Irã
lança forte alerta aos Estados Unidos e ameaça partir para uma “ofensiva total”
O Irã
lançou um novo e contundente alerta aos Estados Unidos nesta sexta-feira (17),
ao afirmar que poderá entrar em uma “fase ofensiva total” caso os ataques
norte-americanos contra o país continuem por mais dois ou três dias. A
advertência foi feita por Mohsen Rezai, assessor militar da liderança iraniana
e ex-comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
Segundo
reportagem da RT, Rezai afirmou que, diante da continuidade das operações
militares dos Estados Unidos, Teerã poderá abandonar a estratégia de respostas
proporcionais e ampliar significativamente o alcance de suas ações.
“Em uma
ofensiva em larga escala, o Irã deixará de se limitar a retaliar, e nenhuma
fronteira política estará a salvo dos ataques iranianos”, declarou Rezai em
comunicado citado pela emissora estatal iraniana IRIB.
A
ameaça ocorre em meio a uma nova escalada militar entre os dois países, marcada
por ataques dos Estados Unidos contra alvos iranianos, represálias de Teerã
contra instalações norte-americanas e pela retomada do bloqueio naval de portos
do Irã pelo Comando Central dos Estados Unidos.
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Irã promete onda de mísseis e drones
Rezai
advertiu diretamente as forças norte-americanas presentes no Oriente Médio e
afirmou que elas deverão se preparar para enfrentar uma ofensiva de grandes
proporções.
De
acordo com o assessor iraniano, os Estados Unidos “deveriam esperar uma onda de
mísseis e drones iranianos” caso Washington mantenha suas operações militares
pelos próximos dias.
A
declaração sinaliza uma possível mudança na postura militar de Teerã. Em vez de
limitar suas ações a respostas pontuais contra alvos relacionados aos ataques
norte-americanos, o Irã poderia expandir a ofensiva para bases, embarcações e
outras instalações dos Estados Unidos na região.
As
autoridades iranianas afirmam que suas ações são uma resposta às agressões e às
violações de compromissos anteriormente assumidos por Washington. O governo
norte-americano, por sua vez, apresenta seus ataques como medidas destinadas a
reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação comercial no Golfo e no
Estreito de Ormuz.
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Estreito de Ormuz está no centro da escalada
Rezai
também destacou que o Irã não aceitará uma intervenção norte-americana no
Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o
transporte de petróleo e gás.
Teerã
“não aceitará” que Washington “intervenha no Estreito de Ormuz”, afirmou o
assessor, que descreveu a passagem como uma “artéria vital de energia para o
mundo”.
O
alerta ocorre depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar
que seu país estaria assumindo o controle da rota marítima e atuaria como uma
espécie de garantidor da passagem de embarcações. O governo iraniano rejeita
qualquer tentativa de Washington de controlar ou administrar o estreito.
A
Guarda Revolucionária iraniana havia anunciado o fechamento do Estreito de
Ormuz “até segunda ordem”, afirmando que a passagem permaneceria bloqueada até
o fim da intervenção dos Estados Unidos na região.
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Teerã rejeita intervenção norte-americana
Para as
autoridades iranianas, a segurança do Estreito de Ormuz deve ser administrada
pelos países da região, sem interferência de potências externas.
A
Marinha da Guarda Revolucionária já havia afirmado que países estrangeiros não
têm qualquer papel legítimo na gestão da passagem e advertido que tentativas
dos Estados Unidos de criar rotas próprias ou escoltar navios poderiam
comprometer os acordos de segurança regionais.
Autoridades
de Teerã também sustentam que qualquer operação militar estrangeira na área
terá consequências. O vice-ministro iraniano das Relações Exteriores para
assuntos jurídicos e internacionais, Kazem Gharibabadi, afirmou anteriormente
que o Estreito de Ormuz “não é um palco para demonstrações militares de
potências extrarregionais”.
