terça-feira, 23 de junho de 2026

As lorotas que os Bolsonaros contam a Trump e ele acredita

Não é preciso ser conhecedor da alma humana para perceber que o Donald Trump tem aquela personalidade de quem se "emprenha pelos ouvidos". Tipo Bolsonaro pai. E quem gravita perto deles e quer impressionar ou tirar algum proveito, vive a lhes contar lorotas, histórias mal contadas nas quais eles embarcam sem nem mesmo consultar um assessor mais sensato ou pragmático, do tipo que o egocentrismo de ambos não comporta ter ao lado; ou ler um jornal - neste capítulo, têm as jovens pans a despejar malfazejos, e é nisso que levam fé.

Nesta quarta (17), se ouviu nos rádios e se leu nos jornais online o Trump a dizer no G7 a jornalistas que no Brasil "querem prender Bolsonaro Jr.". Se você é um/a sujeito/a sério/a, se espantou. Como a turma aqui do Informe. Como assim, Trump?

Pois é.

Não é difícil imaginar a dupla de irmãos espertos, com o neto do ditador ("que pelo nome não se perca", diria o Hélio Fernandes pai), sentada no Salão Oval da Casa Branca enchendo o ouvido do senhor da guerra com as mentiras mais deslavadas, a fim de despertar no poderoso compaixão (por eles) e raiva (dos adversários). Quem observa o Flavio Bolsonaro já entendeu que ele conta as histórias mais esdrúxulas, tentando se livrar de graves acusações, sem a cara tremer. E o faz até em entrevistas ao vivo na TV.

Voltando à declaração de Trump, se há alguém que quer prender o "Bolsonaro Jr." no Brasil é ele mesmo, por suas relações perigosas com o que há de mais controvertido na sociedade, sejam milicianos, sejam banqueiros corruptos que roubam dinheiro de aposentados.

Alguém imagina Flavio e Eduardo sentados na frente do imperador do mundo (ele se acha) dizendo o seguinte?:

"Sr. Trump, condecorei milicianos assassinos quando era deputado."

"Sr. Trump, tenho relações íntimas com os assassinos da Marielle."

"Sr. Trump, o sr. sabe quem foi Marielle?"

"Sr. Trump, fui apanhado rachando salários dos funcionários do meu gabinete para pagar minhas despesas pessoais."

"Sr. Trump,  comprei dezenas de imóveis em dinheiro vivo sem lastro."

"Sr. Trump, fui grampeado 'tomando grana' (royalties para Otávio Guedes) de banqueiro corrupto."

"Sr. Trump, dizem que eu lavava dinheiro na minha loja de chocolate."

"Sr. Trump, comprei mansão de 6 milhões com meu salário de político."

"Sr. Trump,  sou deputado federal (o Eduardo), mas vim para os Estados Unidos buscar taxar o Brasil para tentar livrar meu pai da cadeia."

"Sr. Trump, o grupo liderado por papai planejou matar o presidente do Tribunal Eleitoral do Brasil, o presidente e o vice-presidente da República, visando dar um golpe e tomar o poder de um homem legitimamente eleito."

É claro que não!!!

O que eles contam é pura lorota. As mesmas que emprenham pelos ouvidos a camarilha de seguidores que andam por aí a perturbar a nação, acreditando em "mamadeiras de pi...", bebendo detergente e rezando para pneus...

"Sr. Trump, estão nos perseguindo, nós somos santos, milagreiros, servos do Senhor, frequentamos a igreja do Malafaia, distribuímos pix aos mais pobres"...

Imagina se eles tivessem a expressão internacional para serem convidados de honra da reunião anual das maiores potências mundiais, como tem o "cachaceiro" (assim eles chamam o Lula) de "nove dedos", que, mesmo sem falar inglês, aparece nas altas rodas planetárias (às vezes de braços dados) sendo entendido e se fazendo entender só com o olhar...

Resta-lhes o caos, a invasão dos ianques em sua própria nação, a guerra no quintal dos seus "patriotas", os drones explodindo sobre as comunidades mais pobres à guisa de caçar "terroristas".

É por isso que torcem.

Tudo com (muito) rancor. Tudo por vaidade.

•        Datafolha comprova o mais estúpido e insistente dos erros da família Bolsonaro

incapacidade de ler a realidade do próprio país parece ser uma marca registrada da família Bolsonaro. Conhecidos por guiar suas bases com mão de ferro, os integrantes do clã colecionam erros crassos de cálculo político. No entanto, o mais gritante e contraproducente de todos eles acaba de ser desmascarado, em detalhes, por um recorte cirúrgico da nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20).

O levantamento joga um balde de água fria na obsessão internacional dos extremistas: para a esmagadora maioria dos brasileiros, exatos 65%, o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, a qualquer candidato no Brasil é totalmente indiferente. Para piorar o cenário do clã, 15% dos entrevistados ainda afirmaram que a vontade de votar em um político apoiado pelo magnata norte-americano na verdade diminuiria. No sentido oposto, apenas 17% disseram que o endosso do líder da Casa Branca aumentaria o interesse pelo candidato. Outros 3% não souberam responder.

A matemática é implacável e expõe a falta de inteligência estratégica da extrema direita bolsonarista: para 80% do eleitorado nacional, o que Trump dita ou deixa de ditar é irrelevante ou motivo de repulsa. Apenas uma bolha minguante de 17% se orienta pelos comandos do “laranjão” do Norte.

