EUA admitem que
dívida provavelmente vai ultrapassar PIB na próxima década
O
Escritório de Responsabilidade do Governo dos EUA (GAO, na sigla em inglês)
alertou que o país enfrenta um futuro fiscal insustentável, pois gasta mais do
que pode, a ponto de a dívida ultrapassar o produto interno bruto (PIB) em uma
década.
"O
governo federal enfrenta um futuro fiscal insustentável. Se as políticas não
mudarem, a dívida seguirá crescendo mais rapidamente que a economia",
alertou em um comunicado a mencionada agência, que realiza serviços de
auditoria, avaliação e investigação para o Congresso dos EUA.
Segundo
os cálculos, a dívida projetada vai ser o dobro do tamanho da economia para
meados do século, se não houver mudanças nas políticas de entradas e gastos.
"No
final do ano fiscal de 2022, a dívida pública ronda os 97% do PIB, e espera-se
que cresça a um ritmo mais rápido que a economia, e que alcance o seu máximo
histórico de 106% do PIB em dez anos e continue a aumentando a um ritmo
crescente", assinalou o GAO.
Este
alerta surge quando o governo dos EUA pode dar um calote na dívida, mais por
causa de disputas políticas entre democratas e republicanos no Congresso sobre
o uso dos fundos, do que por uma real escassez de caixa.
O
Departamento do Tesouro alertou que o governo provavelmente vai deixar de pagar
sua dívida em 1º de junho se o Congresso não aumentar o teto da dívida.
·
Tesouro
dos EUA: 'Não há boas opções' se Congresso não conseguir aumentar teto da
dívida
Segundo
a Reuters, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, espera que o
Congresso aumente o teto da dívida pública, já que é a única opção aceitável,
senão toda opção é uma opção ruim que prejudica o dólar como moeda de reserva
do mundo.
"A
secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse na segunda-feira [8] que o fracasso
do Congresso em aumentar o limite da dívida federal de US$ 31,4 trilhões [R$
157,3 trilhões] causaria um grande impacto na economia dos EUA e enfraqueceria
o dólar como moeda de reserva mundial", cita o artigo a secretária.
Ela
disse que, no caso de o Congresso não aumentar o teto, as decisões subsequentes
sobre priorização de pagamentos aos detentores de bônus vão ser tomadas pelo
presidente Joe Biden.
"Há
uma variedade de opções diferentes, mas não há opções boas. Cada opção é uma
opção ruim. A única opção que realmente deixa nossa economia em boa forma – e
nosso sistema financeiro – é aumentar o teto da dívida", afirma Yellen.
Yellen
e outros economistas e analistas têm alertado repetidamente que um default da
dívida dos EUA resultará em milhões de perdas de empregos, além de aumentar os
pagamentos das pessoas em hipotecas, empréstimos para automóveis e cartões de
crédito.
A
secretária do Tesouro enfatiza o fato de que se trata de uma moeda mundial e da
posição dos Estados Unidos no cenário mundial.
"O
dólar é considerado – e os títulos do Tesouro – como o ativo seguro fundamental
em todo o sistema financeiro global. É confiável e é o principal ativo seguro,
e o fato de não se conseguir elevar o teto da dívida, prejudicando a
classificação de crédito dos EUA, colocaria isso em risco. Portanto, essa é uma
preocupação real", ressalta ela.
Os
EUA impõem um limite rígido ao valor que podem receber emprestado. Como o
governo gasta mais do que recebe, os legisladores precisam aumentar
periodicamente o teto da dívida.
No
início de maio, o Departamento do Tesouro dos EUA disse que o governo dos EUA
provavelmente vai entrar em default (o mesmo que inadimplência) de sua dívida
até 1º de junho se o chamado limite do Congresso para o serviço da dívida do
país não for aumentado até então.
No
final de abril, os republicanos da Câmara dos Representantes aprovaram uma
legislação para aumentar o teto da dívida em troca de cortes nos gastos
federais e outras medidas para reduzir o déficit. No entanto, os democratas do Senado
e o presidente dos EUA, Joe Biden, rejeitaram a proposta, dizendo que não tinha
chance de se tornar lei.
Inversamente,
o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, disse que um aumento do limite da
dívida "sem compromisso" não passaria na câmara baixa. Biden deve se
reunir com McCarthy e outros líderes do Congresso nesta semana para negociar o
aumento do limite da dívida dos EUA.
Ø
Biden
chega ao fundo do poço: pesquisas mostram aprovação mínima do presidente dos
EUA
Os
novos resultados da pesquisa de opinião pública representam um golpe para a
corrida presidencial do atual presidente dos EUA, Joe Biden. Os dados mais
recentes revelaram que seu principal rival, Donald Trump, está se preparando
para deixá-lo para trás.
A
percepção pública em relação a Biden continua em dinâmica negativa, atingindo o
mínimo, segundo a sondagem realizada pelo Washington Post-ABC News. No entanto,
este não é o único motivo de preocupação na administração do atual presidente
norte-americano, já que as preferências preliminares mostram o aumento do apoio
popular a Trump, que obteve os melhores resultados nesta pesquisa.
