Carlos
Francisco Bauer: Entre o mal do americanocentrismo-imperialismo e a esperança
do povo
O Haiti
sofreu cinco grandes golpes de Estado ao longo de sua história, orquestrados
por potências imperialistas na tentativa de minar o processo revolucionário e o
povo haitiano. O primeiro golpe ocorreu após a Revolução de 1804, quando o
imperialismo francês impôs uma enorme dívida externa à Revolução Haitiana e
bloqueou a nação recém-formada e abolicionista, um exemplo para o mundo. O
segundo golpe aconteceu com a intervenção do imperialismo norte-americano ou
americano-cêntrico em 1915, como parte de seu plano estratégico para o Caribe e
em sua trajetória para se tornar a superpotência do mal que se tornaria nas
décadas seguintes.
O
terceiro grande ataque ao povo haitiano ocorreu com o golpe de Estado e as
longas ditaduras dos Duvalier, de 1957 a 1986, com o objetivo de suprimir a
revolução de 1946 iniciada por Jacques Roumain, Jean Price-Mars, J. S.
Alexis e muitos outros, que construíram o movimento afro-marxista, o movimento
indígena e o movimento da Negritude, entre outros. A quarta grande agressão foi
a incorporação de mecanismos neoliberais, como o MICIVI, de 1993, até
a MINUSTAH, em 2004, que derrubaram Jean-Bertrand Aristide duas vezes. A
quinta grande afronta está acontecendo atualmente com a formação do Grupo
Core, seguindo a mesma lógica do MICIVI e do MINUSTAH, e a formação de grupos
armados pela Embaixada dos EUA e pela CIA – ou seja,
imperialismo americanocentrista.
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Interferência americanocentrista-imperialista atual no Haiti
Atualmente,
movimentos sociais haitianos como Tèk Kole Ti Peyizan Ayisyen,
PAPDA, MPP, MPMKP, Brigada Dessalines, UNO, CERCLE JANIL e MODEPA,
juntamente com a visita da delegação internacional do Movimento ALBA,
denunciam a inação do Conselho Presidencial de Transição (CPT) em relação à
profunda crise de segurança. O Movimento Camponês Papay (MPP),
representado por Jean Baptiste Chavannes, denuncia o projeto
neocolonial-neoliberal do CPT e sua missão antidemocrática e servil de alterar
a Constituição de 1987 por meio de um referendo. Argumentam que o governo
provisório serve subservientemente apenas aos interesses
imperialistas-americanocentrista dos Estados Unidos e à sua perspectiva
americana, ambos inteiramente responsáveis pela situação no Haiti.
Por
outro lado, a Plataforma
Haitiana
de Defesa de Alternativas ao Desenvolvimento (PAPDA) denuncia que o dinheiro,
as armas e as munições fornecidas às gangues provêm diretamente do
americanismo, ou seja, do imperialismo estadunidense, enquanto o Estado
haitiano está legal e cinicamente proibido de adquirir armas. Tudo isso faz
parte da mesma estratégia para enfraquecer o povo e subjugar o Estado. Trata-se
de uma política global de agressão dos Estados Unidos, que no Haiti se
manifesta na ascensão de gangues criminosas armadas, em conluio com a
extrema-direita e o fascismo, tanto no Haiti quanto em todo o
continente.
Por
exemplo, no Haiti, elas ocupam locais estratégicos, como a maior usina
hidrelétrica em Péligre, no centro do país, responsável por 30% da
eletricidade. Também atacaram o hospital universitário de Mirebalais.
Prolongados e devastadores cortes de energia afetam residências e hospitais,
interrompendo a vida cotidiana e o tratamento de pacientes. As autoridades não
investigam, muito menos punem, os responsáveis. A coalizão criminosa Viv Ansanm (Vamos
Viver Juntos), o Talibã haitiano e mais de 400 gangues também
incendiaram maquinário pesado pertencente à Polícia Nacional Haitiana (PNH)
como parte de uma campanha planejada para desacreditar as principais
instituições, que são cúmplices.
Estima-se
que mais de 1,5 milhão de pessoas foram
deslocadas pela violência e mais de 34 mil foram deportadas da República
Dominicana nos últimos meses, segundo dados da Organização Internacional
para as Migrações (OIM). Essas são estratégias criminosas de imperialismo e
americanismo-centrismo, que corrompem todas as instituições por dentro,
impedindo a participação popular em sua formação e a realização de eleições
livres, ao mesmo tempo que bloqueiam a possibilidade de a sociedade haitiana se
fortalecer com ajuda externa em saúde, educação, assuntos militares,
tecnologia, etc., e, simultaneamente, orquestram forças externas como o Quênia
e tantas outras contidas, por exemplo, na MINUSTAH e no Core Group,
impedindo qualquer tipo de reparação ou punição por todas as injustiças
cometidas.
