Foco
do governo de Cuba é manter serviços essenciais, dizem ministros sobre crise de
combustível
O
orçamento do Estado cubano mantém e reafirma seu caráter profundamente social e
humanista ao garantir o acesso universal e gratuito a serviços essenciais
como educação, saúde pública, seguridade social e assistência social, mesmo em
um cenário marcado por severas restrições econômicas e energéticas. A avaliação
foi apresentada em 9 de fevereiro por Vladimir Regueiro Ale, ministro de
Finanças e Preços de Cuba, durante sua
participação no programa Mesa Redonda, tradicional espaço
radio-televisivo produzido pela Televisão Cubana.
A
entrevista ocorreu em meio a um novo momento de pressão econômica externa sobre
a ilha, provocado pela intensificação das pressões dos Estados Unidos contra o
setor energético regional. As restrições impostas por Washington neste início
de 2026 afetaram diretamente o fornecimento de combustíveis provenientes da
Venezuela — principal parceira energética de Cuba nas últimas décadas —
agravando as dificuldades já existentes decorrentes do prolongado bloqueio
econômico, comercial e financeiro mantido contra o país caribenho.
A
interrupção e o encarecimento do fluxo de combustíveis venezuelanos, resultado
da escalada de sanções e ações de pressão dos Estados Unidos contra Caracas,
impactaram o abastecimento energético cubano, gerando limitações operacionais
em diversos setores da economia e exigindo medidas emergenciais de
racionalização do consumo. Nesse contexto, o governo cubano tem buscado
preservar prioridades sociais e produtivas estratégicas, evitando que a
população arque com os custos mais severos da crise energética.
Foi
justamente nesse cenário que Regueiro Ale destacou o papel do orçamento
estatal como instrumento de proteção social e de defesa da soberania nacional,
enfatizando que, apesar das adversidades externas, o Estado continua
direcionando recursos para garantir direitos fundamentais e sustentar os
serviços públicos essenciais que constituem pilares do projeto social cubano.
De
acordo com o ministro, o orçamento constitui uma expressão concreta das
conquistas sociais da Revolução e um respaldo direto aos direitos da população.
“Certamente há um conjunto de ações que foram adotadas para ratificar esse
papel humanista do nosso orçamento. É um orçamento social porque nele se
expressam as conquistas da nossa Revolução”, destacou.
Regueiro
Ale explicou que o orçamento respalda o exercício de direitos
fundamentais, garantindo o acesso universal e gratuito à educação e à saúde,
bem como a proteção da seguridade social e a assistência social destinada aos
setores mais vulneráveis. Nesse sentido, esclareceu que contam com respaldo
orçamentário os atendimentos especiais requeridos por determinados grupos da
população, assim como os programas de desenvolvimento da cultura e do esporte,
áreas às quais — afirmou — o país não renuncia, apesar das atuais condições
econômicas.
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Altos níveis de financiamento e reordenamento dos gastos
O
ministro recordou que recentemente participaram da mesma Mesa Redonda os
titulares de setores como Educação Superior, Educação e Transporte, que
explicaram como essas áreas do orçamento continuam recebendo elevados níveis de
financiamento. Segundo destacou, o que ocorreu foi um reordenamento e um
redesenho dos níveis de atividade, sem afetar a garantia dos serviços à
população.
“Esses
serviços são reafirmados por meio de um reordenamento e de um redesenho dos
níveis de atividade, mas permanecem garantidos para a nossa população. E isso
conta com respaldo do orçamento”, afirmou, ao insistir na importância de
transmitir essa garantia como uma mensagem clara ao povo cubano.
No
entanto, reconheceu que manter esse nível de proteção social implica
esforços adicionais e exige o fortalecimento dos mecanismos de controle dos
gastos públicos. Em sua intervenção, enfatizou que o controle do orçamento é
uma responsabilidade coletiva e não uma tarefa exclusiva do Ministério de
Finanças e Preços nem dos organismos da Administração Central do Estado.
“Em
cada unidade orçamentária, em cada instância de governo, existe essa
responsabilidade de todos aqueles que dispõem de uma dotação orçamentária”,
afirmou, ao chamar dirigentes e trabalhadores a fazerem um uso racional e
eficiente dos recursos destinados à saúde, ao esporte, à cultura e a outros
serviços sociais.
