Como
a guerra na Ucrânia mudou a sociedade russa
"Eu
também recebi uma ordem, mas não a obedeci", conta o russo Igor Shchetko,
questionando por que outras pessoas não poderiam agir como ele.
O
ex-soldado das forças de mísseis estratégicos da Rússia desertou por causa
da guerra contra a Ucrânia. Ele tomou essa
decisão quando percebeu que não havia outra maneira de escapar do Exército. Em
2021, um ano antes do início da invasão da Ucrânia, Shchetko havia se
comprometido por contrato a servir por dois anos.
A
decisão de desertar também foi influenciada pelo suicídio de um recruta em sua
unidade. Shchetko encontrou o corpo. Depois disso, foi internado na ala
psiquiátrica de um hospital, onde tentou ser dispensado do Exército por motivos
médicos. No entanto, em vez disso, foi ordenada sua transferência para uma
brigada de assalto.
"Quando
soube que deveria ir para a zona de combate, ficou claro para mim que eu
não iria à guerra sob nenhuma circunstância", diz Shchetko à DW.
Poucos dias depois, ele fugiu da Rússia para a Armênia e, de lá, para a União Europeia.
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Deserção e recusa em combater
A DW
conversou com ativistas russos de direitos humanos no exílio, que no fim de
maio se reuniram em Estrasburgo, na França, para uma conferência do Comitê
Antiguerra da Rússia.
O
comitê é uma iniciativa fundada em fevereiro de 2022 por russos proeminentes no
exílio, que condena a guerra e se opõe ao regime de Vladimir Putin. As autoridades
russas classificaram o comitê como uma "organização terrorista".
O
ativista de direitos humanos Sergei Krivenko, que há anos defende os direitos
de militares, estima em cerca de 60 mil o número de soldados russos que
abandonaram suas unidades ou se recusaram a participar de combates. Não se
trata apenas de deserções "clássicas"; há também casos de soldados
que se escondem na Rússia ou tentam ser considerados por médicos incapazes para
o serviço.
Segundo
Krivenko, mais de 20 mil processos criminais já foram iniciados na Rússia por
ausência do serviço, deserção e recusa em lutar – essa última considerada crime
por Moscou. Igor Shchetko afirma que, se fosse extraditado para a Rússia,
poderia enfrentar 15 anos de prisão ou ser enviado para a linha de frente.
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Quem está sendo recrutado para o Exército russo
Desde
2023, conta Krivenko, o Exército russo tem recrutado novos soldados
principalmente por meio de contratos lucrativos. Mas não são apenas
voluntários: entre os militares contratados há presidiários, migrantes, devedores, recrutas
obrigatórios e moradores de regiões economicamente mais fracas, que muitas
vezes escolhem o serviço militar por dificuldades financeiras ou falta de
alternativas. Ao mesmo tempo, o Estado intensifica programas
"patrióticos" de treinamento paramilitar em escolas e universidades.
Observadores
ressaltam, porém, que o Exército russo não deve ser visto apenas como um
conjunto de pessoas que vão para a frente de batalha por dinheiro ou outros
motivos. Um representante do Corpo de Voluntários Russos, que lutou ao lado dos
ucranianos e usa o codinome "Kasper", lembra que o Exército russo
também inclui unidades bem treinadas e motivadas, além de "carne de
canhão".
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Visão interna das tropas
Os
ativistas alertam que, na Rússia, as pessoas estão perdendo cada vez mais o
controle sobre suas próprias vidas. A antropóloga Alexandra Arkhipova relata
ter reunido depoimentos de soldados russos, desertores e seus familiares,
descrevendo um clima cotidiano de violência.
Um dos
resultados desse trabalho é um "dicionário de guerra", com o jargão
da linha de frente que reflete a vida dentro do Exército russo. Segundo
Arkhipova, os termos se relacionam a controle, punição e sobrevivência. Por
exemplo, "casa de pássaros" refere-se a operadores de drones que
monitoram até mesmo seus próprios companheiros e podem disparar contra quem
tenta recuar. "Poço" significa locais improvisados de detenção
ilegal e punição, e "quarentena" designa bases onde soldados
russos retornados do cativeiro ucraniano são interrogados pelo Serviço Federal
de Segurança da Federação Russa (FSB) antes de serem enviados de volta ao
front. "Não há retorno para casa", enfatiza Arkhipova.
Segundo
ela, ao longo dos anos de guerra, tornou-se cada vez mais difícil voltar do
Exército à vida civil. Muitos soldados veem uma saída apenas em ferimentos
graves, captura, deserção ou, no pior caso, na morte. Além disso,
desenvolveu-se dentro do Exército uma espécie de "mercado negro da
sobrevivência". Soldados pagariam milhares de dólares para conseguir
licença, ser transferidos do front ou evitar missões em unidades de assalto.
