Desinformação:
como as fake news surgem e por que se espalham tanto?
Nos
últimos anos, tem sido quase impossível chegar ao final do dia sem receber,
repassar ou escutar um conteúdo que promove desinformação. Muita gente,
inclusive, nem sabe que está sendo exposta a este tipo de material. Mas a
verdade é que ele tem se tornado cada vez mais frequente em nosso ambiente
informacional. Um grande exemplo disso é que em 2017 o tradicional dicionário
britânico Collins nomeou fake news como a palavra do ano.
Mas a
desinformação não se limita a boatos inofensivos compartilhados em grupos de
mensagens ou vídeos fofos gerados por inteligência artificial. Ela pode
influenciar eleições, afetar políticas públicas, comprometer campanhas de
vacinação, destruir reputações e até colocar vidas em risco.
Quando
o ambiente digital se torna cada vez mais inseparável do cotidiano, entender
como a desinformação surge e se espalha tão rapidamente é o primeiro passo para
combatê-la.
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O que é desinformação?
A
desinformação é um conteúdo que vai além do simples erro informativo. Segundo
a Organização das
Nações Unidas (ONU),
a intenção é algo fundamental para caracterizar um material como
desinformativo. Na definição da agência, trata-se de informações falsas ou
imprecisas produzidas e disseminadas com o objetivo de enganar e causar algum
tipo de dano.
Por
isso, nem toda informação incorreta é, necessariamente, uma desinformação. Em
muitos casos, pessoas compartilham conteúdos falsos acreditando que estão
ajudando ou informando outras pessoas. Quando isso acontece sem intenção de
enganar, o que se observa é o que a ONU classifica como misinformation
(“informação falsa”, em português). A diferença central entre os dois conceitos
está no propósito: enquanto uma vem do erro, a outra nasce como estratégia.
Essa
distinção ajuda a compreender por que o tema ganhou relevância nos últimos
anos. O potencial de impacto desse fenômeno na sociedade é tão alto, que
o Relatório de Riscos
Globais 2025,
do Fórum Econômico Mundial, classificou a desinformação como a maior ameaça
para a humanidade nos próximos anos.
Quando
veicular mentiras faz parte de uma estratégia, significa que há um objetivo a
ser alcançado. Pode ser influenciar decisões políticas, moldar opiniões, atacar
reputações, gerar engajamento em plataformas digitais ou vender produtos e
serviços. Em todos os cenários, a desinformação se mostra como uma ferramenta
de poder.
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Da mesa de bar às redes sociais: a evolução da desinformação como método
A
disseminação de fake news e o uso deliberado da desinformação como ferramenta
política já são uma realidade no ambiente democrático. Imputar atos
considerados imorais, especular sobre a honestidade ou mesmo atribuir um fato
falso a um oponente político para obter vantagem não é algo exatamente novo. A
diferença é que, ao longo do tempo, essa prática foi se atualizando para
incorporar as tecnologias do momento.
Nas
eleições municipais cariocas de 1996, o ex-vereador e ex-prefeito César Maia
decidiu dar uma ajuda inusitada ao seu candidato a prefeito, Luiz Paulo Conde:
ele mandou espalhar mais de uma centena de pessoas em botequins para tomar café
e comentar de forma supostamente espontânea que Sérgio Cabral, o outro
candidato na disputa, iria renunciar caso ganhasse.
O
exemplo das eleições no Rio de Janeiro ilustra como a desinformação pode operar
de forma discreta, porém eficaz, mesmo sem o uso da tecnologia digital. Com a
chegada da internet e, posteriormente, das redes sociais, esse tipo de prática
sofreu uma transformação.
Quase
22 anos após a fake news da mesa de bar, um outro exemplo, em 2018, ilustra o
impacto da desinformação produzida no ambiente digital. No dia 14 de março
daquele ano, a vereadora carioca Marielle Franco e seu motorista, Anderson
Gomes, foram assassinados no centro do Rio de Janeiro, em um crime que,
posteriormente, teve a autoria
intelectual atribuída ao então deputado federal Chiquinho Brazão e seu irmão
Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do estado.
À
época, grupos de extrema
direita veicularam conteúdos falsos que associavam Marielle ao tráfico de
drogas e sua morte a um desentendimento com a facção Comando Vermelho (CV). A
mentira disseminada em redes sociais chegou a ser compartilhada por políticos
e membros do
judiciário,
impactando profundamente a luta por justiça após o crime.
Mas
esse não é o único caso recente. Nos últimos anos, a desinformação já foi
responsável por motivar linchamentos que resultaram em morte, impactar medidas
sanitárias durante a pandemia da Covid-19, atrapalhar a criação de políticas
públicas e transformar profundamente disputas eleitorais.
