quarta-feira, 10 de maio de 2023

Cuidados com a seca: saiba o que causa o sangramento nasal

De acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos uma vez na vida, 60% das pessoas terão sangramento nasal. Chamado tecnicamente de epistaxe, o sangramento nasal é resultado da ruptura de algum vaso do nariz. Isso pode ocorrer devido a algum trauma, a problemas de saúde ou, até mesmo, a um vício em drogas ilícitas, por exemplo.

·         Causas do sangramento nasal

O médico Dr. Lucas Sampaio explica que pacientes que sofrem de hipertensão arterial estão mais propensos a ter essa condição devido a algum rompimento do vaso nasal.

 “Outras causas envolvem ficar mexendo, coçando ou assoando muito o nariz, o que acaba fragilizando e machucando a mucosa nasal. Existe também o sangramento de origem emocional, que geralmente está associado ao aumento da pressão que leva à ruptura de algum vaso”, explica Lucas. 

As crianças costumam enfrentar mais esse problema por levarem muito a mão ao nariz para coçar, o que acaba machucando. Em relação a outros fatores que podem causar sangramento, o médico enumera:

  • Rinite alérgica, que pode levar o nariz a sangrar de tanto a pessoa coçar;
  • Vício em drogas, como o uso de cocaína;
  • Síndrome de Rendu-Osler-Weber;
  • Câncer;
  • Doenças que causam a diminuição de plaquetas;
  • Deficiência de vitamina K;
  • Enxaqueca, que pode levar ao aumento da pressão;
  • Hipertensão Arterial Crônica (HAS).

Além disso, ele aponta ainda o uso de anticoagulantes, por exemplo, o ácido acetilsalicílico (AAS). Estes são medicamentos que afinam o sangue, por isso, aumentam a probabilidade de sangramento em todo o corpo, incluindo a região nasal.

·         O que fazer quando o nariz começar a sangrar?

O calor excessivo e a baixa umidade do ar fazem com que muitas pessoas sofram com sangramentos e congestionamentos no nariz durante o período da seca. A condição é causada pelo ressecamento da mucosa nasal e, apesar de ser bem comum nessa época do ano, provoca bastante desconforto.

A otorrinolaringologista Larissa Camargo, do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, recomenda que o nariz seja bastante hidratado durante essa época do ano. “É preciso hidratar o nariz mesmo quando não tenhamos a sensação de desidratação. Assim como outros hábitos de higiene, a lavagem nasal deve ser feita constantemente”, sugere.

A médica explica que os pacientes com sangramento no nariz devem utilizar uma seringa com soro fisiológico para umidificá-lo, aplicando dois jatos do líquido no local pelo menos seis vezes por dia.

Usar gel hidratante específico para o nariz também é uma opção para diminuir e até mesmo prevenir sangramentos, pois esse tipo de produto faz com que a umidade se prolongue na mucosa nasal por mais tempo.

“O nariz funciona como um filtro que acumula bactérias, impurezas e vírus. Se essas impurezas não há umidade, ocorre uma fragilidade capilar na mucosa, que leva à predisposição para sangramentos”, explica o otorrinolaringologista Stênio Ponte, do Otorrino DF.

De acordo com os especialistas, quando o nariz é cuidado de maneira adequada, há redução dos quadros de sinusite, rinite e outras infecções das vias aéreas.

Além da limpeza nasal, as recomendações para esse período são a utilização de umidificadores, hidratar-se com bastante água e evitar ambientes com ar-condicionado, pois ressecam as mucosas.

·         Outras causas

Entretanto, se o sangramento nasal persistir após essas medidas, deve ser investigado. Stênio Ponte atribui uma das possíveis causas à hipertensão, mas diz que isso não é necessariamente preocupante, porque é uma forma natural de o organismo aliviar a pressão.

Além disso, outros problemas crônicos podem levar aos sangramentos. A otorrinolaringologista destaca a presença de desvios de septo, alterações vasculares e problemas no sistema linfático devem ser considerados para o diagnóstico quando o paciente apresenta sangramentos.

Distúrbios de coagulação e tumores nasais, são mais raros, mas também podem estar relacionados ao sintoma.

