Vacinação,
joias, sistema eleitoral: os desgastes de Bolsonaro na Justiça desde que deixou
o Planalto
Alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que
mira suposta fraude em cartões de vacina contra a Covid-19, o ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL) viu acentuar os desgastes com investigações desde que
deixou a Presidência da República.
O mais recente envolve auxiliares próximos e levou a
uma ação de busca e apreensão em sua casa, em Brasília. Os investigadores
levaram o celular do ex-chefe do Executivo, além de prenderem o tenente-coronel
Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, e outras cinco pessoas.
O revés ainda é visto com cautela dentro do
Congresso Nacional. Por mais que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tenha
vindo as redes sociais defenderem Bolsonaro após a operação, assim como os
parlamentares considerados mais ideológicos, deputados e senadores do partido,
principalmente da ala mais pragmática, temem seguir na defesa cega no
ex-presidente da República.
Se, de um lado, Altineu Côrtes (RJ), líder do PL na
Câmara, disse que “se ele [Bolsonaro] não se vacinou, não pode ter fraude no
cartão de vacina”, nos bastidores, há um entendimento de partidos ligados ao
ex-presidente de que a cada dia que passa os escândalos aumentam.
O que, para muitos os apoiadores de Bolsonaro,
dificulta não só a narrativa nas redes sociais, como também, torna a inelegibilidade
cada dia mais palpável.
Isso porque, há outros procedimentos que podem
implicar Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), na Justiça Eleitoral e na
primeira instância.
Nesse momento, o temor no entorno do ex-presidente é
de que desdobramentos jurídicos dos casos, como, por exemplo, dos atentados
criminosos de 8 de janeiro, impactem o futuro de Jair Bolsonaro, deixando-o
inelegível por oito anos, por exemplo.
De forma aberta, a liderança do partido escolheu
defender Bolsonaro e usar a estratégia de que, no caso das vacinas, se houve
fraude por parte de Mauro Cid, o ex-presidente não sabia.
Além disso, o discurso afinado é que se ele ficar
inelegível será uma perseguição política. “As mesmas críticas que eram feitas à
Lava Jato cabem agora à forma como o STF está tratando a questão dos inquéritos
que foram abertos em março de 2019 e estão vigentes até hoje”, afirmou Rogério
Marinho (RN), líder da oposição no Senado, em entrevista na última semana.
• Falsificação
de dados
Nesta semana, foi deflagrada a Operação Venire pela
Polícia Federal, que investiga a prática de crimes na inserção de dados falsos
sobre vacinação contra Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde (sistemas
SI-PNI e RNDS).
Além da prisão de Cid e da busca e apreensão na casa
do ex-presidente, também foram presos Max Guilherme e Sérgio Cordeiro,
assessores de Bolsonaro que trabalhavam no Planalto, como também, o secretário
municipal de Governo da cidade de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa
Brecha.
A PF disse, em representação ao ministro do STF
Alexandre de Moraes, que há indícios apontando que Bolsonaro tinha “plena
ciência” das irregularidades.
• Demais
investigações
Os atos que culminaram com a invasão e depredação
das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro, já levaram a Procuradoria-Geral da
República (PGR) a denunciar 1.390 pessoas. Ao todo, 293 pessoas seguem presas e
o STF já tornou réus 300 pessoas.
Bolsonaro figura em um dos inquéritos abertos pela
PF para tratar do caso. É o que investiga supostos incitadores e autores
intelectuais das manifestações. O ex-presidente foi incluído no escopo da
investigação por ordem de Alexandre de Moraes após um pedido da PGR.
A medida foi tomada por causa de uma postagem feita
no perfil de Bolsonaro no Facebook questionando o processo eleitoral, em 10 de
janeiro (dois dias depois dos atos). O ex-chefe do Executivo apagou o post logo
em seguida.
Em depoimento à PF, ele disse que compartilhou a
postagem de forma acidental após “clicar duas vezes na opção compartilhar” no
Facebook.
