segunda-feira, 20 de julho de 2026

Os principais recordes e números históricos ocultos da Copa do Mundo da Fifa de 2026

A Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 2026 criou marcos históricos, mesmo antes que a bola rolasse pela primeira vez nos campos da América do Norte. O torneio foi o primeiro a ser realizado em mais de dois países-sede e contou com a participação recorde de 48 países.

Mas existem números menos conhecidos sobre o que aconteceu dentro e fora do campo nos Estados Unidos, México e Canadá, antes da final deste domingo (19/7).

Aqui estão alguns fatos e estatísticas da Copa que podem ser surpreendentes.

<><> Franceses e espanhóis insaciáveis

A Espanha pôs fim à tentativa francesa de conquistar sua terceira Copa do Mundo. Mas as duas equipes atingiram a surpreendente marca de 120 chutes a gol, nas sete partidas que antecederam a final.

<><> Ai, Inglaterra!

Outra equipe que voltou para casa nas semifinais foi a Inglaterra, que foi a seleção que sofreu mais faltas nesta Copa do Mundo: nada menos que 102.

<><> O motor de Rodri

O meio-campista espanhol certamente trabalhou bastante. Ele correu quase 84 km em sete jogos, até a semifinal.

<><> Mbappé, o homem-bala

O astro francês foi o jogador mais rápido do torneio. Ele correu a 37,6 km/h durante a vitória da França sobre o Marrocos, nas quartas de final.

Apenas mais um jogador rompeu a barreira dos 37 km/h: o sueco Anthony Elanga.

<><> A muralha paraguaia e o recorde de Curaçao

O Paraguai causou uma das maiores surpresas do torneio, ao vencer a tetracampeã Alemanha nos 16 avos de final, além de segurar o empate contra a França por 70 minutos, nas oitavas.

O goleiro Orlando Gill teve importante participação nos seis jogos da campanha paraguaia. Ele fez 28 defesas, o recorde da competição.

Cabe aqui uma menção honrosa ao goleiro de Curaçao, Eloy Room. Ele igualou o recorde de maior número de defesas no tempo normal em um único jogo de Copa do Mundo (15), no empate em 0x0 da sua seleção contra o Equador, pela fase de grupos.

<><> Desperdício de pênaltis

Foram muitos pênaltis cobrados nesta Copa do Mundo: 61, para ser exato, incluindo as decisões no mata-mata.

Destes, apenas 40 foram convertidos.

A empresa de análises esportivas Opta afirma que este índice de conversão (65,5%) é o mais baixo desde a Copa de 1966. O próprio Lionel Messi perdeu duas cobranças.

<><> Com mais equipes, aumenta o CO₂

A rede internacional de especialistas climáticos Scientists for Global Responsibility (SGR) considera a Copa do Mundo de 2026 como a mais poluente da história.

Em um relatório publicado no ano passado, os especialistas afirmaram que a pegada de carbono da competição pode atingir nove milhões de toneladas de CO₂, quase o dobro da média dos quatro últimos torneios.

<><> Recorde de público

A Copa do Mundo de 2026 estabeleceu um novo recorde de público no final da fase de grupos, segundo a Fifa: 4,6 milhões de pessoas compareceram a 72 partidas, quebrando o recorde do torneio de 1994, nos Estados Unidos.

No final das oitavas de final, o número total de espectadores aumentou para cerca de 6,25 milhões, o que corresponde a quase 12 vezes a população de Cabo Verde.

<><> Vozinha, o fenômeno das redes sociais

Por falar no arquipélago africano que estreou na Copa do Mundo, as façanhas do veterano goleiro Vozinha o transformaram em uma sensação das redes sociais.

Ele chegou à América do Norte com 50 mil seguidores no Instagram. E, em 17 de julho, já eram mais de 29 milhões.

<><> Suor na Filadélfia

As temperaturas escaldantes do verão da América do Norte levaram a Fifa a criar pausas obrigatórias para hidratação na Copa do Mundo de 2026.

Ainda assim, os jogadores da França e do Paraguai precisaram enfrentar 38 °C durante a partida entre as duas seleções, pelas oitavas de final, no Estádio da Filadélfia.

Foi a partida mais quente do torneio até aqui, dentre as disputadas sem ar-condicionado.

<><> Nenhum sinal do presidente Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou polêmica ao afirmar que havia defendido com sucesso junto à Fifa o cancelamento da suspensão automática do atacante americano Folarin Balogun, pela expulsão sofrida nos 16 avos de final.

Mas Trump não compareceu a nenhuma partida do torneio até aqui, o que é bastante incomum para o chefe de Estado de um país anfitrião.

Sua presença é esperada na final, para entregar o troféu ao capitão da seleção campeã do mundo, segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

¨      Inglaterra 6 x 4 França: jogo épico pelo 3º lugar tem 10 gols, e Mbappé se torna maior artilheiro da história das Copas

Bukayo Saka marcou três gols na extraordinária vitória da Inglaterra por 6 a 4 sobre a França, em uma partida eletrizante que garantiu aos ingleses o terceiro lugar na Copa do Mundo de 2026.

Os "Três Leões" disputaram a partida pelo terceiro lugar — anteriormente conhecida como final de consolação — após a dolorosa derrota para a Argentina na semifinal.

A equipe, porém, não pareceu abalada pela decepção e abriu quatro gols de vantagem ainda no primeiro tempo de um jogo caótico, contrariando as previsões pessimistas feitas antes da partida.

Saka marcou duas vezes depois que Declan Rice e Ezri Konsa colocaram a Inglaterra na frente nos primeiros 20 minutos.

A dinâmica da partida mudou radicalmente após o intervalo: a França diminuiu a diferença com três gols e desperdiçou chances claras de empatar.

Kylian Mbappé marcou antes e depois do gol de Bradley Barcola, assumiu a liderança na disputa pela Chuteira de Ouro de 2026 e superou Lionel Messi para se tornar o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 22 gols.

Saka, no entanto, completou seu hat-trick em cobrança de pênalti aos 87 minutos, após falta de Malo Gusto sobre Djed Spence.

Ousmane Dembélé marcou com um chute colocado aos seis minutos dos acréscimos para reduzir a desvantagem para 5 a 4. No entanto, Jude Bellingham atravessou a defesa francesa e sacramentou a vitória da Inglaterra aos 98 minutos.

Bellingham encerrou o torneio com sete gols, o maior número já alcançado por um jogador da seleção masculina inglesa em uma única edição da Copa do Mundo.

Com o resultado, a Inglaterra conquistou sua melhor campanha em um Mundial masculino desde o título de 1966 e também seu melhor desempenho da história em Copas disputadas fora de casa.

Além disso, a partida entrou para a história como o jogo de disputa de terceiro lugar com mais gols já registrado em uma Copa do Mundo, superando a vitória da França por 6 a 3 sobre a Alemanha Ocidental em 1958.

<><> Uma noite épica

O festival de gols começou aos três minutos, quando Declan Rice — capitão da Inglaterra na ausência de Harry Kane, que começou no banco — interceptou um passe errado de Désiré Doué na linha do meio de campo, arrancou em velocidade e venceu o goleiro francês Mike Maignan com um forte chute da entrada da área.

O meio-campista do Arsenal também deu a assistência para o segundo gol: cobrou escanteio no primeiro pau e o zagueiro Ezri Konsa cabeceou para a rede.

As duas equipes deram muitos espaços em um jogo que lembrava uma partida festiva de fim de temporada, e a Inglaterra aproveitou para marcar mais dois gols antes do intervalo.

Saka encontrou todo o campo francês à sua frente em um rápido contra-ataque. Embora Maignan tenha defendido sua primeira finalização, o atacante aproveitou o rebote, após receber a bola de Marcus Rashford, para marcar.

O ponta do Arsenal ampliou sua conta nos acréscimos do primeiro tempo ao concluir de pé esquerdo, cruzado, um preciso passe em profundidade de seu companheiro de clube Eberechi Eze.

A França diminuiu a diferença aos 48 minutos, com um chute de primeira de Mbappé. Seis minutos depois, Bradley Barcola venceu Dean Henderson com uma forte finalização no primeiro pau.

Na sequência, Mbappé completou uma bela jogada coletiva para marcar seu décimo gol nesta Copa do Mundo. Com isso, ultrapassou Lionel Messi — cuja Argentina enfrentaria a Espanha na final — na artilharia histórica do torneio e assumiu a liderança isolada.

O francês é o primeiro jogador a atingir a marca de dez gols em uma única Copa do Mundo masculina desde Gerd Müller, em 1970.

A França desperdiçou várias oportunidades de empatar e levar a partida para a prorrogação antes de Saka completar seu hat-trick em cobrança de pênalti.

Dembélé ainda ameaçou uma reação nos minutos finais, mas Bellingham coroou sua excelente campanha com um belo gol individual: arrancou do meio de campo, passou por Maxence Lacroix e finalizou com categoria na última jogada da partida.

Com a vitória, a Inglaterra alcançou sua melhor campanha em uma Copa do Mundo disputada fora do país.

 

Fonte: BBC Sport

 

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