quarta-feira, 17 de junho de 2026

Thiago Ferreira dos S. Freitas: O sujeito neoalienado

Apesar do nome, não se trata de uma ruptura brusca com o pensamento de Karl Marx. O uso do termo “neo”, aqui, diz respeito a um recorte histórico e a uma disposição psicológica específica. Minha intenção com este ensaio é aprofundar elementos do pensamento de Marx, deixando seu diagnóstico do capitalismo alienante atualizado. Pois estamos vivendo no que chamo de tempos de neoalienação, que se caracteriza principalmente pela ascensão das mídias digitais e mecanismos mais sofisticados e sutis do que aqueles na época de Marx e Engels, os quais culminam nesse estado subjetivo.

O edifício marxista está sólido e bem fundamentado, mas é necessário construir andares no subsolo para compreendermos melhor nosso século. Os novos tempos pedem uma atualização desse conceito, o que implica, de certa forma, negar Karl. O que, deixando claro, não significa afirmar que o autor estava errado, mas tão somente que suas ideias devem ser repensadas à luz dos fenômenos contemporâneos e suas especificidades.

Mas faço isso adotando a negação hegeliana. Ou seja, estou dizendo que Marx, embora essencial, não abarca e explica de forma suficiente como o tornar-se estranho a si se dá em nossos dias. Porém, ao mesmo tempo, seu pensamento é conservado e elevado a um outro patamar. Assim como ele fez com Hegel, diga-se de passagem.

O que é conservado aqui, notem, é a noção do quanto uma estrutura socioeconômica pode ser alienante.

A alienação na filosofia moderna é um conceito que tomou forma com Hegel. Marx leu Hegel. Marx gostou do que leu, mas Hegel era idealista – um idealista bem abstrato, aliás. Karl, por sua vez, se tornou materialista até os ossos.

Antes de prosseguirmos, vale a pena esclarecer: o que são materialismo e idealismo? Idealismo, dizendo em termos gerais e simplificados, é a postura filosófica que afirma que a realidade ou nosso conhecimento dela é essencialmente fundamentado nas ideias, no espírito ou na mente. A corrente materialista, por sua vez, parte da premissa de que a matéria é a única realidade fundamental e que a consciência, ideias, história e fenômenos sociais são explicados a partir de condições materiais e não o contrário.

O idealismo hegeliano adquire algumas peculiaridades ao afirmar que o real é racional e o racional é real. Ou seja, a história, a natureza, a sociedade e tudo o que é real fazem parte do desenvolvimento e manifestação da razão, e tal desenvolvimento ocorre em uma lógica de afirmação, contradição e superação desse embate. Pense em termos de tese, antítese e síntese, embora Hegel não os tenha usado em sua obra.

O materialismo marxista ou materialismo histórico-dialético proposto por Marx e Engels, porém, analisa a história com base nas relações de produção e luta de classes com interesses antagônicos, como pobres e ricos, burguesia e proletariado. Chegando até mesmo ao ponto de afirmar, no seu Manifesto Comunista, que “A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes”. Nessa perspectiva, as condições econômicas e materiais determinam a estrutura sociopolítica da sociedade. Em contraposição ao idealismo, o materialismo marxista afirma que a história se desenrola por meio da luta de classes e condições concretas, não por ideias abstratas e etéreas.

Marx e Engels formulam sua concepção materialista revirando o edifício idealista hegeliano. Nas palavras de Marx, em O capital, “A dialética de Hegel está de cabeça para baixo. É preciso virá-la para descobrir o núcleo racional dentro da casca mística”. Ambos tiveram de inverter tal construção e colocá-la sobre seus pés.

O trabalhador, após tantas horas fazendo atividades mecânicas e repetitivas em condições insalubres, acabava alienado, sendo rebaixado à condição de mercadoria. Nessa lógica, não é o trabalhador quem tem a mercadoria ou o produto. É o produto que tem o trabalhador.

Além disso, o sujeito tornava-se estranho a si mesmo! Não sendo capaz de se reconhecer no trabalho que produzia, deixava de lado sua capacidade crítica e se tornava apenas mais uma engrenagem dentre tantas outras. Consequência da própria estrutura do sistema de produção capitalista, que fazia com que as relações sociais se transformassem em relações entre coisas e não pessoas.

O presente texto propõe uma torção da alienação marxista, cujo núcleo teórico aparece com força nos Manuscritos Econômico-Filosóficos. Embora essa noção tenha perdido a centralidade em obras mais maduras de Marx, como em O capital, é dela que parto para formular o neoalienado.

Onde podemos encontrar esse tal sujeito? Ora, a alienação em nosso tempo não desapareceu. Ela ficou mais sofisticada, sutil e, portanto, pior. Mas é necessário fazer os devidos recortes, pois essa neoalienação se dá de formas diferentes entre as classes sociais. O sujeito neoalienado que é encontrado nas classes mais altas, por exemplo, pode ser ilustrado pelo engravatado de escritório. Engravatado esse que, dia após dia, preso numa lógica de performance e produtividade às custas de sua saúde e, ao mesmo tempo, imerso no consumismo exacerbado, julga estar imune a tal estado.