A
disputa pelo controle da rota tornou-se um dos principais focos da confrontação
entre Irã e Estados Unidos. Além de sua importância militar, o estreito tem
enorme relevância para o abastecimento energético internacional e para a
estabilidade dos preços do petróleo.
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Estados Unidos retomam bloqueio de portos iranianos
O
Comando Central dos Estados Unidos anunciou a retomada do bloqueio ao tráfego
marítimo com destino ou origem nos portos e áreas costeiras iranianas. A medida
entrou novamente em vigor em 14 de julho, por determinação de Trump.
Segundo
o Centcom, o bloqueio é aplicado contra embarcações que navegam para portos
iranianos ou partem deles, enquanto os Estados Unidos dizem manter livre o
trânsito de navios que não violem as restrições impostas a Teerã.
A
operação havia sido implementada originalmente em abril. Em maio, as forças
norte-americanas anunciaram ter desviado mais de 100 embarcações, desabilitado
quatro navios e permitido a passagem de embarcações com ajuda humanitária.
Para o
Irã, contudo, o bloqueio constitui uma agressão e uma violação de sua
soberania. Mohsen Rezai já havia advertido anteriormente que Teerã poderia
romper militarmente o cerco naval caso as negociações com Washington
fracassassem.
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Trump ameaça ampliar ataques
Donald
Trump afirmou que os ataques norte-americanos continuarão até que as
capacidades militares iranianas sejam degradadas. O presidente dos Estados
Unidos também ameaçou expandir as operações para usinas elétricas, pontes e
instalações do setor energético caso Teerã não aceite negociar.
Segundo
a RT, Trump declarou que os Estados Unidos poderiam atingir infraestrutura
civil estratégica do Irã se o governo iraniano não cedesse às exigências de
Washington.
O
Centcom informou ter realizado diversas ondas de ataques contra sistemas de
defesa aérea, radares costeiros, depósitos de mísseis e drones, instalações de
comando, embarcações e estruturas logísticas iranianas.
Em uma
das operações, as forças norte-americanas disseram ter atingido mais de 80
alvos. Em outra, aproximadamente 90 instalações militares iranianas teriam sido
bombardeadas ao longo da costa do país.
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Teerã acusa Washington de romper compromissos
O
governo iraniano afirma que os Estados Unidos violaram um memorando de
entendimento firmado entre os dois países, com mediação do Paquistão, e que as
atuais ações militares norte-americanas representam uma quebra dos compromissos
assumidos.
Autoridades
iranianas sustentam que o acordo atribuiu ao Irã a responsabilidade pela
administração e pela eventual reabertura do Estreito de Ormuz. Teerã acusa
Washington de tentar alterar unilateralmente esses entendimentos e impor uma
nova configuração para a navegação na região.
Rezai
já havia alertado que qualquer violação do memorando teria como resposta uma
ação “rápida e implacável” do Irã.
A nova
advertência indica que a liderança iraniana considera esgotado o espaço para
respostas limitadas e poderá adotar uma postura militar mais agressiva caso os
bombardeios prossigam.
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Guarda Revolucionária ameaça interromper exportações
Em meio
à escalada, a Guarda Revolucionária advertiu que “nem uma única gota de
petróleo ou gás” será exportada da região enquanto continuarem as ações
militares dos Estados Unidos.
A
ameaça eleva o risco de uma crise energética internacional, uma vez que o
Estreito de Ormuz é passagem estratégica para embarcações que transportam
petróleo e gás produzidos por vários países do Golfo.
Teerã
tenta demonstrar que possui capacidade para transformar qualquer ofensiva
contra seu território em um problema econômico e geopolítico de alcance
mundial.
O Irã
também afirma já ter executado diversas fases de operações de represália contra
bases e instalações dos Estados Unidos na região, utilizando principalmente
mísseis e drones.
