Produtora
de Dark Horse pagou R$ 50 mil à mulher de Silas Malafaia
A
empresária Karina Ferreira da Gama, sócia do deputado federal Mário Frias
(PL-SP) e produtora do filme Dark Horse, recebeu R$ 2,5 milhões da Prefeitura
de São Paulo para realizar um evento literário gospel de três dias que incluiu
a contratação de lideranças evangélicas e personalidades conservadoras para
palestras remuneradas com recursos públicos.
As
informações foram divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo (DCM), que revelou
detalhes dos contratos firmados para o evento realizado entre os dias 27 e 30
de setembro de 2018, no auditório Elis Regina, localizado no complexo do
Anhembi, na zona norte da capital paulista. Entre os nomes contratados está
Elizete Malafaia, esposa do pastor Silas Malafaia, que recebeu R$ 50 mil para
ministrar uma palestra de uma hora sobre “Empoderamento Feminino e Família”.
O
contrato para a realização do evento foi assinado em 14 de agosto de 2018. A
responsável pela autorização do projeto em nome da Prefeitura foi Juliana
Velho, então chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Cultura. Atualmente,
ela ocupa o cargo de chefe de gabinete da Secretaria Estadual da Educação de
São Paulo, no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo o DCM, o
evento registrou público abaixo do esperado e teve posteriormente suas contas
rejeitadas por órgãos de fiscalização e controle.
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Mulher de Silas Malafaia recebeu R$ 50 mil
De
acordo com a documentação apresentada pela produtora, Elizete Malafaia foi
contratada para abordar temas relacionados à família e ao empoderamento
feminino. Na justificativa oficial da contratação, Karina da Gama destacou que
a palestrante é “psicóloga, bacharel em teologia, terapeuta de família,
conferencista e coordenadora do Grupo de Terapeutas Cristãos. Ela é autora de
diversos livros e mensagens em DVD com temas voltados para a mulher no contexto
pessoal, profissional, familiar e espiritual”.
O valor
pago à esposa de Silas Malafaia foi de R$ 50 mil por uma apresentação de
aproximadamente uma hora. A contratação integra uma lista de palestrantes
ligados ao segmento evangélico e ao campo político conservador que participaram
da programação financiada com recursos municipais.
Além de
Elizete, outros nomes conhecidos do público evangélico também foram
contemplados com cachês elevados para palestras de curta duração durante o
evento.
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Ana Paula Valadão e Sonia Hernandes também participaram
A
cantora e pastora Ana Paula Valadão, irmã do pastor André Valadão, recebeu R$
50 mil para uma palestra sobre desenvolvimento pessoal. Na documentação
oficial, sua contratação foi justificada pela produtora com a seguinte
descrição: “Ana Pàula é Escritora, cantora, compositora, arranjadora de música
cristã contemporânea e apresentadora brasileira. Citada pela Forbes como uma
das 100 pessoas mais influentes do Brasil”.
Outra
participante foi a bispa Sonia Hernandes, fundadora da Igreja Renascer em
Cristo, que também recebeu R$ 50 mil para falar sobre “empoderamento feminino e
família”. Segundo a justificativa apresentada por Karina da Gama, “Sônia
Hernandes é empresária, escritora, apresentadora de televisão, compositora e
primeira Bispa do Brasil.”
A
presença de Sonia Hernandes chamou atenção também por sua proximidade com
lideranças políticas do campo conservador. Seu marido, o bispo Estevam
Hernandes, chegou a defender publicamente o nome de Tarcísio de Freitas para a
Presidência da República. Em declaração à Folha de S.Paulo, afirmou: “Acho que
ele seria o candidato ideal para este momento do Brasil”.
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Coach ligado a Ricardo Nunes e Vitor Belfort receberam recursos
Entre
os contratados também estava o coach Paulo Vieira, que recebeu R$ 50 mil para
uma palestra intitulada “Poder da Ação e da Auto-Responsabilidade”. Vieira
ganhou projeção nacional por sua atuação no mercado de desenvolvimento pessoal
e, durante a campanha municipal de 2024, atuou como consultor informal do
prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Segundo
o DCM, Paulo Vieira foi denunciado pelo Ministério Público em 2023 sob acusação
de demitir uma funcionária que não declarou voto em Jair Bolsonaro e por
supostas declarações feitas a funcionários de sua empresa envolvendo
posicionamentos políticos e religiosos.