Outra investigação que também levou Bolsonaro a
prestar depoimento à PF é a que apura o caso das joias recebidas da Arábia
Saudita.
O país entregou ao governo brasileiro e a Bolsonaro
três pacotes com joias durante o mandato do ex-chefe do Executivo, entre 2019 e
2022. Houve tentativa de integrantes do então governo federal de entrar no país
com os objetos sem declará-los à Receita.
Entre os principais pontos tratados em seu
depoimento sobre o caso, Bolsonaro disse que teria tomado conhecimento de dois
estojos entregues ao então ministro de Minas e Energia em 2021, apenas um ano
após o recebimento por Bento Albuquerque.
Além disso, teria acionado o ajudante de ordens
Mauro Cid para que buscasse informações sobre o caso — o que teria sido sua
“única ordem” sobre o assunto.
• Justiça
Eleitoral
Um dos casos que pode trazer maior impacto ao futuro
político de Bolsonaro é a ação de investigação contra ele no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE).
O ex-presidente é alvo de ação em que o PDT o acusa
de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicações por uma
reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, em julho de 2022, em que ele
levantou dúvidas sobre o sistema eleitoral.
Essa é a mais avançada das 16 ações do tipo que
Bolsonaro responde na Corte. A fase de coleta de provas e de manifestações
finais das partes já se encerrou.
Ainda não há data para que o caso seja levado ao
julgamento. O relator da ação, ministro Benedito Gonçalves não liberou o
processo para análise do tribunal. Ele precisa ainda elaborar o relatório do
caso e o seu voto. Depois de liberar, o presidente da Corte, ministro Alexandre
de Moraes, precisa pautá-lo.
Há, também, uma série de pedidos de investigação
contra Bolsonaro que foram encaminhadas pelo Supremo Tribunal Federal à
primeira Instância da Justiça, depois de encerrado o mandato de presidente e a
consequente perda de foro privilegiado.
Foram remetidas à Justiça Federal do Distrito
Federal ações apresentadas por congressistas de partidos de esquerda e
entidades da sociedade civil contra Bolsonaro por sua participação no ato de 7
de setembro de 2021, quando ele fez ataques à Suprema Corte e chegou a dizer
que não cumpriria mais ordens de Moraes.
Também foi enviado à Justiça Federal do DF um pedido
de investigação contra o ex-chefe do Excecutivo por suposto crime de racismo
por declarações dadas envolvendo quilombolas e pessoas negras.
Bolsonaro
pode ser responsabilizado em até cinco crimes
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ser
enquadrado em até cinco crimes caso a investigação da Polícia Federal (PF)
sobre a inserção de dados falsos na carteira de vacinação seja comprovada, e se
a investigação conseguir comprovar que ele sabia do esquema.
A análise feita por cientistas políticos à CNN
aponta que as penas podem chegar a 13 anos de prisão. A PF ainda está
investigando a atuação de integrantes ligados ao ex-presidente na fraude, que
teria sido cometida para que Bolsonaro pudesse entrar nos Estados Unidos antes
de deixar o governo.
Segundo o relatório entregue pela PF ao ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Bolsonaro teria cometido os
crimes de uso de documento falso e corrupção de menores.
A reportagem ouviu o advogado eleitoral e partidário
Marcelo Augusto Melo Rosa, membro da Comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP, e
o cientista político Bruno Silva. Ambos consideram que a “teia” contra
Bolsonaro está se fechando, e que é pouco provável que ele saia totalmente
impune, ainda mais nesse novo processo.
• Os
crimes
Previsto no artigo 304 do Código Penal, a penalidade
pelo uso de documento falso é de dois a seis anos de prisão, porém, há uma
incerteza sobre esse tema. Há uma avaliação de que Bolsonaro não chegou a usar
o cartão para algum ato aqui no Brasil.
