As
lorotas que os Bolsonaros contam a Trump e ele acredita
Não é
preciso ser conhecedor da alma humana para perceber que o Donald Trump tem
aquela personalidade de quem se "emprenha pelos ouvidos". Tipo
Bolsonaro pai. E quem gravita perto deles e quer impressionar ou tirar algum
proveito, vive a lhes contar lorotas, histórias mal contadas nas quais eles
embarcam sem nem mesmo consultar um assessor mais sensato ou pragmático, do
tipo que o egocentrismo de ambos não comporta ter ao lado; ou ler um jornal -
neste capítulo, têm as jovens pans a despejar malfazejos, e é nisso que levam
fé.
Nesta
quarta (17), se ouviu nos rádios e se leu nos jornais online o Trump a dizer no
G7 a jornalistas que no Brasil "querem prender Bolsonaro Jr.". Se
você é um/a sujeito/a sério/a, se espantou. Como a turma aqui do Informe. Como
assim, Trump?
Pois é.
Não é
difícil imaginar a dupla de irmãos espertos, com o neto do ditador ("que
pelo nome não se perca", diria o Hélio Fernandes pai), sentada no Salão
Oval da Casa Branca enchendo o ouvido do senhor da guerra com as mentiras mais
deslavadas, a fim de despertar no poderoso compaixão (por eles) e raiva (dos
adversários). Quem observa o Flavio Bolsonaro já entendeu que ele conta as
histórias mais esdrúxulas, tentando se livrar de graves acusações, sem a cara
tremer. E o faz até em entrevistas ao vivo na TV.
Voltando
à declaração de Trump, se há alguém que quer prender o "Bolsonaro
Jr." no Brasil é ele mesmo, por suas relações perigosas com o que há de
mais controvertido na sociedade, sejam milicianos, sejam banqueiros corruptos
que roubam dinheiro de aposentados.
Alguém
imagina Flavio e Eduardo sentados na frente do imperador do mundo (ele se acha)
dizendo o seguinte?:
"Sr.
Trump, condecorei milicianos assassinos quando era deputado."
"Sr.
Trump, tenho relações íntimas com os assassinos da Marielle."
"Sr.
Trump, o sr. sabe quem foi Marielle?"
"Sr.
Trump, fui apanhado rachando salários dos funcionários do meu gabinete para
pagar minhas despesas pessoais."
"Sr.
Trump, comprei dezenas de imóveis em
dinheiro vivo sem lastro."
"Sr.
Trump, fui grampeado 'tomando grana' (royalties para Otávio Guedes) de
banqueiro corrupto."
"Sr.
Trump, dizem que eu lavava dinheiro na minha loja de chocolate."
"Sr.
Trump, comprei mansão de 6 milhões com meu salário de político."
"Sr.
Trump, sou deputado federal (o Eduardo),
mas vim para os Estados Unidos buscar taxar o Brasil para tentar livrar meu pai
da cadeia."
"Sr.
Trump, o grupo liderado por papai planejou matar o presidente do Tribunal
Eleitoral do Brasil, o presidente e o vice-presidente da República, visando dar
um golpe e tomar o poder de um homem legitimamente eleito."
É claro
que não!!!
O que
eles contam é pura lorota. As mesmas que emprenham pelos ouvidos a camarilha de
seguidores que andam por aí a perturbar a nação, acreditando em
"mamadeiras de pi...", bebendo detergente e rezando para pneus...
"Sr.
Trump, estão nos perseguindo, nós somos santos, milagreiros, servos do Senhor,
frequentamos a igreja do Malafaia, distribuímos pix aos mais pobres"...
Imagina
se eles tivessem a expressão internacional para serem convidados de honra da
reunião anual das maiores potências mundiais, como tem o "cachaceiro"
(assim eles chamam o Lula) de "nove dedos", que, mesmo sem falar
inglês, aparece nas altas rodas planetárias (às vezes de braços dados) sendo
entendido e se fazendo entender só com o olhar...
Resta-lhes
o caos, a invasão dos ianques em sua própria nação, a guerra no quintal dos
seus "patriotas", os drones explodindo sobre as comunidades mais
pobres à guisa de caçar "terroristas".
É por
isso que torcem.
Tudo
com (muito) rancor. Tudo por vaidade.
• Datafolha comprova o mais estúpido e
insistente dos erros da família Bolsonaro
incapacidade
de ler a realidade do próprio país parece ser uma marca registrada da família
Bolsonaro. Conhecidos por guiar suas bases com mão de ferro, os integrantes do
clã colecionam erros crassos de cálculo político. No entanto, o mais gritante e
contraproducente de todos eles acaba de ser desmascarado, em detalhes, por um
recorte cirúrgico da nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20).
O
levantamento joga um balde de água fria na obsessão internacional dos
extremistas: para a esmagadora maioria dos brasileiros, exatos 65%, o apoio do
presidente dos EUA, Donald Trump, a qualquer candidato no Brasil é totalmente
indiferente. Para piorar o cenário do clã, 15% dos entrevistados ainda
afirmaram que a vontade de votar em um político apoiado pelo magnata
norte-americano na verdade diminuiria. No sentido oposto, apenas 17% disseram
que o endosso do líder da Casa Branca aumentaria o interesse pelo candidato.
Outros 3% não souberam responder.
A
matemática é implacável e expõe a falta de inteligência estratégica da extrema
direita bolsonarista: para 80% do eleitorado nacional, o que Trump dita ou
deixa de ditar é irrelevante ou motivo de repulsa. Apenas uma bolha minguante
de 17% se orienta pelos comandos do “laranjão” do Norte.
Ao
insistir em uma submissão cega a Washington, o clã Bolsonaro não está
demonstrando força; está assinando o atestado de óbito político da candidatura
de Flávio Bolsonaro.