Também seriam comprados atestados médicos e subornados comandantes para permitir
a saída temporária de uma unidade.
Arkhipova
destaca que a percepção do valor da vida humana dentro das tropas mudou: muitas
pessoas descreveriam a frente de combate como um lugar onde indivíduos são
vistos não como pessoas, mas como recursos descartáveis. Em um sistema assim, o
comando precisa de um fluxo constante de novos soldados para compensar as
perdas.
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Impacto na sociedade russa
A
guerra também está transformando a sociedade russa. De acordo com o jornalista
Alexei Tupitsyn, o conflito tornou-se parte do cotidiano e, para algumas
famílias, uma fonte de renda. Quando começou a mobilização, ele criou, com
colegas, chats para esposas de soldados mobilizados e para os próprios
soldados. Inicialmente, esses espaços eram marcados pelo medo e pelo desejo de
trazer os familiares de volta para casa. Com o tempo, porém, a guerra passou a
representar uma fonte de renda estável.
"As
esposas de soldados mobilizados hoje pertencem, por assim dizer, à classe
média", afirma o jornalista.
As
famílias quitam dívidas e compram carros e móveis caros. Além disso, Tupitsyn
relata que, em algumas escolas, filhos de participantes da guerra são
alimentados separadamente e recebem doces e outros alimentos extras, sendo
assim favorecidos.
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Exaltação do dinheiro em vez do heroísmo
Enquanto
o Estado tenta glorificar os veteranos de guerra que retornam, muitas pessoas
mantêm distância deles no cotidiano, especialmente daqueles com passado criminal que lutaram
em milícias privadas ou brigadas de
assalto.
Tupitsyn
a conta o caso de um homem condenado por duplo homicídio, libertado para servir
no Exército, que após retornar tentou trabalhar como instrutor de segurança
contra incêndios em uma escola. Seu nome havia sido apagado dos registros
criminais após servir no grupo Wagner, mas ainda assim a escola recusou
contratá-lo, apesar de suas condecorações e cartão de veterano. "A
diretora me ligou horrorizada e disse que só de olhar para ele já sentia
medo", lembra Tupitsyn.
Segundo
Arkhipova, também familiares de militares reclamam de exclusão social. Uma
mulher lhe escreveu dizendo que queria ser "a esposa de um herói",
mas enfrentava rejeição. Ela criticou o fato de o Estado transformar
participantes da guerra em "mercenários", enfatizando pagamentos e
compensações generosas em vez da "ideia de serviço e heroísmo".
Para o
desertor Igor Shchetko, que fez de tudo para não passar um único dia na guerra,
o mais importante é outra coisa: "Minhas mãos não estão manchadas com
uma única gota de sangue de ucranianos — nem de civis nem de militares",
disse, lembrando que só se sentiu seguro pela primeira vez após fugir para a
França. "Não me arrependo de nada; permaneci fiel a mim mesmo".
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Guerra na Ucrânia ultrapassa duração da 1ª Guerra Mundial
Em 24
de fevereiro de 2022, quando o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou
a invasão da Ucrânia e deu início
à atual guerra, ele esperava que a
sua "operação militar especial" em solo ucraniano fosse rápida.
E, de
fato, no início da guerra os soldados russos avançaram rapidamente, chegando
até mesmo às proximidades da capital ucraniana,
Kiev.
Mas
logo encontraram resistência da Ucrânia, e o plano inicial de tomar a capital e
derrubar o governo ucraniano teve de ser abandonado já no fim de março. Com o
recuo russo, o conflito passou a se concentrar na região do Donbass, no leste
ucraniano, e as conquistas territoriais passaram a ser lentas e pequenas.
Nesta
quinta-feira (11/06), a guerra que deveria ser rápida completou 1.569 dias,
tornando-se assim mais longa do que a Primeira Guerra Mundial – com a qual
é frequentemente comparada.
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Guerra de exaustão
Com o
recuo russo de Kiev e de outras regiões ucranianas, logo nas primeiras semanas
de guerra, o conflito se tornou o que especialistas chamam de guerra de
exaustão (também conhecida como guerra de posições, guerra de desgaste ou
guerra de atrito).
Ao
contrário da guerra de movimento, a guerra de exaustão transcorre num local
fixo, no qual o front permanece por um longo tempo inalterado, enquanto se
busca impor pesadas perdas materiais e de pessoal ao inimigo, ao ponto da
exaustão e do consequente colapso.
