Professor
americano alerta governo dos EUA contra alegações de superioridade global
O
economista americano e professor da Universidade de Columbia, Jeffrey Sachs,
alertou o governo dos EUA contra as afirmações da superioridade americana num
mundo onde muitos países têm armas nucleares.
"Esta
é a maneira errada de abordar o nosso mundo", disse Sachs ao
jornalista Tucker Carlson. Foi assim que ele descreveu as declarações dos líderes
norte-americanos sobre
a superioridade dos Estados Unidos no mundo.
"O
mundo enfrenta muitos problemas profundos. Muitos países com armas nucleares, muitos países
poderosos. Precisamos encontrar uma forma de nos entendermos, colaborarmos e
resolvermos os problemas", acrescentou Sachs.
A atual
administração do presidente dos EUA, Donald Trump, descreve sua abordagem
política como "America first". No contexto internacional, a liderança dos EUA sempre enfatiza
que os interesses e a legislação interna serão primordiais.
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EUA consideram expulsão da Espanha da OTAN para 'punir' aliados, afirma mídia
Os EUA,
para punir os aliados da OTAN por se recusarem a ajudá-los nas operações contra
o Irã, consideram a suspensão da participação da Espanha na aliança e revisam
sua posição sobre as reivindicações do Reino Unido em relação às ilhas
Malvinas, informou a agência Reuters, citando uma autoridade norte-americana.
Segundo a publicação, o Pentágono está
considerando uma série de opções de política para "punir" vários
aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte pela relutância deles em conceder aos
Estados Unidos o direito de usar bases aéreas militares na sua campanha contra
o Irã.
"Um
e-mail interno do Pentágono descreve as opções de punição para os aliados da
OTAN [...] incluindo a suspensão da participação da Espanha na
aliança e a revisão da posição dos EUA sobre as reivindicações do Reino
Unido às ilhas Malvinas", diz-se no material.
Segundo
a carta, os direitos de usar bases militares de aliados são "absolutamente
básicos para a OTAN". De acordo com um funcionário estadunidense não
nomeado, uma das opções mencionadas na carta envolve a remoção de
representantes de países "problemáticos" de posições
importantes ou de prestígio na OTAN.
Conforme
o texto, a opção de excluir a Espanha da
aliança poderia limitar operações militares dos EUA, mas teria um efeito
simbólico significativo. No entanto, o funcionário não especificou como os
Estados Unidos pretendem obter tal medida em relação a Madri.
Além
disso, o e-mail contém a proposta de considerar a revisão do apoio
diplomático dos EUA a "possessões imperiais" britânicas de longa
data, como as ilhas
Malvinas,
localizadas perto da Argentina.
"As
opções de política descritas no e-mail destinam-se a enviar uma mensagem clara
aos aliados da OTAN com o objetivo de 'reduzir o sentimento de
superioridade dos europeus'", afirmou o funcionário norte-americano.
Mais
cedo, um veículo de imprensa ocidental, citando três diplomatas europeus e um
funcionário do Pentágono, informou que a Casa Branca elaborou uma lista de
"bons e maus" países da OTAN, dependendo de sua contribuição
para a aliança.
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Europa passou a viver em 'vassalagem econômica' aos EUA,
avalia publicação
Em um
artigo recente, a revista The Economist descreve como o continente europeu
desenvolveu uma relação de crescente dependência com Washington, que acabou por
reduzi-lo à "servidão".
De acordo com a análise
da revista britânica, a Europa passou de uma preocupação histórica com a
hegemonia cultural norte-americana para uma situação de "vassalagem econômica" estrutural. A
publicação argumenta que os setores que controlam a economia e tomam decisões
estratégicas importantes no continente foram capturados por empresas
norte-americanas, que agora controlam desde sistemas operacionais de celulares
a serviços de computação em nuvem e modelos de inteligência artificial
(IA).
Segundo
a revista, essa dependência se estende até mesmo aos pagamentos cotidianos
entre cidadãos europeus, que são em sua maioria processados por empresas
de pagamento norte-americanas, como Visa e Mastercard. A The Economist enfatiza
que essa subordinação comercial levanta sérias questões geopolíticas sobre a
possibilidade de Washington usar esses laços como instrumentos de
pressão.
O texto
alerta que isso pode levar a ameaças diretas no
futuro,
além da guerra tarifária iniciada por
Washington no ano passado, como a interrupção dos sistemas de pagamento ou
a exclusão de empresas europeias do setor tecnológico. Segundo a revista, a
vulnerabilidade é total, já que até mesmo a segurança energética, antes garantida
por outros meios, foi substituída por importações maciças de gás natural
liquefeito (GNL) dos EUA.
