China
adota o PIX para ampliar negócios enquanto EUA atacam soberania financeira do
Brasil
A
disputa comercial entre Brasil, China e Estados Unidos ganhou um novo capítulo
nos sistemas de pagamentos digitais. Enquanto Washington passou a atacar o modelo público do PIX e sua atuação
no mercado financeiro brasileiro, Pequim avança na direção oposta: quer ampliar
a integração com a infraestrutura criada pelo Banco Central e transformá-la em
uma ponte para os negócios entre duas das maiores economias do Sul Global.
O
movimento não acontece por acaso. Em maio de 2025, durante a visita do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China, o Banco Central do Brasil e o
Banco Popular da China assinaram um amplo memorando de cooperação
financeira.
O
acordo prevê a integração de sistemas de pagamentos, a interoperabilidade de
plataformas digitais, a conexão entre mecanismos de pagamentos instantâneos e
até o desenvolvimento de soluções para pagamentos por QR Code entre os dois
países.
A
iniciativa foi reforçada pela renovação do acordo bilateral de swap de moedas
entre os bancos centrais, no valor de 190 bilhões de yuans — equivalentes a
cerca de R$ 157 bilhões —, válido por cinco anos. O objetivo é ampliar o uso de
moedas locais no comércio bilateral, reduzir custos financeiros e diminuir a
dependência do dólar nas transações internacionais.
Pouco
mais de um ano depois, os resultados começam a aparecer.
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Interesse de gigantes do comércio eletrônico
No
início de junho, o vice-presidente do Bank of China, Hsia Hua Sheng, afirmou que empresas
chinesas demonstram interesse em incorporar o PIX às suas plataformas
digitais. Segundo ele, companhias como AliExpress, 99 e Keeta já vêm adaptando
seus serviços para operar dentro da lógica criada pelo sistema
brasileiro.
A
declaração ocorreu em um momento simbólico. Enquanto empresas chinesas buscam
formas de integrar o PIX aos seus ecossistemas digitais, os EUA intensificam as
críticas ao modelo brasileiro.
A
diferença de postura revela uma disputa maior do que aparenta.
Para
Pequim, o PIX representa uma infraestrutura eficiente capaz de facilitar
negócios, reduzir custos e acelerar pagamentos em um dos principais mercados da
América Latina. Para setores financeiros estadunidenses, porém, o sistema
brasileiro tornou-se um exemplo incômodo de plataforma pública capaz de
competir com empresas privadas de pagamentos.
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O incômodo de Washington
No
relatório da Seção 301, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados
Unidos (USTR) classificou políticas brasileiras ligadas a pagamentos
eletrônicos como potenciais barreiras ao comércio estadunidense.
O
principal alvo do documento é a lógica pública do PIX. O USTR questiona
justamente os elementos que contribuíram para a rápida disseminação do sistema
brasileiro: a gratuidade para pessoas físicas, as tarifas limitadas para
operações comerciais e o comando estatal sobre uma infraestrutura considerada
estratégica.
Em
outras palavras, Washington trata como “barreira comercial” o fato de o Brasil
ter construído um sistema barato, eficiente e fora do controle das grandes
corporações financeiras dos Estados Unidos.
O órgão
estadunidense também argumenta que o Banco Central acumula simultaneamente as
funções de regulador e operador do sistema, o que, na sua avaliação, geraria
tratamento preferencial a um modelo estatal.
Por
trás da linguagem técnica, a disputa possui forte conteúdo político.
Em
poucos anos, o sistema tornou-se dominante no Brasil, reduzindo drasticamente a
dependência de cartões, boletos e intermediários financeiros privados. Mais do
que uma inovação tecnológica, o PIX passou a representar uma infraestrutura
estratégica de soberania financeira.
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PIX, QR Code e yuan na nova arquitetura financeira dos Brics
A
aproximação sino-brasileira vai além da integração entre aplicativos.