Nesse
contexto, o americanocentrismo-imperialismo se apresenta como a única
solução, como o único salvador, quando na realidade, está sendo a
raiz de todos os males, como é possível que, sendo tão poderoso, não tenha
conseguido resolver esses problemas em mais de um século de história por
se mesmo? Quando se realiza uma investigação mínima sobre os fenômenos
emergentes, eles aparecem como as principais causas, e a mídia hegemônica, com
a lógica da montagem, desinforma (mais um direito humano violado), distorce,
oculta, dissuade e faz com que a vítima pareça estar se auto
culpando.
¨ Uma solução anapolítica viável
para o americanocentrismo-imperialismo
Esta é
uma situação de profunda crise, cujos efeitos são múltiplos, mas cuja causa
raiz é singular: o imperialismo-americanocentrismo. A solução é complexa, mas
sua causa raiz também é singular: o povo haitiano decidindo e
resolvendo seus próprios assuntos. De acordo com os movimentos sociais
haitianos, enquanto o povo for atacado e intencionalmente excluído da vida
política, a crise se aprofundará. A economia destrutiva, americana-cêntrica, de
morte e dominação prefere gastar somas exorbitantes destruindo nações
(necroeconomia) em vez de estabelecer relações éticas de benefício mútuo em uma
economia da vida, uma bioeconomia de viver e deixar viver.
A
solução anapolítica (política popular verdadeiramente democrática)
significa política com a participação direta das comunidades, grupos étnicos,
do povo e da sociedade civil, sem interferência estrangeira, em todos os níveis
e abordando todos os problemas sociais. A verdadeira liberdade democrática
popular reside nesta possibilidade, que é plenamente viável, cessando-se de
atacar e matar o povo (os povos) e cessando-se de inventar macroproblemas sem
solução aparente.
¨
Cuba denuncia escalada dos EUA para criar 'clima de
desgraça iminente' e justificar agressão à ilha
Segundo
ministro cubano, ofensiva norte-americana inclui narrativa voltada para criar
um clima de medo e urgência para apresentar uma agressão à ilha como solução.
O
ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou neste
sábado (6) que durante o mês de maio houve uma tentativa de criar um
"clima de medo" contra a ilha e que uma "ofensiva" foi
lançada pelos EUA e amplificada na Internet por meios de comunicação, agentes
políticos e plataformas digitais.
"Durante
o mês de maio, houve uma tentativa de criar um clima de medo, urgência e
desgraça iminente contra o nosso país. Como demonstra um estudo sobre a
conversa global sobre Cuba na Internet, no mês passado houve uma ofensiva
lançada pelos EUA, amplificada por meios de comunicação, agentes políticos e
plataformas digitais", observou Rodríguez na rede social X.
O
ministro explicou que o bloqueio econômico e o embargo de petróleo impostos por
Washington foram agravados por novas sanções, acusações legais, relatórios
militares e destacamentos de forças americanas no Caribe. Ele observou que
também houve discursos dos EUA sobre "colapso" ou
"transição" na ilha caribenha.
Rodríguez
alertou que os EUA primeiro tentam um "estrangulamento econômico"
contra Cuba, depois usam táticas político-judiciais e, por
fim, "militarizam a narrativa" para apresentar a agressão como
se fosse uma "solução".
As
tensões entre Washington e Havana aumentaram após a ação militar dos EUA na
Venezuela em janeiro deste ano e, desde então, Cuba deixou de receber
petróleo bruto venezuelano, uma das principais fontes de abastecimento da ilha.
Em 29
de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto
que autoriza tarifas sobre as importações de países que fornecem petróleo
a Cuba, após declarar estado de emergência devido à alegada ameaça cubana à
segurança nacional dos EUA.
Durante
o mês de maio, Washington impôs novas sanções contra entidades cubanas,
incluindo o conglomerado militar
cubano Gaesa e
pessoas associadas a essa entidade, entre outras.
Em 20
de maio, o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, acusou o
ex-presidente cubano Raúl Castro (2008-2018) de conspiração para assassinar
cidadãos americanos. A acusação é relativa à queda, em 1996, de dois aviões
pertencentes à organização civil Irmãos ao Resgate.
Por sua
vez, o Departamento de Justiça dos EUA indicou que o ex-presidente cubano e
outros cinco funcionários enfrentam a pena máxima de morte ou prisão
perpétua se forem considerados culpados das acusações formais.
Segundo
o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, a acusação contra seu antecessor
carece de fundamento jurídico e busca justificar uma potencial agressão militar dos EUA contra seu
país.
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Professor americano: Ocidente pode tentar compensar a sua derrota na Ucrânia
atacando Cuba
O
Ocidente pode tentar compensar a sua derrota na Ucrânia atacando Cuba, mas só
piorará as coisas para si mesmo, disse o professor da Universidade do Missouri,
em Kansas City, Michael Hudson, em entrevista a um canal no YouTube.
