quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Estudo identifica alimento natural que ajuda a reduzir colesterol ruim

Quando os níveis do chamado colesterol ruim (LDL) estão altos, o risco de acúmulo de placas de gordura nas artérias aumenta. A longo prazo, elas podem obstruir vasos sanguíneos, resultando em infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e morte súbita. Um novo estudo mostra que a adição de um certo grupo alimentar na rotina pode ser essencial para evitar este cenário.

Pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Austrália, descobriram que o consumo frequente de alimentos fermentados com microrganismos vivos, como iogurte natural e kefir, podem ser benéficos para a saúde cardiovascular.

Eles ajudam a aumentar os níveis do colesterol bom (HDL), contribuem com a perda de peso e no controle da glicose no sangue, além de proteger o corpo do risco de doenças crônicas.

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Entre as opções de alimentos fermentados com bactérias boas, os autores do estudo destacam:

•        Iogurtes naturais;

•        Kefir;

•        Kombucha;

•        Kimchi;

•        Chucrute.

Estudos anteriores já descreviam como alimentos ricos em probióticos melhoram a saúde intestinal e problemas digestivos. Agora, o novo trabalho liderado pelos pesquisadores australianos mostra os benefícios deles para o sistema cardiovascular. Os resultados foram publicados na sexta-feira (13/2), na revista Nutrition Research.

Efeitos dos alimentos fermentados contra o colesterol ruim

Durante o estudo, os pesquisadores criaram um banco de dados com 200 alimentos e bebidas comuns na Austrália. Foram estimadas quantas bactérias boas vivas continham em cada uma das opções.

Grande parte dos itens alimentares foram classificados como “baixo” nos níveis de probióticos; 21 tinham níveis “moderadamente altos”; e apenas o iogurte e creme azedo (um tipo de laticínio cremoso australiano) tinham níveis altos de culturas vivas na composição.

Um grupo de 58 adultos saudáveis participou do estudo. Entre eles, grávidas e indivíduos que utilizavam medicamentos para emagrecer. Suas rotinas alimentares foram acompanhadas por um período entre três a seis meses.

Durante o período de investigação, participantes responderam um questionário de autorrelato sobre quantas vezes eles optavam pelos itens alimentares da lista, com as alternativas variando de “nunca” até “sete vezes ao dia”.

Em seguida, os cientistas estimaram, em gramas, as quantidades de cada grupo alimentar que os participantes consumiram e quantas calorias os alimentos forneciam.

Os resultados mostraram que a maioria consumiu alimentos com baixo teor de microrganismos vivos — cerca de 1,9 kg por dia —, contribuindo para aumentar os níveis calóricos dos indivíduos.

Em comparação às mulheres, os homens foram os que mais consumiram alimentos com baixos níveis de probióticos.

Os que relataram fazer o maior consumo de alimentos fermentados com bactérias vivas apresentaram níveis mais elevados de HDL, menor peso corporal e índice de massa corporal (IMC) controlado, além de melhor controle da glicose no sangue e circunferência abdominal menor.

Segundo os pesquisadores, a principal hipótese é que os alimentos fermentados ajudam a produzir ácidos graxos de cadeia curta no cólon, responsáveis por auxiliar a regulação do metabolismo e de biomarcadores cardiovasculares e inflamatórios.

“Há muito se sabe que níveis baixos de colesterol HDL aumentam o risco de um evento cardíaco grave de 2 a 3%. Portanto, o consumo de alimentos com teor estimado de microrganismos vivos médio e alto pode ter um papel protetor no controle do risco de doenças cardiovasculares”, afirmam os autores no artigo.

Apesar dos resultados promissores, os cientistas apontam que serão necessários mais estudos para ter mais detalhes sobre a relação. No trabalho atual também não foram considerados outros fatores relevantes para o controle do risco cardiovascular, como a realização de atividade física e o consumo de álcool.

•        Canela é aliada contra diabetes e riscos cardiovasculares, diz estudo

Além de perfumar e encher de sabor diversas preparações, há tempos a canela tem sido investigada por seus efeitos no equilíbrio dos níveis de glicose na circulação e redução do risco de diabetes tipo 2. Um estudo recente não só reforça esse papel, mas também destaca a atuação da especiaria no controle das taxas de colesterol e de triglicérides, reafirmando seu potencial na proteção cardiovascular.

