Cardiologista
aponta os riscos da cerveja para a saúde do coração
Entre
as bebidas alcoólicas mais ingeridas, consta a cerveja. A opção fermentada
oferece “diversos riscos à saúde”, principalmente para o sistema
cardiovascular, conforme explica o cardiologista Roberto Yano. O médico
salienta que o álcool “age” no coração e nos vasos sanguíneos.
Em
entrevista à coluna Claudia Meireles, o especialista em estimulação cardíaca
artificial destaca que o álcool presente na cerveja contribui para o aumento da
pressão arterial e favorece alterações no ritmo cardíaco, como arritmias. Ele
argumenta que o consumo da bebida pode “enfraquecer o músculo cardíaco ao longo
do tempo”.
O
cardiologista acrescenta a respeito do consumo regular da cerveja ter relação
com o ganho de peso e aumento da inflamação sistêmica. “São fatores que elevam
o risco de doenças cardiovasculares”, frisa. Yano detalha que a bebida, além de
conter álcool, integra carboidratos simples com potencial de desencadear picos
glicêmicos.
Play
Video
“O alto
valor calórico favorece o acúmulo de gordura abdominal, associado a maior risco
cardiovascular”, pontua o médico. Ele complementa que, em algumas versões, as
bebidas trazem na composição sódio e aditivos capazes de impactar na pressão
arterial. “A ingestão frequente também pode alterar o metabolismo lipídico”,
cita.
De
acordo com o especialista, consumir bebidas alcoólicas constantemente aumenta
os triglicerídeos, isto é, a gordura no sangue. Roberto Yano menciona que tomar
cerveja de forma exagerada tem ligação com condições de saúde, a exemplo de
doenças hepáticas, distúrbios gastrointestinais e prejuízos cognitivos.
• Médico vascular revela as 3 bebidas que
mais prejudicam as artérias
Vasos
sanguíneos que saem do coração, as artérias têm a função de “transportar
oxigênio e nutrientes que permitem o funcionamento adequado das células do
corpo”. Essas estruturas podem ficar entupidas em razão do acúmulo de placas de
gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias. A condição é chamada de
aterosclerose.
As
placas de gordura na parede das artérias podem progredir e desencadear
complicações, como trombose, e até quadros mais graves, a exemplo do infarto
agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial dos
membros (DAP). Adotar hábitos saudáveis é uma medida que ajuda a evitar essa
evolução.
Artéria
"entupida" por placa de gordura, o que dificulta a passagem do sangue
O
surgimento de placas de gordura nas artérias decorre de maus hábitos
Esses
vasos sanguíneos levam sangue rico em oxigênio e nutrientes para as células
Em
entrevista à coluna Claudia Meireles, o cirurgião vascular Márcio Steinbruch
destaca que o consumo de algumas bebidas tende a prejudicar a saúde das
artérias. Membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia
Vascular (SBACV), o especialista menciona que três opções podem ser
classificadas como as piores.
<><>
Bebidas x artérias
Abaixo,
confira quais são as três bebidas que mais afetam as artérias:
1.
Refrigerante
Na
avaliação do médico, o refrigerante comum é “o pior de todos”. A bebida tem
alta carga de açúcar e aumenta os triglicerídeos e a inflamação, além de
favorecer a aterosclerose. “Zero benefício nutricional”, garante.
O
cirurgião vascular define o refrigerante como a “pior” bebida para a saúde das
artérias
2.
Licores
Essas
opções misturam álcool forte e açúcar concentrado, por isso, provocam “dupla
agressão às artérias”. “Causam inflamação e aumentam a glicemia”, frisa Márcio.
Ele prossegue: “Entre as bebidas alcoólicas, os licores são uma das mais
prejudiciais.”
3.
Sucos de caixinha
Segundo
o cirurgião vascular, os sucos de caixinha, geralmente, são ricos em açúcar
adicionado, mesmo os “100% fruta” têm carga glicêmica alta. “A ingestão dessas
bebidas aumenta o risco de resistência à insulina”, pontua o especialista.
• Médico diz o que é pior para o coração:
quantidade ou tipo de bebida?
O
consumo de opções alcoólicas aumenta significativamente durante o Carnaval — e,
por vezes, os foliões exageram na dose. Por conta desse pico de ingestão de
álcool, crescem também os riscos cardiovasculares, conforme explica o
cardiologista Vagner Ferreira. Especialista em hemodinâmica, ele responde o que
é pior para a saúde do coração: a quantidade ou o tipo de bebida?