"Claro,
o Ocidente pode […] ter um momento agradável de vitória. [...] Por exemplo,
bombardear Havana ou Caracas. Mas, depois, o mundo inteiro verá novamente que
[...] a superpotência está
travando uma guerra contra um país pequeno e pobre. […] E parece […] que
você está tentando compensar as perdas na Ucrânia e no Irã, mas isso só vai
piorar", disse ele.
Na
opinião do professor, o Ocidente deveria abandonar as suas políticas agressivas e predatórias
em relação a outros países para seu próprio bem.
"Ou
você encontra outra maneira de viver no mundo, ou enfrentará essas situações
todas as vezes", acrescentou o especialista.
Desde o
início do ano, Washington aumentou acentuadamente a pressão econômica
sobre Havana,
e o líder da Casa Branca, Donald Trump, declarou estado de emergência por
alegadas ameaças à segurança nacional provenientes da ilha.
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O que representa para Cuba a saída das principais
multinacionais hoteleiras que operavam no país
A saída
parcial das principais redes de hotéis estrangeiras traz um novo revés
para Cuba, que atravessa uma
das piores crises da sua história recente.
A rede
espanhola Meliá anunciou na quarta-feira (3/6) o término imediato das operações
de 15 dos seus 34 hotéis, especificamente os vinculados à rede turística
Gaviota, controlada pelo conglomerado militar cubano Gaesa.
Pouco
antes, a Iberostar renunciou a 12 dos seus 16 estabelecimentos operados na
ilha. Já a canadense Blue Diamond informou o abandono de todas as suas
operações no país, "com efeito imediato".
Somou-se
a elas o maior grupo hoteleiro privado do sudeste asiático, a Archipelago
International. A empresa retirou sua marca Aston de vários hotéis em Cuba,
incluindo alguns dos mais modernos e luxuosos da capital, Havana.
A saída
destas empresas ocorreu após um novo aperto do governo do presidente
americano, Donald Trump, sobre a economia da
ilha.
Trump
assinou, em 1º de maio, uma ordem executiva determinando sanções contra pessoas
e empresas que mantiverem vínculos econômicos com a Gaesa. A medida serviu de
ultimato para que as companhias estrangeiras encerrassem suas operações com a
holding cubana antes do dia 5 de junho.
Sem
atribuir a saída exclusivamente aos Estados Unidos, as redes hoteleiras
apontaram uma combinação de fatores, que incluem os receios jurídicos, a
deterioração das condições de operação e a crise energética enfrentada pela
ilha caribenha.
De
qualquer forma, a saída das empresas dificulta ainda mais o futuro de um setor
considerado fundamental para a captação de divisas e, por extensão, para a
própria sobrevivência da economia cubana.
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Como funciona o modelo turístico cubano
Diferentemente
do que acontece em muitos outros destinos turísticos, os hotéis em Cuba
costumam ser de propriedade de empresas estatais, como a Gaviota.
"Os
hotéis continuam sendo da Gaesa, mas sua administração é concedida por contrato
a uma empresa estrangeira", explica o economista Pavel Vidal à BBC News
Mundo (o serviço em espanhol da BBC).
As
redes estrangeiras fornecem a marca, os sistemas de reservas, a promoção
internacional, os acordos com operadoras de turismo e boa parte dos padrões de
gestão e qualidade que, até pouco tempo atrás, atraíam para Cuba milhões de
visitantes da Europa, Canadá e outras regiões.
"A
partir daí, define-se qual participação ela terá nos lucros obtidos pelo
hotel", destaca o economista Ricardo Torres.
Este é
o modelo principal, mas também existem companhias mistas entre o Estado cubano
e empresas estrangeiras para desenvolver, gerenciar e explorar instalações
turísticas.
Também
foi recentemente proposto um modelo de leasing, que permite a uma
empresa estrangeira alugar a instalação, dispondo de maior autonomia na
operação.
A saída
das redes estrangeiras não significa que os hotéis serão automaticamente
fechados, pois eles podem continuar sendo operados por empresas estatais
cubanas.
Na
verdade, a questão não é só quem irá administrar os estabelecimentos, mas quem
conseguirá receber hóspedes.
Em um
país com cerca de 80 mil quartos em hotéis que eram gerenciados, em grande
parte, por operadoras estrangeiras, a perda das redes comerciais fornecidas
pela Meliá, Iberostar, Blue Diamond e Archipelago pode representar um golpe
muito forte.
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Golpe para um setor quase falido
A saída
das principais redes hoteleiras estrangeiras chega em meio a um total colapso do setor turístico de Cuba. O país nunca
conseguiu retornar aos níveis anteriores à pandemia de 2020, quando costumava
receber entre 4 e 5 milhões de visitantes por ano.
