Europa
deve negociar paz na Ucrânia com Moscou em vez de conversar apenas com
Zelensky, diz analista
A
Europa deve acabar com o conflito ucraniano por meio de negociações de paz com
a Rússia, declarou o ex-embaixador britânico em Moscou, Ian Proud, no YouTube.
Proud apontou que sempre que os
líderes ocidentais apresentam alguma iniciativa diplomática sobre a Ucrânia,
ela nunca envolve negociações com a Rússia.
"São
perguntas muito difíceis. Os europeus devem intensificar as
negociações para pôr um fim nisso", ressaltou.
Segundo
o diplomata, eventos constantes com a participação do atual líder
ucraniano, Vladimir Zelensky, e a difamação
da Rússia não levarão os europeus a lugar nenhum.
Dessa
forma, ele concluiu que, infelizmente, não houve uma mudança real na situação
por parte da Europa, que ainda acredita estar derrotando a Rússia.
Na
terça-feira (9), o chanceler russo Sergei Lavrov afirmou que,
enquanto a Rússia não estiver convencida de que as palavras da Europa sobre o
desejo de iniciar negociações são sérias, tais ideias devem ser ignoradas.
Anteriormente,
o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês),
Larry Johnson, declarou que os países da UE estão obcecados com a ideia de
guerra com a Rússia. Segundo ele, os altos funcionários europeus não têm
capacidade de influenciar a posição de Moscou.
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UE perdeu a oportunidade de diálogo com a Rússia há 5 anos, diz ex-ministro do
MRE alemão
A
Europa perdeu a oportunidade de iniciar negociações com a Rússia há cinco anos,
embora a então chanceler alemã Angela Merkel tenha tentado manter um diálogo
entre eles, disse o ex-ministro das Relações Exteriores alemão, Sigmar Gabriel,
em entrevista a jornal alemão.
"Permitam-me
recordar que a última reunião do Conselho Europeu da qual participou Angela
Merkel teve lugar em 2021. Isso foi antes da guerra. Na época Merkel disse a
seus colegas que precisávamos reunir um pequeno grupo e negociar com o presidente russo
Vladimir Putin.
[…] para dizer a verdade, ela estava certa. Essa foi a última vez que tivemos a
chance de negociar por conta própria. Quando não aproveitamos esta
oportunidade, os próprios europeus saíram do jogo. Então os EUA assumiram o
papel de liderança", disse ele.
Gabriel
também nomeou Angela Merkel e o presidente finlandês
Alexander Stubb como
possíveis mediadores entre a Europa e a Rússia nas negociações sobre um acordo
na Ucrânia.
Anteriormente,
o líder russo Vladimir Putin, respondendo a uma pergunta de jornalistas sobre
os possíveis candidatos para as negociações entre a Rússia e a Europa, ele
disse que, pessoalmente, ele teria preferido o ex-chanceler alemão
Gerhard Schroder,
mas deixou a escolha para os próprios europeus, mas, segundo ele, deveria ser o
líder, em quem eles confiam. Além disso, Putin enfatizou que não poderia
ser uma pessoa conhecida por declarações antirrussas. Putin enfatizou que foi a
Europa, não Moscou, que se recusou a negociar.
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União Europeia faz exigência desconstrutiva à Rússia sobre a Ucrânia, relata
jornal
O líder
ucraniano Vladimir Zelensky e seus parceiros ocidentais estão deliberadamente
fazendo exigências à Rússia que Moscou não aceitará, escreve uma revista
francesa.
"Eles
estão impondo condições à Rússia, que Moscou claramente não pode aceitar",
lê-se na publicação.
O autor
observa que tal abordagem é destinada a mais tarde acusar Moscou de suposta
falta de disposição para
negociar a paz. Nesse
caso, deve-se reconhecer que este não é um diálogo construtivo, mas um
ultimato, indica o artigo.