Durante
a cúpula dos Brics realizada no Rio de Janeiro, em julho de 2025, a UnionPay —
gigante chinesa de pagamentos — e o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC
Brasil) firmaram um memorando para conectar a rede brasileira aos sistemas
chineses de pagamentos instantâneos.
O
projeto prevê que usuários de carteiras digitais vinculadas à UnionPay possam
realizar pagamentos diretamente em estabelecimentos brasileiros por meio de QR
Code, utilizando infraestrutura compatível com o PIX. Ao mesmo tempo, abre
caminho para liquidações em yuan e real sem necessidade de conversão prévia
para dólares.
A
medida se encaixa em uma estratégia mais ampla defendida por Brasil, China e
outros países dos Brics: reduzir a dependência da moeda estadunidense nas
transações internacionais e construir mecanismos financeiros menos vulneráveis
às pressões geopolíticas de Washington.
Não se
trata de substituir o dólar da noite para o dia. Trata-se de criar
alternativas.
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Uma disputa sobre tecnologia e poder
A
controvérsia em torno do PIX expõe uma transformação silenciosa da economia
global.
Durante
décadas, os sistemas financeiros internacionais foram organizados sob a
predominância de bancos, operadoras de cartões e instituições sediadas nos
Estados Unidos e na Europa. O avanço de plataformas públicas de pagamentos
instantâneos, especialmente em países emergentes, desafia essa
arquitetura.
O
Brasil tornou-se um dos principais laboratórios dessa mudança.
Se a
integração entre PIX, sistemas chineses de pagamento e acordos em moedas locais
avançar, o impacto poderá ir muito além do comércio eletrônico. A tendência
aponta para a formação de corredores financeiros paralelos, capazes de reduzir
custos, acelerar transações e ampliar a autonomia econômica dos países
envolvidos.
Nesse
cenário, a disputa em torno do PIX deixa de ser apenas uma questão tecnológica
e se transforma em mais um capítulo da disputa entre uma ordem financeira
centrada no dólar e um mundo cada vez mais multipolar.
¨ China ou EUA?: Quem é
o verdadeiro “Lobo Mau” da América Latina?
Determinar
quem é o “Lobo Mau” que ameaça a soberania dos países latino-americanos é o
mais recente ponto de discórdia entre a China e os EUA, após uma série de
declarações de seus embaixadores no Peru e na Colômbia. Um editorial do jornal
chinês Global Times analisa ambas as posições e questiona como a Casa Branca
está tentando manter o controle estratégico sobre todo o continente.
O
artigo inclui declarações feitas em 27 de abril pelo embaixador dos EUA no
Peru, Bernie Navarro, que traçou um paralelo entre a China e o “Lobo Mau” da
história Chapeuzinho Vermelho para ilustrar o tipo de relacionamento e
cooperação que existe entre Pequim e Lima.
A
resposta de seu homólogo chinês na Colômbia, Zhu Jingyang, foi imediata e tomou
a forma de uma pergunta: estabelecer essa relação não seria uma maneira de
“olhar no espelho”? “Vocês gritam ‘livre escolha’, mas brandem o porrete das
sanções; se fazem de ‘país maduro’, mas recorrem a zombarias baratas. Com isso,
vocês só deixam abundantemente claro quem é o verdadeiro ‘Lobo Mau’”, respondeu
ele.
Anteriormente,
Navarro já havia alertado o Peru sobre possíveis represálias de Washington caso
o país não comprasse caças F-16, insinuando interferência no processo decisório
do país sul-americano. “Isso não é linguagem diplomática, é coerção direta, crua
e pura”, respondeu Zhu.
No
início deste ano, os EUA já definiram o Peru como um “importante aliado não
pertencente à OTAN”, com planos de venda de equipamentos militares e uma base
naval que, segundo a mídia chinesa, ameaçam a soberania peruana e levantam
preocupações sobre o controle externo.
