Estudo
identifica alimento natural que ajuda a reduzir colesterol ruim
Quando
os níveis do chamado colesterol ruim (LDL) estão altos, o risco de acúmulo de
placas de gordura nas artérias aumenta. A longo prazo, elas podem obstruir
vasos sanguíneos, resultando em infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e
morte súbita. Um novo estudo mostra que a adição de um certo grupo alimentar na
rotina pode ser essencial para evitar este cenário.
Pesquisadores
da Universidade de Newcastle, na Austrália, descobriram que o consumo frequente
de alimentos fermentados com microrganismos vivos, como iogurte natural e
kefir, podem ser benéficos para a saúde cardiovascular.
Eles
ajudam a aumentar os níveis do colesterol bom (HDL), contribuem com a perda de
peso e no controle da glicose no sangue, além de proteger o corpo do risco de
doenças crônicas.
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Entre
as opções de alimentos fermentados com bactérias boas, os autores do estudo
destacam:
• Iogurtes naturais;
• Kefir;
• Kombucha;
• Kimchi;
• Chucrute.
Estudos
anteriores já descreviam como alimentos ricos em probióticos melhoram a saúde
intestinal e problemas digestivos. Agora, o novo trabalho liderado pelos
pesquisadores australianos mostra os benefícios deles para o sistema
cardiovascular. Os resultados foram publicados na sexta-feira (13/2), na
revista Nutrition Research.
Efeitos
dos alimentos fermentados contra o colesterol ruim
Durante
o estudo, os pesquisadores criaram um banco de dados com 200 alimentos e
bebidas comuns na Austrália. Foram estimadas quantas bactérias boas vivas
continham em cada uma das opções.
Grande
parte dos itens alimentares foram classificados como “baixo” nos níveis de
probióticos; 21 tinham níveis “moderadamente altos”; e apenas o iogurte e creme
azedo (um tipo de laticínio cremoso australiano) tinham níveis altos de
culturas vivas na composição.
Um
grupo de 58 adultos saudáveis participou do estudo. Entre eles, grávidas e
indivíduos que utilizavam medicamentos para emagrecer. Suas rotinas alimentares
foram acompanhadas por um período entre três a seis meses.
Durante
o período de investigação, participantes responderam um questionário de
autorrelato sobre quantas vezes eles optavam pelos itens alimentares da lista,
com as alternativas variando de “nunca” até “sete vezes ao dia”.
Em
seguida, os cientistas estimaram, em gramas, as quantidades de cada grupo
alimentar que os participantes consumiram e quantas calorias os alimentos
forneciam.
Os
resultados mostraram que a maioria consumiu alimentos com baixo teor de
microrganismos vivos — cerca de 1,9 kg por dia —, contribuindo para aumentar os
níveis calóricos dos indivíduos.
Em
comparação às mulheres, os homens foram os que mais consumiram alimentos com
baixos níveis de probióticos.
Os que
relataram fazer o maior consumo de alimentos fermentados com bactérias vivas
apresentaram níveis mais elevados de HDL, menor peso corporal e índice de massa
corporal (IMC) controlado, além de melhor controle da glicose no sangue e
circunferência abdominal menor.
Segundo
os pesquisadores, a principal hipótese é que os alimentos fermentados ajudam a
produzir ácidos graxos de cadeia curta no cólon, responsáveis por auxiliar a
regulação do metabolismo e de biomarcadores cardiovasculares e inflamatórios.
“Há
muito se sabe que níveis baixos de colesterol HDL aumentam o risco de um evento
cardíaco grave de 2 a 3%. Portanto, o consumo de alimentos com teor estimado de
microrganismos vivos médio e alto pode ter um papel protetor no controle do
risco de doenças cardiovasculares”, afirmam os autores no artigo.
Apesar
dos resultados promissores, os cientistas apontam que serão necessários mais
estudos para ter mais detalhes sobre a relação. No trabalho atual também não
foram considerados outros fatores relevantes para o controle do risco
cardiovascular, como a realização de atividade física e o consumo de álcool.
• Canela é aliada contra diabetes e riscos
cardiovasculares, diz estudo
Além de
perfumar e encher de sabor diversas preparações, há tempos a canela tem sido
investigada por seus efeitos no equilíbrio dos níveis de glicose na circulação
e redução do risco de diabetes tipo 2. Um estudo recente não só reforça esse
papel, mas também destaca a atuação da especiaria no controle das taxas de
colesterol e de triglicérides, reafirmando seu potencial na proteção
cardiovascular.
