quarta-feira, 10 de maio de 2023

Espetáculo Senhor Bóros estreia no Espaço Xisto Bahia, dia 11 de maio

O Senhor Bóros é um reconhecido artista circense que “cai em si” e percebe que, com o passar dos anos, a sua vida se tornou uma contradição: ele sente-se vazio, mesmo com o público lotando o auditório do grande Circus Pantomima. O espetáculo realiza apresentações de 11 a 13 de maio, no Espaço Xisto Bahia, localizado no bairro dos Barris, às 19h, com ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Vivendo em uma verdadeira corda bamba das emoções, o notável artista do riso se percebe paralisado, na encruzilhada entre um passado brilhante e um futuro incerto, e recorre à análise para encontrar respostas, mas o caminho lhe reserva muitas outras perguntas. Contudo, o show não pode parar e o Senhor Bóros, que dá vida ao grande palhaço Dellarte, precisa confrontar os seus monstros.

Senhor Bóros é uma produção do Grupo independente A Cúpula, dirigido por Rai Alves, com texto de Marcus Sousant e Mari Santo. 

O espetáculo foi contemplado pelo edital Ocupe Seu Espaço, do Governo do Estado da Bahia.

•        SERVIÇO

O quê: Espetáculo Senhor Bóros

Quando: 11, 12 e 13 de maio - 19h

Onde: Espaço Xisto Bahia, Barris

Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia)

 

Ø  OSBA retoma a tradicional Série Manuel Inácio da Costa e estreia novo projeto OSBArris neste mês de maio

 

Após abertura com concerto do Quarteto de Cordas na última quinta-feira (04), a programação da Orquestra Sinfônica da Bahia segue a todo vapor. O mês de maio marca o retorno da tradicional Série Manuel Inácio da Costa, que tem como proposta percorrer museus e igrejas da capital baiana. O concerto acontecerá no Museu de Arte Sacra da Bahia, localizado no bairro do Dois de Julho, no dia 11 de maio, quinta-feira, às 19h. A entrada é gratuita, sujeita à lotação do espaço.

A apresentação conta com regência de José Maurício Brandão, maestro titular da Orquestra Sinfônica da UFBA. Já os solistas do concerto serão os músicos da OSBA Sergei Iurcik, chefe de naipe das violas, e Pedro Robatto, chefe de naipe das clarinetas.

O público terá a oportunidade de conferir no repertório duas obras de compositores alemães: o “Concerto para Clarineta e Viola em Mi Menor, Op.88”, de Max Bruch (1938-1920); e a Sinfonia Nº 6 em Fá Maior, Op.68 (Pastoral), de Ludwig van Beethoven (1770-1827).

·         Concerto OSBA

“Pedro e o Lobo” no Subúrbio - Em um concerto voltado ao público infantil, a OSBA apresentará a obra “Pedro e o Lobo”, do compositor russo Serguei Prokofiev (1891-1953), no dia 19 de maio (sexta-feira), às 15h, no Espaço Boca de Brasa - Subúrbio 360, no bairro de Coutos. Esta apresentação será exclusiva para instituições convidadas da região.

A apresentação, que faz parte do OSBAcuri, projeto de imersão musical infantil da Sinfônica da Bahia, será regida pelo maestro Eduardo Salazar e contará com a narração do ator, poeta e locutor Daniel Farias.

O concerto “Pedro e o Lobo” é uma história infantil contada por meio da música, com o objetivo pedagógico de mostrar às crianças as sonoridades dos diversos instrumentos. Na apresentação, cada personagem da história (o Pedro, o lobo, o avô, o passarinho, a pata, o gato e os caçadores) é representado por um instrumento diferente.

·         Estreia do OSBArris

Em maio, teremos a estreia do OSBArris, projeto da Orquestra Sinfônica da Bahia voltado para apresentações no tradicional bairro dos Barris, no centro de Salvador, mais precisamente no Quadrilátero da Biblioteca Central do Estado da Bahia.