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Hegemonia regional
Segundo
o Global Times, as declarações “arrogantes” de Navarro também revelam
claramente a “natureza sinistra da hegemonia dos EUA” e refletem o empenho da
Casa Branca em reafirmar seu domínio estratégico em todo o Hemisfério
Ocidental, reduzindo a influência chinesa.
Os EUA
alertam um país latino-americano de que “não deve permitir” que a China
administre seus ativos críticos.
Portanto,
o editorial acredita que o embaixador dos EUA representa uma ameaça real à
soberania peruana, e não as empresas chinesas que criam empregos e constroem
portos, como o porto de Chancay, no qual a estatal chinesa COSCO Shipping
investiu aproximadamente US$ 1,3 bilhão. Este porto de águas profundas,
localizado a cerca de 95 quilômetros ao norte de Lima, tornou-se um centro
logístico para todo o continente.
Além
disso, o veículo de comunicação observou que a China é o maior parceiro
comercial do Peru, o que interpreta como um sinal de força e da profundidade
dos laços entre os dois países, baseados em seus “próprios cálculos
estratégicos e interesses nacionais, independentemente de pressões ou
influências externas”.
O
editorial também destaca que as áreas das quais o capital americano se retirou
receberam investimentos e comércio chineses em infraestrutura, concluindo,
portanto, que não se trata de uma “infiltração”, mas de uma relação “mutuamente
benéfica”. O embaixador Zhu resumiu a situação da seguinte forma: “A amizade
entre China e Peru é inabalável. Nenhum conto de fadas a deterá.”
Em
conclusão, o editorial afirma que, se os EUA querem saber quem é o “Lobo Mau”
da América Latina, devem “olhar no espelho”.
¨ 'Reconhecimento às
avessas': como críticas dos EUA e interesse chinês pelo Pix destacam o Brasil
Especialistas
ouvidos pela Sputnik Brasil comentam como o interesse da China pelo Pix e os
ataques dos Estados Unidos ao sistema demonstram a relevância estratégica da
tecnologia brasileira no cenário financeiro global.
Durante
uma entrevista ao Brazil
Economy, Hsia Hua Sheng, vice-presidente do Bank of China, disse que os
chineses têm interesse em implementar o Pix em seu sistema econômico. Na
conversa, Hsia citou companhias chinesas, como AliExpress, 99 e Keeta, que já
estão se adaptando à realidade da internacionalização, tal qual o Pix. Sua
fala, sobretudo, acontece em meio a pressões dos Estados Unidos sobre o sistema
de pagamentos brasileiro.
No
início de junho, uma investigação
comercial do
Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em
inglês) acusou o Banco Central do Brasil de cometer "práticas
abusivas" ao atuar simultaneamente como regulador e operador do Pix, o que
daria uma vantagem indevida sobre os concorrentes – no caso, bandeiras de
cartão de crédito estadunidenses.
A
investigação propôs uma taxação de 25% sobre produtos brasileiros ao
julgar que essas medidas prejudicam o comércio entre os países.
No
entanto, especialistas ouvidos pela Sputnik Brasil comentaram que a
tarifa contra o Pix é "sem fundamento", já que se trata de uma
inovação tecnológica que altera a dinâmica do mercado, não de um tratamento
preferencial. Além disso, apontaram que as pressões têm mais a ver com soberania
tecnológica e regulação digital do que com disputas comerciais.
Para Evandro
Menezes de Carvalho, professor da Universidade Politécnica de Macau, o
interesse chinês no Pix é natural, especialmente por parte de empresas que
atuam no Brasil e precisam se adaptar aos hábitos de pagamento dos consumidores
locais. A afirmação de Hsia sobre o Pix também mostra uma diferença de
abordagem no relacionamento em comparação com os Estados Unidos.
"No
caso da China, nota-se claramente uma abordagem respeitosa, do princípio da
soberania e de cada país adotar seu próprio sistema econômico, seu próprio
sistema político."