Ao insistir em uma submissão cega a Washington, o clã Bolsonaro não está demonstrando força; está assinando o atestado de óbito político da candidatura de Flávio Bolsonaro.

<><> Fetiche por Washington e o desastre nas pesquisas

Esse alinhamento automático não é novidade, mas o grau de descolamento da realidade impressiona. Os Bolsonaro tratam as redes sociais como se o brasileiro comum acordasse pensando na geopolítica norte-americana, publicando fotos e salamaleques na Casa Branca como se isso fosse um salvo-conduto eleitoral. Ignoram o óbvio: Trump é uma figura profundamente impopular e rejeitada tanto no Brasil quanto na maior parte do planeta.

O histórico recente mostra que esse tiro sempre sai pela culatra. Até mesmo durante o mandato de Jair Bolsonaro, o fetiche de se colar à imagem de Trump servia apenas para derreter a aprovação do governo internamente. Agora, o roteiro de subordinação se repete com o filho 01.

Toda vez que Flávio Bolsonaro enfrenta turbulências e corre para os EUA em busca de socorro, ou de uma foto com o padrinho extremista, o resultado nas pesquisas é o mesmo: queda livre. Foi exatamente o que aconteceu após o seu pior momento na campanha até aqui, o escândalo do Master. Em vez de recalcular a rota e falar com o povo brasileiro, Flávio pegou o primeiro voo para Washington para mendigar o apoio de Trump.

O troco do eleitorado veio a jato. Enquanto Flávio desidrata nas intenções de voto e se isola em um radicalismo sem apelo popular, o presidente Lula consolida sua liderança no segundo turno, recupera popularidade e cresce ao capitanear uma narrativa forte de defesa da soberania nacional, conversando diretamente com o que o brasileiro de fato valoriza.

<><> Dados da pesquisa

O Datafolha entrevistou 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, cobrindo 139 municípios entre os dias 17 e 18 de junho. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09956/2026.

•        Richard Gere, Trump e Bolsonaro: O desabafo do ator que serve de alerta ao Brasil

um depoimento durante o Oslo Freedom Forum, conferência Global sobre direitos humanos e democracia, o ator Richard Gere, mundialmente famoso por Pretty Woman, falou sobre o desmonte que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump fez nos programas sociais e nas realizações democráticas do governo do país.

Gere faz também uma autocrítica que serve também para nós aqui no Brasil. O ator se questiona, diz que deveria ter feito mais para impedir que Trump viesse a ser presidente novamente.

É uma reflexão que vale para nós aqui no Brasil, que também permitimos a eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e agora somos ameaçados com a candidatura de seu filho Flávio à eleição presidencial deste ano.

A reflexão de Richard vale para nós: o quanto não nos esforçamos mais para impedir a eleição de Jair Bolsonaro, quando não fomos mais às ruas, às redes, o quanto não comunicamos mais com os nossos amigos, colegas, informando do perigo da eleição de Jair Bolsonaro naquele 2018.

Não podemos cometer o mesmo erro com seu filho Flávio Bolsonaro agora em 2026.

Richard Gere não tem essa oportunidade mais. Donald Trump foi reeleito. Mas nós temos essa chance, não podemos cometer o mesmo erro novamente de não darmos tudo de nós para impedir a vitória de uma candidatura que levará o país ao caos, que vai destruir o que resta dos direitos e garantias trabalhistas, que vai entregar nossas riquezas para os Estados Unidos, vai privatizar Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil… porque destruir o que foi construído ao longo do tempo é fácil. Vimos isso nos governos Temer e Bolsonaro. Por isso vale, e muito, a reflexão de Richard Gere.

Estamos vivendo o momento mais sombrio que já presenciei neste planeta. Quem imaginaria que os Estados Unidos chegariam a esse ponto? Quem imaginaria que um maníaco como esse seria presidente dos Estados Unidos? E desmantelaria, espera, espera, não, não.

Isso é algo que precisamos realmente discutir. [Ele poderia]Desmantelar todas as coisas boas. Os Estados Unidos nunca foram um lugar perfeito, mas têm um ideal de perfeição para o qual caminham, e sempre caminharam, e se autocorrigem.

No primeiro dia, esse cara desmantelou quase tudo de bom que havia no governo e no povo americano. Como isso é possível? Porque fomos dormir. Fomos dormir, espera, espera.

Fomos dormir. Não nos importamos. Não votamos.

Não demos ouvidos de verdade. É claro que eu não votei nesse cara, mas não me esforcei o suficiente para convencer as pessoas ao meu redor, próximas e distantes, de que era uma loucura eleger essa pessoa como presidente dos Estados Unidos. Então, todos nós temos que assumir a responsabilidade por isso.

Mas como foi rápido, em questão de semanas, ele desmantelou a América. Veja como nosso mundo pode ser tirado de nós tão rapidamente. Se cochilarmos.

E precisamos estar atentos aos sinais. Precisamos estar atentos a esses sinais. Essa ditadura dos monstros.

Como tudo acontece rápido. Precisamos estar vigilantes. Não podemos ficar de braços cruzados e pensar: “Ah, a vida é boa”.

“Estou bem. Sabe, tenho comida. Tenho dinheiro.

Tenho minha casa. Tenho outro carro. Estou pensando nisso.

Estou bem. Eu sei que ele é uma pessoa ruim, mas tudo bem.”

Mas não está tudo bem. Não está tudo bem. Nunca está tudo bem.

 

Fonte: JB/Fórum

 

Nenhum comentário: