quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Cardiologista aponta os riscos da cerveja para a saúde do coração

Entre as bebidas alcoólicas mais ingeridas, consta a cerveja. A opção fermentada oferece “diversos riscos à saúde”, principalmente para o sistema cardiovascular, conforme explica o cardiologista Roberto Yano. O médico salienta que o álcool “age” no coração e nos vasos sanguíneos.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o especialista em estimulação cardíaca artificial destaca que o álcool presente na cerveja contribui para o aumento da pressão arterial e favorece alterações no ritmo cardíaco, como arritmias. Ele argumenta que o consumo da bebida pode “enfraquecer o músculo cardíaco ao longo do tempo”.

O cardiologista acrescenta a respeito do consumo regular da cerveja ter relação com o ganho de peso e aumento da inflamação sistêmica. “São fatores que elevam o risco de doenças cardiovasculares”, frisa. Yano detalha que a bebida, além de conter álcool, integra carboidratos simples com potencial de desencadear picos glicêmicos.

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“O alto valor calórico favorece o acúmulo de gordura abdominal, associado a maior risco cardiovascular”, pontua o médico. Ele complementa que, em algumas versões, as bebidas trazem na composição sódio e aditivos capazes de impactar na pressão arterial. “A ingestão frequente também pode alterar o metabolismo lipídico”, cita.

De acordo com o especialista, consumir bebidas alcoólicas constantemente aumenta os triglicerídeos, isto é, a gordura no sangue. Roberto Yano menciona que tomar cerveja de forma exagerada tem ligação com condições de saúde, a exemplo de doenças hepáticas, distúrbios gastrointestinais e prejuízos cognitivos.

•        Médico vascular revela as 3 bebidas que mais prejudicam as artérias

Vasos sanguíneos que saem do coração, as artérias têm a função de “transportar oxigênio e nutrientes que permitem o funcionamento adequado das células do corpo”. Essas estruturas podem ficar entupidas em razão do acúmulo de placas de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias. A condição é chamada de aterosclerose.

As placas de gordura na parede das artérias podem progredir e desencadear complicações, como trombose, e até quadros mais graves, a exemplo do infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial dos membros (DAP). Adotar hábitos saudáveis é uma medida que ajuda a evitar essa evolução.

Artéria "entupida" por placa de gordura, o que dificulta a passagem do sangue

O surgimento de placas de gordura nas artérias decorre de maus hábitos

Esses vasos sanguíneos levam sangue rico em oxigênio e nutrientes para as células

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o cirurgião vascular Márcio Steinbruch destaca que o consumo de algumas bebidas tende a prejudicar a saúde das artérias. Membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o especialista menciona que três opções podem ser classificadas como as piores.

<><> Bebidas x artérias

Abaixo, confira quais são as três bebidas que mais afetam as artérias:

1. Refrigerante

Na avaliação do médico, o refrigerante comum é “o pior de todos”. A bebida tem alta carga de açúcar e aumenta os triglicerídeos e a inflamação, além de favorecer a aterosclerose. “Zero benefício nutricional”, garante.

O cirurgião vascular define o refrigerante como a “pior” bebida para a saúde das artérias

2. Licores

Essas opções misturam álcool forte e açúcar concentrado, por isso, provocam “dupla agressão às artérias”. “Causam inflamação e aumentam a glicemia”, frisa Márcio. Ele prossegue: “Entre as bebidas alcoólicas, os licores são uma das mais prejudiciais.”

3. Sucos de caixinha

Segundo o cirurgião vascular, os sucos de caixinha, geralmente, são ricos em açúcar adicionado, mesmo os “100% fruta” têm carga glicêmica alta. “A ingestão dessas bebidas aumenta o risco de resistência à insulina”, pontua o especialista.

•        Médico diz o que é pior para o coração: quantidade ou tipo de bebida?

O consumo de opções alcoólicas aumenta significativamente durante o Carnaval — e, por vezes, os foliões exageram na dose. Por conta desse pico de ingestão de álcool, crescem também os riscos cardiovasculares, conforme explica o cardiologista Vagner Ferreira. Especialista em hemodinâmica, ele responde o que é pior para a saúde do coração: a quantidade ou o tipo de bebida?

