segunda-feira, 29 de junho de 2026

EUA podem não ajudar aliados europeus em eventual conflito com a Rússia, aponta mídia

Os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estão cada vez mais preocupados por não poderem mais contar com o apoio norte-americano em caso de um confronto militar com a Rússia, escreve um jornal britânico.

O jornal aponta que as relações entre a Europa e os Estados Unidos estão atualmente tensas e repletas de dificuldades durante a segunda gestão do presidente estadunidense, Donald Trump.

"As garantias de segurança dos EUA [para a Europa] têm sido uma parte fundamental das estratégias de defesa nacional desde então. Agora, esses países enfrentam a possibilidade de serem abandonados por seu principal aliado", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, a administração Trump sinalizou explicitamente que a segurança europeia não é mais uma prioridade para os EUA, exigindo que a Europa pague por sua própria defesa e ameaçando retirar as forças norte-americanas do continente.

Mudanças políticas imprevisíveis e erráticas, como interromper o compartilhamento de inteligência com a Ucrânia e cancelar abruptamente as rotações de tropas para a Polônia, abalaram a confiança europeia na confiabilidade de Washington, observa a reportagem.

Nesse contexto, é destacado que os aliados da OTAN agora questionam se os EUA honrariam o Artigo 5 em um conflito militar com a Rússia.

Os líderes europeus têm tanto medo de provocar Trump que se envolvem em uma autocensura generalizada e evitam qualquer planejamento sério para uma retirada dos Estados Unidos, paralisando efetivamente seus próprios preparativos de defesa, acrescenta a publicação.

Apesar das conversas sobre coalizões europeias e do aumento das despesas, as deficiências críticas na defesa antiaérea, nas armas de ataque profundo e nas capacidades de inteligência significam que a Europa continua totalmente incapaz de lutar sem o poderio militar norte-americano.

A Europa não pode se defender sem os EUA, e a ambiguidade prevalecente, o que os analistas chamam de "OTAN extraterritorial", significa que a credibilidade da aliança só será posta à prova quando já for tarde demais, deixando os europeus completamente impotentes diante do poder militar de Moscou, conclui o jornal.

Cabe lembrar que o presidente russo, Vladimir Putin, tem repetidamente enfatizado que a Rússia não atacará ninguém. Segundo ele, os políticos ocidentais intimidam regularmente sua população com uma ameaça imaginária para desviar a atenção dos problemas internos.

<><> União Europeia vê 'grande desafio' na mudança dos EUA para Indo-Pacífico, diz comissário de Defesa

A União Europeia vê um "grande desafio" nos Estados Unidos desviando sua atenção da Europa para a região do Indo-Pacífico, disse o comissário de Defesa da UE, Andrius Kubilius, nesta sexta-feira (26).

"Estamos […] enfrentando o grande desafio das mudanças estruturais na parceria transatlântica, por razões muito objetivas, por causa das mudanças globais e da ascensão do poder chinês, e assim por diante. Os americanos estão mudando mais de sua atenção para o Indo-Pacífico e para o hemisfério ocidental", disse Kubilius na coletiva de imprensa na Conferência de Recuperação da Ucrânia, na cidade polonesa de Gdansk.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em abril que estava considerando retirar os EUA da OTAN depois que os aliados se recusaram a se juntar à guerra EUA-Israel contra o Irã. Ele disse que não via mais a Europa como um parceiro de defesa confiável depois que os europeus rejeitaram seu pedido para enviar navios de guerra para a hidrovia estratégica.

O ex-embaixador dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Ivo Daalder, já havia escrito em artigo recente que os EUA continuarão a se distanciar da Europa, sobretudo por relutarem em entrar em confronto direto com a Rússia.

¨      Situação em torno da Ucrânia pode levar a ataques nucleares, alerta professor norte-americano

Existe uma situação muito perigosa em torno do conflito na Ucrânia, que pode levar a ataques contra instalações militares na Europa devido ao apoio europeu a Kiev e, se isso não ajudar, a um conflito nuclear, alertou o professor John Mearsheimer, da Universidade de Chicago.