Na
pesquisa, publicada em novembro no periódico Frontiers Nutrition, estudiosos
chineses esmiuçaram dezenas de artigos, incluindo estudos clínicos com
portadores de diabetes tipo 2 e de males como a síndrome metabólica. Esse
distúrbio é caracterizado por taxas elevadas de glicose, alterações nos níveis
de colesterol e triglicérides, além de hipertensão arterial e acúmulo de
gordura na região abdominal.
Entre
as possíveis explicações para esses benefícios estão compostos como os
polifenóis. “As substâncias encontradas na canela contribuem para a ativação de
um transportador conhecido como GLUT-4, que favorece a captação de glicose
pelas células”, explica a nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori,
conselheira da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT). Há ainda pesquisas
mostrando que a especiaria retarda o esvaziamento gástrico, freando picos
glicêmicos.
Quanto
à atuação no colesterol, há indícios de que a canela interfira com a absorção
dessas moléculas gordurosas no intestino, diminuindo os níveis na circulação
sanguínea. A investigação também sinaliza efeitos antiobesidade, mas eles são
muito modestos, embora existam pesquisas mostrando ação em prol de maior
saciedade.
“Trata-se
de uma revisão ‘guarda-chuva’, que reúne e analisa resultados de várias
revisões e estudos clínicos, em um compilado de evidências científicas”,
comenta a nutricionista Priscila Santana Amad, do Einstein Hospital Israelita.
Isso
não significa, porém, que a canela faz milagre. Os próprios autores do artigo
apontam algumas limitações da revisão, como a heterogeneidade dos pacientes
envolvidos nos estudos, o que pode impactar nos achados. Portanto, mais
investigações são necessárias.
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Canela no prato
Junto
de outras especiarias, a canela é um dos principais motivos que impulsionaram
as Grandes Navegações, nos séculos 15 e 16. Extraída de árvores do gênero
Cinnamomum, provenientes da Ásia, a parte usada vem de uma camada interna dos
galhos, chamada floema, que é responsável por conduzir nutrientes e sintetizar
óleos protetores e aromáticos.
Entre
as “canelas” mais populares, sobressaem a originária do Sri Lanka (Cinnamomun
zeylanicum) e a canela-da-china (Cinnamomun cassia), também conhecida como
cássia. Sobre as formas de uso, é utilizada tanto na versão em pau (rama)
quanto em pó, em pratos doces ou salgados.
Combina
com bolos, em preparações de milho como o curau, em mingaus, cremes e salpicada
em frutas, especialmente a banana, entre tantas sobremesas. Adicionar uma
pitada de canela é uma boa estratégia para ajudar a reduzir a quantidade de
açúcar nas receitas. Inclusive, pode ser incluída no cafezinho, no cappuccino e
em outras bebidas.
Nos
pratos salgados, a especiaria marca presença tanto em mix de temperos, como o
curry e a pimenta síria, e incrementa a preparação de carnes, pescados, molhos
e arroz. Vale cuidar, no entanto, para não extrapolar. “O exagero pode irritar
as mucosas do estômago e da boca”, alerta Amad. “Como tudo na nutrição, o
importante é o equilíbrio”.
Há
evidências de que altas dosagens de canela são tóxicas ao fígado, sobretudo a
canela-da-china. “A sugestão é de até 2 gramas por dia, ou uma colher de café
rasa”, ensina Marchiori. “E gestantes não devem usar”, afirma. Na dúvida,
consulte seu obstetra ou nutricionista.
Além de
consumir em doses moderadas, lembre-se de que nenhum alimento ou tempero é
capaz de agir sozinho: todos os benefícios só são possíveis dentro de um
contexto saudável, com dieta balanceada, prática regular de atividade física,
gerenciamento do estresse e bons hábitos de sono.
• Dieta evita doenças cardíacas e age
contra a pré-diabetes; veja qual
Um
estudo publicado recentemente no ABC Cardiol, uma publicação mensal da
Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mostrou o papel da dieta do jejum
intermitente associado à dieta low carb na prevenção de risco cardiovascular e
no tratamento de pessoas com pré-diabetes.
O
trabalho acompanhou aproximadamente 500 pessoas durante dois anos, que foram
divididas em dois grupos.
O
primeiro se submeteu a um jejum de 16 horas, de três a quatro vezes por semana,
aliado a uma dieta low carb, com menos de 130 gramas de carboidratos por dia.
Já no segundo, considerado grupo de controle, as pessoas puderam manter seu
padrão de dieta habitual.
O
estudo apontou que, após o período, observou-se a redução do peso corpóreo,
redução dos níveis de hemoglobina glicada e da glicose de jejum, redução de LDL
e redução de lesão micro e macro vascular em quem fez o jejum. Isso explicitou
que a associação das duas dietas reduzia a evolução do pré-diabetes e
complicações micro e macro vasculares.
Fonte:
Metrópoles

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