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Risco de guerra regional aumenta
A
declaração de Mohsen Rezai amplia o temor de que o atual confronto deixe de ser
uma troca limitada de ataques e evolua para uma guerra regional de grandes
proporções.
A
afirmação de que “nenhuma fronteira política” estará protegida sugere que uma
ofensiva total poderia atingir instalações norte-americanas localizadas em
diferentes países do Oriente Médio, aumentando o risco de envolvimento direto
de outras nações.
Ao
mesmo tempo, a ameaça de interromper as exportações de energia pelo Estreito de
Ormuz coloca sob pressão governos que dependem da estabilidade da rota para
garantir o abastecimento de petróleo e gás.
Com
Washington prometendo manter os bombardeios e Teerã ameaçando responder com uma
ofensiva de larga escala, a crise entra em uma etapa ainda mais perigosa, com
consequências potenciais para a segurança regional, a navegação internacional e
toda a economia mundial.
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Resposta do Irã deixa mortos e aumenta escalada com EUA
após rompimento do cessar-fogo
Dois
militares americanos morreram e um está desaparecido após o Irã atacar a
Jordânia na sexta-feira (17/7) com mísseis balísticos e drones, anunciaram
autoridades militares dos EUA. Irã e Jordânia estão geograficamente
frente a frente, separados pelo Golfo Pérsico, e o território jordaniano abriga
uma base americana.
No
sábado à noite, os Estados Unidos lançaram uma nova rodada de ataques aéreos
contra o Irã, por ordem do presidente Donald Trump, informou o Comando Central
dos EUA (Centcom).
Autoridades
militares americanas não divulgaram a identidade dos mortos, nem forneceram
detalhes sobre as circunstâncias do incidente ou em que parte da Jordânia
ocorreu este ataque.
Segundo
a mídia estatal iraniana, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou ter
destruído pelo menos dois aviões de combate americanos na madrugada de sábado
na base de Al-Azraq, na Jordânia. As forças armadas da Jordânia já tinham
anunciado a interceptação de 10 mísseis iranianos disparados contra seu espaço
aéreo durante a noite de sexta.
Os
ataques americanos de sábado, na oitava noite consecutiva de ofensivas, foram
"concebidos para reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a
navegação comercial no Estreito de Ormuz", afirmou o comunicado.
Os
bombardeios têm como objetivo "punir rapidamente as forças da Guarda
Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na
Jordânia na noite passada", prosseguiu a nota, sem fornecer mais detalhes.
O
número total de mortos dos EUA no conflito subiu para 16, após um piloto da
Marinha dos EUA que estava desaparecido desde o início deste mês ser dado como
morto.
No Irã
ao menos 50 pessoas foram mortas e mais de 500 ficaram feridas em ataques dos
EUA nas últimas três semanas, informou a mídia estatal iraniana, citando o
Ministério da Saúde do país.
Em
resposta ao anúncio das mortes, o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth,
escreveu no X: "Que Deus os proteja, heróis. Seu sacrifício apenas
fortalece nossa determinação."
O
Centcom informou que outros quatro militares americanos foram levados para
hospitais na Jordânia para receberem atendimento, mas já tiveram alta.
As
hostilidades entre os EUA e o Irã se intensificaram novamente na última semana, com os EUA
reimpondo um bloqueio aos portos iranianos e Teerã atacando aliados dos EUA no
Golfo, incluindo a Jordânia, e declarando o fechamento do Estreito de Ormuz.
Os
Estados Unidos fazem a sétima noite consecutiva de ataques contra o Irã desde
que o presidente Donald Trump declarou o fim do acordo de cessar-fogo.
Milhares
de pessoas foram mortas em todo o Oriente Médio desde o início da guerra entre
os EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, segundo dados oficiais.
Washington
e Teerã chegaram a um acordo preliminar para pôr fim à guerra em junho, mas o
acordo não durou muitas semanas.
