principais motivos para essa ação incluem:
- Acordo Bilateral
de "Terceiro País": Os EUA firmaram um acordo com a
República Democrática do Congo, que concordou em aceitar temporariamente
imigrantes deportados que não são congoleses (principalmente
sul-americanos, como peruanos, colombianos e equatorianos).
- Financiamento e
Logística Americanos: O governo dos EUA financia os custos da
operação, incluindo transporte e acomodação, e fornece apoio logístico
para o envio desses imigrantes a Kinshasa.
- Contorno de
Proteções Legais: Muitos dos deportados possuíam ordens
judiciais ou proteções que impunham barreiras ao seu retorno imediato para
seus países de origem na América Latina. O envio para um país de terceiro
lado, como o Congo, é uma forma de contornar essas decisões.
- Política de
Intimidação e "Exemplo": Analistas e defensores dos
direitos humanos apontam que a medida busca intimidar solicitantes de
asilo e imigrantes, mostrando que a recusa em retornar ao país de origem
pode resultar em envio para destinos distantes e desconhecidos.
- Acordos de
Recursos: Relatos
indicam que a RDC assinou acordos dando aos EUA acesso a recursos minerais
estratégicos, em troca do que os EUA foram autorizados a enviar voos de
repatriação de imigrantes.
Os
imigrantes enviados ao Congo, que relataram ter chegado algemados, descreveram
a situação como um "limbo" e enfrentam pressão para retornar
voluntariamente aos seus países de origem. A política tem gerado fortes
críticas por questões humanitárias e de direitos humanos.
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Expulsos dos EUA, imigrantes de origem latina são
enviados à República Democrática do Congo
A
República Democrática do Congo recebeu na madrugada desta sexta-feira (17/04)
15 imigrantes expulsos dos Estados Unidos que, segundo uma fonte do entorno da
Presidência do país africano, têm origens peruana e equatoriana. A informação é
da agência France Presse (AFP).
O grupo
foi o primeiro a chegar à República Democrática do Congo como parte de um
acordo polêmico firmado pelos EUA para enviar estrangeiros em situação
irregular a outros países, muitos deles africanos, em troca de apoio financeiro
ou logístico de Washington.
Autoridades
dos países receptores fornecem poucas informações sobre a situação desses
imigrantes, muitas vezes originários de outros continentes, como América do Sul
e Ásia.
A
Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou à AFP que o governo
congolês solicitou à agência da ONU que fornecesse "ajuda humanitária a 15
imigrantes enviados pelos Estados Unidos para a RDC em 17 de abril". A
organização afirma que vai propor "um retorno voluntário assistido aos
imigrantes que assim solicitarem".
Sete
mulheres e oito homens chegaram em um avião procedente dos Estados Unidos que
pousou às 23h55 de 16 de abril, no horário local, no aeroporto de Ndjili, em
Kinshasa, informou uma fonte do entorno da Presidência, segundo a qual eles são
originários de Peru e Equador.
Outras
fontes indicaram que chegarão em breve a Kinshasa outras pessoas expulsas dos
Estados Unidos, a um ritmo de cerca de 50 por mês.
O
Ministério das Comunicações da República Democrática do Congo confirmou a
chegada dos primeiros imigrantes ao país centro-africano "segundo o
cronograma estabelecido pelas autoridades competentes". "Os
indivíduos em questão foram admitidos em território nacional com autorizações
de permanência de curta duração."
A
República Democrática do Congo assinou um acordo que dá a Washington acesso aos
recursos minerais estratégicos congoleses, cruciais para a indústria eletrônica
mundial. Em troca, os Estados Unidos foram autorizados a mandar voos de
repatriação de imigrantes para o país africano.
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Influência de Trump leva a abusos em países da America
Latina
Alguns
governos da América Latina e do Caribe estão violando os direitos de não
cidadãos a pedido do governo Trump, enquanto outros estão usando as políticas e
a retórica de Trump como pretexto para abusos contra seus próprios cidadãos,
afirmou a Human Rights Watch em
seu Relatório Mundial 2026.
No Relatório
Mundial 2026, de 529 páginas, sua 36ª edição, a Human Rights Watch analisa
a situação dos direitos humanos em mais de 100 países. Em seu capítulo introdutório, o diretor executivo, Philippe
Bolopion, escreve que quebrar a onda autoritária que varre o mundo é um desafio
geracional. Com o sistema de direitos humanos sob ameaça sem precedentes do
governo Trump e de outras potências globais, Bolopion apela às democracias que
respeitam os direitos humanos e à sociedade civil para que construam uma
aliança estratégica para defender as liberdades fundamentais.