Outro
nome incluído na programação foi o ex-lutador Vitor Belfort, que recebeu R$ 30
mil para uma palestra intitulada “Lições de Garra, Fé e Sucesso”. Belfort se
tornou conhecido nos últimos anos por manifestações públicas de apoio a Jair
Bolsonaro e por sua atuação como influenciador digital.
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Contas do evento foram rejeitadas
A
contratação do evento ocorreu por meio de recursos da Prefeitura de São Paulo
destinados à realização de um encontro literário voltado ao público evangélico.
A lista de palestrantes incluiu lideranças religiosas, escritores,
comunicadores e personalidades alinhadas ao conservadorismo político.
Conforme
relatado pelo Diário do Centro do Mundo, documentos públicos da administração
municipal detalham os valores pagos aos participantes e as justificativas
apresentadas para cada contratação. O portal também informou que o evento
registrou baixa participação em diversas atividades.
Posteriormente,
as contas do projeto foram rejeitadas pelas autoridades responsáveis pela
fiscalização e controle dos recursos públicos municipais, segundo a reportagem.
• Dark Horse: tentáculos da produtora do
filme de Bolsonaro chega a 51 governos estaduais e municipais
empresária
Karina Ferreira da Gama, produtora de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro,
aparece em uma rede de contratos públicos maior do que a já mapeada nas últimas
semanas. Documentos entregues pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG
presidida por ela, listam convênios e repasses com ao menos 51 governos no
país, entre prefeituras, estados e o Distrito Federal.
O
levantamento foi publicado por Vinicius Segalla, no Diário do Centro do Mundo,
e acrescenta uma nova camada ao caso que a Revista Fórum vem acompanhando: a
sobreposição entre a Go Up Entertainment, produtora do longa bolsonarista, o
ICB, contratos da gestão Ricardo Nunes, emendas de parlamentares do PL e
investigações abertas na Polícia Civil e no Supremo Tribunal Federal.
Nos
últimos dias, a Fórum publicou que Karina é o elo entre a produtora de Dark
Horse e contratos milionários com a Prefeitura de São Paulo. Também reportou
que o ICB recebeu recursos de emendas de Mário Frias, produtor-executivo do
filme, além de ter firmado contrato de R$ 108 milhões com a gestão Nunes para
operar pontos do programa Wi-Fi Livre SP.
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Karina Ferreira da Gama e a expansão da rede pública
Segundo
a documentação citada pelo DCM, o ICB apresentou à Prefeitura de São Paulo uma
lista de contratos, convênios ou repasses vinculados a 49 municípios, além do
governo paulista e do Distrito Federal. Os projetos vão de robótica educacional
e instalação de antenas de Wi-Fi a eventos literários evangélicos, capacitação
de professores e ações de automobilismo social.
A
informação muda a escala do caso. A rede que já aparecia conectada ao contrato
do Wi-Fi Livre, às emendas parlamentares e ao filme de Bolsonaro não se
limitava à capital paulista. A própria entidade apresentou um histórico de
atuação espalhado por diferentes administrações públicas.
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Contrato de R$ 108 milhões está sob investigação
O
principal contrato em apuração foi assinado em 20 de junho de 2024 pela
Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo. O acordo previa a
implantação e operação de 5 mil pontos de Wi-Fi público em comunidades da
capital, ao custo de R$ 108 milhões.
A
execução do programa virou alvo da Operação Wi-Fi Livre SP, da Polícia Civil,
que apura suspeitas de fraude contratual, desvio de recursos e lavagem de
dinheiro. A Go Up, produtora do filme de Bolsonaro, também entrou no radar da
investigação por sua ligação com Karina e com o ICB.
A Fórum
publicou ainda que a ONG ligada ao filme emitiu R$ 1,2 milhão em notas fiscais
para empresas do mesmo entorno, o que reforçou suspeitas sobre a circulação de
dinheiro dentro da própria rede associada à produtora.
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Emendas de Mário Frias chegaram ao STF
Outra
frente envolve emendas parlamentares. A Fórum reportou que Mário Frias destinou
recursos ao entorno da produtora de Dark Horse. O deputado nega irregularidades
e afirma que os repasses financiaram projetos públicos sem relação com o longa.
O caso
entrou no radar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que pediu
informações sobre emendas do PL destinadas a entidades vinculadas ao grupo de
Karina Ferreira da Gama. A Fórum também acompanhou a intimação de Frias, Bia
Kicis e Professor Alcides Polon no âmbito da apuração sobre os repasses.
