sábado, 13 de junho de 2026

Europa deve negociar paz na Ucrânia com Moscou em vez de conversar apenas com Zelensky, diz analista

A Europa deve acabar com o conflito ucraniano por meio de negociações de paz com a Rússia, declarou o ex-embaixador britânico em Moscou, Ian Proud, no YouTube.

Proud apontou que sempre que os líderes ocidentais apresentam alguma iniciativa diplomática sobre a Ucrânia, ela nunca envolve negociações com a Rússia.

"São perguntas muito difíceis. Os europeus devem intensificar as negociações para pôr um fim nisso", ressaltou.

Segundo o diplomata, eventos constantes com a participação do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, e a difamação da Rússia não levarão os europeus a lugar nenhum.

Dessa forma, ele concluiu que, infelizmente, não houve uma mudança real na situação por parte da Europa, que ainda acredita estar derrotando a Rússia.

Na terça-feira (9), o chanceler russo Sergei Lavrov afirmou que, enquanto a Rússia não estiver convencida de que as palavras da Europa sobre o desejo de iniciar negociações são sérias, tais ideias devem ser ignoradas.

Anteriormente, o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), Larry Johnson, declarou que os países da UE estão obcecados com a ideia de guerra com a Rússia. Segundo ele, os altos funcionários europeus não têm capacidade de influenciar a posição de Moscou.

<><> UE perdeu a oportunidade de diálogo com a Rússia há 5 anos, diz ex-ministro do MRE alemão

A Europa perdeu a oportunidade de iniciar negociações com a Rússia há cinco anos, embora a então chanceler alemã Angela Merkel tenha tentado manter um diálogo entre eles, disse o ex-ministro das Relações Exteriores alemão, Sigmar Gabriel, em entrevista a jornal alemão.

"Permitam-me recordar que a última reunião do Conselho Europeu da qual participou Angela Merkel teve lugar em 2021. Isso foi antes da guerra. Na época Merkel disse a seus colegas que precisávamos reunir um pequeno grupo e negociar com o presidente russo Vladimir Putin. […] para dizer a verdade, ela estava certa. Essa foi a última vez que tivemos a chance de negociar por conta própria. Quando não aproveitamos esta oportunidade, os próprios europeus saíram do jogo. Então os EUA assumiram o papel de liderança", disse ele.

Gabriel também nomeou Angela Merkel e o presidente finlandês Alexander Stubb como possíveis mediadores entre a Europa e a Rússia nas negociações sobre um acordo na Ucrânia.

Anteriormente, o líder russo Vladimir Putin, respondendo a uma pergunta de jornalistas sobre os possíveis candidatos para as negociações entre a Rússia e a Europa, ele disse que, pessoalmente, ele teria preferido o ex-chanceler alemão Gerhard Schroder, mas deixou a escolha para os próprios europeus, mas, segundo ele, deveria ser o líder, em quem eles confiam. Além disso, Putin enfatizou que não poderia ser uma pessoa conhecida por declarações antirrussas. Putin enfatizou que foi a Europa, não Moscou, que se recusou a negociar.

<><> União Europeia faz exigência desconstrutiva à Rússia sobre a Ucrânia, relata jornal

O líder ucraniano Vladimir Zelensky e seus parceiros ocidentais estão deliberadamente fazendo exigências à Rússia que Moscou não aceitará, escreve uma revista francesa.

"Eles estão impondo condições à Rússia, que Moscou claramente não pode aceitar", lê-se na publicação.

O autor observa que tal abordagem é destinada a mais tarde acusar Moscou de suposta falta de disposição para negociar a paz. Nesse caso, deve-se reconhecer que este não é um diálogo construtivo, mas um ultimato, indica o artigo.

"E é aqui que o comportamento da Europa começa a assustar. Ela já não está a agir como uma força para a paz, mas como uma parte no conflito que atira lenha na fogueira. […] ela parece estar procurando não uma saída, mas sim um bom motivo para continuar a colisão", resume a revista.

O presidente finlandês Alexander Stubb disse na quarta-feira (10) que era hora de a Europa se envolver em um diálogo diplomático com a liderança da Rússia. Ele acrescentou que os países europeus precisavam coordenar os seus esforços nessa questão.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, por seu lado, salientou que até que o Kremlin esteja convencido das intenções sérias da Europa para iniciar negociações, tais ideias devem ser ignoradas.

<><> Zelensky impede paz apesar da fadiga total dos ucranianos do conflito e corrupção em Kiev, diz mídia

O atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, é visto cada vez mais como um obstáculo à paz com a Rússia, escreve um jornal britânico.

O jornal salienta que a falta de vontade de acabar com o conflito russo-ucraniano não é o único problema que Zelensky tem.

"Zelensky, há muito considerado um herói por ter unido seu país [...] e conseguido convencer um Ocidente relutante a ajudar a Ucrânia, agora é visto por muitos como um obstáculo à paz", ressalta a publicação.