"E
é aqui que o comportamento da Europa começa a assustar. Ela já não está a agir
como uma força para a paz, mas como uma parte no conflito que atira lenha na
fogueira. […] ela parece estar procurando não uma saída, mas sim um bom motivo
para continuar a colisão", resume a
revista.
O
presidente finlandês Alexander Stubb disse na quarta-feira (10) que era hora de
a Europa se envolver em um diálogo diplomático
com a liderança da Rússia. Ele acrescentou que os países europeus precisavam
coordenar os seus esforços nessa questão.
O
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, por seu lado,
salientou que até que o Kremlin esteja convencido das intenções sérias da
Europa para iniciar negociações, tais ideias devem ser ignoradas.
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Zelensky impede paz apesar da fadiga total dos ucranianos do conflito e
corrupção em Kiev, diz mídia
O atual
líder ucraniano, Vladimir Zelensky, é visto cada vez mais como um obstáculo à
paz com a Rússia, escreve um jornal britânico.
O
jornal salienta que a falta de vontade de acabar com o conflito
russo-ucraniano não
é o único problema que Zelensky tem.
"Zelensky,
há muito considerado um herói por ter unido seu país [...] e conseguido
convencer um Ocidente relutante a ajudar a Ucrânia, agora é visto por
muitos como um obstáculo à paz", ressalta a publicação.
Além
disso, é apontado que a situação para Zelensky é ainda mais grave devido
ao escândalo de
corrupção em
andamento, que abalou a confiança dos ucranianos no governo. A especulação
em tempo de guerra e a fraude em larga escala em órgãos
estatais convenceram muitos ucranianos de que o conflito está sendo usado
como cobertura para roubo, enquanto prisões e processos judiciais continuam
sendo escassos.
Segundo
a matéria, o consenso político na Ucrânia está se rompendo rapidamente, e
a população ucraniana está cansada das hostilidades e perdas no front. As
pressões militares estão aumentando: crises de recrutamento, deserções
generalizadas e operações brutais de recrutamento forçado
("busificação") minam o moral e a capacidade das tropas ucranianas.
Com
o colapso da confiança pública e o aumento das divisões políticas, a
Ucrânia enfrenta uma crescente instabilidade interna, que perdurará mesmo após
o fim do conflito militar. É o período mais sórdido da liderança
política de Zelensky, conclui a reportagem.
Em
abril, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a operação
militar especial continuaria até que Zelensky tivesse a coragem de concluir um
acordo com a Rússia. Ele ressaltou que Moscou não deseja uma trégua, mas
uma paz duradoura e sustentável.
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Jornalista explica por que a possível demissão da chefe da diplomacia da UE
será um desastre para Zelensky
A
possível demissão da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, como parte da
reorganização do serviço diplomático da UE, será um desastre para o líder
ucraniano Vladimir Zelensky, disse o jornalista cipriota Alex Christoforou em
seu canal do YouTube.
"É
um desastre. É apenas um maldito desastre total. Kiev está além de sua
salvação. Kallas danificou tanto a diplomacia da UE com sua
russofobia que agora Zelensky precisa urgentemente de um novo defensor em
Bruxelas, antes que seja tarde demais", disse ele.
De
acordo com o especialista, Bruxelas está procurando uma saída do conflito
ucraniano,
o que é desvantajoso para Kiev, mas a opinião de Zelensky, no entanto,
dificilmente será questionada.
"É
incrível: Kaja tem tido um desempenho tão ruim em seu trabalho que agora está
sendo expulsa por toda a UE. Não ficarei surpreso se Zelensky for o
próximo", disse o jornalista, ironicamente.
Ontem
(11), o Financial Times informou, citando altos funcionários, que os
Estados-membros da UE estão considerando uma revisão completa do serviço diplomático
da UE,
devido à insatisfação com a sua chefe, Kaja Kallas.
De
acordo com o jornal, estão sendo consideradas várias opções. Uma é privar
Kallas de autoridade e colocar o órgão sob o controle da Comissão Europeia e
dos Estados-membros. A segunda é limitar a autonomia da chefe do serviço
diplomático.