"A
China procura, de certo modo, se adaptar e dialogar com o Brasil na medida em
que sinaliza essa possibilidade de incorporar o Pix."
Por
outro lado, a atitude dos Estados Unidos de criticar o sistema de pagamentos
seria "claramente uma manifestação protecionista", avalia
Menezes, pontuando que o Pix reduziu a dependência dos consumidores e
comerciantes brasileiros das grandes bandeiras de cartões de crédito
americanas, como Visa e Mastercard, que cobram taxas sobre as transações
realizadas.
Segundo
ele, ao oferecer pagamentos instantâneos e sem custos, o sistema brasileiro
passou a disputar espaço com os modelos de negócios consolidados dessas
empresas. Menezes acrescenta que o Pix também tem potencial para se tornar
um instrumento de projeção tecnológica do Brasil, especialmente se vier a ser
adotado ou servir de inspiração para países vizinhos na América do Sul.
Na
avaliação do especialista, as vantagens oferecidas pelo sistema — como rapidez,
praticidade e ausência de tarifas — ajudam a explicar seu sucesso. Ele observa
ainda que as críticas americanas acabaram fortalecendo a identificação da
população brasileira com o Pix, transformando uma ferramenta de pagamentos
digitais em um tema de debate político.
"Quando,
na verdade, trata-se de uma tecnologia muito útil para a população e para
pequenos empreendedores."
No
entanto, ele ressalta que ainda não está claro o que significaria, na prática,
uma integração operacional entre o sistema brasileiro e os meios de pagamento
digitais chineses.
Segundo
o especialista, a viabilidade dessa integração dependeria tanto de
conhecimentos técnicos quanto da adoção de padrões comuns que permitam a
comunicação entre os sistemas. Carvalho lembra que a China já possui
plataformas amplamente difundidas, como WeChat Pay e Alipay, que vêm ampliando
sua interoperabilidade com cartões de crédito e outros meios de pagamento
internacionais.
Para
ele, "existe, de certo modo, essa abertura gradual, ou pelo menos um
diálogo operacional dos modelos de pagamento digital chineses com os meios de
pagamento que são mais comuns fora da China", o que pode facilitar futuras
iniciativas de cooperação com modelos como o Pix.
Sobretudo,
o professor vê a iniciativa chinesa mais como parte de uma estratégia para
reduzir a dependência de infraestruturas financeiras controladas pelo
Ocidente do que como uma tentativa de reproduzir o modelo brasileiro. Essa
busca ganhou relevância, justifica, diante do uso crescente de instrumentos
financeiros, como ferramentas de sanção e pressão
geopolítica.
Nesse
contexto, tanto o Pix quanto os sistemas chineses de pagamento digital seriam
expressões de soberania econômica, capazes de ampliar a autonomia dos países
sobre suas próprias transações financeiras.
"Eu
acho que, como há uma evolução na direção de meios de pagamento digital, isso
abre possibilidades de comunicação digital para essas transações
financeiras", afirma. Ainda assim, o especialista avalia que o
reconhecimento do Pix por autoridades e instituições chinesas demonstra que o
sistema brasileiro já é visto internacionalmente como uma inovação relevante no
campo financeiro.
Para o
professor, a credibilidade do Pix decorre de sua ampla adoção e do
histórico de funcionamento no Brasil. Ele destaca que o sistema foi amplamente
testado em um país de dimensões
continentais e grande população, sem registros de problemas que
comprometessem sua segurança. "O fato de a China perceber o Pix como um
meio de pagamento extremamente eficiente criado pelo Brasil, e que de fato já é
bastante usado no Brasil, é um reconhecimento da capacidade brasileira de
inovação financeira."
Na
visão do especialista, até mesmo as críticas feitas pelos Estados Unidos podem
ser interpretadas como uma demonstração indireta do sucesso alcançado pelo
sistema brasileiro. De certa maneira, o Pix passou a incomodar interesses
estabelecidos justamente por oferecer um modelo mais eficiente e sem custos.
