segunda-feira, 29 de junho de 2026

Pausas no trabalho favorecem desempenhos

Pequenas pausas no trabalho para se movimentar ajudam a amenizar os danos causados pelo sedentarismo prolongado. Segundo a pesquisa, publicada nesta terça-feira (23/04), no British Journal of Sports Medicine, intervalos de até cinco minutos melhoram o humor, diminuem a fadiga e não prejudicam o desempenho no trabalho, além de favorecer a saúde. O estudo foi liderado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Para descobrir a viabilidade e a eficácia dessas pausas, os pesquisadores contaram com a participação de 19.342 adultos no desafio interativo "Body Electric Challenge" (desafio do corpo elétrico, em tradução livre), organizado pela National Public Radio nos EUA.

Quase 60% dos participantes fizeram pausas para caminhada de 5 minutos na frequência que eles mesmos escolheram, a cada 30, 60 ou 120 minutos durante 14 dias consecutivos, precedidos por uma semana de rotina normal.

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Uma parte dos voluntários recebeu um questionário, diariamente, ao longo das três semanas, para avaliar mudanças na fadiga, humor e desempenho no trabalho. Já uma amostra aleatória de 1200 funcionários, em tempo integral, recebeu cinco formulários por dia para avaliar o impacto imediato das pausas para movimentação.

<><> Menos fadiga

A análise dos resultados da pesquisa mostrou que todas as três frequências de pausas foram classificadas como viáveis, aceitáveis e apropriadas. Os níveis de fadiga e baixo astral relatados diminuíram, enquanto o bom humor relatado aumentou significativamente.

Embora a frequência de 120 minutos tenha demonstrado o maior potencial de implementação, foi a menos eficaz, e embora a frequência de 30 minutos tenha produzido as melhorias mais significativas em termos de fadiga e humor, obteve baixa pontuação em viabilidade e adesão, explicam os pesquisadores.

"A preocupação de que as pausas para movimentação possam prejudicar a produtividade no trabalho tem sido documentada como uma barreira percebida à implementação e adoção. No entanto, nossas descobertas contradizem essa percepção", afirmam os pesquisadores.

Segundo os autores, o estudo em larga escala demonstra que as pausas para movimentação são implementáveis e eficazes, "corroborando seu potencial como estratégia de saúde pública e fornecendo novas informações sobre dosagens viáveis e eficazes para implementação no mundo real, que podem ser integradas às diretrizes existentes e testadas em ensaios futuros".

•        Pesquisa indica que trabalhos remotos ou híbridos podem ter influência negativa na saúde mental

Muitos encontraram maior equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal com os modelos de trabalho remoto e híbrido. É claro que isso importa não só para os colaboradores, mas também para as instituições. Mentes mais equilibradas e satisfeitas no trabalho significam maior produtividade, menor absenteísmo, menor rotatividade e talvez até mais inovação quando se pensa no médio e longo prazo.

Mas será que realmente o trabalho remoto ou híbrido joga a favor da saúde mental? Um estudo publicado recentemente pela Science, e divulgado pela Scientific American, mostrou que, no longo prazo, os americanos ficaram mais isolados e tristes com esses modelos de trabalho. A pesquisa comparou o bem-estar mental de 58 mil pessoas antes e depois dos anos de pico da pandemia por COVID, 2020 e 2021. Esquemas remotos ou híbridos estiveram mais associados a indicadores de sofrimento mental, especialmente entre aqueles que vivem sozinhos.

Enquetes apontam que até 80% das pessoas gostariam de trabalhar em casa pelo menos uma vez por semana e um conjunto de evidências sugere que a melhor forma de garantir a saúde mental é permitir que as pessoas escolham. Tanto há pessoas que não gostariam de ser forçadas a um regime presencial 100% como tem aqueles que não desejam ficar em casa, de forma arbitrária, nos cinco dias de trabalho da semana. É importante que o estudo não seja mal interpretado e que não incentive as lideranças a decidirem pelo fim do trabalho remoto, com a justificativa de que não é bom para o equilíbrio psíquico.

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Há evidências de que o trabalho pode ser mais inovador quando existem encontros presenciais, mas um esquema híbrido bem gerenciado pode ser uma ótima opção. Em vez de ter colaboradores presentes na instituição de forma aleatória, alguns na segunda-feira outros na terça, por exemplo, a definição de um ou mais dias na semana em que todos se encontram pode trazer melhores resultados. Além da troca presencial com pessoas importantes em determinado projeto, o encontro com pessoas envolvidas em outros projetos e de outras áreas pode ser um combustível poderoso para novas ideias.

 

Fonte: Correio Braziliense

 

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