Muitos
analistas já observaram que essa dinâmica lembra o que aconteceu na Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Mas, na guerra da Ucrânia, essa situação de um front quase inalterado, com
soldados inimigos não muito distantes uns dos outros, tem uma diferença
fundamental: o uso de drones.
Drones
passaram a ser amplamente utilizados por ambos os lados a partir do verão
europeu de 2023. Um soldado ucraniano relatou à DW que, durante a
contraofensiva ucraniana no primeiro ano da guerra, estava a apenas um
quilômetro e meio das posições russas, armado com uma metralhadora de grosso
calibre de fabricação americana.
Ele
contou que também percorria longas distâncias em terreno aberto e cuidava da
logística a partir de um veículo blindado. Transportava munição e suprimentos,
fazia o rodízio de pessoal e retirava feridos. Hoje nada disso é possível.
Esse
uso de uma nova tecnologia, porém, evoca uma outra semelhança com a Primeira
Guerra Mundial, na qual aviões e tanques de guerra passaram a ser usados.
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Drones deram origem à killzone
O uso
dos drones mudou radicalmente a guerra na
Ucrânia. Como consequência, as unidades na linha de frente tiveram que se
adaptar, cavando trincheiras, camuflando-as e protegendo-as dos drones. Armas
de alta tecnologia tiveram que ser deslocadas para longe da linha de frente, e
os soldados de infantaria precisam se esconder no subsolo. Combates diretos
entre soldados ou o uso de tanques se tornaram raros.
O que
surgiu foi a chamada killzone, ou zona da morte, uma área que
divide os dois lados e onde ninguém pode sobreviver devido ao constante
monitoramento pelos drones. Em alguns lugares, ela tem de 20 a 25 quilômetros
de largura.
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Nem tudo é parecido
Mas, se
há semelhanças com o que aconteceu há mais de cem anos, os contingentes
militares envolvidos são muito menores, e as perdas, ainda que elevadas de
ambos os lados, não chegam nem perto dos 9 milhões de militares mortos na
Primeira Guerra – isso sem falar num número equivalente de civis.
Em
2022, em entrevista à DW, o historiador
australiano Christopher Clark, autor de The sleepwalkers: How Europe
went to war in 1914 (Os sonâmbulos: Como a Europa foi à guerra em
1914), pediu cautela nas comparações. Ele lembrou que, naquele ano, o conflito
não começou com o ataque frontal de um país ao outro, mas com o assassinato do arquiduque Franz
Ferdinand,
herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro.
Para
Clark, as motivações de Putin que levaram à guerra da Ucrânia têm paralelos com
o século 19, ou como o czar Nicolau 1º, em 1848, justificou a intenção de
invadir e ocupar a Valáquia, na atual Romênia. "Acho que Vladimir Putin
encara a Ucrânia como um território [da Rússia]", observou. "Estamos
de volta ao mundo do século 19 e não ao mundo em 1914."
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Consequências profundas
Claro
está que as consequências da invasão da Ucrânia pela Rússia vão muito além das
fronteiras dos dois países. "Putin está em guerra conosco. Ele vê a
Ucrânia como uma guerra por procuração entre o Ocidente e a Rússia", disse
o analista Markus Kaim, do Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de
Segurança (SWP), à emissora NTV.
Assim
como o conflito de mais de cem anos atrás, a guerra da Ucrânia pode ter um
impacto geopolítico sobre toda a Europa, o que já se percebe no ingresso de
novos países na Otan e no aumento dos gastos com defesa.
E, com
as negociações de paz paralisadas, não há sinais de que a guerra esteja perto
do fim.
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Ataques contra território russo geram escalada na Ucrânia
em vez de rendição de Moscou, diz analista
O
Ocidente deve entender que os ataques ao território russo não farão com que a
Rússia capitule, disse o professor da Universidade do Sudeste da Noruega Glenn
Diesen no YouTube.
Diesen destacou que, agora, as coisas
estão ficando mais sérias: pode haver uma escalada na Ucrânia e os esforços da
Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) não farão com que a Rússia se
renda.
"Há
sempre um entusiasmo: 'Oh, a Rússia está queimando, ela vai perder'. No
entanto, deve-se sempre lembrar que a Rússia pode suportar os danos sem
recorrer a uma escalada com a OTAN", ressaltou.
Nesse
contexto, o analista concluiu que o Ocidente cruzou todas as linhas vermelhas em uma
tentativa de provocar a Rússia, sem entender que não pode se opor a
Moscou.
A
representante oficial do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou que a
decisão dos países da União Europeia de continuar financiando
Kiev confirma que a Europa não deseja a paz na Ucrânia.
Além
disso, Moscou alertou repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento
de armas a Kiev não mudará o curso do conflito, apenas o prolongará.
O
chanceler russo, Sergei Lavrov, enfatizou que
qualquer carga desse tipo se tornará um alvo legítimo para a Rússia.
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Ocidente deve negociar paz com Rússia e garantir que
Ucrânia não adira à OTAN, afirma mídia
É hora
de todo o Ocidente começar a se esforçar para acabar com o conflito
russo-ucraniano, escreve uma revista estadunidense.
A
revista aponta que, diante dos sinais de que a administração do presidente
estadunidense, Donald Trump, está perdendo o
interesse no processo de paz na Ucrânia, é hora de um esforço sério para
pôr fim às hostilidades.
"Em
vez de europeus e norte-americanos discutirem sobre quem deveria ser o
responsável pelas negociações, a verdade é que cada nação ocidental terá
um papel a desempenhar, junto com a Ucrânia e a Rússia, para elaborar os vários
acordos necessários para a paz", ressalta a publicação.
Segundo
a matéria, no decorrer do processo de paz, devem ser alcançados acordos sobre
a restauração das relações entre a Europa e a Rússia, bem como sobre a
recusa da Ucrânia em aderir à Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Somente
por meio de um esforço ocidental unificado e de negociações preparatórias que
mapeiem um acordo realista é que a guerra pode acabar e se evitaria uma
nova escalada em todo o continente, conclui a reportagem.
Na
quarta-feira (10), o presidente sérvio, Aleksandar Vucic, afirmou que um número
cada vez maior de líderes europeus concorda com a posição de Trump de
que é necessário negociar para pôr fim ao conflito ucraniano.
No
mesmo dia, o chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que,
enquanto a Rússia não estiver convencida de que as palavras dos europeus sobre
o desejo de iniciar negociações são sérias, tais ideias devem ser
ignoradas.
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Catástrofe econômica é inevitável para Kiev se Ucrânia
não alcançar a paz com Rússia, diz relatório
A
Ucrânia enfrentará a ruína financeira se um acordo de paz de longo prazo com a
Rússia não for alcançado, segundo um relatório de um centro analítico
estadunidense.
O
relatório aponta que, apesar de os doadores ocidentais cobrirem quase
completamente as necessidades humanitárias, econômicas e militares de Kiev, a
Ucrânia continuará altamente dependente de financiamento externo no futuro
previsível.
"A
Ucrânia continuará dependente de apoio financeiro externo e enfrentará
riscos crescentes de sustentabilidade da dívida, a menos que um acordo de paz
duradouro reduza substancialmente os gastos com defesa", ressalta a
publicação.
Segundo
a matéria, atrasos nas reformas exigidas pelo Fundo Monetário
Internacional (FMI) na
Ucrânia poderiam comprometer a ajuda oficial a Kiev e, se o conflito
continuasse, o orçamento militar inflado se tornaria cada vez mais difícil
de cobrir.
Nessa
situação, a Ucrânia corre o risco de um colapso fiscal em cascata,
que paralisaria os serviços públicos e as funções básicas do Estado. Os
gastos elevados e contínuos durante as hostilidades, somados à dívida
crescente, podem forçar Kiev a realizar repetidas reestruturações, o que pode
resultar em inadimplência e diminuir o acesso aos mercados internacionais.
Se as
subvenções externas e os empréstimos concessionais secarem, a Ucrânia
enfrentará demissões em massa, pensões não pagas e um colapso em sua
capacidade de reconstrução, observa o material.
Um conflito prolongado corroeria a
confiança dos investidores de tal forma que nem mesmo promessas de reconstrução
em larga escala se concretizariam, deixando a infraestrutura crítica sem
reparos.
Portanto,
o texto conclui que somente em um cenário que leve a uma paz sustentável e
permanente Kiev poderá reduzir os custos a um nível em que não precise
depender de apoio financeiro estrangeiro constante.
A
Ucrânia vem elaborando orçamentos com déficits recordes nos últimos anos, na
esperança de cobri-los com ajuda ocidental. O orçamento do país para este ano
foi aprovado com um déficit de US$ 45 bilhões (R$ 233,70 bilhões).
Kiev
está tentando cobrir os rombos no orçamento por meio de financiamento externo.
Enquanto isso, no Ocidente, a alocação de novos pacotes de ajuda está ocorrendo
após longas discussões, e os parceiros têm alertado cada vez mais que a
Ucrânia precisa intensificar sua busca por fontes de autofinanciamento.
Fonte:
DW Brasil/Sputnik Brasil

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