Em um
ambiente marcado por excesso de conteúdo, alta velocidade de circulação e baixa
capacidade de verificar os fatos, a desinformação funciona como método
recorrente de disputa de narrativas. Mas sua disseminação não ocorre de forma espontânea.
Para que uma fake news surja, ela precisa explorar brechas da tecnologia e da
psicologia humana.
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Como nasce a desinformação na era digital?
Quando
entendemos que a desinformação depende da intenção de enganar, produzir dano ou
obter alguma vantagem, fica mais fácil compreender porque ela raramente surge
de forma espontânea.
Em
muitos casos, a produção de conteúdo desinformativo é resultado de processos
organizados que envolvem interesses bem definidos e diferentes níveis de coordenação.
Um exemplo disso se tornou conhecido no contexto das eleições de 2018: o gabinete do ódio.
Segundo
investigações, esse “gabinete” era, na verdade, uma mlícia digital supostamente
comandada por Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, político de
extrema direita que, após o pleito daquele ano, foi eleito presidente da
República. Segundo investigações da Polícia Federal (PF), o grupo atuava
na produção e distribuição de conteúdos falsos para atacar
autoridades, instituições e minar a credibilidade do processo eleitoral.
Mas
além de método e coordenação, o que torna a veiculação de desinformação ainda
mais dramática é que, com o desenvolvimento da tecnologia, ela não depende nem
mesmo de seres humanos para se espalhar. Segundo o Cloudfare’s Radar dashboard,
mais da metade do tráfego na internet é feito por máquinas.
O
gráfico abaixo mostra a origem do tráfego global na internet, dividindo o
volume de acessos entre seres humanos e sistemas automatizados (os chamados
bots). Ele indica qual desses dois grupos é responsável pela maior parte das
requisições enviadas a servidores web, ajudando a compreender como a automação
de dados e o comportamento humano influenciam a internet atualmente:
Tudo
isso quer dizer que a desinformação não só não nasce de forma espontânea, como
pode ter sua disseminação influenciada — e muito — pela ação de robôs. Ou seja,
aquele assunto que parece estar na boca do povo pode, na verdade, estar apenas
em códigos de programação. Mas, se o público não sabe disso, um grande número
de “vozes” dizendo a mesma coisa dá a impressão de que o fato é uma verdade.
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A inteligência artificial como atualização da mentira
O
advento da inteligência artificial tornou a desinformação ainda mais
sofisticada. Com o avanço das deepfakes — vídeos, fotos e
áudios manipulados por IA —, a barreira entre o real e o simulado praticamente
desapareceu. Com poucos cliques, é possível colocar pessoas que não existem
falando sobre algo que nunca aconteceu, ou figuras públicas reais divulgando
conteúdos completamente falsos.
Essa
sofisticação desfez uma das nossas maiores defesas psicológicas: a máxima de
que “precisamos ver para crer”. Hoje, a desinformação consegue explorar a
confiança do público para aplicar golpes ou moldar comportamentos de forma
quase indetectável.
Esse
refinamento tecnológico ultrapassou as fronteiras da disputa política e passou
a impactar diretamente o cotidiano e a saúde da população. Médicos amplamente
conhecidos, como o Dr. Drauzio
Varella,
frequentemente têm suas imagens e vozes clonadas por ferramentas de IA com o
objetivo de vender tratamentos milagrosos ou prometer curas que não existem.
A
escala desse problema ficou evidente em uma relatório de 2025 divulgado pelo
NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ao analisar
manualmente uma amostra de mais de 6,5 mil anúncios relacionados à saúde
veiculados em plataformas da Meta (proprietária do Facebook e Instagram), os pesquisadores
constataram que cerca de 76% deles eram fraudulentos.
Na
prática, a desinformação está sendo usada para afetar a opinião pública,
influenciar eleições e vender produtos ou serviços. Por trás dessa máquina de
mentiras há muitos interesses em disputa. No entanto, o sistema ainda depende
de um combustível essencial: os mecanismos da nossa própria mente.
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O papel do cérebro: por que nossa mente cai em fake news?
A
simples invenção de um conteúdo falso não gera, necessariamente, a
desinformação. Ela precisa se espalhar, seja de forma orgânica ou com uso de
robôs e automações. Mas um fenômeno que colabora, e muito, para esse processo,
é o que psicólogos chamam de viés de confirmação.
