Glicose
alta causa mau hálito? Entenda quando isso pode ser sinal de diabetes
descontrolado
A
glicose alta pode provocar alterações na boca antes mesmo de muitos pacientes
perceberem o descontrole do diabetes. Mau hálito, boca seca e sangramento na
gengiva estão entre os sinais que podem aparecer nesse contexto. A relação
entre diabetes e saúde bucal apareceu durante entrevista da dentista Bruna
Ricci no DiabetesCast.
Segundo
a especialista, o diabetes pode acelerar problemas periodontais e aumentar o
risco de perda dentária. Além disso, inflamações na boca também podem
dificultar a ação da insulina e interferir no controle glicêmico.
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Diabetes e mau hálito podem ter relação
Bruna
Ricci explicou que algumas pessoas com diabetes podem apresentar hálito
cetônico. O cheiro costuma lembrar fruta fermentada ou cetona. Esse sinal pode
aparecer principalmente em situações de glicose elevada.
Segundo
ela, o dentista pode identificar esse padrão durante a consulta e orientar o
paciente a procurar avaliação médica. Além do hálito, outros sinais também
chamam atenção, como boca seca intensa e evolução rápida da doença periodontal.
Nesse
contexto, o consultório odontológico também pode ajudar no diagnóstico precoce
do diabetes.
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Gengiva sangrando não deve ser ignorada
A
dentista afirmou que gengiva saudável não sangra, nem durante a escovação ou
uso do fio dental. Portanto, qualquer sangramento recorrente merece
investigação.
Ela
explicou que a doença periodontal começa com uma inflamação chamada gengivite.
Quando bactérias e placa bacteriana permanecem na região, o quadro pode evoluir
para periodontite, atingindo gengiva e osso ao redor dos dentes.
Além
disso, pessoas com diabetes costumam apresentar progressão mais rápida da
doença periodontal. Segundo Bruna Ricci, isso pode acelerar a perda dos tecidos
de sustentação dos dentes e aumentar o risco de perda dentária.
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Boca seca pode indicar glicose alta
A boca
seca aparece entre os sintomas mais conhecidos relacionados ao diabetes.
Segundo Bruna Ricci, a saliva exerce funções importantes na proteção da boca.
Ela ajuda na limpeza, no controle do pH e na proteção contra bactérias.
Quando
há redução da salivação, aumenta o risco de cárie, acúmulo de bactérias e
inflamações. Além disso, a hiperglicemia pode aumentar a sensação de sede e
piorar a xerostomia, nome usado para definir a boca seca.
A
especialista também alertou que alguns medicamentos usados no diabetes tipo 2 e
no tratamento da obesidade podem causar alteração salivar. Segundo ela,
pacientes em uso dessas medicações precisam de acompanhamento odontológico.
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Inflamação na boca pode afetar a glicemia
A
relação entre diabetes e doença periodontal funciona nos dois sentidos.
Enquanto a glicose elevada favorece inflamações e dificulta cicatrização, a
inflamação na boca também pode aumentar a resistência à insulina.
Bruna
Ricci comparou a área inflamada causada por uma periodontite moderada ao
tamanho da palma da mão. Segundo ela, essa inflamação não fica restrita à boca
e pode impactar o organismo inteiro.
Nesse
cenário, pacientes podem perceber maior dificuldade para controlar a glicemia,
mesmo usando insulina corretamente. A especialista ressaltou que tratar a
doença periodontal não “cura” o diabetes, mas pode facilitar o manejo
glicêmico.
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Diabetes tipo 2 costuma ter mais problemas periodontais
Segundo
Bruna Ricci, pacientes com diabetes tipo 2 apresentam maior propensão a
problemas periodontais quando comparados ao diabetes tipo 1. Ela afirma que
isso aparece tanto na prática clínica quanto em estudos científicos.
No
entanto, a especialista reforçou que os dois tipos de diabetes compartilham
mecanismos inflamatórios semelhantes. Portanto, o cuidado com a saúde bucal
deve fazer parte do tratamento em qualquer diagnóstico.
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Língua branca e acúmulo de bactérias também merecem atenção
Outro
ponto discutido no episódio foi a chamada saburra lingual, camada branca que
pode surgir sobre a língua. Segundo Bruna Ricci, pacientes com boca seca tendem
a acumular mais bactérias nessa região.
Ela
orienta a higienização da língua diariamente, com raspador específico ou escova
dental, dependendo da tolerância do paciente.
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Tratamento depende também da rotina em casa
Segundo
Bruna Ricci, o tratamento periodontal depende principalmente da rotina de
higiene feita pelo paciente. Ela recomenda escovação três vezes ao dia e uso
diário do fio dental.
A
dentista também explicou que não existe um creme dental específico para
diabetes. A escolha depende das necessidades individuais de cada paciente, como
boca seca, sensibilidade ou maior formação de placa bacteriana.
Fonte:
Um Diabético

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