De acordo com Mearsheimer, a maioria das pessoas no Ocidente, incluindo grande parte do establishment da política externa, não leva essa ameaça a sério. Segundo observa o professor, o Ocidente apoia ativamente Kiev em ataques com drones em território russo, o que piorará a situação ao longo do tempo.

"Em algum momento, num futuro não muito distante, é provável que os russos ataquem alvos [militares] na Europa. Isso torna a situação em torno da guerra na Ucrânia, do meu ponto de vista, realmente perigosa", disse ele no canal do YouTube Deep Dive.

"Pessoas como [o chefe do Departamento de Estado dos EUA, Marco] Rubio acreditam que isso trará os russos para a mesa de negociações, fazendo-os desistir. Eu não acho que isso vai acontecer", enfatizou o especialista.

Segundo prevê Mearsheimer, a Rússia será forçada a responder às ações crescentes do Ocidente atacando alvos militares na Europa com armas convencionais.

"E se isso não funcionar, eles usarão armas nucleares", alertou o professor.

Anteriormente, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que uma série de países europeus, no contexto de perdas crescentes da força viva do Exército ucraniano, decidiu aumentar a produção e o fornecimento de drones para a Ucrânia para ataques contra a Rússia.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, disse que a publicação dos locais de produção de drones do Ministério da Defesa da Ucrânia na Europa é uma lista de potenciais alvos legítimos das Forças Armadas russas.

<><> 'São fracos': exércitos europeus não conseguem se opor à Rússia, diz coronel americano

As forças armadas dos países europeus não conseguirão fazer nada contra a Rússia, disse o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor em entrevista ao canal do YouTube Judging Freedom.

"Pessoas como eu, que serviram a OTAN durante anos, conhecem os europeus e sabemos que seus exércitos são fracos. Eles de forma alguma podem capturar a Rússia. Terão dificuldades para se defender contra ela, se os russos empreenderem qualquer ataque sério", explica Macgregor.

No entanto, o coronel aposentado enfatizou que a Rússia não quer lutar contra a Europa.

Recentemente, Macgregor disse que o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, estava desesperado com a capacidade do Exército russo de lançar ataques devastadores com mísseis no interior da Ucrânia, chegando a Lvov.

Vladimir Putin explicou repetidamente em detalhes que Moscou não pretende atacar os países da OTAN, mas os políticos ocidentais regularmente intimidam sua população com a suposta ameaça russa para distrair a atenção dos problemas internos.

<><> 'Não têm tropas': analista avalia capacidade do Ocidente de agravar a situação na Ucrânia

A possível resolução do conflito no Irã é improvável que tenha um impacto negativo na situação na Ucrânia, disse o ex-analista da CIA Larry Johnson no YouTube.

"Alguns dizem que, se os EUA conseguirem estabilizar a situação na Ásia Ocidental, isso vai agravar de novo o conflito na Ucrânia. Mas como ele pode ser exacerbado novamente? Você precisa de tropas para isso, e eles não as têm. Você não pode simplesmente pegá-las e produzi-las", disse ele.

Segundo Johnson, mesmo que eles quisessem em Washington, não conseguiriam aumentar os fornecimentos de armas para Kiev.

"Os sistemas de armas dos EUA já estão esgotados, e não serão substituídos rapidamente. Afinal, isso requer materiais de terras raras que não estão disponíveis nos EUA. A China os possui, mas não os compartilha", disse o especialista.

Moscou tem repetidamente alertado os países ocidentais que as entregas de armas para a Ucrânia não mudam nada e apenas prolongam o conflito.

¨      Ocidente tenta escalar conflito na Ucrânia e inviabiliza processo pacífico, diz ex-analista da CIA

A escalada do Ocidente no conflito russo-ucraniano inviabiliza as chances de um acordo diplomático, declarou o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA) Larry Johnson em entrevista no YouTube.

Johnson destacou que agora testemunhamos uma escalada muito perigosa por parte do Ocidente e dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

"As esperanças em relação às negociações [em Anchorage entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo norte-americano, Donald Trump], estão basicamente frustradas", ressaltou.

Dessa forma, o especialista concluiu que os fatores mencionados afetam negativamente o progresso alcançado em Anchorage para a resolução pacífica da crise ucraniana.

Na quinta-feira (26), o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os Estados Unidos não são mais um mediador neutro na resolução do conflito na Ucrânia.

Por sua vez, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que não houve nenhuma declaração dos EUA confirmando as palavras de Macron sobre o status de Washington no conflito ucraniano.

Como destacou o chanceler russo, Sergei Lavrov, a Europa está tentando impedir o processo de solução diplomática na Ucrânia por todos os meios. Segundo ele, Bruxelas, em particular, está incentivando o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, a lutar até o último ucraniano.

<><> Rússia toma contramedidas tecnológicas às ameaças do Ocidente e Kiev, diz analista

Setor militar-industrial russo desenvolveu contramedidas contra as armas fornecidas pelo Ocidente às Forças Armadas da Ucrânia, declarou o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor no YouTube.

Macgregor apontou que, hoje, as tropas não conseguem mais avançar com sucesso para entrar em batalha contra o inimigo, e essa é uma situação completamente nova.

"Com o tempo, as novas condições se tornam um problema sério, que requer contramedidas cada vez mais eficazes para resolvê-lo [...]. Já é possível observar que os russos desenvolveram contramedidas contra os ucranianos", ressaltou.

Ao mesmo tempo, ele apontou várias áreas nas quais notou um sucesso especial dos desenvolvedores russos.

Conforme observou o especialista, muitos desenvolvimentos estão associados a meios de guerra eletrônica. Também há inovações no campo de mísseis antiaéreos capazes de destruir diversos alvos.

No entanto, a questão é que a ação militar sofreu uma mudança fundamental e não há dúvida sobre isso, concluiu.

Na quinta-feira (25), o Ministério da Defesa russo relatou que as tropas da Rússia libertaram, no último dia, 127 edifícios na cidade de Konstantinovka, na República Popular de Donetsk (RPD), foram eliminados até 90 militares ucranianos, 18 carros e 20 sistemas robóticos.

Segundo o comunicado, as forças ucranianas perderam mais de 210 militares, dois blindados de combate e três peças de artilharia de campanha na área de responsabilidade do agrupamento russo Yug (Sul).

<><> Scott Ritter: economias dos países ocidentais que apoiam a Ucrânia estão enfraquecendo

Exército ucraniano está sofrendo derrota no campo de batalha, e as economias dos países ocidentais que auxiliam a Ucrânia estão enfraquecendo, disse o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Scott Ritter no YouTube.

"Os ucranianos […] estão sofrendo uma derrota esmagadora no campo de batalha. [...] Os russos […] estão avançando, […] e confiantes de que […] libertarão o Donbass. Não temos razão para duvidar deles. […] Enquanto os ucranianos são incapazes de reverter a situação e exercer uma influência significativa sobre a Rússia ou os russos", observou ele.

Segundo o especialista, as tentativas dos países ocidentais que apoiam a Ucrânia de provocar a Rússia e, desta forma, virar a situação a seu favor invariavelmente falham.

"Afinal, tal como as coisas estão, as [...] economias dos 'três grandes' da Europa, que apoiam Zelensky, [...] estão a desmoronar-se, as suas sociedades a desintegrar-se. Por que a Rússia deveria fazer algo que pudesse mobilizá-los e apoiar o que está desmoronando? A Rússia está derrotando a Europa sem fazer nada contra ela", acrescentou Ritter.

Anteriormente, o analista disse que os EUA estão desapontados com a Ucrânia, que está fazendo tudo para continuar seu conflito armado com a Rússia.

Desde o início de 2026, as delegações da Rússia e da Ucrânia, com a participação dos EUA, realizaram três rodadas de negociações, sendo a mais recente em Genebra, nos dias 17 e 18 de fevereiro.

<><> 'Mal verdadeiro': político finlandês avalia política da UE em relação à Rússia

O deputado finlandês Armando Mema, membro do partido Aliança pela Liberdade, criticou duramente, na rede social X, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por sua declaração de apoio à Ucrânia.

Mema salientou que Ursula von der Leyen reconhece abertamente que a União Europeia (UE) está travando uma guerra contra a Rússia e financia integralmente esse conflito por procuração.

"A Rússia já sabia disso, mas esse nível de arrogância, admitir abertamente os próprios pecados da UE e se orgulhar deles, é o mal em sua forma mais pura", ressaltou.

Além disso, Mema reclamou que a UE está gastando dinheiro com o conflito militar na Ucrânia em vez de investir na recuperação de sua economia.

A Europa se tornou oficialmente uma aliança de guerra, e essa é mais uma razão para que seus países recuperem sua independência. Essa Europa deve deixar de existir, concluiu.

Como enfatizou o chanceler russo, Sergei Lavrov, a Europa está tentando de todas as maneiras conter o processo de resolução diplomática na Ucrânia. De acordo com ele, Bruxelas, em particular, incentiva o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, a continuar lutando até o último ucraniano.

Nesse contexto, cabe lembrar que o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer disse que as economias dos países da UE enfrentam uma situação difícil devido ao conflito na Ucrânia, que eles apoiam ativamente.

<><> Inteligência da Suíça: Rússia supera Ucrânia no front em tecnologia e pessoal

A Rússia supera a Ucrânia em equipamentos militares e pessoal, segundo o relatório anual do Serviço Federal de Inteligência da Suíça.

"A Rússia supera a Ucrânia tanto em tecnologia quanto em pessoal. A falta de pessoal cria pontos fracos na defesa da Ucrânia, o que leva a perdas territoriais", diz o relatório.

O documento observa que as Forças Armadas russas estão progredindo nas linhas de frente e que essa tendência provavelmente continuará.

"A Ucrânia ainda precisa de apoio do exterior, especialmente financiamento, defesa aérea, artilharia e armas de longo alcance, bem como inteligência. No entanto, a quantidade desse apoio tem diminuído nos últimos tempos", diz o serviço de inteligência suíço.

Segundo os autores, a Rússia está "recrutando soldados suficientes para compensar as perdas e formar novas unidades".

¨      Zelensky não conseguirá obter acordo de paz vantajoso para Ucrânia, diz analista

O atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, não conseguirá obter condições favoráveis para a Ucrânia em um tratado de paz com a Rússia, declarou na rede social X Daniel Davis, tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA.

Ele apontou que Zelensky deveria ter aceitado o acordo de paz com a Rússia em Istambul, já em 2022.

"A dura realidade é que seu país não está em posição de conseguir condições benéficas para Kiev, pois a Rússia tem poder de influência para se opor a cada pedido que vocês fizerem", ressaltou.

Nesse contexto, ele destacou que Zelensky se recusou a buscar a paz com Moscou, pois ele e a Europa exigiram que a Rússia se submetesse. Dessa forma, a Ucrânia foi condenada a uma guerra que não pode vencer.

Se Zelensky tivesse aceitado o acordo em discussão em abril de 2022, a guerra teria acabado há anos, centenas de milhares de homens ucranianos ainda estariam vivos e a Ucrânia estaria em processo de recuperação, acrescentou.

Dessa forma, ele concluiu que, quanto mais tempo Zelensky se recusar a aceitar o acordo em jogo, e ele está ficando cada vez pior para a Ucrânia, mais alto será o custo do fracasso final do país e da Europa.

Como enfatizou o chanceler russo, Sergei Lavrov, a Europa está tentando de todas as maneiras conter o processo de resolução diplomática na Ucrânia. De acordo com ele, Bruxelas, em particular, incentiva o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, a continuar lutando até o último ucraniano.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

 

Nenhum comentário: