Memória ruim ou
demência? Como diferenciar sintomas comuns da doença
É
natural que tenhamos episódios de esquecimento pontuais. Mas com o passar dos
anos, o envelhecimento e a memória ruim começam a se confundir com os primeiros sinais da
demência.
Afinal, como reconhecer se dificuldades de foco ou até mesmo de visão são um
sintoma da doença ou apenas uma consequência ruim da longevidade?
Especialistas
afirmam que a demência só pode ser
diagnosticada por um especialista e que os sinais devem ser observados com
atenção. Nem todo esquecimento ou sensação de ficar desconectado deve acender o
alerta para marcar uma consulta, mas sinais simples podem ajudar a
diferenciar os tropeços da mente de uma debilidade cognitiva mais preocupante.
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Os problemas são diferenciados em cinco grupos de atenção:
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1.
Memória
Perder
objetos ou não encontrar a palavra certa não são considerados sinais
preocupantes se os episódios forem esporádicos.
“Com a idade, muitas pessoas esquecem o que
foi dito anos atrás. Pacientes com demência, porém, começam a esquecer
costumeiramente coisas que acabaram de aprender ou de fazer”, alerta a
neurologista Jaina Engineer, membro da Sociedade Britânica do Alzheimer, em
entrevista ao Daily Mail.
Ela
aponta que há mais sinais da memória que indicam a demência. São eles:
- Esquecer
rotineiramente se fechou as portas de casa;
- Guardar objetos
em locais inusitados;
- Se sentir
perdido e perder a capacidade de localização;
- Ter
dificuldade de aprender coisas novas, por mais simples que sejam;
- Dificuldade em
seguir receitas ou de fazer tarefas que exijam vários passos.
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2.
Visão
Embora
seja um sinal menos observado, a perda da capacidade de
enxergar também pode estar associada à demência. Claro que todas
as pessoas podem experimentar episódios de visão borrada, principalmente com o
envelhecimento, mas, nos casos da doença, não é só a vista cansada que
preocupa.
Segundo
a especialista, pessoas com demência encontram dificuldade em distinguir cores
e identificar padrões visuais. “Isso ocorre por que a mensagem capturada pode
não ser corretamente processada no cérebro e isso gera uma distorção no que se
enxerga”, explica.
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3.
Localização e foco
Enquanto
algumas pessoas têm grandes dificuldades de se localizar em mapas ou se sentem
perdidas com certa frequência ao ir a lugares novos, as indivíduos com
demência começam a ter esta sensação em locais muito familiares, como a
própria casa.
A
doença dificulta a capacidade de foco, e a dificuldade é considerada um sinal
preocupante: além de se sentir perdido para tomar decisões de trajeto, o
indivíduo também pode não sentir segurança para tomar decisões de forma geral.
“Se
a pessoa não consegue pensar direito naquilo que precisa decidir, e há uma
dificuldade de processar o que é dito, isso pode ser um sinal preocupante da
perda de capacidade cognitiva”, afirma Jaina.
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4.
Conversação
Outro
sinal de alerta para a demência é a dificuldade de encontrar a palavra certa
enquanto se conta uma história. Embora seja um sintoma bastante forte da
doença, ele deve ser observado em sua frequência e severidade.
A
dificuldade de conversar entre pessoas com demência é profunda e elas têm
dificuldade de entender o contexto comunicativo do que é dito.
“É
comum que em algumas conversas a gente se sinta perdido ou se distraia. Entre
as pessoas com demência, porém, há um esforço ativo em tentar entender o que se
está dizendo sem conseguir”, afirma a especialista.
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5.
Comportamento
Há
mudanças de comportamento que acabam sendo motivadas pela demência. As pessoas
que não enfrentam a doença nem sempre terão um humor constante, mas os
pacientes se tornam mais irritáveis e apresentam alterações muito bruscas de
comportamento.
“Não
é apenas uma mudança sutil, de ficar mais amargo com a idade, mas as pessoas
com demência se tornam mais irritadiças, frustradas, não conseguem trabalhar e
viver suas vidas da forma que costumavam fazer”, diz Jaina.
Fonte:
Metrópoles

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