Na pesquisa, publicada em novembro no periódico Frontiers Nutrition, estudiosos chineses esmiuçaram dezenas de artigos, incluindo estudos clínicos com portadores de diabetes tipo 2 e de males como a síndrome metabólica. Esse distúrbio é caracterizado por taxas elevadas de glicose, alterações nos níveis de colesterol e triglicérides, além de hipertensão arterial e acúmulo de gordura na região abdominal.

Entre as possíveis explicações para esses benefícios estão compostos como os polifenóis. “As substâncias encontradas na canela contribuem para a ativação de um transportador conhecido como GLUT-4, que favorece a captação de glicose pelas células”, explica a nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, conselheira da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT). Há ainda pesquisas mostrando que a especiaria retarda o esvaziamento gástrico, freando picos glicêmicos.

Quanto à atuação no colesterol, há indícios de que a canela interfira com a absorção dessas moléculas gordurosas no intestino, diminuindo os níveis na circulação sanguínea. A investigação também sinaliza efeitos antiobesidade, mas eles são muito modestos, embora existam pesquisas mostrando ação em prol de maior saciedade.

“Trata-se de uma revisão ‘guarda-chuva’, que reúne e analisa resultados de várias revisões e estudos clínicos, em um compilado de evidências científicas”, comenta a nutricionista Priscila Santana Amad, do Einstein Hospital Israelita.

Isso não significa, porém, que a canela faz milagre. Os próprios autores do artigo apontam algumas limitações da revisão, como a heterogeneidade dos pacientes envolvidos nos estudos, o que pode impactar nos achados. Portanto, mais investigações são necessárias.

<><> Canela no prato

Junto de outras especiarias, a canela é um dos principais motivos que impulsionaram as Grandes Navegações, nos séculos 15 e 16. Extraída de árvores do gênero Cinnamomum, provenientes da Ásia, a parte usada vem de uma camada interna dos galhos, chamada floema, que é responsável por conduzir nutrientes e sintetizar óleos protetores e aromáticos.

Entre as “canelas” mais populares, sobressaem a originária do Sri Lanka (Cinnamomun zeylanicum) e a canela-da-china (Cinnamomun cassia), também conhecida como cássia. Sobre as formas de uso, é utilizada tanto na versão em pau (rama) quanto em pó, em pratos doces ou salgados.

Combina com bolos, em preparações de milho como o curau, em mingaus, cremes e salpicada em frutas, especialmente a banana, entre tantas sobremesas. Adicionar uma pitada de canela é uma boa estratégia para ajudar a reduzir a quantidade de açúcar nas receitas. Inclusive, pode ser incluída no cafezinho, no cappuccino e em outras bebidas.

Nos pratos salgados, a especiaria marca presença tanto em mix de temperos, como o curry e a pimenta síria, e incrementa a preparação de carnes, pescados, molhos e arroz. Vale cuidar, no entanto, para não extrapolar. “O exagero pode irritar as mucosas do estômago e da boca”, alerta Amad. “Como tudo na nutrição, o importante é o equilíbrio”.

Há evidências de que altas dosagens de canela são tóxicas ao fígado, sobretudo a canela-da-china. “A sugestão é de até 2 gramas por dia, ou uma colher de café rasa”, ensina Marchiori. “E gestantes não devem usar”, afirma. Na dúvida, consulte seu obstetra ou nutricionista.

Além de consumir em doses moderadas, lembre-se de que nenhum alimento ou tempero é capaz de agir sozinho: todos os benefícios só são possíveis dentro de um contexto saudável, com dieta balanceada, prática regular de atividade física, gerenciamento do estresse e bons hábitos de sono.

•        Dieta evita doenças cardíacas e age contra a pré-diabetes; veja qual

Um estudo publicado recentemente no ABC Cardiol, uma publicação mensal da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mostrou o papel da dieta do jejum intermitente associado à dieta low carb na prevenção de risco cardiovascular e no tratamento de pessoas com pré-diabetes.

O trabalho acompanhou aproximadamente 500 pessoas durante dois anos, que foram divididas em dois grupos.

O primeiro se submeteu a um jejum de 16 horas, de três a quatro vezes por semana, aliado a uma dieta low carb, com menos de 130 gramas de carboidratos por dia. Já no segundo, considerado grupo de controle, as pessoas puderam manter seu padrão de dieta habitual.

O estudo apontou que, após o período, observou-se a redução do peso corpóreo, redução dos níveis de hemoglobina glicada e da glicose de jejum, redução de LDL e redução de lesão micro e macro vascular em quem fez o jejum. Isso explicitou que a associação das duas dietas reduzia a evolução do pré-diabetes e complicações micro e macro vasculares.

 

Fonte: Metrópoles

 

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