No
final da noite de sábado (18/7), no Irã, o líder supremo Mojtaba Khamenei
afirmou em um comunicado que as "repetidas violações" do acordo por
parte dos Estados Unidos "revelaram uma verdade fundamental: a assinatura
do presidente americano não tem valor algum e é totalmente desprovida de
credibilidade".
Khamenei
não é visto em público desde o ataque que matou seu pai no início da guerra.
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Irã ataca base militar dos Estados Unidos no Bahrein e
amplia risco de escalada no Oriente Médio
O
Oriente Médio voltou a viver um momento de forte tensão após o Corpo da Guarda
Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciar um novo ataque com drones contra a base
aérea de Isa, no Bahrein, uma das principais instalações militares utilizadas
pelos Estados Unidos na região. Segundo comunicado divulgado pela emissora
estatal iraniana, a operação atingiu hangares de aeronaves militares, reservas
de combustível e centros de comunicação.
A base
de Isa desempenha papel estratégico nas operações aéreas e navais dos Estados
Unidos no Golfo Pérsico. O anúncio do ataque representa mais um capítulo da
crescente confrontação entre Teerã e Washington, em um momento de elevada
instabilidade regional e de sucessivas ações militares envolvendo aliados de
ambos os lados.
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Base estratégica dos EUA entra na mira iraniana
De
acordo com o comunicado do IRGC, a operação foi realizada com drones e teve
como alvo estruturas consideradas essenciais para o funcionamento da base
militar. A Guarda Revolucionária afirmou que a missão foi executada com
sucesso, reforçando sua capacidade de atingir ativos militares norte-americanos
em diferentes pontos do Oriente Médio.
O uso
intensivo de drones tornou-se uma das principais características da estratégia
militar iraniana nos últimos anos. Teerã investiu pesadamente no
desenvolvimento dessa tecnologia, considerada relativamente barata, de difícil
interceptação em determinados cenários e capaz de ampliar seu poder de projeção
sem recorrer diretamente a grandes operações convencionais.
Embora
o comunicado iraniano não detalhe eventuais baixas ou o grau de destruição
causado pelo ataque, a escolha da base aérea de Isa evidencia a intenção de
atingir um dos principais centros de apoio logístico das forças dos Estados
Unidos na região.
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Escalada amplia risco de confronto direto
O
episódio aumenta significativamente o risco de uma nova escalada militar entre
Irã e Estados Unidos. Ataques contra instalações militares norte-americanas
costumam elevar o nível de alerta das forças dos EUA e podem desencadear
respostas militares, ampliando ainda mais a instabilidade regional.
Além do
impacto imediato sobre as operações militares, o novo ataque tende a dificultar
qualquer esforço diplomático destinado à redução das tensões no Oriente Médio.
O ambiente já vinha sendo marcado por sucessivos confrontos indiretos,
envolvendo aliados regionais de ambos os países.
Especialistas
em segurança internacional avaliam que o uso crescente de drones e mísseis de
precisão vem alterando o equilíbrio estratégico da região, reduzindo as
barreiras para operações de ataque e tornando mais difícil evitar ciclos de
retaliação.
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Comunidade internacional acompanha evolução da crise
Governos
da região e grandes potências acompanham com preocupação o agravamento da
situação. Um confronto mais amplo entre Irã e Estados Unidos teria potencial
para afetar não apenas a segurança regional, mas também o mercado internacional
de energia e as principais rotas marítimas do Golfo.
Ao
reivindicar oficialmente a operação, a Guarda Revolucionária também busca
demonstrar capacidade de resistência diante da pressão militar exercida pelos
Estados Unidos e reafirmar sua influência estratégica no Oriente Médio.
O novo
episódio confirma que a disputa entre Washington e Teerã permanece um dos
principais focos de instabilidade internacional, mantendo elevado o risco de
novos confrontos militares e de uma escalada com consequências imprevisíveis
para toda a região.
Fonte:
Brasil 247/BBC News/Sputni Brasil

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