A chefe
da diplomacia europeia tem sido repetidamente ridicularizada por especialistas
em todo o mundo por declarações provocativas e comentários historicamente
imprecisos.
A mídia
espanhola escreveu anteriormente que Kallas se tornou parte do que é
provavelmente a pior liderança em Bruxelas nas últimas décadas.
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Rússia não ameaça europeus e EUA retiram ativos militares
da região, diz general da OTAN
O
comandante do Comando Europeu dos EUA e comandante supremo da Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Europa, general norte-americano Alexus G.
Grynkewich, acredita que a Rússia não busca um confronto com o bloco, escreve
um jornal britânico.
O
jornal aponta que as declarações do general Grynkewich acontecem no
momento em que Washington retira ativos militares da Europa.
Essa
avaliação contrasta com o crescente mal-estar entre os Estados Bálticos, onde
há temores de que uma menor presença militar dos EUA possa minar a dissuasão da
OTAN e alterar a estratégia de Moscou, ou seja, que há uma suposta ameaça
da Rússia em relação a essa parte da Europa.
No
entanto, Grynkewich destacou que ele observou a inteligência muito de perto, e
"a Rússia não está procurando um conflito" com a Aliança.
Além
disso, é apontado que a administração do presidente estadunidense, Donald Trump, está reformulando
as prioridades estratégicas dos EUA, deslocando forças e capacidades de
ponta da Europa para o Indo-Pacífico e o Hemisfério Ocidental.
A
retirada planejada de grupos de ataque de porta-aviões, submarinos de mísseis
de cruzeiro, aeronaves de patrulha e de reabastecimento de longo alcance, bem
como de alguns jatos de ataque, reflete uma realocação de ativos
para atender às crescentes demandas em outros teatros.
Essas
decisões fazem parte de um esforço mais amplo da era Trump
para reequilibrar os recursos militares norte-americanos, considerando a
evolução dos objetivos estratégicos e a compreensão, por parte do comando
estadunidense, de que não há uma ameaça russa para os europeus, conclui a
reportagem.
Cabe
lembrar que o presidente russo, Vladimir Putin, tem repetidamente
enfatizado que a Rússia não atacará ninguém. Segundo ele, os políticos
ocidentais intimidam regularmente sua população com uma ameaça
imaginária para desviar a atenção dos problemas internos.
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EUA reduzirão número de caças fornecidos para operações na Europa, revela
jornal
Os EUA
reduzirão em um terço o número de caças fornecidos à OTAN para operações na
Europa, relata o The New York Times com uma referência a um documento.
Washington
notificou os aliados europeus de sua decisão
no início de junho, e a publicação afirma ter
tomado conhecimento de fragmentos deste despacho.
Os
planos incluem a redução do número de caças F-16 e F-15E de cerca de 150
para 100.
O
número de aeronaves de reconhecimento marítimo será reduzido de 26 para 15, com
todos os oito aviões de
abastecimento anteriormente
disponíveis para a Europa sendo retirados.
Além
disso, os EUA estão planejando a reimplantação de um submarino de mísseis e um
porta-aviões, bem como de vários navios de guerra e dezenas de aeronaves que
participam das missões do grupo de porta-aviões.
Um dos
dois grupos de
bombardeiros anteriormente
alocados para a defesa europeia também será realocado para outra região.
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EUA não ajudarão Ucrânia e Europa com fornecimento de gás para o inverno
europeu, diz oficial
Os
Estados Unidos não têm como compensar a escassez de gás natural liquefeito
(GNL) na Ucrânia e na Europa porque o próprio país não possui reservas
suficientes do produto, declarou no decorrer da coletiva de imprensa Charlie
Riedl, chefe do Centro de Associação Comercial de GNL dos EUA.