 

Ø  Outono pede por mais cuidado com a saúde dos olhos; entenda

 

Mal começou o outono e já dá para sentir nos olhos a diminuição da umidade do ar e uma maior concentração da poluição típica do outono, não é mesmo? Essas características desta época do ano são tão ruins para os olhos que podem até fazer com que surjam certos problemas e doenças na área.

Dois dos principais problemas comuns no outono são a síndrome do olho seco e as doenças nas pálpebras, como terçol e calázio. Então para cuidar bem dos olhos durante a estação, é importante saber mais sobre essas condições, seus sintomas e como se prevenir e/ou tratar.

Para isso, veja a seguir as informações trazidas pelo presidente do Instituto Penido Burnier de Campinas, o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto.

·         Síndrome do olho seco

De acordo com o oftalmologista, a primeira reação dos olhos às alterações climáticas é o ressecamento da lágrima, que atinge 12% da população e causa o olho seco. Esse problema atinge mais mulheres porque a menopausa reduz a produção dos estrogênios e da camada oleosa da lágrima. Outros grupos de risco são os usuários de lente de contato e quem passa muitas horas no computador.

O oftalmologista explica que a lágrima é responsável pela proteção, oxigenação, umedecimento, limpeza da superfície ocular e manutenção de transparência da córnea, lente externa essencial à boa visão.  Por isso, manter os olhos lubrificados evita cicatrizes e é essencial para enxergar bem.

·         Sintomas

Os sintomas do olho seco elencados pelo oftalmologista são: olhos secos, visão embaçada, coceira, queimação, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, fadiga visual no celular ou computador e olhos vermelhos e irritados que podem melhorar com o piscar.

·         Diagnóstico e tratamentos

Queiroz Neto ressalta que no consultório o diagnóstico do olho seco é totalmente automatizado. As imagens do filme lacrimal permitem ao paciente visualizar a recuperação da lágrima e, por isso, incentivam a adesão ao tratamento, salienta o oftalmologista.

Segundo ele, o tratamento depende do tipo e estágio da alteração. Pode ser feito com uso de colírio lubrificante que varia de acordo com a deficiência diagnosticada ou oclusão de pontos lacrimais, por exemplo.

·         Prevenção

Para prevenir o olho seco, o oftalmologista indica a inclusão na dieta de nozes e peixes gordos, como bacalhau, salmão e sardinha. Além disso, recomenda a suplementação com ômega 3 encontrado na cápsulas de semente de linhaça, que também protege a retina da ação de radicais livres que acarretam sua degeneração.

·         Terçol e calázio

Queiroz Neto ressalta que no Brasil o outono é marcado por calor durante o dia, o que facilita a formação de uma bolinhas dolorida ou inflamações na pálpebra, conhecidas como calázio e terçol. Ambos têm sintomas parecidos, como olhos inchados, ferida incômoda na pálpebra, vermelhidão, sensibilidade à luz e dor ao movimentar o globo ocular, mas a diferença é que o calázio não é causado por uma bactéria, mas sim por um processo inflamatório que causa a obstrução do canal de saída de uma glândula sebácea.

·         Tratamento

Queiroz Neto diz que, ao primeiro sinal de terçol ou calázio, deve-se aplicar no olho, quatro vezes ao dia, compressas mornas durante 15 minutos, feitas com gaze e soro fisiológico. Geralmente, segundo ele, o terçol desaparece espontaneamente – caso isso não aconteça, não deixe de consultar um oftalmologista para indicação de um colírio antibiótico. O calázio, por sua vez, pode necessitar de cirurgia, porque forma um granuloma e pode atrapalhar a visão.

·          Prevenção

As principais recomendações do médico para evitar doenças nas pálpebras são:

  • Lave as pálpebras e base dos cílios com xampu infantil de PH neutro
  • Retire toda a maquiagem dos olhos antes de dormir
  • Evite maquiar a borda interna das pálpebras
  • Descarte as maquiagens vencidas
  • Não compartilhe maquiagem e outros cosméticos
  • Faça um exame de refração em caso de recidivas de calázio

 

Fonte: Metrópoles/Saúde em Dia/Alto Astral

 

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