A
responsabilidade por esse cenário, argumenta a revista, recai sobre as
próprias políticas de
Bruxelas.
A The Economist critica duramente como décadas de regulamentação excessiva
deixaram as empresas regionais incapazes de competir. A análise aponta que,
enquanto a União Europeia (UE) se concentrava em impor metas ambientais
ambiciosas e regulamentações de privacidade, acabou importando do
exterior o
que não conseguia produzir devido à sua própria burocracia, criando uma lacuna
que agora beneficia principalmente as corporações norte-americanas.
No
setor tecnológico, a revista descreve as tentativas europeias de recuperar
a soberania como "quixotescas", criticando a UE por se vangloriar de
regulamentar a IA antes mesmo de ter produzido campeões locais na área. Segundo
a publicação, o marco regulatório
europeu tem
funcionado, ironicamente, como uma barreira à entrada, protegendo gigantes dos
EUA com capacidade financeira para absorver os custos de conformidade, enquanto
empresas europeias são excluídas do mercado.
A
análise da The Economist também identifica uma perda de soberania no setor
financeiro e de pagamentos. O artigo detalha como as regulamentações
europeias tornaram negócios estratégicos não rentáveis para bancos
locais, forçando sua venda para empresas
norte-americanas.
Essa
dinâmica se repete nos setores industrial e
de mineração,
acrescenta a revista, onde a obtenção de licenças para extrair minerais
críticos na Europa pode levar décadas devido à rigidez regulatória imposta
pelos auditores.
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Fardo do conflito na Ucrânia mudou dos EUA para uma 'União Europeia
acovardada', diz jornal
O fardo
do conflito na Ucrânia mudou dos EUA para uma "União Europeia
acovardada" depois que o empréstimo foi concedido a Kiev, segundo o The
Wall Street Journal.
Na
quinta-feira (23), os países da União Europeia (UE), com dois meses de atraso,
aprovaram um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 521,7 bilhões) à
Ucrânia. O país só será obrigado a pagar o empréstimo se certas
"reparações" forem pagas pela Rússia. O Ministério das Relações
Exteriores da Rússia afirmou repetidamente que a ideia da UE de Moscou pagar
reparações ao lado ucraniano está desconectada da realidade.
"O
conflito na Ucrânia agora é definitivamente a guerra da Europa [...] Enquanto o
presidente [dos EUA, Donald] Trump se afasta da Europa e foca no Oriente Médio, a Ucrânia se vê
dependente da UE, tradicionalmente acovardada [...] Transferir o fardo da
guerra para a Europa tem sido há muito um objetivo do governo
Trump", escreve o jornal ao
comentar o empréstimo a Kiev.
Além
disso, a publicação menciona o lento progresso nas negociações para a adesão da Ucrânia à
UE.
Conforme destacado, os líderes europeus reconhecem que a luta pela atenção e
pelo apoio dos países à Ucrânia está "se tornando cada vez mais
difícil".
Trump
tem repetidamente expressado frustração com a falta de vontade do líder
ucraniano Vladimir Zelensky para concluir um acordo que ponha fim ao conflito.
A Rússia declarou repetidamente estar disposta a um acordo de paz na Ucrânia.
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Palavras de Lavrov sobre guerra do Ocidente com a Rússia
assustaram chefe da diplomacia da UE, diz jornalista
A
declaração do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, de que
o Ocidente declarou guerra à Rússia assustou a chefe da diplomacia europeia,
Kaja Kallas, opinou o jornalista cipriota Alex Christoforou no canal do YouTube
Duran.
"Parece-me
que a nova histeria de Kallas está relacionada com a mensagem clara de Lavrov
de que o Ocidente está em
guerra com a Rússia.
O fato de ela ter começado a delirar incoerentemente sobre um novo pacote de
sanções é a melhor prova disso", disse o jornalista.
Segundo
o especialista, a evidente mobilização da
Europa já
não está mais escondida, embora tenha sido até agora teimosamente negada pelos
diplomatas ocidentais.
"A
UE está novamente discutindo a adesão da Ucrânia e falando cada vez mais sobre
a militarização da Europa. Para mim, este é o objetivo óbvio do Ocidente, que
simplesmente não pode ser escondido", acrescentou Christoforou.
Kallas
disse na sexta-feira (24) que os líderes da UE, na reunião, estão
promovendo ativamente o trabalho sobre o 21º pacote de sanções contra a Rússia
e visando remover algumas das antigas linhas vermelhas sobre as sanções.