Mas o ex-presidente poderia ser processado pela Justiça
dos Estados Unidos pelo uso da carteira de vacinação falsa, porém, como viajou
ainda com imunidade diplomática por ser presidente, não seria obrigado a
apresentá-la.
Na lista de possíveis crimes, podem ser considerada
a infração de medida sanitária preventiva, prevista no artigo 268, e que pode
render condenação de multa e prisão de um mês a um ano, e o de inserção de
dados falsos em sistemas de informação, também chamado de peculato digital,
previsto no artigo 313-A do Código Penal, e que pode levar a até doze anos de
prisão.
Rosa, da OAB-SP, considera que é possível Bolsonaro
ser enquadrado, sim, nesses crimes, não por ter sido ele quem inseriu os dados
no cartão de vacinação, mas por, teoricamente, ter conhecimento do que foi
feito.
“Tudo indica que ele usou toda a estrutura do poder
Executivo para um benefício particular, manipulando um documento oficial
brasileiro para entrar em um país estrangeiro. Isso já seria suficiente”,
argumenta, reforçando que é vai depender da interpretação do STF para o que, de
fato, ocorreu.
Já o crime de corrupção de menores parece ser
inevitável, já que a filha, Laura Bolsonaro, de 12 anos, também teria tido o
cartão de vacinação fraudado, segundo a investigação da Polícia Federal.
Esse crime, previsto no artigo 244-D do Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), é baseado no fato de “corromper ou facilitar a
corrupção de menor de 18 anos, com ele praticando infração penal ou induzindo-o
a praticá-la”. A pena prevista é de um a quatro anos de prisão.
O relatório da Polícia Federal não relaciona
Bolsonaro no crime de associação criminosa, mas os dois especialistas ouvidos
pela reportagem acreditam que isso também pode acontecer, dependendo do
entendimento de Alexandre de Moraes.
No Código Penal (artigo 288), o crime de associação
criminosa ocorre quando mais de três pessoas se juntam para cometer crimes. A
pena é de um a três anos de prisão.
Em teoria, o grupo se reuniu apenas para essa
questão específica, não falsificando dados de mais pessoas, então há uma dúvida
se essa qualificadora pode ser incluída.
• Avaliação
“A situação de Bolsonaro se complica a cada dia que
passa. É cada vez maior o cerco que se faz às decisões que ele pode ter tomado
para que esses crimes pudessem ter acontecido”, afirma Marcelo.
O cientista político Bruno Silva, porém, acredita
que mais denúncias como essas podem gerar um efeito contrário. “Muitos
simpatizantes de Bolsonaro entendem que se trata de mais uma perseguição contra
o ex-presidente.
Por sua vez, da parte do STF, até pelos ataques
deferidos contra a instituição ao longo do governo, há um apetite grande de
parte dos ministros, sobretudo na figura de Alexandre de Moraes, por apurar
cada milímetro de conduta irregular do ex-presidente”, explica.
• Outro
lado
Jair Bolsonaro informou que não tomou a vacina
contra Covid-19 e que não adulterou os dados dos cartões de vacinação dele e da
filha, e disse que nunca foi pedido para apresentar o cartão em qualquer lugar
que ele tenha ido.
A defesa chegou a expor uma tese de que o sistema
teria sido hackeado, mas o sistema ConecteSUS, que concentra as informações,
foi acessado por três vezes, em 22, 27 e 30 de dezembro do ano passado.
Os dois primeiros foram feitos com o endereço de IP
pertencente à Presidência da República, cadastrado no Palácio do Planalto. O
terceiro, porém, foi feito pelo aparelho celular de Mauro Cesar Barbosa Cid.
Dados
de celular de Bolsonaro podem ser usados em outros inquéritos, dizem advogados
As informações que estão no celular do ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL), que foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF)
na última quarta-feira (3), na operação que investiga fraude no cartão de
vacinação da Covid-19, poderão ser usadas em outros inquéritos.
