A
casa de Flávio Bolsonaro caiu e virou um grande barraco
No dia
24 de junho, quando dois terremotos de 7,2 e 7,5 graus na escala Ritcher
destruíram Caracas e várias cidades da Venezuela, com mais de mil mortes, o
abalo sísmico não se estendeu apenas ao Círculo do Fogo do Pacífico, atingindo
a costa oeste americana, partes do Japão, e do Sudeste da Ásia. A acomodação
das placas teutônicas abalou ainda mais a crise da candidatura do senador
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, quando a ex-primeira-dama Michelle
Bolsonaro divulgou vídeos acusando duramente o enteado, filho 01 de Jair
Bolsonaro.
A
ex-primeira-dama, presidente do PL Mulher, era cotada para compor, como vice, a
chapa da direita que seria encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de
Freitas (Republicanos-SP), que despontava como o mais forte adversário de Lula.
Mas, em novembro do ano passado, o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o filho
primogênito como candidato do PL. Jair só confia em um nome da família
Bolsonaro como capaz de lhe dar indulto e abreviar ou extinguir a pena de 27
anos de prisão.
Em
dezembro, Michelle, na condição de presidente do PL-Mulher, atuou em dezembro,
no Ceará, para condenar o apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes ao governo do
Estado. Na ocasião, o senador, que se aliou a Ciro, criticou a madrasta,
reservadamente, por articular o lançamento da vereadora Priscila Costa a
candidata ao Senado pelo PL-CE. Mas os ressentimentos começaram a vazar, quando
Tarcísio de Freitas optou, em fins de abril, pela reeleição em São Paulo, e
cortou os trunfos de Michelle. E sua calculada explosão, em vídeo muito bem
produzido e postado nas redes sociais, coincidiu com o dia em que a saída de
Jaques Wagner da liderança do PT no Senado parecia fazer refluir a crise de
credibilidade do filho 01 por suas tratativas secretas com Daniel Vorcaro, o
ex-dono do Banco Master.
Segundo
Michelle, “ele (Flávio) foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no
telefone. Eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor ficar
fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia
nada de política”. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), apoiadora da
candidatura da ex-primeira-dama ao senado pelo PL-DF, disse que as declarações
“caíram como uma bomba” na campanha de Flávio, justamente no dia do jogo do
Brasil com a Escócia.
O
senador tentou se desdizer e usou a mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, e a
paternidade de meninas, para criar uma imagem menos agressiva do marido junto
ao eleitorado feminino (mais de 52% do Colégio Eleitoral) e evangélico (cerca
de 30%) nos quais Michelle exerce grande influência. Mas o estrago estava
feito. O vídeo de 27m de Michelle teve 11 milhões de visualizações em apenas
quatro horas.
Na
sexta-feira, temendo novas quedas nas pesquisas, Flávio distribuiu mensagem
contraditória que abria dizendo: "Em nenhum momento ofendi ou tive a
intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço
desculpas". Primeiro nega, depois admite. Fez o mesmo quando o repórter do
“Intercept Brasil” o indagou, em Brasília, sobre o teor da conversa com
Vorcaro: “É mentira”; para, em seguida, acusar o repórter de “militante” e
fugir. Quando a notícia virou manchete na imprensa, tentou se explicar à tarde
do mesmo dia, e se contradisse a cada fala.
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Obsessão do clã é tirar PT do poder
Passados
quase 50 dias das revelações do envolvimento de Flávio Bolsonaro com o dono do
Banco Master, cuja autorização para funcionar foi concedida pelo ex-presidente
do Banco Central no governo Bolsonaro, Roberto Campos Neto, e a menos de 100
dias do primeiro turno da eleição, em 4 de outubro, chama a atenção a falta de
ideias da campanha de Flávio Bolsonaro para o Brasil.
Embora
os membros do clã Bolsonaro repitam, como realejo, o desejo de “voltar ao
poder”, não apresentam qualquer plano para o país. O mantra dos Bolsonaro, que
apostam na eleição de Flávio Bolsonaro para tirar o pai da cadeia com indulto
aos golpistas, é tão somente de que “é preciso tirar o PT do poder”. No vídeo
que distribuiu em resposta pública a Michelle, Flávio disparou em sincericídio:
“Eu, Michelle, você, que está me assistindo, a gente tem o mesmo objetivo, que
é o melhor pro nosso país e livrar o Brasil das mãos sujas do PT”.