A
Langer Research Associates pesquisou os sentimentos dos cidadãos do país e
revelou a queda no percentual daqueles que aprovam o trabalho de Biden para
36%. É ainda menos do que seus piores resultados no ano passado, quando ele
atingiu o fundo do poço pela primeira vez. A idade do presidente dos EUA também
é um ponto de descontentamento, com 68% dos entrevistados indicando que ele é
velho demais para um segundo mandato.
Ao
mesmo tempo, 56% das pessoas que participaram das sondagens desaprovaram o
trabalho do mandatário, enquanto ao comentar a candidatura de Trump, os
participantes valorizaram mais sua saúde física e acuidade mental. Para eles,
em seu tempo o ex-presidente lidou com assuntos econômicos melhor do que Biden
agora.
Quando
questionados sobre as preferências dos eleitores para a próxima eleição, a
amostragem indicou que 44% "definitivamente" ou
"provavelmente" votariam em Trump, o que é um resultado mais forte do
que os 38% daqueles que disseram que fariam o mesmo por Biden.
As
próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos estão marcadas para novembro
de 2024. O ex-presidente norte-americano, Donald Trump, já havia confirmado em
novembro de 2022 que concorreria ao cargo mais alto do país. O ativista
ambiental dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., também anunciou que vai concorrer a
candidato presidencial oficial do Partido Democrata e prometeu combater a
corrupção corporativa e estatal. Joe Biden também confirmou oficialmente em sua
conta no Twitter que concorrerá a um segundo mandato.
·
Biden
revoga exigência de vacinação contra COVID-19 para viagens aéreas
O
presidente dos EUA, Joe Biden, revogou nesta terça-feira (9) sua própria
proclamação de 25 de outubro de 2021, que introduzia um requisito de vacinação
contra a COVID-19 para viagens aéreas internacionais.
"Considerando
o progresso que fizemos e com base nas orientações mais recentes de nossos
especialistas em saúde pública, determinei que não precisamos mais das
restrições de viagens aéreas internacionais que impus em outubro de 2021",
disse a nova proclamação.
Segundo
Biden, os casos e mortes por COVID-19 estão em seus níveis mais baixos desde o
início da pandemia, e os Estados Unidos agora têm ferramentas para detectar e
responder ao possível surgimento de uma nova variante de alto impacto.
A
proclamação vai entra em vigor às 16h01 do horário de Brasília, no dia 12 de
maio.
Ainda
hoje, cidadãos não americanos, cidadãos americanos ou residentes permanentes legais
são obrigados a comprovar que estão totalmente vacinados contra a COVID-19
antes de embarcar em uma aeronave para os Estados Unidos.
Na
semana passada, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros
Adhanom Ghebreyesus, declarou oficialmente o fim da avaliação da organização
sobre a pandemia de COVID-19 como uma "emergência de saúde global",
mas enfatizou que o novo coronavírus ainda representa uma ameaça.
Ø
Musk
e governador do Texas iniciam parceria para construção de fábrica de lítio
A
indústria automobilística dos EUA está fazendo uma transição rápida para a
produção de veículos elétricos, mas a maior parte do lítio necessário para suas
baterias é produzida e refinada no exterior, inclusive na rival comercial
China.
O
fundador da Tesla Motors, Elon Musk, e o governador do Texas, Greg Abbott,
lançaram a construção de uma fábrica para processar lítio para baterias de
carros elétricos. Os dois simbolicamente iniciaram a construção no local em
Corpus Christi, no golfo do México, na segunda-feira (8).
A
Tesla, que fabrica apenas carros totalmente movidos a eletricidade, está
investindo US$ 375 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão) na fábrica que vai produzir
o hidróxido de lítio "para baterias" e outras "instalações para
dar suporte a outros tipos de processamento, refino e fabricação de materiais
de baterias e operações auxiliares de fabricação em suporte da linha de
produtos sustentáveis da Tesla".
O
composto de lítio é fundamental para fabricar baterias recarregáveis usadas em
seus carros e aparelhos eletrônicos como celulares. A empresa também afirmou
que a planta usaria um processo "inovador" para minimizar a poluição.
"Não
há emissões tóxicas nem nada", disse o próprio Musk na segunda-feira.
"Você poderia viver bem no meio da refinaria e não sofrer nenhum efeito
nocivo", afirmou o empresário.
O
processo convencional para sintetizar hidróxido de lítio envolve o aquecimento
do minério triturado antes de misturá-lo com ácido clorídrico, classificado
como um contaminante perigoso do ar, de acordo com as regulamentações
ambientais dos Estados Unidos.
O
chefe de matérias-primas e reciclagem de baterias da Tesla, Turner Caldwell,
disse que a empresa vai buscar "oportunidades de uso benéfico" para a
areia e o calcário, que espera serem os principais subprodutos de seu processo.
·
Autossuficiência?