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Racionalidade, economia e prioridades
Regueiro
Ale explicou que manter a vitalidade do setor social exige uma revisão
permanente da racionalidade dos gastos, da economia de recursos e do adiamento
daqueles desembolsos que não sejam imprescindíveis no momento atual. Esse
exercício, afirmou, permite proteger os direitos e garantias da população
mediante um reordenamento das despesas de acordo com as prioridades do país.
Paralelamente,
o orçamento também é utilizado como instrumento para reorientar financiamentos
em direção a atividades produtivas estratégicas. Em particular, o ministro
destacou o papel do fundo para o desenvolvimento agropecuário, ao qual os
produtores podem ter acesso com o objetivo de aumentar a produção de alimentos,
fortalecer a autonomia produtiva local e avançar na suficiência alimentar em
cada território.
“O
orçamento é uma garantia, mas também uma ferramenta de que o Estado e o Governo
dispõem para conduzir a economia”, afirmou Regueiro Ale, ressaltando que essas
decisões contribuem para fortalecer a resistência e a resiliência da economia
cubana em função do bem-estar da população.
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Captação de receitas e disciplina tributária
Outro
dos temas centrais abordados foi a captação de receitas, considerada uma
variável-chave para sustentar os gastos sociais. O ministro informou
que, para o ano em curso, está previsto um crescimento significativo das
receitas orçamentárias, o que permitirá respaldar um nível de gasto social que
representa 66% do total do orçamento.
Esse
gasto concentra-se fundamentalmente em áreas como educação, saúde, assistência
social e seguridade social. Sobre esta última, Regueiro Ale reconheceu os
desafios existentes, mas destacou o compromisso do orçamento com o aumento
parcial das pensões.
“Há um
compromisso de aumento parcial das pensões que não representa uma solução
total, como já foi explicado em ocasiões anteriores, mas constitui também um
esforço realizado a partir do orçamento”, afirmou. Esse aumento terá, em 2026,
um valor superior a 20 bilhões de pesos, recursos já previstos e assegurados no
orçamento do Estado. Segundo afirmou, isso garante que, todos os meses, os
aposentados receberão suas pensões, como parte da proteção especial demandada
por esse setor da população.
Diante
da redução de alguns níveis produtivos e de seu impacto na economia nacional, o
ministro insistiu na necessidade de reforçar o rigor na captação de receitas.
Nesse contexto, referiu-se à campanha nacional de declaração e pagamento de
tributos, que envolve contribuintes de todos os setores da economia.
Regueiro
Ale qualificou o pagamento de impostos como uma expressão de participação
coletiva e de solidariedade social. “É a convergência de um direito solidário e
também de um dever de contribuir para a sustentação dos gastos sociais”,
afirmou, convocando a uma maior disciplina e pontualidade no cumprimento das
obrigações tributárias.
Ao
mesmo tempo, adiantou que a administração tributária reforçará seus mecanismos
institucionais e administrativos para garantir o cumprimento da lei, em
consonância com as demandas expressas pela população nos intercâmbios e nos
estados de opinião.
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Benefícios fiscais, produção e energias renováveis
Em
relação ao respaldo orçamentário à produção, o ministro ratificou a
continuidade dos benefícios tributários e das renúncias fiscais destinadas a
estimular atividades produtivas, incluindo apoios à importação de
matérias-primas, insumos e bens que favoreçam os encadeamentos produtivos.
Reconheceu,
no entanto, que esses mecanismos precisam ser mais divulgados e promovidos,
para que os atores econômicos conheçam e aproveitem as facilidades existentes,
como a redução de tarifas alfandegárias e outros incentivos fiscais que
impactam diretamente os custos de produção.
Regueiro
Ale destacou como experiência positiva o impulso dado pelos governos locais a
projetos de energias renováveis, com participação do setor não estatal e
benefícios tributários que incluem a isenção do pagamento de impostos até a
recuperação do investimento. Essas iniciativas, afirmou, contribuem para a
autonomia energética e para a sustentabilidade de serviços essenciais, como
saúde, educação e atenção social em lares de idosos e casas de convivência para
idosos.