"É
um reconhecimento às avessas [...]. Estão atacando porque está
incomodando, estão atacando porque o Pix está sendo mais eficiente, porque o
Pix é melhor para o cidadão brasileiro."
Uma
leitura semelhante é feita por Bruno de Conti, economista e professor
livre-docente de economia internacional da Unicamp. Para ele, o interesse
chinês em mecanismos como o Pix deve ser compreendido dentro de uma
disputa mais ampla em torno do controle das infraestruturas financeiras
globais.
Segundo
o pesquisador, diversos países vêm buscando alternativas à predominância do
dólar e dos sistemas de pagamento controlados por empresas e instituições
sediadas nos Estados Unidos.
"Não
tem dúvida nenhuma que a gente vive um momento de disputa geopolítica intensa,
não só em relação à moeda global, com esforços de desdolarização pelo mundo
afora, inclusive dos BRICS, mas também em relação aos sistemas de
pagamentos", afirma. Na avaliação de De Conti, o avanço de soluções
nacionais de pagamento instantâneo está ligado não apenas à busca por
eficiência econômica, mas também à redução da vulnerabilidade dos países
diante de eventuais sanções e pressões externas.
O
economista destaca que essa preocupação não se limita a países como Brasil e China. Segundo
ele, até mesmo governos europeus têm demonstrado receio em relação à
dependência de empresas norte-americanas como Visa e Mastercard. "Tem sim
uma corrida pela criação de infraestruturas alternativas que evitem o dólar e
evitem as companhias estadunidenses", observa.
O
especialista acrescenta que a disputa também envolve o controle de dados
financeiros. Na
sua avaliação, os sistemas de pagamento se transformaram em ativos estratégicos
porque concentram informações valiosas sobre hábitos de consumo e transações
econômicas.
"Quando
a gente faz esses pagamentos, isso tudo vai alimentando uma base de dados que
pode ficar na mão de empresas privadas ou não", explica. Nesse sentido,
argumenta, o Pix reduz a dependência de plataformas privadas estrangeiras
e fortalece a capacidade de gestão dos dados financeiros dentro do próprio
país.
Sobre
uma eventual integração entre o Pix e plataformas chinesas como Alipay e WeChat
Pay, De Conti avalia que os benefícios potenciais são
significativos, especialmente para as relações econômicas entre os dois
maiores parceiros comerciais do Hemisfério Sul.
O
professor ressalta que, atualmente, grande parte das operações financeiras
internacionais ainda depende de bancos correspondentes e de mecanismos de
liquidação vinculados ao sistema financeiro
dos Estados Unidos. Como
consequência, transações entre empresas brasileiras e chinesas frequentemente
passam por instituições norte-americanas e são liquidadas em dólares.
Uma
maior interoperabilidade entre os sistemas poderia, segundo
ele, simplificar esse processo, reduzindo custos, prazos e riscos
cambiais. Hoje, lembra o economista, transferências internacionais costumam
levar de dois a três dias úteis para serem concluídas, período em que as
oscilações cambiais podem gerar custos adicionais para importadores e
exportadores. Uma infraestrutura mais integrada poderia reduzir essas
incertezas e tornar as operações comerciais mais eficientes.
"O
intuito tem que ser o de pagamento instantâneo, ou quase instantâneo."
Apesar
das oportunidades, o especialista pondera que a aproximação entre os sistemas
exige cautela regulatória. Para ele, a cooperação não deve significar a
abertura irrestrita do mercado brasileiro para grandes plataformas
estrangeiras. Na sua avaliação, cabe ao Banco Central garantir que eventuais
acordos preservem o controle nacional sobre o Pix e evitem a concentração do
mercado doméstico nas mãos de empresas estrangeiras.
Fonte:
Diálogos do Sul Global/Sputnik Brasil

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