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Fetiche por Washington e o desastre nas pesquisas
Esse
alinhamento automático não é novidade, mas o grau de descolamento da realidade
impressiona. Os Bolsonaro tratam as redes sociais como se o brasileiro comum
acordasse pensando na geopolítica norte-americana, publicando fotos e
salamaleques na Casa Branca como se isso fosse um salvo-conduto eleitoral.
Ignoram o óbvio: Trump é uma figura profundamente impopular e rejeitada tanto
no Brasil quanto na maior parte do planeta.
O
histórico recente mostra que esse tiro sempre sai pela culatra. Até mesmo
durante o mandato de Jair Bolsonaro, o fetiche de se colar à imagem de Trump
servia apenas para derreter a aprovação do governo internamente. Agora, o
roteiro de subordinação se repete com o filho 01.
Toda
vez que Flávio Bolsonaro enfrenta turbulências e corre para os EUA em busca de
socorro, ou de uma foto com o padrinho extremista, o resultado nas pesquisas é
o mesmo: queda livre. Foi exatamente o que aconteceu após o seu pior momento na
campanha até aqui, o escândalo do Master. Em vez de recalcular a rota e falar
com o povo brasileiro, Flávio pegou o primeiro voo para Washington para
mendigar o apoio de Trump.
O troco
do eleitorado veio a jato. Enquanto Flávio desidrata nas intenções de voto e se
isola em um radicalismo sem apelo popular, o presidente Lula consolida sua
liderança no segundo turno, recupera popularidade e cresce ao capitanear uma
narrativa forte de defesa da soberania nacional, conversando diretamente com o
que o brasileiro de fato valoriza.
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Dados da pesquisa
O
Datafolha entrevistou 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, cobrindo 139
municípios entre os dias 17 e 18 de junho. A margem de erro do levantamento é
de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo está devidamente
registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09956/2026.
• Richard Gere, Trump e Bolsonaro: O
desabafo do ator que serve de alerta ao Brasil
um
depoimento durante o Oslo Freedom Forum, conferência Global sobre direitos
humanos e democracia, o ator Richard Gere, mundialmente famoso por Pretty
Woman, falou sobre o desmonte que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump
fez nos programas sociais e nas realizações democráticas do governo do país.
Gere
faz também uma autocrítica que serve também para nós aqui no Brasil. O ator se
questiona, diz que deveria ter feito mais para impedir que Trump viesse a ser
presidente novamente.
É uma
reflexão que vale para nós aqui no Brasil, que também permitimos a eleição de
Jair Bolsonaro em 2018 e agora somos ameaçados com a candidatura de seu filho
Flávio à eleição presidencial deste ano.
A
reflexão de Richard vale para nós: o quanto não nos esforçamos mais para
impedir a eleição de Jair Bolsonaro, quando não fomos mais às ruas, às redes, o
quanto não comunicamos mais com os nossos amigos, colegas, informando do perigo
da eleição de Jair Bolsonaro naquele 2018.
Não
podemos cometer o mesmo erro com seu filho Flávio Bolsonaro agora em 2026.
Richard
Gere não tem essa oportunidade mais. Donald Trump foi reeleito. Mas nós temos
essa chance, não podemos cometer o mesmo erro novamente de não darmos tudo de
nós para impedir a vitória de uma candidatura que levará o país ao caos, que
vai destruir o que resta dos direitos e garantias trabalhistas, que vai
entregar nossas riquezas para os Estados Unidos, vai privatizar Petrobras,
Caixa Econômica, Banco do Brasil… porque destruir o que foi construído ao longo
do tempo é fácil. Vimos isso nos governos Temer e Bolsonaro. Por isso vale, e
muito, a reflexão de Richard Gere.
Estamos
vivendo o momento mais sombrio que já presenciei neste planeta. Quem imaginaria
que os Estados Unidos chegariam a esse ponto? Quem imaginaria que um maníaco
como esse seria presidente dos Estados Unidos? E desmantelaria, espera, espera,
não, não.
Isso é
algo que precisamos realmente discutir. [Ele poderia]Desmantelar todas as
coisas boas. Os Estados Unidos nunca foram um lugar perfeito, mas têm um ideal
de perfeição para o qual caminham, e sempre caminharam, e se autocorrigem.
No
primeiro dia, esse cara desmantelou quase tudo de bom que havia no governo e no
povo americano. Como isso é possível? Porque fomos dormir. Fomos dormir,
espera, espera.
Fomos
dormir. Não nos importamos. Não votamos.
Não
demos ouvidos de verdade. É claro que eu não votei nesse cara, mas não me
esforcei o suficiente para convencer as pessoas ao meu redor, próximas e
distantes, de que era uma loucura eleger essa pessoa como presidente dos
Estados Unidos. Então, todos nós temos que assumir a responsabilidade por isso.
Mas
como foi rápido, em questão de semanas, ele desmantelou a América. Veja como
nosso mundo pode ser tirado de nós tão rapidamente. Se cochilarmos.
E
precisamos estar atentos aos sinais. Precisamos estar atentos a esses sinais.
Essa ditadura dos monstros.
Como
tudo acontece rápido. Precisamos estar vigilantes. Não podemos ficar de braços
cruzados e pensar: “Ah, a vida é boa”.
“Estou
bem. Sabe, tenho comida. Tenho dinheiro.
Tenho
minha casa. Tenho outro carro. Estou pensando nisso.
Estou
bem. Eu sei que ele é uma pessoa ruim, mas tudo bem.”
Mas não
está tudo bem. Não está tudo bem. Nunca está tudo bem.
Fonte:
JB/Fórum

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