segunda-feira, 27 de abril de 2026

Professor americano alerta governo dos EUA contra alegações de superioridade global

O economista americano e professor da Universidade de Columbia, Jeffrey Sachs, alertou o governo dos EUA contra as afirmações da superioridade americana num mundo onde muitos países têm armas nucleares.

"Esta é a maneira errada de abordar o nosso mundo", disse Sachs ao jornalista Tucker Carlson. Foi assim que ele descreveu as declarações dos líderes norte-americanos sobre a superioridade dos Estados Unidos no mundo.

"O mundo enfrenta muitos problemas profundos. Muitos países com armas nucleares, muitos países poderosos. Precisamos encontrar uma forma de nos entendermos, colaborarmos e resolvermos os problemas", acrescentou Sachs.

A atual administração do presidente dos EUA, Donald Trump, descreve sua abordagem política como "America first". No contexto internacional, a liderança dos EUA sempre enfatiza que os interesses e a legislação interna serão primordiais.

<><> EUA consideram expulsão da Espanha da OTAN para 'punir' aliados, afirma mídia

Os EUA, para punir os aliados da OTAN por se recusarem a ajudá-los nas operações contra o Irã, consideram a suspensão da participação da Espanha na aliança e revisam sua posição sobre as reivindicações do Reino Unido em relação às ilhas Malvinas, informou a agência Reuters, citando uma autoridade norte-americana.

Segundo a publicação, o Pentágono está considerando uma série de opções de política para "punir" vários aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte pela relutância deles em conceder aos Estados Unidos o direito de usar bases aéreas militares na sua campanha contra o Irã.

"Um e-mail interno do Pentágono descreve as opções de punição para os aliados da OTAN [...] incluindo a suspensão da participação da Espanha na aliança e a revisão da posição dos EUA sobre as reivindicações do Reino Unido às ilhas Malvinas", diz-se no material.

Segundo a carta, os direitos de usar bases militares de aliados são "absolutamente básicos para a OTAN". De acordo com um funcionário estadunidense não nomeado, uma das opções mencionadas na carta envolve a remoção de representantes de países "problemáticos" de posições importantes ou de prestígio na OTAN.

Conforme o texto, a opção de excluir a Espanha da aliança poderia limitar operações militares dos EUA, mas teria um efeito simbólico significativo. No entanto, o funcionário não especificou como os Estados Unidos pretendem obter tal medida em relação a Madri.

Além disso, o e-mail contém a proposta de considerar a revisão do apoio diplomático dos EUA a "possessões imperiais" britânicas de longa data, como as ilhas Malvinas, localizadas perto da Argentina.

"As opções de política descritas no e-mail destinam-se a enviar uma mensagem clara aos aliados da OTAN com o objetivo de 'reduzir o sentimento de superioridade dos europeus'", afirmou o funcionário norte-americano.

Mais cedo, um veículo de imprensa ocidental, citando três diplomatas europeus e um funcionário do Pentágono, informou que a Casa Branca elaborou uma lista de "bons e maus" países da OTAN, dependendo de sua contribuição para a aliança.

¨      Europa passou a viver em 'vassalagem econômica' aos EUA, avalia publicação

Em um artigo recente, a revista The Economist descreve como o continente europeu desenvolveu uma relação de crescente dependência com Washington, que acabou por reduzi-lo à "servidão".

De acordo com a análise da revista britânica, a Europa passou de uma preocupação histórica com a hegemonia cultural norte-americana para uma situação de "vassalagem econômica" estrutural. A publicação argumenta que os setores que controlam a economia e tomam decisões estratégicas importantes no continente foram capturados por empresas norte-americanas, que agora controlam desde sistemas operacionais de celulares a serviços de computação em nuvem e modelos de inteligência artificial (IA).

Segundo a revista, essa dependência se estende até mesmo aos pagamentos cotidianos entre cidadãos europeus, que são em sua maioria processados por empresas de pagamento norte-americanas, como Visa e Mastercard. A The Economist enfatiza que essa subordinação comercial levanta sérias questões geopolíticas sobre a possibilidade de Washington usar esses laços como instrumentos de pressão.

O texto alerta que isso pode levar a ameaças diretas no futuro, além da guerra tarifária iniciada por Washington no ano passado, como a interrupção dos sistemas de pagamento ou a exclusão de empresas europeias do setor tecnológico. Segundo a revista, a vulnerabilidade é total, já que até mesmo a segurança energética, antes garantida por outros meios, foi substituída por importações maciças de gás natural liquefeito (GNL) dos EUA.

A responsabilidade por esse cenário, argumenta a revista, recai sobre as próprias políticas de Bruxelas. A The Economist critica duramente como décadas de regulamentação excessiva deixaram as empresas regionais incapazes de competir. A análise aponta que, enquanto a União Europeia (UE) se concentrava em impor metas ambientais ambiciosas e regulamentações de privacidade, acabou importando do exterior o que não conseguia produzir devido à sua própria burocracia, criando uma lacuna que agora beneficia principalmente as corporações norte-americanas.

No setor tecnológico, a revista descreve as tentativas europeias de recuperar a soberania como "quixotescas", criticando a UE por se vangloriar de regulamentar a IA antes mesmo de ter produzido campeões locais na área. Segundo a publicação, o marco regulatório europeu tem funcionado, ironicamente, como uma barreira à entrada, protegendo gigantes dos EUA com capacidade financeira para absorver os custos de conformidade, enquanto empresas europeias são excluídas do mercado.

A análise da The Economist também identifica uma perda de soberania no setor financeiro e de pagamentos. O artigo detalha como as regulamentações europeias tornaram negócios estratégicos não rentáveis para bancos locais, forçando sua venda para empresas norte-americanas.

Essa dinâmica se repete nos setores industrial e de mineração, acrescenta a revista, onde a obtenção de licenças para extrair minerais críticos na Europa pode levar décadas devido à rigidez regulatória imposta pelos auditores.

<><> Fardo do conflito na Ucrânia mudou dos EUA para uma 'União Europeia acovardada', diz jornal

O fardo do conflito na Ucrânia mudou dos EUA para uma "União Europeia acovardada" depois que o empréstimo foi concedido a Kiev, segundo o The Wall Street Journal.

Na quinta-feira (23), os países da União Europeia (UE), com dois meses de atraso, aprovaram um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 521,7 bilhões) à Ucrânia. O país só será obrigado a pagar o empréstimo se certas "reparações" forem pagas pela Rússia. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou repetidamente que a ideia da UE de Moscou pagar reparações ao lado ucraniano está desconectada da realidade.

"O conflito na Ucrânia agora é definitivamente a guerra da Europa [...] Enquanto o presidente [dos EUA, Donald] Trump se afasta da Europa e foca no Oriente Médio, a Ucrânia se vê dependente da UE, tradicionalmente acovardada [...] Transferir o fardo da guerra para a Europa tem sido há muito um objetivo do governo Trump", escreve o jornal ao comentar o empréstimo a Kiev.

Além disso, a publicação menciona o lento progresso nas negociações para a adesão da Ucrânia à UE. Conforme destacado, os líderes europeus reconhecem que a luta pela atenção e pelo apoio dos países à Ucrânia está "se tornando cada vez mais difícil".

Trump tem repetidamente expressado frustração com a falta de vontade do líder ucraniano Vladimir Zelensky para concluir um acordo que ponha fim ao conflito. A Rússia declarou repetidamente estar disposta a um acordo de paz na Ucrânia.

¨      Palavras de Lavrov sobre guerra do Ocidente com a Rússia assustaram chefe da diplomacia da UE, diz jornalista

A declaração do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, de que o Ocidente declarou guerra à Rússia assustou a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, opinou o jornalista cipriota Alex Christoforou no canal do YouTube Duran.

"Parece-me que a nova histeria de Kallas está relacionada com a mensagem clara de Lavrov de que o Ocidente está em guerra com a Rússia. O fato de ela ter começado a delirar incoerentemente sobre um novo pacote de sanções é a melhor prova disso", disse o jornalista.

Segundo o especialista, a evidente mobilização da Europa já não está mais escondida, embora tenha sido até agora teimosamente negada pelos diplomatas ocidentais.

"A UE está novamente discutindo a adesão da Ucrânia e falando cada vez mais sobre a militarização da Europa. Para mim, este é o objetivo óbvio do Ocidente, que simplesmente não pode ser escondido", acrescentou Christoforou.

Kallas disse na sexta-feira (24) que os líderes da UE, na reunião, estão promovendo ativamente o trabalho sobre o 21º pacote de sanções contra a Rússia e visando remover algumas das antigas linhas vermelhas sobre as sanções.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse no mesmo dia, durante uma reunião com líderes de organizações sem fins lucrativos russas, que os países ocidentais declararam guerra à Rússia e estão usando o regime de Kiev e o Estado ucraniano como um aríete geopolítico.

¨      Eurodeputado compara imposição de novas sanções da UE à Rússia a hamster em roda

A imposição de sanções contra a Rússia é comparável a um hamster em uma roda, disse o deputado belga do Parlamento Europeu Marc Botenga.

"A União Europeia anuncia a preparação do 21º pacote de sanções contra a Rússia. Essa decisão, sem dúvida, é baseada no enorme sucesso dos 20 anteriores? É como um hamster na roda", escreveu na rede social X.

chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, disse na sexta-feira (24) que os líderes da União Europeia, na reunião, estavam promovendo ativamente o trabalho sobre o 21º pacote de sanções contra a Rússia e buscando remover algumas das antigas "linhas vermelhas" sobre as sanções.

O Kremlin tem repetidamente afirmado que suportará a pressão das sanções que o Ocidente começou a impor à Rússia há alguns anos e que estava se intensificando. Moscou observou que o Ocidente não tem coragem de admitir o fracasso das sanções antirrussas.

<><> Enquanto UE congela ativos russos, BRICS mina domínio financeiro do Ocidente, diz analista

Hoje, o BRICS é a associação central e principal projetada para criar uma alternativa ao domínio financeiro do Ocidente e a instituição fundamental que mina os elementos e fundamentos remanescentes do neocolonialismo ocidental, afirmou à Sputnik o vice-diretor de pesquisa do Conselho Russo de Política Externa e de Defesa, Dmitry Suslov.

Na opinião de Suslov, o sistema de pagamentos BRICS Pay e projetos como o depositário BRICS Clear (considerado uma alternativa ao sistema da UE, Euroclear) representam os passos no caminho da criação de um novo ecossistema de relações financeiras, comerciais e econômicas independentes do Ocidente.

"E assim que esse novo ecossistema for criado, a hegemonia ocidental e a capacidade do Ocidente de usar seu controle sobre as finanças globais, o seguro global e assim por diante serão encerradas", afirmou o especialista.

Segundo Suslov, a expropriação pela União Europeia das receitas derivadas de ativos soberanos russos mantidos na Euroclear e a transferência dessas receitas para a Ucrânia é um ato de pirataria, violação do direito internacional e roubo absoluto.

Mais do que isso, os líderes europeus legitimaram essa política criminosa: adotaram uma legislação apropriada que permite que os recursos dos ativos soberanos russos sejam usados para financiar a Ucrânia.

"E isso, é claro, reduz a credibilidade da Euroclear como depositária e da União Europeia como ator internacional", disse Suslov.

Ao mesmo tempo, graças à Bélgica, os europeus não ousaram expropriar a parte principal do dinheiro russo, porque entendem que isso minaria a confiança global no sistema Euroclear e causaria uma saída maciça de fundos de outros países estrangeiros.

"Nesse caso, muitos outros países que mantêm fundos na Euroclear, incluindo monarquias árabes, possivelmente a China e outros países em desenvolvimento, começarão a retirar seus fundos rapidamente, e isso levará a Euroclear à falência e causará um grande golpe na União Europeia e na área do euro", explicou Suslov.

O especialista acrescentou que, enquanto o Ocidente controlar o sistema financeiro global, liderado pelo dólar norte-americano, essa política de uso de instrumentos financeiros como alavancas de pressão política continuará.

Ele observou que a política de congelamento e uso de ativos de outros países não é uma inovação na política ocidental. Essa política também foi aplicada à Líbia, Irã, Coreia do Norte e agora à Rússia, a fim de financiar Kiev e travar uma guerra contra a Rússia nas mãos dos ucranianos.

Nesta terça-feira (21), a agência Reuters informou que os embaixadores da União Europeia aprovaram um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, bem como o 20º pacote de sanções contra a Rússia.

Como disse à Sputnik uma fonte europeia informada, a UE planeja aprovar definitivamente as restrições contra Moscou nesta quarta-feira (22), e o empréstimo, até o final da semana. Espera-se que a maior parte do financiamento (cerca de 60 bilhões de euros) vá para ajuda militar, e uma parte menor, para apoiar o orçamento ucraniano.

