Diabetes
e happy hour: 7 cuidados para consumir bebida alcoólica e evitar hipoglicemia
Quem
convive com diabetes precisa redobrar a atenção ao consumir bebida alcoólica,
principalmente em happy hours, festas e confraternizações. O álcool pode
alterar o controle da glicemia e aumentar o risco de hipoglicemia,
especialmente durante a madrugada. Embora o consumo não seja proibido para
todas as pessoas, alguns cuidados ajudam a reduzir riscos e evitar
complicações.
Durante
participação no DiabetesCast, a nutricionista, mestre em Ciências da Saúde e
educadora em diabetes Tarcila Campos explicou que esse risco não depende apenas
da quantidade consumida, mas também da alimentação, da monitorização da
glicemia e do tratamento utilizado. Além disso, sociedades médicas como a
Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a American Diabetes Association (ADA)
orientam que o consumo de álcool seja feito com planejamento e moderação.
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Por que o álcool aumenta o risco de hipoglicemia?
Segundo
Tarcila Campos, o fígado tem um papel importante para manter a glicemia estável
durante períodos sem alimentação, como acontece durante o sono. Ele libera
glicose armazenada quando o organismo precisa.
Quando
a pessoa consome bebida alcoólica, porém, o fígado passa a priorizar a
metabolização do álcool. Com isso, reduz temporariamente a liberação de glicose
para a corrente sanguínea. Se a pessoa usa insulina ou medicamentos que
aumentam sua produção, o risco de hipoglicemia cresce, especialmente durante a
madrugada.
A
nutricionista destaca que esse efeito acontece independentemente da bebida
escolhida.
“O
álcool é o álcool. Independentemente da bebida, esse efeito acontece.”
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1. Nunca beba em jejum
Um dos
erros mais comuns é deixar de comer para “compensar” as calorias da bebida ou
porque o encontro acontece apenas com petiscos.
Segundo
Tarcila, essa prática aumenta o risco de hipoglicemia. A recomendação é fazer
uma refeição antes de consumir álcool ou comer durante o happy hour.
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2. Não substitua a refeição pela bebida
Em
muitos encontros, a pessoa acaba consumindo apenas bebidas alcoólicas. No
entanto, a especialista explica que o ideal é manter uma refeição equilibrada,
principalmente quando utiliza insulina.
Uma
combinação com carboidratos, proteínas e gorduras ajuda a reduzir oscilações
importantes da glicemia ao longo da noite.
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3. Lembre que qualquer bebida alcoólica exige atenção
Existe
a ideia de que apenas destilados oferecem risco ou que cerveja seria mais
segura por conter carboidratos.
Segundo
Tarcila Campos, isso não é verdade. O fator que aumenta o risco de hipoglicemia
é o álcool presente na bebida. A diferença entre cerveja, vinho, espumante ou
destilados está na quantidade ingerida e na composição nutricicional de cada
uma delas.
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4. Monitore a glicemia antes de dormir
Mesmo
que a glicemia esteja dentro da meta após o happy hour, ela pode diminuir horas
depois.
Por
isso, monitorar a glicemia antes de dormir é uma medida importante para quem
usa insulina. Pessoas que utilizam sensor contínuo de glicose conseguem
acompanhar melhor essas variações durante a madrugada. Já quem utiliza
glicosímetro pode realizar uma medida antes de dormir e, quando indicado pela
equipe de saúde, durante a madrugada.
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5. Faça uma ceia quando houver risco de hipoglicemia
Caso
exista maior risco de hipoglicemia, principalmente após consumir álcool,
Tarcila recomenda não recorrer apenas a alimentos ricos em açúcar.
Segundo
ela, uma estratégia mais eficiente é combinar carboidratos com proteínas ou
gorduras, pois isso ajuda a manter a glicemia mais estável por mais tempo.
Entre
as opções citadas pela nutricionista estão:
• iogurte natural com granola;
• fruta acompanhada de iogurte;
• torrada com queijo;
• abacate com whey protein;
• leite acompanhado de castanhas.
A
escolha deve ser individualizada conforme o tratamento de cada pessoa.
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6. Conheça como seu tratamento funciona
Nem
todas as pessoas com diabetes apresentam o mesmo risco.
Quem
utiliza múltiplas doses de insulina, bomba de insulina ou medicamentos que
estimulam a produção de insulina pode precisar de estratégias diferentes para
consumir bebida alcoólica com segurança.
Segundo
Tarcila, conhecer o próprio tratamento e entender como a glicemia costuma se
comportar durante a noite ajuda a tomar decisões mais seguras.
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7. Evite decidir pelo medo
Muitas
pessoas mantêm a glicemia propositalmente elevada antes de dormir por receio de
uma hipoglicemia noturna.
A
nutricionista alerta que essa estratégia pode levar a noites inteiras com
hiperglicemia e piorar o controle glicêmico ao longo do tempo.
O mais
indicado é utilizar os dados da monitorização para identificar o comportamento
da glicose e discutir ajustes de alimentação ou de insulina com a equipe de
saúde, em vez de tomar decisões baseadas apenas no medo.
<><> O planejamento faz diferença
Consumir
bebida alcoólica não significa, necessariamente, que a pessoa com diabetes terá
uma hipoglicemia. No entanto, conhecer como o álcool age no organismo permite
reduzir riscos e tomar decisões mais seguras.
Segundo
Tarcila Campos, monitorar a glicemia, manter a alimentação adequada e entender
o funcionamento do próprio tratamento são medidas que ajudam a aproveitar
momentos de lazer com mais segurança, sem comprometer o controle do diabetes.