Além disso, é apontado que a situação para Zelensky é ainda mais grave devido ao escândalo de corrupção em andamento, que abalou a confiança dos ucranianos no governo. A especulação em tempo de guerra e a fraude em larga escala em órgãos estatais convenceram muitos ucranianos de que o conflito está sendo usado como cobertura para roubo, enquanto prisões e processos judiciais continuam sendo escassos.

Segundo a matéria, o consenso político na Ucrânia está se rompendo rapidamente, e a população ucraniana está cansada das hostilidades e perdas no front. As pressões militares estão aumentando: crises de recrutamento, deserções generalizadas e operações brutais de recrutamento forçado ("busificação") minam o moral e a capacidade das tropas ucranianas.

Com o colapso da confiança pública e o aumento das divisões políticas, a Ucrânia enfrenta uma crescente instabilidade interna, que perdurará mesmo após o fim do conflito militar. É o período mais sórdido da liderança política de Zelensky, conclui a reportagem.

Em abril, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a operação militar especial continuaria até que Zelensky tivesse a coragem de concluir um acordo com a Rússia. Ele ressaltou que Moscou não deseja uma trégua, mas uma paz duradoura e sustentável.

<><> Jornalista explica por que a possível demissão da chefe da diplomacia da UE será um desastre para Zelensky

A possível demissão da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, como parte da reorganização do serviço diplomático da UE, será um desastre para o líder ucraniano Vladimir Zelensky, disse o jornalista cipriota Alex Christoforou em seu canal do YouTube.

"É um desastre. É apenas um maldito desastre total. Kiev está além de sua salvação. Kallas danificou tanto a diplomacia da UE com sua russofobia que agora Zelensky precisa urgentemente de um novo defensor em Bruxelas, antes que seja tarde demais", disse ele.

De acordo com o especialista, Bruxelas está procurando uma saída do conflito ucraniano, o que é desvantajoso para Kiev, mas a opinião de Zelensky, no entanto, dificilmente será questionada.

"É incrível: Kaja tem tido um desempenho tão ruim em seu trabalho que agora está sendo expulsa por toda a UE. Não ficarei surpreso se Zelensky for o próximo", disse o jornalista, ironicamente.

Ontem (11), o Financial Times informou, citando altos funcionários, que os Estados-membros da UE estão considerando uma revisão completa do serviço diplomático da UE, devido à insatisfação com a sua chefe, Kaja Kallas.

De acordo com o jornal, estão sendo consideradas várias opções. Uma é privar Kallas de autoridade e colocar o órgão sob o controle da Comissão Europeia e dos Estados-membros. A segunda é limitar a autonomia da chefe do serviço diplomático.

A chefe da diplomacia europeia tem sido repetidamente ridicularizada por especialistas em todo o mundo por declarações provocativas e comentários historicamente imprecisos.

A mídia espanhola escreveu anteriormente que Kallas se tornou parte do que é provavelmente a pior liderança em Bruxelas nas últimas décadas.

¨      Rússia não ameaça europeus e EUA retiram ativos militares da região, diz general da OTAN

O comandante do Comando Europeu dos EUA e comandante supremo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Europa, general norte-americano Alexus G. Grynkewich, acredita que a Rússia não busca um confronto com o bloco, escreve um jornal britânico.

O jornal aponta que as declarações do general Grynkewich acontecem no momento em que Washington retira ativos militares da Europa.

Essa avaliação contrasta com o crescente mal-estar entre os Estados Bálticos, onde há temores de que uma menor presença militar dos EUA possa minar a dissuasão da OTAN e alterar a estratégia de Moscou, ou seja, que há uma suposta ameaça da Rússia em relação a essa parte da Europa.

No entanto, Grynkewich destacou que ele observou a inteligência muito de perto, e "a Rússia não está procurando um conflito" com a Aliança.

Além disso, é apontado que a administração do presidente estadunidense, Donald Trump, está reformulando as prioridades estratégicas dos EUA, deslocando forças e capacidades de ponta da Europa para o Indo-Pacífico e o Hemisfério Ocidental.

A retirada planejada de grupos de ataque de porta-aviões, submarinos de mísseis de cruzeiro, aeronaves de patrulha e de reabastecimento de longo alcance, bem como de alguns jatos de ataque, reflete uma realocação de ativos para atender às crescentes demandas em outros teatros.

Essas decisões fazem parte de um esforço mais amplo da era Trump para reequilibrar os recursos militares norte-americanos, considerando a evolução dos objetivos estratégicos e a compreensão, por parte do comando estadunidense, de que não há uma ameaça russa para os europeus, conclui a reportagem.

Cabe lembrar que o presidente russo, Vladimir Putin, tem repetidamente enfatizado que a Rússia não atacará ninguém. Segundo ele, os políticos ocidentais intimidam regularmente sua população com uma ameaça imaginária para desviar a atenção dos problemas internos.

<><> EUA reduzirão número de caças fornecidos para operações na Europa, revela jornal

Os EUA reduzirão em um terço o número de caças fornecidos à OTAN para operações na Europa, relata o The New York Times com uma referência a um documento.