Nesse
sentido, explicou que o ordenamento dos gastos orçamentários deste ano
respalda a decisão anunciada pelo Presidente da República de priorizar o uso de
energias renováveis nos serviços sociais, combinando a alocação direta de
recursos com incentivos fiscais.
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Controle de preços e participação popular
O
ministro não deixou de reconhecer a existência de irregularidades na área de
preços, associadas a deficiências nos processos de concertação, contratação e
controle administrativo. Defendeu o fortalecimento do papel dos coletivos de
trabalhadores — e não apenas dos dirigentes — na execução e no controle do
orçamento, bem como na avaliação dos resultados e da qualidade dos serviços
prestados à população.
Também
insistiu na necessidade de ativar e aperfeiçoar mecanismos como as comissões e
os comitês de concertação de preços, especialmente no setor agropecuário e na
comercialização de bens e serviços básicos. Defendeu que os preços sejam
definidos por meio de processos reais de concertação, com participação dos
produtores e dos atores econômicos, e não como imposições.
Regueiro
Ale ressaltou ainda a importância da participação popular para enfrentar
violações relacionadas aos preços, criando espaços de denúncia e controle a
partir das comunidades, com a atuação dos atores locais.
Ao
encerrar sua intervenção, o ministro reiterou que, apesar das restrições
econômicas e de seu impacto na economia nacional, o orçamento do Estado
respalda as principais ações destinadas a proteger os serviços essenciais e
preservar a essência do projeto social cubano.
“Há
respaldo do orçamento a essa filosofia de proteger os serviços essenciais da
população”, afirmou, destacando que essa tarefa envolve os coletivos de
trabalhadores, os dirigentes, o Governo central e os governos locais, como
responsáveis por importantes dotações orçamentárias respaldadas pela Lei do
Orçamento vigente.
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Ministra Juana Portal, do Banco Central de Cuba, comenta as medidas bancárias
Em sua
participação na Mesa Redonda, a ministra-presidente do Banco Central de Cuba,
Juana Lilia Delgado Portal, explicou as ações implementadas pelo sistema
bancário e financeiro para manter a vitalidade de seus serviços nas atuais
circunstâncias.
O
objetivo central, afirmou, é “garantir a ordem e o respaldo às atividades mais
importantes para a vida do país”, priorizando as transações da população.
Destacou
que foram adotadas medidas para adequar os serviços à situação nacional. Uma
delas é o aumento da autossuficiência energética, tema no qual se vem
trabalhando há algum tempo por meio de investimentos nas agências bancárias.
“Temos
exemplos de agências que já contam, neste momento, com sistemas fotovoltaicos”,
afirmou, o que facilita a operacionalidade dos serviços.
Para
contribuir com a economia de energia e manter as operações, foram ajustados os
horários nas agências que não contam com suportes energéticos alternativos,
como grupos geradores ou painéis solares.
Essa
informação, esclareceu, está sendo divulgada pelos bancos por meio de
diferentes canais de comunicação. Em geral, não houve muitas modificações, já
que a instituição vem se preparando para operar mesmo sem eletricidade em
determinadas transações.
“Podemos
afirmar que, mesmo nessas condições, foram mantidos os serviços de pagamento de
aposentadorias, pagamento de salários, depósitos e saques em dinheiro, entre
outras operações”, precisou.
Mencionou
ainda que está sendo promovido o uso de aplicativos como o Ticket para o
agendamento de atendimentos e a retirada de dinheiro em locais determinados, o
que contribui para um melhor planejamento do tempo da população e dos atores
econômicos. Essa ferramenta, que já “vem sendo ampliada e aplicada em muitas
agências”, busca elevar a qualidade da prestação dos serviços.
A
ministra reiterou a garantia de acesso a serviços básicos como saques,
transferências, remessas, cobranças, aposentadorias e pagamento de salários.
Fez também uma reflexão: “Creio que este é um momento em que se impõem a
unidade e o sentido de responsabilidade coletiva”.