• Bolo de cenoura e diabetes: 5 cuidados
para ajudar no controle da glicose
O bolo
de cenoura é presença frequente no café da manhã e no lanche da tarde dos
brasileiros. Para quem convive com diabetes, a boa notícia é que ele não
precisa sair do cardápio. No entanto, a forma de consumo pode influenciar
diretamente o comportamento da glicose após a refeição.
Uma
fatia média de bolo de cenoura contém cerca de 30 gramas de carboidratos. Essa
quantidade equivale a quase um pão francês. Por isso, o alimento precisa entrar
no planejamento alimentar, principalmente para pessoas que utilizam insulina.
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O bolo de cenoura pode fazer parte da alimentação de quem tem diabetes
O bolo
de cenoura é preparado com ingredientes como farinha de trigo, cenoura, leite,
óleo, ovos e fermento. Embora a cenoura faça parte da receita, a farinha também
contribui para a quantidade de carboidratos da preparação.
Segundo
Carol Netto, o bolo de cenoura pode ser consumido por pessoas com diabetes. A
orientação é considerar a quantidade ingerida, a composição da refeição e o
tratamento realizado por cada pessoa.
Quem
utiliza insulina também deve calcular os carboidratos da refeição para fazer a
aplicação da dose conforme orientação da equipe de saúde.
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1. Considere a quantidade de carboidratos da fatia
O
primeiro passo é conhecer a quantidade de carboidratos presente no alimento.
Uma
fatia média de bolo de cenoura fornece aproximadamente 30 gramas de
carboidratos, valor próximo ao encontrado em um pão francês.
Essa
informação ajuda quem faz contagem de carboidratos e também permite planejar
melhor a refeição para evitar alterações importantes na glicose.
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2. Coma o bolo junto com uma fonte de proteína
Carol
Netto explica que consumir o bolo puro pode favorecer uma elevação mais rápida
da glicose.
Por
isso, uma estratégia é combinar a fatia com uma fonte de proteína. O leite é um
exemplo citado pela nutricionista, mas alimentos como queijo e ovo também podem
cumprir essa função.
Segundo
ela, a proteína funciona como um “freio”, reduzindo a velocidade da absorção
dos carboidratos. Isso não impede o aumento da glicose, mas pode tornar essa
elevação mais gradual.
Em
algumas regiões do país, também existe o hábito de consumir bolo com uma
pequena quantidade de manteiga. Nesse caso, a gordura também diminui a
velocidade da digestão.
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3. Quem usa insulina deve respeitar o tempo da aplicação
Para
pessoas que fazem tratamento com insulina, o momento da aplicação influencia
diretamente o controle da glicemia após a refeição.
Carol
Netto orienta que quem utiliza insulina ultrarrápida faça a aplicação cerca de
cinco minutos antes de comer, quando essa for a orientação prescrita.
Já quem
usa insulinas rápidas deve respeitar o intervalo recomendado, que pode variar
entre 20 e 30 minutos antes da refeição.
Aplicar
a insulina no tempo correto permite que sua ação acompanhe a absorção dos
carboidratos do bolo.
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4. O bolo com cobertura de chocolate exige mais atenção
A
situação muda quando o bolo recebe uma camada espessa de chocolate ou
brigadeiro.
Além do
açúcar, essa cobertura contém gordura proveniente do chocolate e da manteiga
utilizada no preparo.
Segundo
Carol Netto, a gordura modifica a velocidade de absorção dos carboidratos. Em
vez de a glicose subir rapidamente, ela pode demorar mais tempo para aumentar.
Isso
significa que uma medição feita duas horas após a refeição pode não mostrar
toda a resposta do organismo.
Em
alguns casos, a glicose pode aumentar apenas quatro ou cinco horas depois do
consumo.
Quanto
maior a quantidade de cobertura, maior tende a ser esse efeito de atraso.
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5. Monitore a glicemia antes e depois da refeição
Quem
utiliza monitorização da glicose ou faz glicemia capilar deve observar como o
organismo responde ao bolo de cenoura.
Carol
Netto recomenda medir a glicemia antes da refeição e repetir a avaliação cerca
de duas horas depois.
No caso
de bolos com bastante chocolate, pode ser necessário acompanhar a glicose por
mais tempo, já que a gordura pode retardar o aumento dos níveis de açúcar no
sangue.
Esse
acompanhamento ajuda a entender a resposta individual ao alimento e pode
orientar ajustes futuros no tratamento, sempre com acompanhamento da equipe de
saúde.
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Pessoas com doença celíaca precisam de outro cuidado
Embora
o diabetes não impeça o consumo de bolo de cenoura, algumas pessoas convivem
com outras condições que exigem restrições alimentares.
Carol
Netto lembra que parte das pessoas com diabetes tipo 1 também tem doença
celíaca. Como o bolo tradicional contém farinha de trigo, ele possui glúten e
deve ser evitado nesses casos.
Por
isso, além do diabetes, é importante considerar outras condições de saúde antes
de incluir esse alimento na rotina.
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O equilíbrio faz parte do controle da glicemia
Segundo
Carol Netto, pessoas com diabetes podem consumir bolo de cenoura quando a
alimentação faz parte de um planejamento.
Além da
quantidade consumida, vale observar a presença de proteínas na refeição,
aplicar a insulina no horário correto quando indicada, monitorar a glicemia e
manter a prática de atividade física.
Também
é importante lembrar que existe diferença entre uma fatia de bolo simples e
outra com grande quantidade de cobertura de chocolate. Quanto maior o volume de
gordura, maior pode ser o atraso na elevação da glicose.
Fonte:
Um Diabético

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