Especialistas ouvidos pela CNN reforçam as noções de
direito chamadas “prova emprestada” ou “encontro fortuito de prova”, que se
referem quando a autoridade policial identifica provas que podem servir para
outras investigações.
Fernando Augusto Fernandes, advogado e doutor em
ciência política, além de mestre em criminologia e direito penal, enfatiza que
o caso da apreensão do celular do ex-presidente tem inclusive um trânsito mais
simples, já que há outros inquéritos com o ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF) Alexandre de Moraes.
“Se fossem investigações com juízes diferentes, ou
varas diferentes, bastaria autorização de empréstimo de provas, mas sendo o
mesmo juízo, a prova pode ser desde já considerada comum e, nesse caso, estamos
falando do mesmo Ministro”, afirma Fernando Augusto.
O especialista também ressalta que importantes
variantes desse caso fazem o aproveitamento de provas ainda mais crível.
“A busca e apreensão realizadas de forma legal, como
foi, e, inclusive, com investigações de crimes cujas penas máximas são maiores
de quatro anos, podem sim ter provas utilizadas como emprestadas em qualquer
outra investigação”, afirmou.
Ele explicou que o fato de os crimes terem penas
previstas acima de quatro anos legitimou a prisão preventiva do ajudante do
ex-presidente Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, no inquérito sobre a
fraude da vacinação contra o novo coronavírus.
À CNN, o advogado criminalista Gilberto Silva
relembrou que o uso de provas colhidas em inquéritos diferentes é entendido
como válidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“O entendimento que o STJ tem usado é o princípio da
serendipidade, que é justamente o encontro fortuito de provas, que relaciona
fatos diversos, mas traz conexão de uma investigação, entendendo que a prova
pode sim ser usada”.
Para Gilberto esse tipo de conduta é relativamente
comum no âmbito jurídico, tornando investigações mais robustas.
“Sempre que
há indícios de autoria ou materialidade nos processos investigativos e de
inquéritos, usa-se sim a prova emprestada”. Ele ressalta, contudo, que a defesa
do ex-presidente tem o direito de manifestação.
“No devido processo legal, que mantém o princípio
constitucional do contraditório e da ampla defesa, o ex-presidente tem o
direito ao acesso do inquérito e, usando das garantias constitucionais, a prova
emprestada não pode estar acima da ampla defesa”.
Já o advogado criminalista Guilherme San Juan Araújo
ressaltou ainda que as provas que porventura forem colhidas a partir do celular
de Bolsonaro podem, inclusive, servir para investigações que ainda não existem.
“Os aparelhos do ex-presidente, do Cid e de outros
citados nos autos podem revelar outras práticas criminosas. Essas outras
poderão ser investigadas, tendo ou não inquéritos já instaurados, ou seja,
podem surgir novas investigações ou alimentar as existentes”, afirmou ao explicar
que a área técnica da PF consegue capturar informações até mesmo que foram
deletadas ao usar um software específico para tal ação.
Para Guilherme, a defesa de Bolsonaro deverá tentar
anular a ordem de busca e apreensão, para assim, eliminar qualquer prova que
esteja no aparelho celular.
Outro lado
O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta
quarta-feira (3), enquanto deixava sua casa no Jardim Botânico, que a operação
da PF foi feita para “esculachar”, que nunca pediram para apresentar o cartão
de vacinação para entrar nos Estados Unidos e que não se vacinou. Ele também
negou adulteração no cartão de vacinação.
“Nunca me foi pedido cartão de vacina em lugar
nenhum. Não existe adulteração da minha parte”, disse.
Ele afirmou que a ex-primeira-dama Michelle
Bolsonaro teve o cartão de vacina fotografado pelos policiais. Ela se vacinou
nos Estados Unidos, em 2021. A filha do casal, que tem 12 anos, também não
teria se imunizado, segundo o ex-chefe de Estado.