O
ataque militar do governo Trump à Venezuela no início de 2026 pode consolidar o
governo repressivo no país, desde que sirva aos interesses políticos e
comerciais dos EUA. Durante 2025, vários governos limitaram o acesso ao asilo e
cometeram abusos contra migrantes deportados dos Estados Unidos. Alguns
governos latino-americanos têm adotado cada vez mais políticas de segurança
baseadas em prisões em massa, envio de forças militares para combater o
“terrorismo” e uso excessivo da força. Embora o governo dos Estados Unidos
tenha frequentemente criticado as violações sistemáticas dos direitos humanos
na Venezuela, Cuba e Nicarágua, ele fechou os olhos para graves abusos em El
Salvador, Equador e Peru, que restringem jornalistas e grupos de direitos
humanos.
“Durante
seu primeiro ano no poder, o governo Trump teve uma influência
inquestionavelmente negativa sobre a América Latina e o Caribe”, disse Juanita Goebertus, diretora da Human Rights Watch para as
Américas. “Os governos latino-americanos têm a responsabilidade de defender a
democracia e garantir que ela atenda às necessidades de seus povos,
independentemente de quem ocupe a Casa Branca.”
- Venezuela, Cuba e Nicarágua reprimem
praticamente todas as formas de dissidência, prendendo críticos e
oponentes e forçando muitos ao exílio. Na Venezuela, as autoridades
libertaram alguns detidos no início de 2026, mas muitas pessoas continuam
presas por motivos políticos. Os governos latino-americanos deveriam
pressionar pela libertação de todos presos políticos nesses países e
promover transições pacíficas para a democracia, afirmou a Human Rights
Watch. Eles também deveriam se opor aos ataques contínuos dos Estados
Unidos no Caribe e no Pacífico, que mataram mais de 120 pessoas, o que
equivale a execuções extrajudiciais segundo o direito internacional.
- Os grupos de
crime organizado representam uma ameaça aos direitos humanos, sendo o caso
mais extremo o do Haiti, onde grupos
criminosos controlam 90 % de Porto Príncipe, expandiram-se para outras
partes do país e cometeram milhares de assassinatos.
- Governos,
incluindo os de El Salvador e Equador, cometeram
graves violações dos direitos humanos no combate ao crime organizado.
No Brasil, uma operação
policial no Rio de Janeiro resultou em 122 mortes, parte de um padrão mais
amplo de uso abusivo da força. No México, o governo
combinou a ampliação da coleta de informações de inteligência com medidas
que abrem as portas para prisões em massa, como a prisão preventiva
obrigatória. Sob a estratégia de “paz total” do presidente Gustavo Petro
na Colômbia, grupos armados
e o crime organizado expandiram seu controle. Governos, incluindo os
de Honduras, Peru, El Salvador e
Equador, suspenderam injustificadamente direitos por longos períodos em
sua luta contra o crime.
- O Panamá e a
Costa Rica detiveram arbitrariamente cidadãos de terceiros países
deportados dos Estados Unidos. El Salvador submeteu os venezuelanos que o
governo Trump deportou para lá a desaparecimentos forçados, detenções
arbitrárias e tortura sistemática. A República Dominicana intensificou a
deportação de haitianos, colocando-os em perigo, em violação ao direito
internacional dos direitos humanos.
- Enquanto os
Estados Unidos cortaram a ajuda externa a grupos de direitos humanos e à
mídia independente, El Salvador, Peru e Equador aprovaram leis que
permitem o fechamento arbitrário de grupos de direitos humanos e veículos
de comunicação. A Argentina criou um
ambiente cada vez mais hostil à mídia independente. O procurador-geral da
Guatemala prendeu arbitrariamente funcionários do governo, defensores de
direitos humanos e críticos. El Salvador deteve críticos proeminentes de
direitos humanos, incluindo a advogada anticorrupção Ruth Lopez.
“Grupos
de direitos humanos e jornalistas independentes continuam sendo atores
fundamentais para proteger a democracia nas Américas”, disse Goebertus. “Os
governos deveriam apoiá-los, pois eles trabalham sob grave risco para promover
os direitos humanos e expor a corrupção e os abusos.”
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O limbo dos latinoamericanos deportados pelos EUA para o
Congo
Durante
oito anos, Jorge Cubillos se esforçou para construir uma nova vida nos Estados Unidos após fugir de
ameaças na Colômbia.
Ele
afirma que tinha autorização de trabalho, um processo de asilo em andamento e
expectativa de permanecer no país.
Mas, de
repente, foi deportado para a África sem maiores
explicações.
