Marcelo
Zero: Primeiro Comando da Corja
O que
aconteceu é muito sério. Pela primeira vez na história, o Brasil é acusado, de
forma mentirosa, de abrigar “organizações terroristas estrangeiras.”
Uma
aparente vitória do Primeiro Comando da Corja, organização de “patriotas”
dedicada, com afinco, a atacar os interesses e a imagem do Brasil. Um pessoal
que detesta soberania e adora a coleira da submissão. Normalmente, seus
integrantes andam em 4 patas e não têm raça discernível.
Um tiro
que, porém, pode sair pela culatra, pois sabe-se que essa singular e
ambivalente organização teria recebido muito dinheiro de Vorcaro, sujeito que,
segundo a Polícia Federal, possuía notórias ligações com facções criminosas e
organizações agora tachadas de terroristas pelos EUA.
É
preciso entender que as leis antiterrorismo dos EUA têm caráter
extraterritorial. Isto é, elas permitem que os EUA promovam ações nos
territórios de outros países, sem que isso passe, necessariamente, por
mecanismos de cooperação.
Os EUA
podem decidir fazer isso de forma inteiramente unilateral.
A
Executive Order 13.224, publicada logo após o 11 de setembro de 2001, é
especialmente rigorosa.
Entre
as muitas coisas que os EUA estão facultados a fazer, segundo essas leis, estão
o congelamento de ativos de instituições financeiras brasileiras, o
congelamento de fundos soberanos, a proibição de operações financeiras, por
parte de instituições brasileiras, usando o sistema internacional, novas
sanções comerciais e econômicas, deportações, prisões, ações de inteligência no
território de outro país, ações operativas clandestinas nos territórios de
outros países, operações híbridas para desestabilizar governos que seriam
supostamente ”negligentes” com o combate ao terrorismo etc.
Empresas,
bancos, indivíduos, ONGs etc. podem entrar na dança macabra. Na Venezuela, até
inocentes pescadores artesanais submergiram fatalmente na vala comum do
terrorismo. Em Cuba, entraram médicos.
Em
última instância, pode-se passar até mesmo o que aconteceu na Venezuela. Uma
intervenção militar para sequestrar o Presidente da República e levá-lo a uma
corte de justiça dos EUA, sob a alegação, mentirosa, de que tal Chefe de Estado
seria um perigoso “narcoterrorista”.
Todo
depende do ânimo político de gente extremamente reacionária, como Marco Rubio,
por exemplo. Quem sabe uma intervenção na Baía de Guanabara, como sugeriu
candidamente Flávio Bolsonaro.
Claro
que o Brasil não é a Venezuela. Ademais, o nosso país vem cooperando
ativamente, há muito, com os EUA, no combate ao crime organizado. Algo que o
governo Lula leva muito a sério.
Mas
esse é um argumento um tanto ingênuo.
A
classificação de uma organização criminosa comum como “terrorista” obedece,
normalmente, apenas a uma necessidade política de possuir instrumentos legais e
desculpas jurídicas para fazer intervenções em países ou governos que não se
alinham aos interesses da atual administração dos EUA. É simplesmente uma
ferramenta geopolítica bastante útil.
Estamos
em ano eleitoral. É óbvio que o governo Trump, ou sua parte mais ideológica,
tentará favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro e criar, por outro lado,
problemas para a candidatura de Lula.
Por
isso mesmo, a extrema-direita brasileira, traindo os interesses do Brasil, vem,
há tempos, buscando, de maneira desavergonhada, estabelecer uma associação
esdrúxula entre o governo Lula e a criminalidade e o “narcoterrorismo”.
A este
respeito, destaque-se que os governos do México e da Colômbia, ambos de
esquerda, vêm sendo fortemente pressionados pelos EUA para concordarem com
intervenções diretas do governo Trump em seus territórios, o que seria algo
extremamente embaraçoso e deslegitimaria ambos os governos.
Repito
que, se considerar necessário ou conveniente, o governo dos EUA assim o fará.
Ninguém
sabe o que poderá acontecer no Brasil, depois dessa decisão.
Um
primeiro objetivo, no entanto, foi alcançado: desviou-se, ao menos
momentaneamente, a atenção da opinião pública do escândalo “Dark Horse”.
O
segundo objetivo a ser alcançado será, paradoxalmente, o de dificultar a
cooperação bilateral entre o Brasil e os EUA, na área da segurança pública, já
que, agora, tal cooperação enfrentará a burocracia rígida da “segurança
nacional”. Dificilmente conseguiremos informações úteis da CIA. Ficaremos mais
inseguros.