O concerto acontecerá no dia 26 de maio (sexta-feira), às 19h. A entrada para a apresentação custará R$10 (inteira) e R$5 (meia), com regência do maestro Carlos Prazeres. As vendas para este concerto serão iniciadas posteriormente.

·         Ensaios abertos e Cameratas da OSBA

Além dos concertos, teremos em maio seis ensaios da Orquestra abertos ao público, todos eles acontecerão no Museu de Arte da Bahia, localizado no Corredor da Vitória, no dia 02/05, das 11h40 às 13h, e nos dias 03/05, 23/05, 24/05, 30/05 e 31/05, das 10h às 11h20.

Os quatro grupos de música de câmara da OSBA (Opus Lumen, Bahia Cordas, Quarteto Novo e Quadro Solar) realizarão ensaios abertos e apresentações em diversos locais da cidade, como as Bibliotecas Central do Estado da Bahia e Comunitária Sete de Abril, a Cidade da Música da Bahia e o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, entre outros espaços, além do tradicional projeto Café com as Cameratas, no Foyer do Teatro Castro Alves.

·         Serviços:

< 11/MAI (QUINTA) – SÉRIE MANUEL INÁCIO DA COSTA

Horário: 19h

Local: Museu de Arte Sacra (Dois de Julho)

Regente: José Maurício Brandão

Solistas: Sergei Iurcik (viola) e Pedro Robatto (clarineta)

Programa:

M. BRUCH – Concerto para Clarineta e Viola em Mi Menor, Op.88

L. V. BEETHOVEN – Sinfonia Nº6 em Fá Maior, Op.68 (Pastoral)

< 19/MAI (SEXTA) – PEDRO E O LOBO*

Horário: 15h

Local: Espaço Cultural Boca de Brasa - Subúrbio 360 (Coutos)

Regente: Eduardo Salazar

Narrador: Daniel Farias

*Apresentação exclusiva para instituições convidadas da região.

Programa:

S. PROKOFIEV - Pedro e o Lobo, Op.67

< 26/MAI (SEXTA) – OSBArris

Horário: 19h

Local: Quadrilátero da Biblioteca Central do Estado da Bahia

Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia). Venda pela plataforma Sympla, em data a ser divulgada nas redes e no site da OSBA.

Regente: Carlos Prazeres

Solistas: Maria Carla Pino Cury (soprano) e Ana Lúcia Benedetti (mezzo-soprano)

>>> ENSAIOS ABERTOS

< Museu de Arte da Bahia

Dia 02, ter - 11h40 às 13h

Dia 03, qua - 10h às 11h20

Dia 23, ter - 10h às 11h20

Dia 24, qua - 10h às 11h20

Dia 30, ter - 10h às 11h20

Dia 31, qua - 10h às 11h20

>>> ROGRAMAÇÃO DAS CAMERATAS

< Opus Lumen

10 maio (qua), 8h30 - Café com as cameratas (Foyer do TCA)

15 maio (seg), 10h - Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris)

15 maio (seg), 16h - Hospital Sarah (Tancredo Neves - Caminho das Árvores)*

22 maio (seg), 16h - Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (Nazaré)

< Bahia Cordas

17 mai (qua), 15h - Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris)

17 mai (qua), 16h30 - Lar Franciscano Santa Isabel (Saúde)*

22 mai (seg), 15h - Biblioteca Comunitária (Sete de Abril)

24 mai (qua), 8h30 - Café com as cameratas (Foyer do TCA)

< Quarteto Novo

15 maio (seg), 10h - Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris)

16 maio (ter), 15h - Museu Geológico da Bahia (Vitória)

17 mai (qua), 8h30 - Café com as cameratas (Foyer do TCA)

25 mai (qui), 16h - Cidade da Música da Bahia (Comércio)

< Quadro Solar

03 mai (qua), 16h - Galeria Cañizares UFBA (Canela)

05 mai (sex), 10h - Biblioteca Central do Estado da Bahia (Barris)

10 mai (qua), 15h Apae Salvador Unidade São Joaquim (Calçada)*

31 mai (qua), 8h30 - Café com as cameratas (Foyer do TCA)