Segundo
o médico do Hospital Mantevida, de Brasília (DF), diferentemente do que muitos
indivíduos pensam, o principal perigo para o sistema cardiovascular “não é
exatamente o tipo de bebida, mas a quantidade ingerida, especialmente quando
consumida em curto intervalo de tempo”, como ocorre no Carnaval.
O
médico destaca que destilados oferecem efeito negativo acentuado: “Bebidas como
uísque, vodca, gin e cachaça apresentam alta concentração alcoólica, em torno
de 40%. Por exigirem menor volume para atingir níveis elevados de álcool no
sangue, essas opções ocasionam a intoxicação de forma rápida e aumentam o risco
cardiovascular agudo.”
De
acordo com o cardiologista, o principal “evento” associado ao consumo dessas
bebidas é a fibrilação atrial, arritmia mais conhecida como “síndrome do
coração de feriado”. “Essa condição eleva o risco de formação de coágulos no
átrio esquerdo, podendo resultar em AVC isquêmico. Também pode desencadear
hemodinâmica e, em casos mais graves, morte súbita”, salienta.
Não são
apenas os destilados que afetam a saúde do coração e dos vasos sanguíneos.
Vagner Ferreira detalha que bebidas fermentadas, como cerveja e vinho tinto,
também aumenta o risco cardiovascular quando ingeridas de modo exagerado.
Com
relação às bebidas fermentadas, o especialista em cardiologia intervencionista
ressalta: “Embora geralmente tenham menor teor alcoólico por volume, essas
opções são ingeridas em maior quantidade, o que favorece ganho de peso, aumento
de triglicerídeos e colesterol, esteatose hepática e desenvolvimento de
síndrome metabólica.”
Com
base em estudos, o médico argumenta que o que mais prejudica o coração não é a
bebida alcoólica em si, mas o excesso. “Moderação continua sendo a principal
estratégia de proteção cardiovascular”, sustenta. Ele alerta sobre pessoas com
hipertensão, doença coronariana, insuficiência cardíaca ou histórico de
arritmias “devem ter atenção redobrada”. “Idealmente, devem evitar ingerir
álcool”, conclui.
• Médico vascular aponta o que ajuda a
reduzir a gordura nas artérias
A
aterosclerose é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo de placas de
gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias no interior da parede das
artérias, conforme explica o médico Herik Oliveira. Especialista pela Sociedade
Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), ele salienta que essa
condição pode evoluir e desencadear complicações como trombose e entupimento
desses vasos sanguíneos.
O
cirurgião vascular sustenta que a gordura no interior das artérias pode ser
melhorada, reduzida e, em alguns casos, revertida por meio de mudanças no
estilo de vida associadas ao uso de medicamentos. “Isso inclui fazer uma dieta
adequada, de preferência com alimentos ricos em fibras e antioxidantes, além
consumir frutas e vegetais”, menciona o expert no tratamento de varizes e
lipedema.
As
artérias levam sangue rico em oxigênio e nutrientes para todo o corpo, porém a
formação de placas de gordura na parede dos vasos atrapalha esse transporte
<><>
Hábitos saudáveis ajudam a "limpar" as artérias
Artéria
"entupida" por placa de gordura, o que dificulta a passagem do sangue
Praticar
exercício de forma regular, controlar o peso, parar de fumar e regular os
níveis de colesterol, triglicerídeos e glicemia também estão entre as medidas
que contribuem para melhorar o quadro de gordura nas artérias. “Deve-se tratar
doenças crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade e, também, buscar um
acompanhamento médico por precisar fazer o uso de algumas medicações”, indica
Herik.
Segundo
o cirurgião vascular, os medicamentos prescritos para a aterosclerose são
antiagregantes plaquetários e estatinas, com propriedades de diminuir o
colesterol ruim, o LDL. O especialista enfatiza que as fórmulas citadas
favorecem a redução de placas de gordura nas artérias.
Herik
enfatiza que um paciente com gordura nas artérias deve ser orientado por uma
equipe médica, o que engloba cardiologista, neurologista e cirurgião vascular.
“Isso
proporcionará um acompanhamento nas mudanças do estilo de vida e medicações
para evitar complicações, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular
cerebral e doença arterial periférica nos membros”, finaliza.
Fonte:
Metrópoles

Nenhum comentário:
Postar um comentário