Observe-se
que tal decisão foi tomada sem justificativa técnica alguma, já que, de acordo
com os próprios dados dos EUA, o PCC e o Comando Vermelho exportam drogas
(principalmente cocaína) para a Europa e o Oeste da África. Quase nada chega
aos EUA. Acusar o Brasil nessa área é, portanto, praticamente a mesma coisa que
acusar o Canadá.
Na
realidade, quem pode ser acusado de alguma coisa nessa área são os próprios
EUA, que não controlam seus produtores de drogas e cujos fabricantes de armas
fornecem mais de 75% dos armamentos usados por narcotraficantes
latino-americanos.
Uma
coisa é certa, porém, o principal prejudicado deverá ser o Brasil e sua
economia.
O
Primeiro Comando da Corja, corrupto e unido, por suas sabidas liaisons
dangereuses, ao crime organizado e, portanto, ao narcoterrorismo, já demonstrou
muito bem como gosta de prejudicar o País e o seu povo.
• Sem desespero nessa hora. Por Ricardo
Queiroz Pinheiro
Trump
anunciou que vai considerar o Comando Vermelho e o PCC organizações
terroristas. O pedido veio de Marco Rubio. O anúncio chegou dias depois de
Flávio Bolsonaro ser recebido em Washington com frieza de Protocolo e um certo
descaso.
Tem
cheiro de jogo jogado, de teatrinho combinado? Terá reflexos na eleição
brasileira? Talvez. Mas é bom não esquecer que o próprio Trump tem uma eleição
esse ano que não está fácil pra ele.
Em
primeiro lugar: é uma interferência pesada na soberania brasileira. Isso
precisa ser dito com clareza, e a resposta do governo brasileiro precisa estar
à altura. Classificar o crime organizado é uma atribuição do Estado brasileiro,
não uma concessão que Washington tem autoridade para fazer. Quando o governo
americano decide nomear organizações criminosas de outro país soberano, está
exercendo uma prerrogativa que não é sua, e o nome disso, qualquer que seja a
embalagem diplomática, é interferência.
E o
eleitorado brasileiro sabe disso. A intervenção estrangeira nos assuntos
internos do país historicamente produz rejeição, não adesão. Para a plateia da
extrema direita, pode funcionar. No geral, Trump não está fazendo um favor ao
bolsonarismo. Está provavelmente complicando a vida de quem foi até Washington
e voltou de mãos vazias.
O
reflexo que temo, ainda assim, é o da esquerda convertendo esse movimento em
catástrofe, enterrando a recuperação de Lula nas pesquisas e apagando a
aprovação do fim da escala 6×1 na Câmara debaixo de alarmismo e lamúrias nas
redes que não ajudam em nada. É uma história que se repete.
Flávio
Bolsonaro continua sendo o mesmo pulha, político com processos sérios, que
Washington recebeu com distância. Um anúncio de Trump e Rubio não apaga esse
dado.
Que a
poeira baixe. O Brasil tem institucionalidade, tem diplomacia, tem política
interna com lógica própria. E o nosso campo tem uma vitória, parcial, mas
concreta na Câmara para defender.
Por
favor, não ouçam os cavaleiros do Apocalipse de plantão. Essa notícia tem que
gerar indignação, não medo.
Ergam a
cabeça.
• 'Estão entregando a eleição de mão
beijada'
Em um
grupo de WhatsApp monitorado por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio
de Janeiro (UERJ), uma advogada de 29 anos de São Paulo diz que não se
surpreendeu com o áudio enviado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao
banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Bolsonarista
moderada, ela diz que tem a sensação de que todos são "farinha do mesmo
saco". "Os apoiadores fiéis vão fingir que nada aconteceu, e por isso
ele não deve desistir da candidatura", afirma.
"Essa
notícia prejudicou a reputação dele; se alguém estava na dúvida sobre votar
nele, acho que se inclina para não votar mais."
A
avaliação da advogada resume um movimento identificado pelos pesquisadores após
a crise que atingiu a campanha do pré-candidato à Presidência.
No dia
13 de maio, o portal The Intercept Brasil revelou áudios em que Flávio
Bolsonaro negocia com Vorcaro investimentos para custear as gravações de um
filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo
a reportagem, o repasse total acordado seria de US$ 24 milhões, o equivalente a
cerca de R$ 134 milhões na época. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido de
fato liberados entre fevereiro e maio de 2025.
Entre
setores conservadores menos ideológicos, justamente um dos grupos considerados
estratégicos para as eleições de 2026, a revelação provocou um desgaste
relevante na imagem de Flávio Bolsonaro, segundo o Monitor do Debate Público
(MDP).
O
projeto do Instituto de Estudos Políticos e Sociais da UERJ, com o auxílio do
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT/ReDem), mostra que
bolsonaristas convictos mantiveram apoio a Flávio e interpretaram o episódio
como perseguição política e midiática.