Nesse
contexto, enfatizou a necessidade de ampliar a utilização dos canais digitais
de pagamento, para o que continuam sendo desenvolvidas infraestruturas e
revisados procedimentos. “A utilização dessas vias digitais tem, portanto,
uma importância vital e torna-se uma necessidade”, destacou.
Em
consequência, exortou a população, os atores econômicos e os estabelecimentos
comerciais a realizarem transferências, pagamentos on-line e consultas
digitais, o que reduziria a necessidade de deslocamentos e o consumo de
combustível.
“É
dever de todos, inclusive daqueles que participamos da exigência pelo
cumprimento do que está estabelecido quanto ao uso desses canais digitais de
pagamento”, afirmou. Acrescentou que as pessoas jurídicas também vêm
priorizando a banca remota para evitar atendimentos presenciais e otimizar o
espaço destinado às operações da população.
Quanto
ao apoio a setores estratégicos, informou sobre facilidades de crédito para a
aquisição de sistemas fotovoltaicos. “Neste momento, já há quase 2 mil
trabalhadores desses setores que receberam o benefício dos créditos”, detalhou,
considerando essa medida um respaldo do sistema bancário diante da situação
atual.
Enfatizou
que permanecem ativos os serviços do mercado cambial, permitindo o acesso à
compra e venda de divisas por meio das casas de câmbio CADECA e das agências
bancárias.
Também
são priorizados os pagamentos internacionais, mantendo-se os mecanismos
destinados a garantir a alocação de divisas para atividades estratégicas, como
a importação de combustíveis, medicamentos, alimentos e matérias-primas
destinadas à produção nacional que substituam importações ou gerem exportações.
“Os
bancos, portanto, continuarão gerenciando todos esses pagamentos internacionais
por meio dos mecanismos já estabelecidos”, assegurou.
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Indicou
ainda que será priorizado o apoio à produção de alimentos e às exportações,
devido ao seu impacto direto na economia e na sociedade. Embora as
operações internacionais sejam mantidas, em alguns casos haverá ajustes de
horários, e os bancos permanecerão em contato constante com seus clientes para
mantê-los informados.
Destacou
a necessidade de fortalecer os mecanismos de controle interno “a fim de evitar
que o sistema bancário e financeiro, em condições como estas, seja utilizado
para a realização de operações fraudulentas”.
Acrescentou
que, por meio das redes sociais do Banco Central, são divulgadas orientações
para que a população possa solicitar esclarecimentos, registrar reclamações e
acessar os canais oficiais de atendimento.
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As ações de Comunicação em tempos de desafio energético, segundo a ministra
Mayra Arevich Marín
Mayra
Arevich Marín, ministra das Comunicações, afirmou que, no atual cenário
energético, o sistema de comunicações do país tem transformado as dificuldades
em uma oportunidade para fortalecer seus serviços e avançar no processo de
transformação digital.
O
objetivo principal, afirmou, é “preservar os serviços de telecomunicações,
postais e informáticos, que são muito importantes para a população e para a
economia do país”, apoiando-se na agenda digital e na estratégia nacional de
inteligência artificial.
A
conectividade foi reconhecida como um pilar essencial, pois sem ela “não seria
possível chegar ao cenário final dos atores econômicos e da população”. Por
isso, foram impulsionados programas de apoio voltados à otimização de recursos
e à garantia da continuidade dos serviços. O desafio é significativo: manter um
sistema dependente de energia que abrange telecomunicações, radiocomunicações e
o setor postal.
Nesse
sentido, avança-se na substituição de baterias na Empresa de Telecomunicaciones
de Cuba S.A. (ETECSA) e na implementação de projetos estratégicos de energia
renovável, principalmente solar, com iniciativas na Empresa de Telecomunicações
e nos Correios de Cuba, além de planos mais complexos voltados aos serviços de
rádio e televisão.
A
colaboração com a União Elétrica, a indústria eletrônica nacional e as
importações de sistemas fotovoltaicos busca proporcionar maior estabilidade ao
setor, integrando essas ações ao projeto nacional de energia renovável.
Um
aspecto fundamental tem sido o apoio dos governos locais, que destinaram
recursos próprios para a instalação de sistemas solares. “Temos o exemplo de
Mayabeque, temos o exemplo de Sancti Spíritus”, destacou a ministra,
ressaltando também a disposição de outros territórios em se somar a essa
iniciativa.
