Prevenção de
irregularidades: Órgãos debatem ações para gastos públicos em festejos juninos
na Bahia
Os
presidentes dos Tribunais de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) e dos
Municípios do Estado da Bahia (TCM/BA), Marcus Presídio e Francisco de Souza
Andrade Netto, e a Procuradora-Chefe do Ministério Público da Bahia (MPE),
Norma Cavalcanti, e também o coordenador do Centro de Apoio Operacional às
Promotorias de Proteção à Moralidade Administrativa, Frank Ferrari, se reuniram
nesta segunda-feira (08/05) para discutir ações conjuntas de orientação dos
gestores públicos sobre gastos realizados com os festejos juninos.
O
objetivo da reunião foi analisar a possibilidade de se elaborar um documento
com recomendações sobre os gastos, de modo a preservar o interesse público –
evitando-se gastos abusivos ou irrazoáveis – sem perder de vista os interesses
econômicos e culturais legítimos da população. O interesse é, sobretudo,
orientar os gestores e prevenir eventuais irregularidades.
O
promotor Frank Ferrari observou que é necessário orientar os gestores para que
as decisões de gastos com os festejos levem em conta a saúde
econômico-financeira dos municípios, e que os valores sejam detalhados e
justificados – e que haja ampla transparência sobre os custos das contratações
públicas em todas as suas fases. “Com a colaboração de todos, é possível
conciliar a realização dos festejos com uma gestão responsável dos recursos
públicos. É essa a intenção das instituições aqui representadas e, hoje, sinto
que avançamos – e seguiremos avançando – rumo a esse ideal de gestão pública e
de sua fiscalização”, disse Frank Ferrari.
Da
reunião, nesta segunda-feira, no gabinete da presidência do TCM, participaram
também a procuradora-geral do Ministério Público de Contas junto ao TCM, Aline
Rego; a procuradora-geral do Ministério Público de Contas junto ao TCE, Camila
Luz; o chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, Pedro Maia Souza
Marques; a promotora de justiça, Rita Tourinho; e o chefe de gabinete do TCM,
Danilo Estrela.
Ø
MP-BA
recomenda normatização e fiscalização de peso de trios elétricos usados no
Carnaval de Salvador
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) encaminhou
recomendações aos entes envolvidos no Carnaval de Salvador e demais festas
realizadas na cidade, para normatização e regularização do peso de trios
elétricos e carros de apoio usados na folia.
As
recomendações foram encaminhadas ao Governo do Estado, Assembleia Legislativa
(AL-BA), Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran), Prefeitura
Municipal de Salvador, Conselho Nacional de Trânsito (Contran), Secretaria
Nacional de Trânsito (Senatran), Corpo de Bombeiros Militar da Bahia,
Associação Baiana dos Blocos de Carnaval com Trio Elétrico (ABT), Associação
Baiana dos Trios Elétricos Independentes (ABTI) e todos os proprietários de
trios elétricos.
Segundo
a promotora de Justiça Thelma Leal, relatório de pesagem produzido pela empresa
Siamac, contratada pela Empresa Salvador Turismo (Saltur), identificou excesso
de peso em todos os veículos vistoriados durante o Carnaval de 2020 na capital.
Nas
recomendações, Thelma Leal apontou a ausência de normativo específico como uma
das questões a serem sanadas. Segundo ela, uma resolução do Contran estabelece
limites de peso e dimensões para veículos que transitam por vias terrestres,
mas não há regulamentação específica para trios elétricos.
A
promotora de Justiça lembrou que vários episódios envolvendo incidentes em
trios elétricos e carros de apoio, situações de menor e maior gravidade, já
foram registrados em Salvador. Ela recomendou ao governador Jerônimo Rodrigues
(PT) que elabore e envie projeto à AL-BA para regularização do peso, dimensão e
lotação máxima dos trios e carros de apoio, observando as resoluções do Contran
e visando a proteção da vida e segurança dos consumidores. À AL-BA, o MP-BA
recomenda criação de ato normativo ou diligenciamento para aprovar o projeto de
iniciativa do Executivo.
A
Prefeitura de Salvador foi recomendada a criar ato normativo estabelecendo
requisitos técnicos para fornecer autorização especial destinada à circulação
dos trios elétricos durante o Carnaval e demais festejos, regulando itens como
velocidade máxima e capacidade máxima de pessoas no trio, obrigatoriedade de
pesagem e de apresentação de Certificado de Segurança Veicular, dentre outros.
Além disso, o Ministério Público alerta o governo municipal para fiscalizar a
regularidade do peso, autuar e aplicar medidas administrativas decorrentes de
infrações.
Para
o Detran, a recomendação é regularizar o registro de veículos para trio
elétrico, corrigindo os que estão equivocadamente registrados como “transporte
recreativo”, “carroceria aberta, fechada”, “prancha”, “porta contêiner”, dentre
outros; realizar fiscalizações e avaliação técnica dos sistemas de segurança
dos veículos e instalações; e indicar, nas vistorias prévias aos festejos, a
capacidade recomendada de pessoas a serem transportados nos trios.
O
MP recomendou ainda ao Contran e ao Senatran que criem e fiscalizem o
cumprimento de ato normativo estabelecendo requisitos específicos para a
circulação dos trios elétricos e carros de apoio.
Ao
Corpo de Bombeiros, a orientação é para que edite ou atualize Instrução Técnica
para normatizar a fiscalização e vistoria dos trios e carros de apoio, a fim de
padronizar os equipamentos de proteção e combate a incêndio e pânico que
deverão existir nestes veículos.
A
orientação à ABT, ABTI e proprietários de trios foi para que cumpram as medidas
preventivas de acidentes envolvendo os trios elétricos, através da manutenção e
reparação das estruturas, substituição dos veículos por novos, ajuste da
capacidade de pessoas transportadas excepcionalmente nos trios, informando a lotação
máxima aos contratantes, dentre outras medidas.
Ø
Justiça
determina reparos nos terminais marítimos de Morro de São Paulo e Gamboa do
Morro
A
Justiça determinou que o Estado da Bahia adote, em um prazo de 15 dias, as
providências necessárias ao reparo do Terminal de Gamboa do Morro e Morro de
São Paulo, a fim de garantir a segurança e proteção de seus usuários. A decisão
do juiz Leonardo Custódio, expedida ontem, dia 3, atendeu uma ação movida pelo
Ministério Público estadual, que apurou e constatou, por meio de instauração de
inquérito civil, risco à integridade física dos usuários do serviço e
irregularidades referente às normas de acessibilidade. O Estado da Bahia deverá
realizar as contratações e obras necessárias para reparo dos terminais.
Segundo
a promotora de Justiça Cláudia Didier Pereira, autora da ação, a Agerba emitiu
um relatório solicitando intervenções nos terminais após realizar inspeção
técnica nos dois locais. Sobre o Terminal de Gamboa do Morro, a Agerba apontou
que existem “áreas que oferecem risco à vida e segurança dos usuários”, já no
de Morro de São Paulo “a vistoria técnica identificou irregularidades em
relação às normas de acessibilidade”.
Na
decisão, o juiz apontou que a obrigação foi imposta ao Estado da Bahia porque o
termo de cessão dos terminais ao Município de Cairu terminou, e, conforme os
termos do contrato de concessão, não há, em tese, a obrigação de reformas pela
concessionária. O juiz destacou, ainda, a informação dada pelo Estado de que
"não possui o cronograma de obras dos Terminais Hidroviários de Gamboa do
Morro e Morro de São Paulo”.
Fonte:
BN/A Tarde/Cecom MP

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