*Fechada ao público externo

 

Ø  Exposição “Sanagê Pele e Osso” no Museu de Arte da Bahia

 

O artista plástico Sanagê Cardoso desembarca em Salvador com sua exposição SANAGÊ PELE E OSSO, que ficará exposta no MAB, de 11 de maio a 22 de junho. A mostra conta com a curadoria do historiador e artista visual Carlos Silva, e é um convite ao público a uma imersão estética e sensorial à questão racial e suas consequências na sociedade contemporânea brasileira, resultado de mais de quatro anos de pesquisas de materiais e de texturas.

Sanagê pesquisa a espuma expandida, material muito utilizado na construção civil para assentar portas e batentes. Usado de forma bruta, cria volumes e texturas. “Num primeiro momento, há o encantamento com a matéria e suas possibilidades. Este é um dado fundamental para a construção da sua obra, pois é sobre a espuma expandida que se projeta seu exercício de produção contemporânea em arte”, afirma o curador. Expor na primeira capital brasileira, cidade com a maior população negra fora do continente africano e ainda mais no museu mais antigo da capital baiana, fundado em 1918, é a realização de um sonho para Sanagê. “Acredito que trazer essa mostra para a capital baiana será impactante porque todas as verdades da minha obra passam por Salvador, celeiro da nossa história escrava”, afirma o artista, que faz questão de destacar que a mostra é uma busca, de forma tímida, porém consistente, para despertar alguns desses fatos e momentos, trazendo luz a algumas questões que possam motivar a releitura de aspectos históricos importantes sobre o racismo no nosso país e no mundo, considerando que nada é definitivo. “Esta exposição é uma fagulha nesta proposta e entendimento da questão”, conclui ele.

Para a diretora do Museu de Arte da Bahia, Ana Liberato, “a exposição promove uma imersão na diáspora africana provocando importantes questionamentos acerca da desigualdade social que marca o país desde os tempos coloniais. Nada melhor que utilizar a arte para lançar protestos e provocar reflexões”, afirma a museóloga.

Foi a partir da experimentação à textura e cor de peles, ossos, fissuras e ligamentos, que o artista se aproximou de um tema que lhe é familiar: a diáspora africana e suas consequências. Se por um lado, o material se mostrou muito interessante para pensar estruturas invisíveis de um ponto de vista externo, por outro lado, nunca foi intenção de Sanagê fazer uma apropriação expressionista e explícita da condição básica da diáspora

Nesse lugar da experimentação, ele alcança a conjunção favorável de um trabalho com pé na pintura e um desdobramento imediato em relevo e escultura. As estruturas de espuma são rasgadas, serradas, quebradas e coladas entre elas e sobre a tela.

Tecnicamente para sua materialização, Sanagê lança mão de uma pesquisa com o propósito de mostrar o uso dos recursos da pintura contextualizada em outro campo de discussão, pintando com a forma e tirando o processo da zona de conforto da simples representação pictórica. Surge assim, uma estética com estrutura alveolar, remetendo às cavernas ósseas.

Telas escultóricas, objeto escultórico e sala de exposição são pintados de branco. Ao optar pela cor que contém e reflete todas as cores, Sanagê conduz o visitante para uma experiência de espaço infinito. “O branco é a presença diáfana que simboliza uma ausência de limites. Porém, além de uma escolha estética, a cor também é política. Assim como as telas que contêm relevos e texturas que não representam os relevos ou acidentes geográficos dos países africanos, a cor também não se refere a uma realidade. É uma provocação para a reflexão sobre passado, presente e futuro”, afirma o artista.

SANAGÊ PELE E OSSO é pintar a massa com a transgressão. Não tem cores em seu passado nem presente, mas acredita que cada um tenha condições de colorir seu futuro com as cores da sua verdade, verdades que serão estabelecidas pela nossa capacidade de ficar fora do obscurantismo.

O MAB é um equipamento administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, vinculado à Secretaria de Cultura.

 

Fonte: Ascom SecultBa

 

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