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Plataformas digitais e atendimento à população
Nesse
contexto, enfatizou-se a importância dos canais de assistência e atendimento à
população.
Foi
lembrada a disponibilidade de números como o 112 para telefonia fixa, o
114 para reportar interrupções — também por meio de SMS — e o 118 para
informações comerciais e registro de reclamações. Foram acrescentadas ainda
linhas específicas, como o 264 2266 2244 para assistência de telefonia
fixa alternativa e o 2266 para usuários de telefonia móvel.
Entre
os avanços, destacou-se o número 800 8 888 88 destinado aos serviços
Transfermóvil e Mi Transfer, considerados ferramentas digitais essenciais.
O
Transfermóvil, próximo de completar dez anos, foi definido como “uma plataforma
para o povo”, com mais de 60 serviços disponíveis e capacidade de funcionamento
offline.
Foi
apresentada também a loja digital da ETECSA, onde os usuários podem gerenciar serviços de telefonia
fixa, móvel e internet, incluindo solicitações como o aumento de velocidade do
Nauta Hogar.
Esse
espaço é complementado pelas plataformas soberanas de pagamento digital
Transfermóvil e Enzona, que aproximam os serviços bancários e o comércio
eletrônico da população.
As
plataformas nacionais continuam ampliando suas funcionalidades. Foi feito um
chamado ao uso do Todus, serviço de mensagens instantâneas incluído nos
pacotes de dados, que já permite chamadas e trabalha na incorporação de
videochamadas.
Destacou-se
ainda o papel do Picta, canal de conteúdos que apoia a educação e a
cultura, e do Apklis, repositório de soluções informáticas que
oferece oportunidades a desenvolvedores e acesso a aplicativos. Também foi
ressaltado o portal Soberanía, plataforma de governo
digital que facilita a identidade digital e o acesso a serviços e
trâmites, acompanhado de um apelo ao uso responsável da internet e ao
fortalecimento da segurança cibernética.
Quanto
aos serviços postais, foi assegurada a continuidade da distribuição de
imprensa e de encomendas, estas últimas consideradas vitais tanto para a
população quanto para a geração de receitas externas do país.
Os
Correios de Cuba avançam em projetos de energia renovável e na coordenação
de horários com os governos locais, fortalecendo a autonomia municipal.
Reconheceu-se também o desafio de manter os serviços de rádio e televisão,
essenciais para a cultura e a informação da população, e foi feito um chamado
ao uso do antivírus nacional e à ampliação da assinatura digital para
pessoas naturais de Cuba.
Dentro
do Apklis encontra-se o aplicativo desenvolvido pela Softel para assinatura
digital, que permite criar certificados pessoais e profissionais, combiná-los e
gerenciá-los por meio de um conjunto de ferramentas disponível a todos os
usuários.
A
população foi convidada a aproveitar essas ferramentas desenvolvidas com
talento nacional.
Nesse
contexto, a ministra destacou o papel dos Joven Club de Computación,
instituição fundada por Fidel há 37 anos e que vem se reinventando ao se
aproximar cada vez mais das comunidades. Foi mencionada sua atuação em casas de
convivência para idosos, lares infantis e espaços de alfabetização digital, bem
como a formação de competências no uso de aplicativos como Transfermóvil,
Enzona, Picta, Todus, Apklis e Ticket.
Também
foi ressaltado o trabalho nas áreas de robótica e cibersegurança, com serviços
de atendimento a incidentes por meio do número 18810, além da gestão de
licenças e autorizações para telecomunicações.
Por
fim, a ministra recordou o compromisso do setor com a população, mesmo
diante das dificuldades energéticas: “Quero aproveitar que estamos na jornada
do Dia do Comunicador para felicitar nossos trabalhadores, que no ano passado
trabalharam intensamente, com grande resiliência, para responder a todas as
dificuldades que enfrentamos”, afirmou.
Com
esse reconhecimento, reafirmou que o Ministério das Comunicações continuará
impulsionando a transformação digital e garantindo os serviços de
telecomunicações como parte essencial do desenvolvimento do país.
Fonte: Cubadebate

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