Se
alguém tem dúvida dos objetivos de autoproteção do clã, bastam algumas frases
do experiente presidente do PL, o deputado federal Valdemar da Costa Neto, que
estava em Miami (EUA) e disse, em entrevista à jornalista da “Rádio Gaúcha”
Kelly Matos, que decidiu antecipar a viagem a São Paulo por considerar o
episódio “muito sério”.
"Eu
tenho que conversar com a Michelle, chegando, e com o Flávio. Nós temos que
acertar isso aí, porque, se não acertar isso aí, nós já vamos sair perdendo a
eleição em casa. Vamos ter que acertar”,
afirmou. Ele acrescentou que se não conseguir apagar o incêndio no seio
da campanha, “quem vai pagar o preço, com mais dez anos, é o Bolsonaro”. Ou
seja, em vez do lema “Deus, Pátria e Família”, para os Bolsonaro, a família
está em primeiro lugar.
Quem
resumiu, de forma universal, os problemas das famílias, foi o grande escritor
russo Liev Tolstói: “Todas as famílias felizes são parecidas, mas cada família
infeliz é infeliz à sua própria maneira”. Tolstói não conheceu os Bolsonaro.
Pior para o Brasil.
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Flávio abre planos aos EUA
Aqui um
reparo ao que escrevi antes. Flávio Bolsonaro não apresentou nenhum plano novo
para o Brasil. Além de pedir que “as forças armadas americanas afundassem
barcos transportando drogas na Baía de Guanabara”, tentou evitar desgaste pelos
ataques aos gastos sociais do governo Lula, prometendo apoiar a manutenção do
Bolsa Família, atacado no início do governo do pai, juntamente com o Farmácia
Popular e o Mais Médicos, entre outros programas sociais.
Como
não adiantou, e seu barco estava afundando após novas ameaças de tarifaços do
governo Trump ao Brasil, enviou carta ao secretário de Estado dos Estados
Unidos, Marco Rúbio, solicitando que não se imponham tarifas ao Brasil, que
defendeu em junho de 2025, quando Trump usou a chantagem das tarifas para
interromper o julgamento de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal.
Imprudente
e servil – motivo pelo qual o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty,
o classificou de entreguista e traidor da Pátria – ofereceu a Rubio (conforme
post do economista Paulo Figueiredo, que trama contra o Brasil nos EUA com o
filho 03, Eduardo Bolsonaro) criar uma “equipe de transição” para atender os
interesses americanos. Antes precisa ganhar a eleição. Depois, abdicar da
soberania brasileira. De todo modo, para acentuar seu despreparo para vir a ser
presidente da República, a oferta sobre o Pix foi de pronto descartada por
Rúbio. Por não ser tema da sua alçada: compete mais ao secretário do Tesouro,
Scott Bessent e à USTR, o Escritório de Comércio americano.
Na
campanha eleitoral, a partir da metade de agosto, não poderá repetir o desmaio
ao vivo de dez anos atrás, em debate na TV Bandeirantes. Em agosto de 2016,
concorria à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSC. Na hora de responder, ficou
pálido e desfaleceu. Foi amparado pelos candidatos Carlos Osório (PSDB) e
Jandira Feghali (PcdoB), que é médica. Mas o pai, o então deputado federal Jair
Bolsonaro, foi ríspido, não admitindo que “uma comunista” socorresse o filho
(Jandira é médica). Por sinal, a família fraqueja nos momentos de tensão, pois
Jair Bolsonaro apresentou novo surto de soluços, com a crise recente entre a
mulher e o filho mais velho...
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Sinais trocados
O clã
Bolsonaro e as lideranças do PL, como o deputado-pastor Sóstenes Cavalcanti
(PL-RJ), vivem insinuando ligações do PT com o crime organizado – após ser
obrigado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal e
vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a retirar postagem na qual
apontava “suspeitas nos Estados Unidos sobre o financiamento do PCC ao PT”, o
deputado disse que vai cobrar a confirmação do embaixador americano no Brasil.
Mas, a realidade é que, quem está envolvido com o PCC e o Comando Vermelho,
considerados “organizações terroristas” pelo governo Trump, são os aliados do
PL em São Paulo e no Rio de Janeiro. Duas manchetes desta semana mostram o
contrário e apontam para o próprio arraial bolsonarista como interlocutor do PCC.
“Sócio
de empresa ligada à produtora do filme de Bolsonaro integra o PCC, diz MP”. A
manchete se refere a Alex Leandro Bispo dos Santos, sócio da empresa
subcontratada por ONG ligada à produtora do filme “Dark Horse” sobre Jair
Bolsonaro. Alex, preso por feminicídio, é citado como membro do PCC pelo
Ministério Público paulista. O filme, que recebeu R$ 61 milhões de Vorcaro, a
pedido de Flávio (que ainda não explicou todo o caso), voltou à cena com as
apurações sobre a rede de empresas ligada à Go Up.
É que o
MP-SP identificou Alex Bispo dos Santos, sócio da Favela Conectada Serviço e
Tecnologia Ltda., como integrante do PCC. A empresa foi subcontratada pelo
Instituto Conhecer Brasil, ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, dona da
Go Up, produtora do longa bolsonarista. O Instituto Conhecer Brasil ganhou
licitação, sem concorrentes, de R$ 800 milhões da Prefeitura de São Paulo,
comandada por Ricardo Nunes (MDB-SP), para instalar, a preços elevados, rede de
wi-fi na periferia da capital.
No Rio
de Janeiro, veio à tona esta semana um escândalo ainda maior no governo Cláudio
Castro (PL-RJ), apeado do poder por fraudes em sua reeleição em 2022, o aliado
de Flávio Bolsonaro, que mantinha aliança política com o ex-presidente da
Alerj, Rodrigo Bacellar, preso por ligação com o Comando Vermelho. A manchete
na imprensa foi “Empresa investigada por ligação com PCC tem contrato de R$
168,8 milhões para abastecer frota da PM do RJ”. O caso aponta que a Rede Sol
Fuel Distribuidora, alvo da “Operação Carbono Oculto” - que flagrou fraudes em
combustíveis no grupo Refit, com intermediação de redes de postos de
combustíveis para lavar dinheiro -, por suspeita de envolvimento com o PCC,
segue fornecendo combustível às viaturas da PM-RJ, após quase um ano de
investigação.
Em
junho de 2025, na entrega de duas centenas de veículos à PM-RJ, abastecidas de
combustíveis por empresas-laranja do PCC, o senador fez questão de posar com o
então aliado governador Cláudio Castro e o secretário de Estado da Polícia
Militar, coronel Marcelo Menezes.
• Mendonça só precisa explicar por que não
há operação contra Flávio Bolsonaro e seus R$ 61 milhões. Por Henrique
Rodrigues
A 9ª
fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta
quinta-feira (18), joga luz sobre o que há de mais sofisticado e, ao mesmo
tempo, de mais degradante na simetria do poder em Brasília. Investigar fraudes
bilionárias, o uso espúrio do parlamento para favorecer interesses de
banqueiros e o trânsito de vantagens indevidas é o papel constitucional das
instituições. O que não se justifica, e clama por uma crítica severa, é a
gritante disparidade com que o ministro-relator do caso no Supremo Tribunal
Federal, o “terrivelmente evangélico” e bolsonarista André Mendonça, maneja a
balança da Justiça. Onde há o rigor implacável da caneta para uns, há um
silêncio sepulcral e uma pasmante inércia para outros.
O
escândalo em torno do extinto Banco Master e de seu ex-controlador, Daniel
Vorcaro, redesenhou o mapa das relações promíscuas entre o sistema financeiro e
o Congresso Nacional. Diante do colapso de uma estrutura acusada de fraudar o
Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a Polícia Federal e o STF começaram a puxar
os fios de uma extensa rede de influência política. No entanto, o desenho final
dessa malha de suspeitos, sob a tutela de Mendonça, revela uma seletividade que
afronta a lógica do interesse público e evoca fantasmas de blindagem partidária
e ideológica.
O
escândalo em torno do extinto Banco Master e de seu ex-controlador, Daniel
Vorcaro, redesenhou o mapa das relações promíscuas entre o sistema financeiro e
o Congresso Nacional. Diante do colapso de uma estrutura acusada de fraudar o
Fundo Garantidor de Crédito (FGC), a Polícia Federal e o STF começaram a puxar
os fios de uma extensa rede de influência política. No entanto, o desenho final
dessa malha de suspeitos, sob a tutela de Mendonça, revela uma seletividade que
afronta a lógica do interesse público e evoca fantasmas de blindagem partidária
e ideológica.
De um
lado do espectro, a condução do ministro foi ágil em expor as franjas do
centrão e da esquerda. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), há muito tempo
habituado aos meandros do pragmatismo fisiológico, foi deixado em mar aberto no
curso das investigações. Os relatórios da PF, liberados pelo relator, detalham
com requintes de ostentação jantares nababescos em Courchevel, nos Alpes
Franceses, viagens de luxo pagas por Vorcaro e repasses mensais de R$ 300 mil
que totalizaram ao menos R$ 6 milhões. Para Ciro, o peso das provas e a
desidratação de sua blindagem política tornaram sua situação insustentável.
O mesmo
rigor de Mendonça justificou a autorização para a investida contra o senador
Jaques Wagner (PT-BA). Líder do governo Lula no Senado e pilar histórico do
petismo, Wagner viu seus endereços em Salvador e Brasília serem vasculhados por
agentes federais. A PF apura se o parlamentar baiano atuou diretamente no
Congresso para inflar o teto de cobertura do FGC e facilitar regras de crédito
consignado de interesse do banco, supostamente operando por meio de uma pessoa
que seria do seu convívio, o banqueiro Augusto Lima, o “Guga”. Trata-se de uma
suspeita grave que envolve um suposto imóvel de R$ 2,5 milhões e que exige, por
óbvio, apuração rigorosa. Mas o que espanta não é o avanço sobre Wagner ou
Ciro; é o tamanho do abismo que separa essas ações do tratamento dispensado ao
filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, o também senador Flávio
Bolsonaro (PL-RJ).
Enquanto
Jaques Wagner é alvo de buscas por uma suposta interlocução em solo nacional e
Ciro Nogueira é exposto por suas viagens, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
permanece intocado, em uma zona de aparente imunidade processual infinitamente
mais grave, e envolvendo montantes muito maiores, que desafia qualquer
princípio de equidade e lógica.
As
investigações jornalísticas do The Intercept Brasil expuseram ao país
planilhas, contratos, comprovantes bancários do sistema SWIFT e registros de
mensagens diretas que comprovam que Daniel Vorcaro transferiu cerca de US$ 10,6
milhões, o equivalente a impressionantes R$ 61 milhões, para um suposto
financiamento de Dark Horse, um filme biográfico de cariz bizarro sobre Jair
Bolsonaro. Flávio não apenas negociou os valores de forma direta e incisiva com
o banqueiro, como o próprio áudio vazado revelou a urgência e a proximidade da
cobrança, consolidada em frases de explícito compromisso mútuo.
O
roteiro financeiro do dinheiro do tal filme é escabroso: os recursos foram
remetidos para o exterior, irrigando as contas do Havengate Development Fund
LP, no Texas, um fundo controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo
Bolsonaro. Diante de uma triangulação internacional dessa magnitude, que
envolve indícios robustos de evasão de divisas, lavagem de dinheiro através da
fachada de fomento cultural e uma produtora de cinema que nunca produziu nada
na área audiovisual, repleta de incongruências, a reação de André Mendonça foi
o absoluto nada. Até onde se sabe, Flávio Bolsonaro sequer foi alvo de uma
busca e apreensão ou de medidas cautelares similares às que atingiram seus
colegas de Senado.
Argumentar
que o caso de Flávio se difere por se tratar de “investimento privado em obra
cultural” ou pela “lentidão burocrática dos mecanismos de cooperação jurídica
internacional” é um exercício de cinismo técnico. A robustez documental
apresentada no caso dos R$ 61 milhões supera, em materialidade inicial, muitos
dos indícios que justificaram o arrombamento de portas de outros investigados,
todos também senadores. A diferença real e incontornável não está nos autos,
mas na biografia de quem assina as ordens no STF.
André
Mendonça chegou ao Supremo por uma escolha pessoal e declarada de Jair
Bolsonaro, ungido sob a promessa de ser seu representante “terrivelmente
evangélico” nos interesses daquela gestão no Tribunal. Ver o mesmo magistrado
atuar hoje como o juiz que calibra o tempo, a intensidade e o sigilo de uma
investigação que sufoca a oposição e blinda o filho do seu padrinho político é
um insulto à neutralidade que se espera da magistratura.
A
condução da Operação Compliance Zero sob a batuta de Mendonça desenha uma
justiça de duas velocidades e dois pesos. Para os adversários ou aliados
descartáveis do sistema, aplica-se o rito sumário da espetacularização, das
buscas ao amanhecer e do confisco de passaportes. Para o herdeiro do
bolsonarismo, que operou repasses milionários nas sombras de offshores
norte-americanas com um banqueiro fraudador, concede-se o benefício do tempo,
da dúvida e da eterna “fase de verificação”. Se o papel do STF é garantir a
estabilidade democrática e a aplicação cega da lei, a postura de André Mendonça
neste caso atesta o contrário: a balança pendeu, e a venda da justiça foi
estrategicamente levantada sobre um dos olhos para poupar os seus.
Fonte:
Por Gilberto Menezes Côrtes, no JB/Fórum

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