Existe
uma tendência psicológica que faz com que as pessoas busquem, interpretem e
valorizem mais as informações que reforçam aquilo em que já acreditam. Em
outras palavras, quando alguém já tem uma opinião formada sobre um tema, tende
a dar mais credibilidade a conteúdos que confirmam essa visão e a rejeitar ou
minimizar tudo o que a contradiz.
Mas,
somado aos mecanismos psicológicos, esse cenário é amplificado pelo
funcionamento das redes sociais. Afinal, quanto mais engajamento um conteúdo
gera, maior a probabilidade de o usuário ser exposto a temas similares.
Tudo
isso gera um ciclo difícil de quebrar: quanto mais alguém acredita em algo,
mais o sistema tende a entregar conteúdos semelhantes e mais forte a crença se
torna. E é por isso que combater a desinformação é tão difícil. Na aula O Mundo do
Avesso: mídias sociais, política e desinformação, disponível na plataforma ICL, a antropóloga
Letícia Cesarino aborda o papel do viés de confirmação e destaca:
“É
muito difícil convencer alguém de que ele está errado, porque todo o aparato
cognitivo, e o algoritmo também, mostram uma realidade que só confirma o que
ele já pensa”.
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Se eu acho, logo sei: o perigo das crenças enraizadas
Quando
falamos sobre viés de confirmação, é preciso entender que ele surge a partir de
crenças já enraizadas. Ou seja, é necessário que você acredite em algo com
convicção, tendo base para isso ou não. O resultado é um cenário em que aquilo
que a pessoa acha não precisa nem ser validado pelos fatos reais.
Imagine
uma pessoa que já desconfia fortemente de determinado político e acredita que
ele está envolvido em corrupção. Ao se deparar com uma notícia que sugere um
escândalo envolvendo esse mesmo político, essa informação tende a parecer
plausível, sendo verdadeira ou falsa. E, se parece verdade, a chance de
compartilhar o conteúdo com outras pessoas aumenta.
O mesmo
acontece com outros assuntos. Por exemplo, se você acha que as escolas promovem
doutrinação, que o tal “marxismo cultural” é uma ameaça e a
ideologia de gênero quer destruir sua família, acreditar que uma mamadeira
erótica esteja sendo usada como material didático se torna uma possibilidade.
A
desinformação funciona, então, como a peça que faltava para montar um
quebra-cabeça. Mas o movimento contrário também acontece. Quando alguém tem uma
convicção moral ou social bem estabelecida, pode rejeitar automaticamente
informações que desafiem essa visão, mesmo que sejam baseadas em dados reais e
fatos verificáveis.
Ainda
segundo Letícia Cesarino, a desinformação trabalha justamente com o senso
comum. Por isso, o resultado “é uma situação muito confortável para quem recebe
o conteúdo”. Afinal, se o que eu penso está certo, logo, o erro está no outro.
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A economia da atenção: o papel das redes sociais no ecossistema da
desinformação
Um
outro fator que colabora para a disseminação de conteúdos desinformativos, é a
própria arquitetura das redes sociais. Todos os dias, milhões de conteúdos são gerados
e consumidos na internet.
O
relatório Data Never Sleeps (Dados Nunca
Dormem, em português), publicado pela empresa de consultoria especializada em
análise de dados, Domo, mostra a dimensão do cenário. Em apenas um minuto,
muita coisa pode acontecer no ambiente digital:
- 16 mil vídeos
são publicados por usuários do TikTok
- 5,9 milhões de
buscas são realizadas no Google
- Quase 139
milhões de vídeos curtos são assistidos no Instagram e Facebook
- Mais de 251
milhões de emails são enviados
- Cerca de 3,5
milhões de visualizações são computadas no Youtube
Em meio
a essa enorme quantidade de informação, conquistar a atenção dos usuários se
tornou um dos principais desafios das plataformas digitais. Afinal, quanto mais
tempo uma pessoa permanece navegando, assistindo vídeos ou interagindo com
publicações, maior é a oportunidade de exibir anúncios e gerar receita. Nesse
modelo de negócio a atenção se transforma em um recurso valioso.
Para
disputar esse recurso, redes sociais e mecanismos de busca utilizam algoritmos capazes
de analisar padrões de comportamento dos usuários. Curtidas,
compartilhamentos, comentários, tempo de visualização e até a velocidade com
que alguém passa por uma publicação ajudam a alimentar sistemas que tentam
prever quais conteúdos têm maior chance de despertar interesse.
O
resultado é um fluxo contínuo de recomendações personalizadas, construído para
manter o usuário conectado pelo maior tempo possível.
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Filtros bolha e câmaras de eco: o isolamento digital
Toda
essa personalização produz um efeito conhecido como filtro bolha. O conceito
foi proposto pelo ativista digital e pesquisador estadunidense Eli Pariser para descrever
a forma como mecanismos de busca e redes sociais selecionam conteúdos com base
no histórico de navegação dos usuários.
Na
prática, isso significa que duas pessoas podem realizar a mesma busca ou
utilizar a mesma plataforma e receber resultados bastante diferentes. Ao
priorizar conteúdos alinhados aos interesses, comportamentos e opiniões
previamente demonstrados para garantir a atenção do usuário, os algoritmos
reduzem a exposição a perspectivas divergentes e criam uma experiência
informacional cada vez mais personalizada.
E se os
conteúdos confirmam constantemente a visão de mundo do usuário, isso pode fazer
com que ele acabe imerso em uma câmara de eco. A metáfora é: em
uma câmara acústica, o som retorna repetidas vezes, cada vez mais intenso.
Nas
redes sociais ocorre algo semelhante. Opiniões, crenças e interpretações passam
a ser continuamente reforçadas por pessoas, páginas e perfis que compartilham
visões parecidas. O resultado é um ambiente em que ideias são amplificadas
enquanto perspectivas divergentes se tornam cada vez menos visíveis.
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A mentira pode até ter perna curta, mas na internet ela anda mais rápido que a
verdade
Essa
combinação de fatores emocionais e digitais é o que colabora para o surgimento
e disseminação de conteúdos desinformativos. No Brasil, é comum ouvir o famoso ditado
popular que afirma que a “mentira tem perna curta”. A fala de fato traduz uma
realidade: sustentar uma mentira dá trabalho e exige muitos detalhes. Mas a
questão é que, no ambiente informacional, ela consegue chegar mais longe e mais
rápido que a verdade.
Uma pesquisa do
Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, em inglês), analisou 126 mil
mensagens no antigo Twitter (atual X) entre 2006 e 2017. O estudo identificou
que as informações falsas se propagaram 70% mais que as verdadeiras. E, uma vez
que o público foi exposto a uma mentira, nada garante que, quando ela for
desmascarada, a verdade chegará ao usuário.
Um dos
motivos para isso é a própria lógica das plataformas digitais. Conteúdos que
despertam emoções intensas, como indignação, medo ou surpresa, tendem a gerar
mais compartilhamentos e engajamento. Quando esse mecanismo se combina ao viés
de confirmação, aos filtros bolha e às câmaras de eco, a desinformação encontra
um terreno especialmente favorável para se consolidar. O problema é encontrar
uma saída para esse cenário.
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Guia prático: como combater a desinformação
Se o
surgimento e disseminação da desinformação é resultado da combinação entre
fatores emocionais, tecnologia e interesses econômicos, combater esse fenômeno exige
uma resposta igualmente complexa. Não existe uma solução mágica capaz de
impedir a circulação dos conteúdos falsos.
- Adotar hábitos de
consumo crítico da informação, verificando a origem dos conteúdos e
desconfiando de mensagens que apelam excessivamente para emoções como
medo, raiva ou indignação
- Fortalecer
a alfabetização
midiática,
para que mais pessoas compreendam como funcionam as redes sociais, os
algoritmos, os mecanismos de manipulação e os processos de checagem de
fatos
- Promover a responsabilização das
plataformas digitais, cujos modelos de negócio podem favorecer a
circulação de conteúdos enganosos em busca de maior engajamento
- Valorizar
o jornalismo
profissional,
que trabalha com métodos de apuração, transparência e correção pública de
erros
- Estimular a
diversidade de fontes de informação, reduzindo os efeitos das bolhas
informacionais e das câmaras de eco.
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O desafio da verdade em um mundo hiperconectado
Dizer
que a desinformação nasceu com a internet é quase como culpar a mesa de bar
pelo boato nas eleições cariocas de 1996. A diferença é que a máquina de
mentiras se aliou a novas tecnologias. Hoje ela cruza fronteiras e simula
perfeitamente a realidade em segundos, se disfarçando de verdade absoluta no
bolso de milhões de pessoas.
A
desinformação continuará operando onde houver interesses e algoritmos sedentos
pela nossa atenção. Por isso, a saída não é esperar uma erradicação milagrosa
do ecossistema digital, mas sim treinar o nosso olhar e fortalecer o pensamento
crítico.
Em um
mundo hiperconectado, onde o absurdo é monetizado e tudo disputa o seu clique,
recuperar a capacidade de duvidar, checar e respirar antes de compartilhar não
é apenas um hábito saudável. É um ato de resistência para enxergar o mundo com
clareza.
Fonte:
ICL Notícias

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