Segundo o médico do Hospital Mantevida, de Brasília (DF), diferentemente do que muitos indivíduos pensam, o principal perigo para o sistema cardiovascular “não é exatamente o tipo de bebida, mas a quantidade ingerida, especialmente quando consumida em curto intervalo de tempo”, como ocorre no Carnaval.

O médico destaca que destilados oferecem efeito negativo acentuado: “Bebidas como uísque, vodca, gin e cachaça apresentam alta concentração alcoólica, em torno de 40%. Por exigirem menor volume para atingir níveis elevados de álcool no sangue, essas opções ocasionam a intoxicação de forma rápida e aumentam o risco cardiovascular agudo.”

De acordo com o cardiologista, o principal “evento” associado ao consumo dessas bebidas é a fibrilação atrial, arritmia mais conhecida como “síndrome do coração de feriado”. “Essa condição eleva o risco de formação de coágulos no átrio esquerdo, podendo resultar em AVC isquêmico. Também pode desencadear hemodinâmica e, em casos mais graves, morte súbita”, salienta.

Não são apenas os destilados que afetam a saúde do coração e dos vasos sanguíneos. Vagner Ferreira detalha que bebidas fermentadas, como cerveja e vinho tinto, também aumenta o risco cardiovascular quando ingeridas de modo exagerado.

Com relação às bebidas fermentadas, o especialista em cardiologia intervencionista ressalta: “Embora geralmente tenham menor teor alcoólico por volume, essas opções são ingeridas em maior quantidade, o que favorece ganho de peso, aumento de triglicerídeos e colesterol, esteatose hepática e desenvolvimento de síndrome metabólica.”

Com base em estudos, o médico argumenta que o que mais prejudica o coração não é a bebida alcoólica em si, mas o excesso. “Moderação continua sendo a principal estratégia de proteção cardiovascular”, sustenta. Ele alerta sobre pessoas com hipertensão, doença coronariana, insuficiência cardíaca ou histórico de arritmias “devem ter atenção redobrada”. “Idealmente, devem evitar ingerir álcool”, conclui.

•        Médico vascular aponta o que ajuda a reduzir a gordura nas artérias

A aterosclerose é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias no interior da parede das artérias, conforme explica o médico Herik Oliveira. Especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), ele salienta que essa condição pode evoluir e desencadear complicações como trombose e entupimento desses vasos sanguíneos.

O cirurgião vascular sustenta que a gordura no interior das artérias pode ser melhorada, reduzida e, em alguns casos, revertida por meio de mudanças no estilo de vida associadas ao uso de medicamentos. “Isso inclui fazer uma dieta adequada, de preferência com alimentos ricos em fibras e antioxidantes, além consumir frutas e vegetais”, menciona o expert no tratamento de varizes e lipedema.

As artérias levam sangue rico em oxigênio e nutrientes para todo o corpo, porém a formação de placas de gordura na parede dos vasos atrapalha esse transporte

<><> Hábitos saudáveis ajudam a "limpar" as artérias

Artéria "entupida" por placa de gordura, o que dificulta a passagem do sangue

Praticar exercício de forma regular, controlar o peso, parar de fumar e regular os níveis de colesterol, triglicerídeos e glicemia também estão entre as medidas que contribuem para melhorar o quadro de gordura nas artérias. “Deve-se tratar doenças crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade e, também, buscar um acompanhamento médico por precisar fazer o uso de algumas medicações”, indica Herik.

Segundo o cirurgião vascular, os medicamentos prescritos para a aterosclerose são antiagregantes plaquetários e estatinas, com propriedades de diminuir o colesterol ruim, o LDL. O especialista enfatiza que as fórmulas citadas favorecem a redução de placas de gordura nas artérias.

Herik enfatiza que um paciente com gordura nas artérias deve ser orientado por uma equipe médica, o que engloba cardiologista, neurologista e cirurgião vascular.

“Isso proporcionará um acompanhamento nas mudanças do estilo de vida e medicações para evitar complicações, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica nos membros”, finaliza.

 

Fonte: Metrópoles

 

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