À
medida que a indústria automobilística dos EUA faz a transição para veículos
elétricos e híbridos, a maioria das reservas de lítio e plantas de
processamento necessárias estão localizadas no exterior.
Musk
disse, em abril, que a Tesla precisava se dedicar ao refino de lítio porque os
preços do mineral "atingiram níveis insanos". E a Albemarle
Corporation (a maior refinadora mundial de lítio para baterias de veículos
elétricos em 2020) anunciou em março que construiria mais uma instalação de
processamento em sua base na Carolina do Sul a um custo de US$ 1,3 bilhão
(cerca de R$ 6,5 bilhões).
A
Austrália é a maior mineradora de lítio, produzindo 51.000 toneladas por ano,
de acordo com a gigante automotiva alemã Volkswagen, que está expandindo sua
linha de modelos elétricos para incluir uma atualização do século XXI do
micro-ônibus clássico da década de 1950.
O
Chile é o segundo maior produtor de minério e possui as maiores reservas,
seguido pela Argentina, China, Zimbábue, Portugal e Brasil. Os EUA extraem
apenas 500 toneladas do mineral a cada ano.
Mas
é a China, a terceira maior produtora de minério, que domina o negócio de
refino com metade de toda a capacidade global.
"O
Texas quer ser autossuficiente, não dependente de nenhuma nação estrangeira
hostil para o que precisamos", disse Abbott, cujo Partido Republicano quer
mudar o foco da política externa de seu conflito por procuração com a Rússia
para confrontar a China.
Ø
Ex-premiê
da Malásia: muitos países asiáticos já podem negociar com sua própria moeda
Muitos
países asiáticos já podem fazer comércio internacional com sua própria moeda,
disse o ex-primeiro-ministro da Malásia, Mahathir bin Mohamad, ao jornal Global
Times.
"Atualmente,
muitos países estão rejeitando o uso da moeda norte-americana no comércio. A
Rússia, por exemplo, insiste que o comércio deve ser feito em rublo, a moeda
russa [...] Quando você compra a moeda americana, a moeda americana adquire um
valor alto. Portanto, se puderem usar sua própria moeda ou alguma outra moeda,
eles gostariam de fazê-lo", disse o ex-premiê.
De
acordo com o político, a proposta de que o Leste Asiático deve ter uma moeda
para o comércio, que ele fez uma vez, agora está disponível para muitos países.
Entretanto,
essa situação claramente não agrada a Washington.
"Os
EUA lucram tendo a moeda norte-americana como moeda comercial. Portanto, quando
sugerimos substituí-la por uma moeda comercial do Leste Asiático, os EUA não
ficam satisfeitos e fazem campanha contra isso", explica Mahathir bin
Mohamad.
·
Desdolarização
global
Um
número crescente de países, especialmente no Sul Global, está se separando do
dólar americano por vários motivos. Isso inclui a política agressiva de sanções
dos EUA contra países que eles destacam para esse fim.
Outros
fatores foram a crescente dívida pública dos Estados Unidos, a volatilidade do
dólar, uma série de falências de bancos norte-americanos e, mais recentemente,
a disputa sobre o teto da dívida americana. Tudo isso tem corroído a confiança
no dólar.
A
diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva,
alertou em janeiro de 2022 que o aumento das taxas de juros dos EUA poderia
sair pela culatra na economia global e especialmente em países com níveis mais
altos de dívida denominada em dólar.
Neste
ano, Georgieva admitiu que está ocorrendo uma mudança em relação ao dólar
americano, embora não haja "alternativa ao dólar" como moeda de
reserva mundial no futuro previsível, argumentou a autoridade.
Ø
EUA
disparam míssil guiado de longo alcance em teste 'contra o tempo'
A
empresa de defesa norte-americana, Northrop Grumman, testou um míssil guiado
antirradiação avançado de longo alcance (AARGM-ER) AGM-88G para a Marinha dos
EUA.
Durante
o teste o projétil detectou, identificou, localizou e atacou um alvo terrestre
avançado.
Este
teste demonstra que os EUA seguem correndo contra o tempo em meio às tensões
criadas por Washington em torno do mundo.
Superado
pelas principais potências globais, e vendo outros países avançando em diversos
setores como de defesa, espacial e tecnológico, a administração Biden corre
contra o tempo para tentar equipar sua Marinha com tecnologias capazes de
conter seus concorrentes.
Perante
o atual cenário, os EUA estão desenvolvendo o AGM-88G para sua Marinha, com o
objetivo de enfrentar os modernos sistemas de defesa antiaérea.
O
atual cronograma indica que a entrega desses mísseis deve ocorrer até o final
de 2023, podendo ser incorporados em 2024 à Marinha americana.
Além
disso, o míssil está em processo de integração para os caças-bombardeiros
F/A-18E/F Super Hornet e aviões de guerra eletrônica EA-18G Growler, bem como
para os caças da família F-35 da Força Aérea, Marinha e Fuzileiros Navais.
Fonte:
Sputnik Brasil

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