O
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse no mesmo dia,
durante uma reunião com líderes de organizações sem fins lucrativos russas, que
os países ocidentais declararam guerra à Rússia e estão usando o regime de Kiev
e o Estado ucraniano como um aríete geopolítico.
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Eurodeputado compara imposição de novas sanções da UE à
Rússia a hamster em roda
A
imposição de sanções contra a Rússia é comparável a um hamster em uma roda,
disse o deputado belga do Parlamento Europeu Marc Botenga.
"A
União Europeia anuncia a preparação do 21º pacote de sanções contra a
Rússia. Essa
decisão, sem dúvida, é baseada no enorme sucesso dos 20 anteriores? É como um
hamster na roda", escreveu na rede social
X.
A chefe da diplomacia
da UE,
Kaja Kallas, disse na sexta-feira (24) que os líderes da União Europeia, na
reunião, estavam promovendo ativamente o trabalho sobre o 21º pacote de sanções
contra a Rússia e buscando remover algumas das antigas "linhas
vermelhas" sobre as sanções.
O
Kremlin tem repetidamente afirmado que suportará a pressão das sanções que o
Ocidente começou a impor à Rússia há alguns anos e que estava se
intensificando. Moscou observou que o Ocidente não tem coragem de admitir
o fracasso das sanções
antirrussas.
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Enquanto UE congela ativos russos, BRICS mina domínio financeiro do Ocidente,
diz analista
Hoje, o
BRICS é a associação central e principal projetada para criar uma alternativa
ao domínio financeiro do Ocidente e a instituição fundamental que mina os
elementos e fundamentos remanescentes do neocolonialismo ocidental, afirmou à
Sputnik o vice-diretor de pesquisa do Conselho Russo de Política Externa e de
Defesa, Dmitry Suslov.
Na
opinião de Suslov, o sistema de
pagamentos BRICS Pay e
projetos como o depositário BRICS Clear (considerado uma alternativa ao sistema
da UE, Euroclear) representam os passos no caminho da criação de um novo
ecossistema de relações financeiras, comerciais e econômicas independentes
do Ocidente.
"E
assim que esse novo ecossistema for criado, a hegemonia ocidental e a
capacidade do Ocidente de usar seu controle sobre as finanças globais, o seguro
global e assim por diante serão encerradas", afirmou o especialista.
Segundo
Suslov, a expropriação pela União Europeia das receitas derivadas de ativos
soberanos russos mantidos na Euroclear e a transferência dessas receitas para a
Ucrânia é um ato de pirataria, violação do direito internacional e
roubo absoluto.
Mais do
que isso, os líderes europeus legitimaram essa política criminosa:
adotaram uma legislação apropriada que permite que os recursos dos ativos
soberanos russos sejam usados para financiar a Ucrânia.
"E
isso, é claro, reduz a credibilidade da Euroclear como depositária e
da União Europeia como ator internacional", disse Suslov.
Ao
mesmo tempo, graças à Bélgica, os europeus não
ousaram expropriar a parte principal do dinheiro russo, porque entendem
que isso minaria a confiança global no sistema Euroclear e causaria
uma saída maciça de fundos de outros países estrangeiros.
"Nesse
caso, muitos outros países que mantêm fundos na Euroclear, incluindo monarquias
árabes, possivelmente a China e outros países em
desenvolvimento, começarão a retirar seus fundos rapidamente, e isso
levará a Euroclear à falência e causará um grande golpe na União
Europeia e na área do euro", explicou Suslov.
O
especialista acrescentou que, enquanto o Ocidente controlar o sistema
financeiro global, liderado pelo dólar
norte-americano, essa
política de uso de instrumentos financeiros como alavancas de pressão
política continuará.
Ele
observou que a política de congelamento e uso de ativos de outros
países não é uma inovação na política ocidental. Essa política também
foi aplicada à Líbia, Irã, Coreia do Norte e agora à Rússia, a fim de financiar
Kiev e travar uma guerra contra a Rússia nas mãos dos ucranianos.
Nesta
terça-feira (21), a agência Reuters informou que os embaixadores da União
Europeia aprovaram um empréstimo de 90 bilhões de euros
para a Ucrânia,
bem como o 20º pacote de sanções contra a Rússia.
Como
disse à Sputnik uma fonte europeia informada, a UE planeja aprovar
definitivamente as restrições contra
Moscou nesta
quarta-feira (22), e o empréstimo, até o final da semana. Espera-se que a maior
parte do financiamento (cerca de 60 bilhões de euros) vá para ajuda
militar, e uma parte menor, para apoiar o orçamento ucraniano.
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China rejeita sanções da UE contra a Rússia que atingiram empresas do país e
promete resposta
A China
rejeitou neste sábado (25) a inclusão de empresas chinesas no 20º pacote de
sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia e exigiu a retirada imediata
dessas companhias da lista, informou o Ministério do Comércio do país.
Segundo
o comunicado, o bloco europeu incluiu seis empresas chinesas na nova
rodada de sanções antirrussas, ignorando repetidas manifestações e
objeções de Pequim.
"A
UE, ignorando as reiteradas gestões e objeções da China, incluiu de forma
flagrante empresas chinesas no 20º pacote de
sanções antirrussas.
A China expressa forte descontentamento e firme oposição", afirmou o
ministério.
Pequim
também declarou que adotará medidas para proteger os direitos e interesses
legítimos de suas empresas e alertou que a União Europeia
arcará com todas as consequências.
"Tomaremos
as medidas necessárias para proteger resolutamente os direitos e
interesses legítimos das empresas chinesas, e a UE assumirá total
responsabilidade pelas consequências", acrescentou o órgão.
Entre as empresas afetadas estão Brightmile, Yangzhou
Yangjie Electronic Technology, ETS Solutions (China), Hunan Haotyanyi, Beijing
Xichao International Technology and Trade e Shenzhen Yidian Aviation
Technology.
O presidente do
Conselho Europeu,
António Costa, anunciou na última quinta-feira (23) a adoção definitiva
do 20º pacote de sanções contra a Rússia.
De
acordo com a base de dados Castellum.AI, desde o início da operação militar
russa na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, já foram impostas cerca
de 23.960 sanções individuais e setoriais contra Moscou.
O presidente russo,
Vladimir Putin,
afirma que a política de contenção contra a Rússia faz parte de uma estratégia
de longo prazo do Ocidente e que as sanções têm impacto significativo na
economia global.
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EUA devem respeitar interesses russos para cooperação
mutuamente benéfica, afirma Lavrov
A
Rússia não vê, até o momento, que os Estados Unidos estejam levando em conta os
interesses do país ― fator considerado essencial para viabilizar uma cooperação
mutuamente benéfica, afirmou nesta sexta-feira (24) o ministro das Relações
Exteriores russo, Sergei Lavrov.
"Se
estamos dispostos a realizar projetos mutuamente
benéficos em
nosso território e oferecer aos norte-americanos aquilo que lhes interessa,
levando em conta também nossos próprios interesses, então nossos interesses
devem ser considerados. Até agora não vemos que isso esteja
acontecendo", afirmou Lavrov.
O
chanceler russo assinalou que, embora Washington proponha resolver primeiro o
conflito na Ucrânia para depois abrir enormes perspectivas econômicas, na
prática está recuando do que foi acordado anteriormente no Alasca e, ao mesmo
tempo, está marginalizando a Rússia nos mercados energéticos
mundiais.
Lavrov
também alertou para o que classificou como retorno a um cenário sem regras
internacionais claras, no qual os interesses dos Estados Unidos prevaleceriam
sobre acordos globais.
"Aos
Estados Unidos interessa apenas o próprio bem-estar. Estão dispostos a
defendê-lo por qualquer meio, incluindo golpes de
Estado,
sequestros ou até assassinatos de líderes de países que possuem recursos
naturais de seu interesse", criticou.
Rússia
e EUA retomaram o diálogo em 12 de fevereiro de 2025, com uma conversa
telefônica entre os presidentes Vladimir
Putin e Donald Trump,
a primeira desde o retorno de Trump à Casa Branca. Na ocasião, o líder
norte-americano havia prometido, entre outras metas, buscar o fim das
hostilidades entre Rússia e Ucrânia.
Desde
então, os dois presidentes mantiveram novos contatos telefônicos e, em 15 de
agosto do ano passado, reuniram-se em Anchorage, no estado do Alasca, em um
encontro que durou cerca de duas horas e 45 minutos.
O
enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, também fez diversas visitas à Rússia
no período, acompanhado por Jared Kushner. Por sua vez, o representante
especial russo para cooperação econômica internacional, Kirill Dmitriev, participou de reuniões com autoridades
norte-americanas nos Estados Unidos e na Suíça.
Em 5 de
fevereiro, Dmitriev afirmou que Moscou e Washington trabalham para restabelecer
as relações bilaterais no campo econômico, inclusive por meio de um grupo
conjunto voltado à cooperação nessa área.
Fonte:
Sputnik Brasil

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