<><> China rejeita sanções da UE contra a Rússia que atingiram empresas do país e promete resposta

A China rejeitou neste sábado (25) a inclusão de empresas chinesas no 20º pacote de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia e exigiu a retirada imediata dessas companhias da lista, informou o Ministério do Comércio do país.

Segundo o comunicado, o bloco europeu incluiu seis empresas chinesas na nova rodada de sanções antirrussas, ignorando repetidas manifestações e objeções de Pequim.

"A UE, ignorando as reiteradas gestões e objeções da China, incluiu de forma flagrante empresas chinesas no 20º pacote de sanções antirrussas. A China expressa forte descontentamento e firme oposição", afirmou o ministério.

Pequim também declarou que adotará medidas para proteger os direitos e interesses legítimos de suas empresas e alertou que a União Europeia arcará com todas as consequências.

"Tomaremos as medidas necessárias para proteger resolutamente os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, e a UE assumirá total responsabilidade pelas consequências", acrescentou o órgão.

Entre as empresas afetadas estão Brightmile, Yangzhou Yangjie Electronic Technology, ETS Solutions (China), Hunan Haotyanyi, Beijing Xichao International Technology and Trade e Shenzhen Yidian Aviation Technology.

presidente do Conselho Europeu, António Costa, anunciou na última quinta-feira (23) a adoção definitiva do 20º pacote de sanções contra a Rússia.

De acordo com a base de dados Castellum.AI, desde o início da operação militar russa na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, já foram impostas cerca de 23.960 sanções individuais e setoriais contra Moscou.

presidente russo, Vladimir Putin, afirma que a política de contenção contra a Rússia faz parte de uma estratégia de longo prazo do Ocidente e que as sanções têm impacto significativo na economia global.

¨      EUA devem respeitar interesses russos para cooperação mutuamente benéfica, afirma Lavrov

A Rússia não vê, até o momento, que os Estados Unidos estejam levando em conta os interesses do país ― fator considerado essencial para viabilizar uma cooperação mutuamente benéfica, afirmou nesta sexta-feira (24) o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov.

"Se estamos dispostos a realizar projetos mutuamente benéficos em nosso território e oferecer aos norte-americanos aquilo que lhes interessa, levando em conta também nossos próprios interesses, então nossos interesses devem ser considerados. Até agora não vemos que isso esteja acontecendo", afirmou Lavrov.

O chanceler russo assinalou que, embora Washington proponha resolver primeiro o conflito na Ucrânia para depois abrir enormes perspectivas econômicas, na prática está recuando do que foi acordado anteriormente no Alasca e, ao mesmo tempo, está marginalizando a Rússia nos mercados energéticos mundiais.

Lavrov também alertou para o que classificou como retorno a um cenário sem regras internacionais claras, no qual os interesses dos Estados Unidos prevaleceriam sobre acordos globais.

"Aos Estados Unidos interessa apenas o próprio bem-estar. Estão dispostos a defendê-lo por qualquer meio, incluindo golpes de Estado, sequestros ou até assassinatos de líderes de países que possuem recursos naturais de seu interesse", criticou.

Rússia e EUA retomaram o diálogo em 12 de fevereiro de 2025, com uma conversa telefônica entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump, a primeira desde o retorno de Trump à Casa Branca. Na ocasião, o líder norte-americano havia prometido, entre outras metas, buscar o fim das hostilidades entre Rússia e Ucrânia.

Desde então, os dois presidentes mantiveram novos contatos telefônicos e, em 15 de agosto do ano passado, reuniram-se em Anchorage, no estado do Alasca, em um encontro que durou cerca de duas horas e 45 minutos.

O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, também fez diversas visitas à Rússia no período, acompanhado por Jared Kushner. Por sua vez, o representante especial russo para cooperação econômica internacional, Kirill Dmitriev, participou de reuniões com autoridades norte-americanas nos Estados Unidos e na Suíça.

Em 5 de fevereiro, Dmitriev afirmou que Moscou e Washington trabalham para restabelecer as relações bilaterais no campo econômico, inclusive por meio de um grupo conjunto voltado à cooperação nessa área.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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