Michelle, por sua vez, se manifestou pelas redes sociais
e destacou que não sabiam o motivo da operação, reforçando que apenas ela teria
se vacinado.
Na noite desta quarta-feira (3), a defesa de
Bolsonaro, representada por Fabio Wajngarten e Paulo Cunha Bueno afirmou que
“não haveria qualquer motivo” para a prática. Também não descartaram hipótese
de hackeamento de registro de vacina de Bolsonaro.
Bueno também ressaltou que é de interesse que o
depoimento aconteça “o quanto antes”.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, também saiu
em defesa de Bolsonaro, pontuando que ele é uma pessoa “íntegra” e “procurava
sempre seguir a lei”.
A defesa do tenente-coronel Cid afirmou que ainda
não teve acesso ao inquérito, “que é físico e sigiloso”. “Vamos declarar assim
que obtivermos a cópia dos autos”, complementam. Sobre o dinheiro apreendido,
não retornaram.
A CNN tentou contato com João Carlos Brecha, o
Exército, Marcelo Siciliano, a Polícia Militar do Rio de Janeiro, a
Controladoria-Geral da União, a embaixada dos Estados Unidos, o Departamento de
Estado dos Estados Unidos, o Ministério da Saúde, Marcelo Costa Câmara e Luis
Marcos dos Reis, mas não obteve retorno até o momento.
“Acho que o caminho é esse, é ver se existia de fato
elementos que justificassem essa ordem e se partiu de um juiz competente,
juridicamente falando”, pontuou.
Defesa
apostará em falta de provas para desvincular Bolsonaro de fraude em vacina,
dizem aliados
A estratégia de tentar responsabilizar o
tenente-coronel Mauro Cid pelo suposto esquema de fraudes em registros de
vacinação não tem sido considerada suficiente para evitar implicações jurídicas
contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A defesa do ex-mandatário do Palácio do Planalto,
segundo relatos feitos à CNN, pretende explorar tanto a falta de uma atuação
direta do ex-presidente no escândalo das vacinas como a ausência de uma
comprovação de que o esquema partiu de uma ordem de comando de Bolsonaro.
A avaliação de dirigentes do partido é que a
retórica de que Cid — ex-ajudante de ordens de Bolsonaro — teria atuado à
revelia do presidente é pouco convincente, sobretudo diante da relação pessoal
que ambos estabeleceram nos quatro anos de mandato.
Por isso, a estratégia defendida é a de priorizar
critérios técnicos em vez de construir uma narrativa política. Ou seja, focar
em uma eventual ausência de provas que poderiam levar a uma eventual denúncia
contra o ex-presidente, segundo apurou a CNN com o entorno de Bolsonaro.
Para isso, a defesa do ex-presidente decidiu que ele
só prestará depoimento quando tiver acesso a todos os detalhes da investigação,
permitindo rebater de forma técnica ponto por ponto.
A ideia é também que Bolsonaro só responda à Polícia
Federal questionamentos que não possam levar a uma eventual punição.
Na esfera política, a ordem dada pelo partido é a de
não submergir, mas a de enfrentar com discurso ideológico as acusações contra
Bolsonaro.
Um monitoramento recebido por deputados da legenda
mostra que a avaliação negativa sobre o episódio penetrou a bolha bolsonarista
nas redes sociais.
As agendas de viagens tanto de Bolsonaro como de Michelle,
por exemplo, devem ser mantidas.
A ideia é também a de que Bolsonaro conceda mais
entrevistas à imprensa, ocupando o espaço dos veículos de comunicação, na
tentativa de equilibrar a disputa de narrativas com a sua versão dos fatos.
A investigação da Polícia Federal aponta que os
fatos expostos indicam que Bolsonaro tinha “plena ciência da inserção
fraudulenta dos dados de vacinação”. Cid teve a prisão preventiva cumprida na
quarta-feira (3).
Fonte: CNN Brasil

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