Cuba
recebeu apenas 328.608 turistas internacionais entre janeiro e abril de 2026.
Este número representa 55,8% a menos que o mesmo período do ano anterior,
segundo dados do Escritório Nacional de Estatística e Informações de Cuba
(Onei, na sigla em espanhol).
A
redução se acelerou principalmente a partir de fevereiro, com o agravamento da
crise energética e de abastecimento vivida pela ilha, com apagões diários de
várias horas e extrema escassez de combustível.
Tudo
isso prejudicou mercados fundamentais, como o Canadá e a Espanha, responsáveis
por grandes fluxos de turistas. Grande parte das rotas aéreas para Cuba foram
suspensas, devido às dificuldades enfrentadas pelas companhias aéreas para
reabastecer seus aviões nos aeroportos da ilha.
Os
apagões prolongados, a escassez de energia e a deterioração dos serviços
básicos também prejudicaram a atratividade do país. Nos últimos tempos, Cuba
oferecia praias vazias, hotéis semidesertos e poucas opções de lazer.
Neste
contexto, os economistas consultados pela BBC consideram que a saída das redes
hoteleiras Meliá, Iberostar, Blue Diamond e outras representa mais um golpe
para um setor que já estava gravemente enfraquecido.
"Os
poucos visitantes que ainda conseguiam ir, agora, irão pensar duas vezes",
explica Ricardo Torres.
"A
empresa estrangeira sempre oferecia uma certa garantia de qualidade à operação
de um hotel. Agora, esta garantia desapareceu."
Em
pleno colapso turístico, os poucos clientes dos hotéis poderão ser, em grande
parte, moradores de Cuba (sejam eles cubanos com receita proveniente do
exterior ou diplomatas estrangeiros) ou cidadãos cubano-americanos em visita
aos seus familiares.
Estes
frequentemente se hospedam em residências privadas, mas também costumam passar
férias com seus parentes em hotéis das praias de Varadero ou em alguma das
ilhas próximas.
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Os efeitos sobre a economia
O novo
golpe imposto ao turismo cubano revela a dificuldade cada vez maior do país de
manter vínculos com investidores, fornecedores e empresas estrangeiras, em
vista do aprofundamento das sanções americanas. Os Estados Unidos aplicam à
ilha um embargo comercial que já dura
mais de seis décadas.
Na
quinta-feira (3/6), as autoridades cubanas anunciaram a suspensão dos
pagamentos eletrônicos da Visa e Mastercard a partir do dia 6 de junho, devido
às sanções impostas por Washington.
A
maioria das cadeias hoteleiras que abandonaram Cuba operavam estabelecimentos
vinculados à Gaviota, o braço turístico do conglomerado militar Gaesa, que
domina vastos setores da economia cubana.
As
novas medidas tomadas por Washington buscam exatamente isolar o grupo
empresarial, obrigando as empresas estrangeiras a romper relações com ele ou se
sujeitar a sanções.
"Isso
está levando não só as redes hoteleiras, mas praticamente tudo o que restava de
investimento estrangeiro em Cuba, a se retirar, incluindo fornecedores, bancos
e companhias de navegação", afirma Torres.
O
economista vai além e defende que as sanções não buscam apenas pressionar o
governo cubano, mas também retirar as empresas espanholas e canadenses, frente
a uma eventual mudança de regime ou transformação profunda do sistema.
"O
caminho está sendo aberto, deixando a economia disponível para que, durante uma
negociação com os Estados Unidos, entrem os capitais americanos", opina
ele.
Autoridades
de Washington e de Havana se reuniram nas últimas semanas para debater assuntos
relativos ao futuro da ilha, mas não se sabe especificamente qual foi o
conteúdo dessas negociações.
Vidal
acredita que a ofensiva norte-americana contra a Gaesa "pode causar uma
reconfiguração da geografia dos capitais internacionais, na qual Cuba vai se
inserindo".
A saída
das multinacionais turísticas também traz um problema logístico para as
autoridades cubanas: o que fazer com uma enorme rede hoteleira construída
durante anos de expansão do turismo, se o número de visitantes foi reduzido ao
mínimo?
Uma
opção, para Ricardo Torres, seria concentrar os poucos visitantes em menos
instalações.
"Para
que ter tantos hotéis abertos, se não há visitantes?", questiona ele.
Outro
desafio é a preservação das instalações, com seus altos custos fixos de
manutenção, eletricidade e pessoal, que dificilmente serão assumidos pelo
Estado cubano.
"Se
esta situação se prolongar ao longo do tempo, as instalações inevitavelmente
irão se deteriorar, pois os recursos para sua manutenção simplesmente não
existem", conclui Torres.
Fonte: Le
Monde/Sputnik Brasil/BBC News Mundo

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