Mas,
entre grupos de bolsonaristas moderados e, principalmente, entre conservadores
indecisos, apareceram críticas às versões apresentadas pelo senador, dúvidas
sobre sua credibilidade e sinais de cansaço com a política.
Os
pesquisadores da UERJ acompanham, desde 2023, grupos de WhatsApp formados por
diferentes perfis de eleitores.
Atualmente,
o estudo monitora seis segmentos, identificados pelos pesquisadores como
bolsonaristas convictos, bolsonaristas moderados, indecisos conservadores,
indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas.
Os
participantes, que recebem semanalmente perguntas sobre fatos recentes da
política brasileira, receberam o áudio de Flávio Bolsonaro e foram estimulados
a comentar o episódio e avaliar os impactos eleitorais.
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'A direita deve ficar junta'
A
cientista política Carolina de Paula, que coordena o estudo com o pesquisador
João Feres Jr., afirma que o episódio foi um dos raros momentos em que surgiram
divergências dentro de segmentos conservadores, que costumam estar alinhados.
"O
que é interessante é que os bolsonaristas moderados tendem a trabalhar junto
com os convictos, de modo geral. Mas houve um certo desgaste no sentido de
falar que a credibilidade dele [Flávio Bolsonaro] poderia estar em jogo",
disse à BBC News Brasil.
Segundo
ela, os bolsonaristas mais fiéis permaneceram alinhados ao pré-candidato do PL,
mas com uma diferença importante em relação a crises anteriores.
"Eles
não se abalam, zero. Mas aparece uma coisa que a gente ainda não tinha visto
muito nesse grupo: uma ideia de que ele precisa provar sua inocência",
afirmou a pesquisadora.
Uma
administradora de 47 anos da Bahia defendeu essa posição. Mesmo mantendo o
apoio ao senador, ela afirmou que ele deveria apresentar mais esclarecimentos.
"Flávio
precisa apresentar toda documentação desse patrocínio com a comprovação de
origem e destinação de cada centavo se não quiser comprometer sua campanha
eleitoral", escreveu.
"Tenho
certeza que o capitão teria tomado essa decisão de recusar qualquer
quantia", afirma, em referência ao ex-presidente Bolsonaro.
Os
participantes desse grupo também interpretaram o caso como uma tentativa de
desgaste político articulada pela mídia e adversários. Muitos deslocaram o foco
do conteúdo das denúncias para ataques à imprensa.
"Para
começo de conversa, o que a gente ouve ali é uma conversa sobre buscar
patrocínio privado para um filme", escreveu uma enfermeira de 24 anos, de
Goiás, integrante do grupo de bolsonaristas convictos.
"Todos
nós sabemos que em período eleitoral, qualquer conversa ou áudio antigo é
jogado na imprensa com o único objetivo de desgastar a imagem do
candidato", concluiu.
Entre
bolsonaristas moderados, predominou um discurso mais ambivalente. Os
participantes, por exemplo, criticaram bastante as mudanças de versões de
Flávio.
Na
semana passada, ao ser abordado por um repórter do The Intercept Brasil, o
senador inicialmente negou a informação sobre os repasses ao filme Dark Horse.
Horas depois, após a publicação da reportagem, ele admitiu ter negociado
recursos privados com Vorcaro para financiar a produção.
Um
pensionista de 72 anos, do Rio de Janeiro, afirmou que o senador estava
"começando a se enrolar nas próprias alegações". "Isso só vai
minando a credibilidade dele e a imagem que ele não tinha envolvimento com
Vorcaro", escreveu.
Mas,
por outro lado, o grupo demonstrou preocupação com os impactos eleitorais para
a direita.
Um
eletrotécnico de 53 anos do Rio Grande do Norte disse que a direita estava
"entregando de mão beijada a eleição para o atual sistema". "E
continuarmos nessa doutrinação maligna, até o Brasil afundar de vez e levar o
povo brasileiro junto", disse.
"Mas
na atual conjuntura, mesmo errados, a direita deve ficar junta e não partida ao
meio. Lá na frente isso só vai lascar o povo brasileiro", ele ponderou.
O grupo
dos bolsonaristas moderados mostrou resistência a abandonar a candidatura de
Flávio por receio de enfraquecer a direita diante do PT, analisa Carolina de
Paula.
"É
um grupo muito mais preocupado com a preservação do campo conservador. Tem um
antipetismo muito forte nesse segmento. Então, como eles ainda não veem
possibilidade de outro nome forte, ainda existe o apoio a Flávio
Bolsonaro."
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'Não confio em ninguém dessa família'
Segundo
a pesquisadora, o segmento mais sensível ao episódio foi o dos indecisos, grupo
visto como estratégico no próximo pleito eleitoral.