Em
entrevista à BBC News Mundo em um pequeno quarto de hotel em Kinshasa, capital
da República Democrática do Congo, ele diz que está doente e desorientado,
longe de tudo o que conhece e de seus quatro filhos e de sua esposa, que
ficaram no estado da Flórida.
"Nunca
imaginei que acabaria na África. Achei que eram só ameaças", afirma.
Cubillos
faz parte de um grupo de 15 latino-americanos que foram deportados na semana
passada dos Estados Unidos para o Congo, no âmbito de um controverso acordo com
países terceiros assinado pelo governo do presidente americano Donald Trump.
Os
migrantes e solicitantes de asilo são originários da Colômbia, do Peru e do
Equador. É o primeiro grupo que chega ao Congo desde que o acordo foi firmado.
O
governo do país africano defendeu sua decisão de receber migrantes provenientes
de países terceiros como um compromisso com a dignidade humana, a proteção dos
direitos dos migrantes e a solidariedade internacional.
Também
reiterou que a permanência dessas pessoas no país é temporária e que a
acolhida, o apoio e o atendimento estão sendo financiados pelos Estados Unidos.
Mas os
migrantes e solicitantes de asilo entrevistados pela BBC News Mundo afirmam que
suas condições no Congo estão longe de ser ideais e que sua saúde está se
deteriorando rapidamente.
Marta,
que não quis revelar seu verdadeiro nome por medo de represálias, conta que seu
calvário começou com a visita de um grupo de agentes do Serviço de Imigração e
Controle de Alfândegas (ICE).
Ela
relata que, em 13 de fevereiro, após uma longa batalha legal durante a qual
passou 14 meses detida e que incluiu um habeas corpus concedido
por um juiz federal, foi libertada. Afirma que tinha autorização de trabalho e
seguia seu processo migratório "de maneira correta".
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'Nossos direitos humanos foram violados'
Mas, em
2 de abril, seu destino mudou repentinamente.
Ela diz
que, naquele dia, agentes do ICE chegaram à sua casa no Texas, bateram à porta
e lhe mostraram, através do vidro, uma ordem de supervisão com a qual havia
sido libertada anteriormente. Disseram que precisavam apenas verificar seu
endereço.
"Não
vi nenhum problema e abri a porta", recorda.
Minutos
depois, pediram que ela os acompanhasse a um escritório para colocar um monitor
de GPS. Ela não desconfiou de nada até ser algemada.
Foi
levada ao centro de detenção de Bluebonnet, no Texas, onde permaneceu três
dias. Depois, foi transferida para o centro de detenção de Prairieland, em
Alvarado.
Ali,
segundo seu depoimento, ficou incomunicável por quase dois dias.
"Me
trancaram em um quarto, não me davam comida nem água. Estava muito frio",
relata.
Durante
esse período, seus familiares não conseguiam localizá-la nos registros
oficiais.
"Eu
não aparecia no sistema, porque nunca fui processada", afirma.
Depois
de ser vacinada contra a febre amarela e transferida para a Luisiana,
informaram que ela tinha um voo para o Congo no dia seguinte.
"Eu
disse que tinha medo por causa da insegurança e eles não responderam e, bem,
aqui estou, no Congo. Como me sinto agora? Sinto que nossos direitos humanos
foram violados", conta.
"Há
muita desinformação nas redes sociais, dizem que somos criminosos e que
merecemos o que está acontecendo conosco, isso não está certo. A falta de
informação aqui e não saber o que vai acontecer conosco está nos afetando
emocional e psicologicamente."
A BBC
News Mundo entrou em contato com a agência ICE para solicitar comentários sobre
essas acusações, mas, até o momento da publicação desta reportagem, não havia
recebido resposta.
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'Tivemos febre, vômitos e diarreia'
Hubert
Tshiswaka, diretor do Instituto de Pesquisa sobre Direitos Humanos (IRDH),
critica duramente o acordo entre o Congo e os Estados Unidos e o considera
contrário aos compromissos internacionais em matéria de proteção de refugiados.
"Não
existe base legal para trazer pessoas de outros países para o Congo,
especialmente dos Estados Unidos", disse à BBC News Mundo o advogado
especialista em direitos humanos.
"Além
disso, essas pessoas não fizeram nada de errado aqui, portanto também não há
base legal para mantê-las detidas", acrescenta.
O IRDH
denuncia uma violação do princípio da não devolução, transferências forçadas
contrárias ao direito internacional e a externalização das obrigações dos
Estados Unidos em matéria de asilo.
Também
insta a República Democrática do Congo a suspender o acordo com Washington.
Em um
comunicado, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que o
governo do Congo solicitou que prestasse assistência humanitária a 15 migrantes
deportados pelos Estados Unidos em 17 de abril.