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TCU e dados do Wi-Fi ampliam pressão sobre o caso
A rede
já havia recebido alerta anterior de órgãos de controle. A Fórum publicou que o
TCU apontou o ICB como possível organização de fachada antes do avanço do
contrato com a gestão Nunes.
Outra
frente foi aberta após reportagem do Intercept Brasil apontar possível uso de
dados do Wi-Fi Livre para disparos em massa. A Fórum reportou que Sâmia Bomfim
pediu investigação sobre o caso, o que levou o escândalo também ao debate sobre
proteção de dados pessoais.
• Como Mário Frias drenou dinheiro de
emendas para a produtora de Dark Horse
Operação
Wi-Fi, deflagrada pela Polícia Civil, colocou sob investigação uma rede de
relações que envolve o deputado federal Mario Frias (PL), a empresária Karina
Gama, a produtora do filme Dark Horse e um contrato milionário firmado pela
Prefeitura de São Paulo para a instalação de internet gratuita em comunidades
da capital.
As
apurações buscam esclarecer se recursos públicos destinados ao programa de
conectividade foram desviados para financiar a produção do longa-metragem sobre
o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os investigados negam irregularidades.
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O que é o contrato investigado
O
centro da investigação é um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e
o Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização presidida por Karina Gama.
A
entidade foi contratada para implantar milhares de pontos de Wi-Fi gratuito em
áreas públicas da cidade. Inicialmente avaliado em R$ 108 milhões, o acordo foi
posteriormente ampliado para cerca de R$ 143 milhões.
Segundo
a Polícia Civil e o Ministério Público, há indícios de direcionamento no
chamamento público, ausência de capacidade técnica da entidade para executar o
projeto, pagamentos por serviços supostamente não realizados e possível
sobrepreço nos valores contratados.
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Quem é Karina Gama
Karina
Gama é presidente do Instituto Conhecer Brasil e sócia da produtora Go Up
Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia de Jair
Bolsonaro.
A
empresária também é apontada como aliada política de Mario Frias. Os dois se
aproximaram quando o parlamentar ocupava a Secretaria Especial de Cultura do
governo Bolsonaro.
Nos
últimos anos, Karina passou a administrar contratos de valores elevados com a
Prefeitura de São Paulo e ampliou suas atividades empresariais, ao mesmo tempo
em que consolidou sua parceria com Frias.
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Qual é a relação de Mario Frias com o caso
Além de
ter atuado como um dos articuladores da produção de Dark Horse, Mario Frias
destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil.
As
conexões, porém, não se limitam à ONG.
Documentos
da Câmara dos Deputados mostram que o gabinete de Frias contratou empresas
ligadas ao círculo empresarial de Karina Gama para prestar serviços de CRM
político, ferramenta utilizada para gerenciamento de relacionamento com
eleitores e atividades parlamentares.
Entre
setembro de 2024 e abril de 2026, a Complexsys Soluções Integradas recebeu
aproximadamente R$ 154 mil da cota parlamentar do deputado.
Antes
disso, entre abril de 2023 e agosto de 2024, a mesma atividade era desempenhada
pela GTrend, empresa de Wemerson Marinho da Gama, ex-marido de Karina, que
recebeu cerca de R$ 115 mil do gabinete.
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O que chamou a atenção dos investigadores
A troca
de fornecedores ocorreu logo após o fim do relacionamento entre Karina e
Wemerson.
Além
disso, documentos analisados pela reportagem mostram que as notas fiscais
emitidas pela GTrend e pela Complexsys apresentavam descrições praticamente
idênticas dos serviços prestados ao gabinete de Mario Frias, apesar de terem
sido emitidas por empresas diferentes.
Wemerson
afirmou que acreditava ter sido contratado justamente por sua ligação familiar
com Karina Gama e disse ter atuado de boa-fé durante a prestação dos serviços.
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Por que a Complexsys está sendo investigada
A
Complexsys aparece em dois núcleos distintos da investigação.
Além de
prestar serviços ao gabinete de Mario Frias, a empresa foi subcontratada pelo
Instituto Conhecer Brasil para executar parte do contrato de Wi-Fi firmado com
a Prefeitura de São Paulo.
Segundo
a Polícia Civil, as subcontratações feitas pelo ICB somam cerca de R$ 98
milhões.
Os
investigadores suspeitam que parte dessas empresas possa ter sido utilizada
para pulverizar recursos públicos, dificultando o rastreamento do dinheiro.