"Há
muita desconfiança", resumiu Carolina. "Eles questionam a
contradição, veem incoerência e problemas na relação entre política e
empresariado. É um público que pode simplesmente se afastar, aumentar a
abstenção e o cansaço com a política", afirma.
Entre
os conservadores, houve estranhamento e irritação com a ligação do senador com
o banqueiro.
Uma
maquiadora de 30 anos, do Rio de Janeiro, notou a mudança das versões dadas por
Flávio. "Interessante, ele confirma que recebeu o valor, e a produtora do
filme nega esse recebimento. Talvez pra não 'sujar' a imagem da empresa estejam
negando assim", disse ela, que participa do grupo de indecisos
conservadores.
"Não
confio em ninguém dessa família."
Já
entre os indecisos progressistas, a reação foi diferente. Nesse segmento, o
caso não gerou exatamente surpresa, mas funcionou como reforço de percepções
negativas já existentes sobre o bolsonarismo.
O grupo
também mostrou rejeição ao próprio filme sobre Jair Bolsonaro, interpretado
como instrumento de propaganda política.
"O
que pega muito para eles é essa ideia de usar um filme para convencer ou
enganar", disse Carolina de Paula. "Tudo que eles veem como tentativa
de propaganda política gera muita irritação."
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Episódio rompe com a polarização?
Para a
pesquisadora, o desgaste entre os indecisos não significa necessariamente
migração de votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou para a
esquerda.
Ela
afirma que o episódio pode aumentar o distanciamento em relação à política
institucional, estimulando abstenção, voto em branco ou busca por alternativas
dentro da própria direita.
Carolina
enxerga que o episódio pode abrir espaço para candidaturas que consigam
capturar esse eleitorado mais moderado e cansado da polarização.
"A
posição do [Romeu] Zema foi acertada para tentar pegar justamente esse público
do meio, que fala muito de transparência e coerência", disse a
pesquisadora, mencionando as críticas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais
ao caso.
Zema
classificou como "imperdoável" a conversa em que Flávio pede dinheiro
a Vorcaro — manifestação que o tornou alvo de críticas por parte da direita.
Dias depois, disse que o assunto era "página virada".
Ainda
assim, ela afirma que ainda é cedo para afirmar quem poderia capitalizar
eleitoralmente o enfraquecimento de Flávio Bolsonaro.
Carolina
também não enxerga, por enquanto, um rompimento na lógica de polarização.
Até
aqui, o cenário de um segundo turno entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula
vem sendo considerado o mais provável para as eleições de 2026.
O
Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil mostra estimativas de intenções de
voto similares para o filho de Jair Bolsonaro e o petista em um eventual
segundo turno. Para isso, você tem que ter uma pessoa que arrisque uma outra
saída. Mas a gente não tem nenhum nome", disse. "Mesmo quem tenta um
discurso outsider, como Renan Santos ou Zema, está muito ligado ao campo do
bolsonarismo."
Para
que o eleitor saia da polarização, ela afirma, algum candidato teria que tentar
ocupar uma posição associada à moderação e à coerência.
Os
pesquisadores ressaltam que o monitoramento não tem valor estatístico e não
pretende representar numericamente o eleitorado brasileiro. É uma pesquisa
qualitativa, usada para captar sentimentos, percepções e dinâmicas discursivas
entre perfis específicos de eleitores.
"São
pesquisas que não exigem um registro do TSE para serem divulgadas e são usadas
para fazer aprofundamento. As campanhas eleitorais usam muito também",
afirma.
"A
qualitativa funciona muito como um termômetro rápido. Ela permite captar
ruídos, emoções e mudanças de clima político antes mesmo de isso aparecer nas
pesquisas quantitativas."
A
pesquisadora explica que a pesquisa é feita com recorte de um perfil
específico, desenhado para entender esse perfil de eleitor. "Ela é uma
parte da leitura do cenário", diz. "A partir dessas inferências,
podemos acompanhar como isso se reflete em dados quantitativos ou mesmo nas
redes sociais."
A
percepção da crise para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro apareceu também nos
dados quantitativos divulgados nesta terça-feira (19/5) pela AtlasIntel.
Segundo
levantamento encomendado pela Bloomberg, Lula abriu sete pontos de vantagem
sobre Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, na primeira pesquisa
realizada após a divulgação dos áudios envolvendo Vorcaro.
Flávio
caiu seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, enquanto sua
rejeição subiu para 52%.
A
AtlasIntel mostrou ainda que 55% dos entrevistados que tomaram conhecimento dos
áudios consideraram as mensagens uma evidência de investigação legítima sobre
possíveis irregularidades, enquanto 33% avaliaram tratar-se de uma tentativa de
prejudicar o senador.
Fonte:
Viomundo/Outras Palavras/BBC News Brasil

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