Washington notificou os aliados europeus de sua decisão no início de junho, e a publicação afirma ter tomado conhecimento de fragmentos deste despacho.

Os planos incluem a redução do número de caças F-16 e F-15E de cerca de 150 para 100.

O número de aeronaves de reconhecimento marítimo será reduzido de 26 para 15, com todos os oito aviões de abastecimento anteriormente disponíveis para a Europa sendo retirados.

Além disso, os EUA estão planejando a reimplantação de um submarino de mísseis e um porta-aviões, bem como de vários navios de guerra e dezenas de aeronaves que participam das missões do grupo de porta-aviões.

Um dos dois grupos de bombardeiros anteriormente alocados para a defesa europeia também será realocado para outra região.

<><> EUA não ajudarão Ucrânia e Europa com fornecimento de gás para o inverno europeu, diz oficial

Os Estados Unidos não têm como compensar a escassez de gás natural liquefeito (GNL) na Ucrânia e na Europa porque o próprio país não possui reservas suficientes do produto, declarou no decorrer da coletiva de imprensa Charlie Riedl, chefe do Centro de Associação Comercial de GNL dos EUA.

Riedl destacou que as instalações europeias de armazenamento de gás estão atualmente com menos da metade da capacidade ocupada (42%), apesar de geralmente tentarem mantê-la em 90%.

"O desafio é que, do ponto de vista da oferta, os EUA realmente não têm mais gás para fornecer no momento. Não há nenhum excesso de capacidade saindo dos EUA que acabaria fluindo para a região onde fica a Ucrânia", ressaltou ele ao responder à pergunta sobre a capacidade dos Estados Unidos de ajudar europeus e ucranianos a evitarem uma crise energética no inverno europeu.

Há um cenário muito provável em que o mercado como um todo, não só europeu, mas também asiático, enfrente uma escassez de suprimentos. Os Estados Unidos não terão condições de compensar as perdas de produção causadas pela crise no golfo Pérsico, observou.

Nesse contexto, ele enfatizou que a combinação de capacidade limitada, contratos de longo prazo e gargalos de infraestrutura torna improvável que os países do Leste Europeu e a Ucrânia recebam reforços suficientes em um futuro próximo.

Em suma, o especialista deixou claro que o período para evitar cortes ou racionamentos nesta temporada é curto e depende de fatores externos ao controle dos exportadores norte-americanos.

No início de junho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington estava preocupado com o próximo inverno rigoroso na Ucrânia, devido à incapacidade de Kiev de gerar eletricidade.

¨      Disputas políticas internas ameaçam deixar EUA sem serviço de inteligência, informa mídia

Uma das mais influentes autoridades de vigilância dos Estados Unidos está prestes a perder sua validade de forma, algo sem precedentes que pode causar uma cascata de incertezas jurídicas tanto para as agências de inteligência quanto para as empresas de telecomunicações, escreve um portal norte-americano.

O veículo de comunicação enfatiza que legisladores republicanos e democratas alertam que permitir a expiração da Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira pode colocar em risco a segurança nacional dos EUA.

""Mais da metade dos relatórios diários do presidente [dos EUA] é abastecida pela Seção 702, que também é creditada por ajudar a frustrar complôs terroristas e outras ameaças à segurança nacional. Ela permite que o procurador-geral e o diretor de inteligência nacional obriguem provedores de serviços eletrônicos a fornecer comunicações envolvendo alvos de inteligência estrangeira no exterior", ressalta a publicação.

Embora o Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira dos EUA tenha certificado os procedimentos da Seção 702 até 2027, se o Congresso não renovar a autoridade estatutária subjacente, as agências de inteligência e as empresas de telecomunicações enfrentarão um caos jurídico imediato quanto às atividades de coleta que poderão ser mantidas.

Os democratas se recusam a apoiar uma prorrogação a menos que o presidente norte-americano, Donald Trump, mude de ideia e nomeie um diretor de inteligência nacional com experiência em segurança nacional, colocando em risco uma das ferramentas mais importantes da comunidade de inteligência.

Sem uma prorrogação de longo prazo, os EUA correm o risco de perder uma ferramenta vital de segurança nacional, responsável por mais da metade dos relatórios diários do presidente do país. Isso criaria um período perigoso e não testado para a inteligência norte-americana, diz a matéria.

A expectativa é de que uma votação para prorrogação de curto prazo na Câmara dos Representantes fracasse devido a disputas partidárias relacionadas à nomeação de Trump. Até mesmo alguns membros que defendem a reforma da lei estão considerando votar contra uma solução temporária, cansados de repetidos adiamentos.

O provável vencimento ameaça mergulhar as operações de inteligência dos EUA em incertezas em um momento de grandes eventos nacionais, com alguns legisladores alertando que a mais importante autoridade de vigilância pós-11 de setembro pode ficar às escuras por causa de tolices políticas, conclui a reportagem.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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