A
Complexsys pertence ao empresário André Feldman, que aparece em registros
fotográficos ao lado de Karina Gama nas redes sociais.
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O caso da nota fiscal de R$ 2 milhões
Um dos
pontos mais delicados da investigação envolve uma nota fiscal de R$ 2 milhões
emitida pela Complexsys em novembro de 2025.
O
documento se referia a supostos serviços de verificação e reparo técnico de
equipamentos utilizados no programa de Wi-Fi.
Contudo,
consulta aos sistemas oficiais da Prefeitura de São Paulo apontou que a nota
foi cancelada no mesmo dia em que foi emitida.
Apesar
do cancelamento, o documento foi incluído pelo Instituto Conhecer Brasil na
prestação de contas apresentada ao município meses depois.
A
polícia tenta esclarecer por que uma nota sem validade fiscal teria sido
utilizada para justificar despesas do contrato.
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Como o filme “Dark Horse” entra na investigação?
A
principal suspeita da Polícia Civil é que parte dos recursos movimentados pelo
Instituto Conhecer Brasil e por empresas subcontratadas tenha sido utilizada
para financiar a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.
No
pedido de quebra de sigilo bancário de Karina Gama, os investigadores citam
indícios de possível confusão patrimonial entre a ONG, empresas privadas e a
produtora responsável pelo longa.
A
hipótese é que recursos públicos destinados ao programa de internet gratuita
possam ter sido desviados por meio de contratos e transferências entre empresas
ligadas ao mesmo grupo.
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O que dizem os envolvidos
Karina
Gama não comentou publicamente as acusações.
Mario
Frias saiu em defesa da empresária e afirmou confiar integralmente nela.
Segundo o deputado, Karina está sendo alvo de uso político da investigação e
todas as operações financeiras poderão ser esclarecidas.
A
Complexsys declarou que atua apenas como prestadora de serviços do Instituto
Conhecer Brasil e afirmou colaborar com as autoridades.
Já a
Prefeitura de São Paulo sustenta que o programa funciona regularmente e afirma
ter fornecido toda a documentação solicitada pela Polícia Civil.
O
prefeito Ricardo Nunes (MDB) também nega irregularidades, contesta as suspeitas
de superfaturamento e afirma que a contratação seguiu critérios técnicos e
legais.
Enquanto
isso, a Polícia Civil e o Ministério Público seguem analisando contratos,
transferências bancárias, notas fiscais e documentos apreendidos para
determinar se houve desvio de recursos públicos e eventual financiamento
indireto da produção cinematográfica por meio do contrato de Wi-Fi.
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Nota da gestão Nunes
“A
Prefeitura de São Paulo informa que colabora com investigações em andamento e
segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações. Todo o
material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido disponibilizado
às autoridades e são, desde sempre, de acesso público, por meio da prestação de
contas do município. A administração ressalta que o programa funciona
normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link
https://wifilivrecomunidades.org/sp.
Por
volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela
prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção. Não houve
pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é
exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades
periféricas da cidade.
A
prefeitura reforça que toda a prestação de contas, com documentos, notas
fiscais, contratos e outras informações, está no sistema SEI, que é público. O
processo passou também por acompanhamento do Tribunal de Contas do Município
(TCM). A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvios de recursos
públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu
rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade.
Vale
lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade
interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme
mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo
estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês,
significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022, de R$ 2.026,26
por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês.”
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Nota do MP
O MP
investiga os contratos da ONG em duas frentes: na Promotoria Patrimonial e
também na Criminal.
Em
nota, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital,
informou que “há um inquérito civil em andamento para apurar eventuais
irregularidades no Termo de Colaboração n. 01/SMIT/2024, firmado entre a
Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e Instituto Conhecer Brasil, cujo
objeto consiste na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso
à rede de wi-fi pública em comunidades do município, pelo prazo de 12 meses”.
A
promotoria diz ainda que há “notícia de: A) suposto direcionamento do
chamamento público anterior; B) ausência de justificativa técnica ou econômica
para o ajuste com organização da sociedade civil; C) celebração de três
aditamentos contratuais em sequência, com intervalos de pouquíssimos dias entre
a sua solicitação e a efetiva formalização; e D) repasses financeiros
originalmente previstos para fases posteriores do ajuste e referentes a
serviços ainda não implantados”.
Fonte:
Brasil 247/Fórum

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