Riedl destacou que as instalações
europeias de armazenamento de gás estão atualmente com menos da metade da
capacidade ocupada (42%), apesar de geralmente tentarem mantê-la em 90%.
"O
desafio é que, do ponto de vista da oferta, os EUA realmente não têm mais gás
para fornecer no momento. Não há nenhum excesso de capacidade saindo dos
EUA que acabaria fluindo para a região onde fica a Ucrânia",
ressaltou ele ao responder à pergunta sobre a capacidade dos Estados Unidos de
ajudar europeus e ucranianos a evitarem uma crise energética no inverno
europeu.
Há um
cenário muito provável em que o mercado como um todo, não só europeu, mas
também asiático, enfrente uma escassez de suprimentos. Os Estados Unidos não terão
condições de compensar as perdas de produção causadas pela crise no golfo
Pérsico, observou.
Nesse
contexto, ele enfatizou que a combinação de capacidade limitada, contratos
de longo prazo e gargalos de infraestrutura torna improvável que os países
do Leste Europeu e a Ucrânia
recebam reforços suficientes em um futuro próximo.
Em
suma, o especialista deixou claro que o período para evitar cortes ou
racionamentos nesta temporada é curto e depende de fatores externos ao
controle dos exportadores norte-americanos.
No
início de junho, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que
Washington estava preocupado com o próximo inverno rigoroso na
Ucrânia, devido à incapacidade de Kiev de gerar eletricidade.
¨
Disputas políticas internas ameaçam deixar EUA sem
serviço de inteligência, informa mídia
Uma das
mais influentes autoridades de vigilância dos Estados Unidos está prestes a
perder sua validade de forma, algo sem precedentes que pode causar uma cascata
de incertezas jurídicas tanto para as agências de inteligência quanto para as
empresas de telecomunicações, escreve um portal norte-americano.
O
veículo de comunicação enfatiza que legisladores
republicanos e democratas alertam que permitir a expiração da Seção 702 da
Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira pode colocar em risco a
segurança nacional dos EUA.
""Mais
da metade dos relatórios diários do presidente [dos EUA] é abastecida
pela Seção 702, que também é creditada por ajudar a frustrar complôs
terroristas e outras ameaças à segurança nacional. Ela permite que o
procurador-geral e o diretor de inteligência nacional obriguem provedores de
serviços eletrônicos a fornecer comunicações envolvendo alvos de
inteligência estrangeira no exterior", ressalta a publicação.
Embora
o Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira dos EUA tenha
certificado os procedimentos da Seção 702 até 2027, se o Congresso não renovar
a autoridade estatutária subjacente, as agências de
inteligência e
as empresas de telecomunicações enfrentarão um caos jurídico imediato quanto às
atividades de coleta que poderão ser mantidas.
Os
democratas se recusam a apoiar uma prorrogação a menos que o presidente
norte-americano, Donald Trump, mude de ideia
e nomeie um diretor de inteligência nacional com experiência em segurança
nacional, colocando em risco uma das ferramentas mais importantes da comunidade
de inteligência.
Sem uma
prorrogação de longo prazo, os EUA correm o risco de perder uma ferramenta
vital de segurança nacional, responsável por mais da metade dos relatórios
diários do presidente do país. Isso criaria um período perigoso e não testado
para a inteligência norte-americana, diz a matéria.
A
expectativa é de que uma votação para prorrogação de curto prazo na Câmara dos
Representantes fracasse devido a disputas partidárias relacionadas à nomeação
de Trump. Até mesmo alguns membros que defendem a reforma da lei estão
considerando votar contra uma solução temporária, cansados de repetidos
adiamentos.
O
provável vencimento ameaça mergulhar as operações de inteligência dos EUA
em incertezas em um momento de grandes eventos nacionais, com alguns
legisladores alertando que a mais importante autoridade de vigilância pós-11 de
setembro pode ficar às escuras por causa de tolices políticas, conclui a
reportagem.
Fonte:
Sputnik Brasil

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