"A
OIM também pode oferecer retorno voluntário assistido àqueles migrantes que o
solicitarem, de acordo com seu mandato e os marcos legais aplicáveis",
acrescentou.
O grupo
de deportados afirma que, em algumas ocasiões, foi impedido de sair das
instalações do hotel e denuncia condições difíceis, como a falta de água
potável e cortes de energia elétrica.
"Estamos
doentes. Tivemos febre, vômitos e diarreia. Dizem que é normal e que o corpo
está simplesmente se adaptando à África", diz Jorge.
A OIM
recusou um pedido de entrevista da BBC News Mundo.
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'De uma forma ou de outra'
Carlos
Rodelo estava havia três anos e meio nos Estados Unidos quando, em 4 de
fevereiro de 2025, uma juíza em Maryland lhe concedeu proteção sob a Convenção
contra a Tortura (CAT).
Segundo
ele, a juíza determinou que poderia permanecer no país e não seria deportado,
embora não pudesse sair do território americano.
Meses
depois, foi informado de que deveria comparecer em 4 de agosto a um escritório
de imigração para assinar alguns documentos.
Não era
a primeira vez que era convocado a um escritório de imigração, então não viu
nada de estranho.
"Mas
quando cheguei ao escritório e mal entrei, vi que havia três agentes do ICE
literalmente escondidos me esperando. Disseram que iam me deter e que
possivelmente iam me deportar. Eu, na verdade, não entendia e disse a eles que
tinha um asilo aprovado, que tinha proteção sob a CAT", conta.
Lá,
passou oito meses detido.
No
mesmo dia, foi transferido para um escritório em Baltimore, onde permaneceu
retido em um quarto antes de ser enviado para a Luisiana.
Durante
esse período, assegura, apresentou pedidos adicionais de proteção. No entanto,
foi deportado antes que um juiz federal pudesse se pronunciar.
Seu
destino final ele soube poucas horas antes do voo.
"Quando
me disseram que iam me mandar para o Congo, eu disse que não sabia nem o que
era isso, nem onde ficava", afirma.
"Eles
responderam que iam me levar de uma forma ou de outra."
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'Mais de 25 horas amarrados'
Os
migrantes também descrevem a viagem como "desumana".
"Foi
terrível. Foi angustiante porque passamos mais de 25 horas amarrados pela
cintura, mãos e pés, com um saco de papel que tinha dentro uma maçã, umas
batatas e uma água", afirma Jorge Cubillos.
Outra
colombiana, que também preferiu manter o anonimato, afirma que foi deportada
após passar várias semanas no centro de detenção de Eloy, no Arizona.
"Fui
convocada a um escritório supostamente para retirar o GPS e, quando cheguei, me
informaram que ficaria detida porque tinham conseguido um terceiro país para
mim", conta.
Ela tem
dúvidas sobre se gostaria de voltar aos Estados Unidos.
"Não
sei, porque depois de tudo o que aconteceu e do que sofri, quem me garante que
não vou passar por isso de novo e que, no futuro, não vão me enviar para outro
país?", acrescenta.
Ela
afirma que viver atualmente nos Estados Unidos "dá medo" e que o
governo do presidente Donald Trump age de forma desumana.
"Acho
que é desumano o que está fazendo não apenas o presidente, mas também as
pessoas que estão se deixando manipular por ele", afirma.
"Porque
sinto que nesse governo eles são fantoches manipulados por essa pessoa, que
estão detendo as pessoas sem nenhuma razão, sem nenhum motivo, apenas porque
querem fazer isso e pronto", prossegue.
"Passar
tanto tempo detido sem ter cometido nenhum crime é algo pesado, e as condições
dentro das detenções, na verdade, não são as melhores."
Longe
de seus países, sem uma rota clara e com pouca informação sobre o futuro, o
grupo descreve uma crescente sensação de abandono.
"Nos
sentimos completamente à deriva. Não sabemos o que vai acontecer conosco",
diz Marta.
Jorge
Cubillos compartilha essa incerteza e teme tanto por seu futuro quanto pelo de
seus companheiros.
"Os
solicitantes de asilo corremos risco em nossos países", explica. "Se
me colocarem para escolher entre o Congo e Barranquilla, na Colômbia, de onde
sou, escolheria Barranquilla, porque aqui não estou fazendo nada."
"Mas
voltar a Barranquilla é colocar minha vida em risco."
A
incerteza, somada às condições em que se encontram, vem desgastando o grupo. A
sensação, cada vez mais difundida, é a de estar preso em um limbo do qual não
sabem como sair.
Fonte: Al
Jazeera/France Press/BBC News Mundo

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