Pensa que, por ter um belo diploma debaixo do braço, trabalhar em uma grande empresa e “bater as metas”, tem sucesso – sucesso esse que seria prova de sua incapacidade de se alienar. Afinal, tal fenômeno só atinge os “fracassados” de baixa renda, certo? Curiosamente, na lógica aqui proposta, é quase o contrário. Essa neoalienação encontra-se mais expressiva e intensa nas classes médias para cima, não para baixo. Nesse caso, pode-se chamar de neo-alienação-alta para explicitar os elementos que distinguem a forma como esse estado subjetivo ocorre nas classes altas e baixas. Nas classes mais ricas e financeiramente estáveis, pode-se dizer que a cultura da meritocracia e da produtividade impera.

Mas qual é, exatamente, a diferença do conceito marxista clássico? Na alienação marxista, ou clássica, de tanto repetir movimentos mecânicos em condições de trabalho desumanas, o trabalhador não conseguia se reconhecer no que produzia. Não era necessário criatividade ou tampouco pensamento, bastava repetir e repetir. A forma como a estrutura capitalista organizava a sociedade impedia isso.

No entanto, no conceito que proponho, o sujeito se aliena não por não ser capaz de se reconhecer no seu trabalho, mas justamente por tentar tanto se reconhecer nele e almejar ser produtivo o tempo todo, consequência da absorção e reprodução do discurso neoliberal. O crachá da empresa se confunde com o RG.

O ser humano passa a ser ser-de-e-para-produção, afastando-se cada vez mais de questões existenciais e primordiais sobre a própria identidade. René Descartes considerou o próprio pensar como prova de sua existência e disse a célebre sentença: “Penso, logo existo”. Atualmente, a lógica no nosso sistema vigente pode ser colocada como “produzo, logo existo”. Ou seria o inverso?

Karl Marx pensava a alienação como consequência da estrutura socioeconômica vigente, na qual o trabalhador não consegue se reconhecer no que produz após uma longa e exaustiva jornada de trabalho mecânica e repetitiva. Não consegue, pois o modo como o capitalismo se dá impede isso. O que produz vira algo que independe dele e suas relações sociais se dão entre coisas, não entre pessoas. Ele próprio, nessa dinâmica, é algo, não alguém.

De minha parte, penso esse estado subjetivo em termos de tentativa de identificação em excesso com o trabalho e com o que se produz. Chamo isso de “hiperidentificação”. Que nada tem a ver com aquele indivíduo que simplesmente gosta muito de seu trabalho, mas com aquele que não consegue desvincular sua identidade e personalidade desse trabalho.

Essa identificação, supostamente consciente e desejada, é um gozo que exige ser compartilhado. Em certos casos, só é gozo ou gozo pleno se for compartilhado. Se nos tempos dele a dinâmica e organização de produção capitalista inviabilizava a identificação do trabalhador com sua produção, hoje a regra é outra. Somos levados não apenas a tentar nos identificar com nosso trabalho, mas julgar isso prazeroso, desejável e passível de compartilhar nas plataformas digitais.

Tal desejo de identificação, seja consciente ou não, é efeito da estrutura social que molda a subjetividade do sujeito desejante. Embora seja fato que grande parte dos nossos desejos, talvez todos eles, é lapidada pelo tecido social, há uma sutileza aqui. Pois o indivíduo não apenas é moldado, mas é moldado para não perceber que foi moldado. Pensa que seu desejo de ter o iPhone da última geração é natural e necessário.

Convido o leitor a pensar naquele seu colega que, a cada conquista ou promoção, não pode deixar de fazer um post no LinkedIn. Não pode deixar de fazer seu networking e expor sua conquista em busca de validação e reconhecimento. Não basta apenas gozar, tem que mostrar que se está fazendo isso.

A experiência vivida é insuficiente. Deve-se, além de experimentar o momento, compartilhar nas redes. Mesmo que essa ânsia de postar diminua a qualidade e intensidade do momento vivido. Isso é o imperativo do post. Em certos casos, não se vive pelo prazer da própria experiência, mas para fazer o post desse momento. Vive-se para postar ou se posta para viver? Talvez ambos?

Dadas as regalias e fatores contemporâneos, como redes sociais, serviços de delivery, Netflix etc., tendemos a nos julgar para-além-da-alienação. Afinal, temos todos esses recursos prazerosos e sedutores, que são paliativos no fim das contas. Tais meios paliativos têm a função não apenas de ser nosso meio de catarse, mas de disseminar os discursos e narrativas que nos levam à hiperidentificação. Nos sentimos tão bem e entretidos que a perspectiva de nossa subjetividade estar desconexa com ela mesma, mal passa pela nossa cabeça.

Quando isso ocorre, olhamos a hipótese com desprezo e desdém, pois nossas condições materiais e sociais são prova de que estamos acima disso. Não apenas pela enxurrada de prazeres rápidos, um amontoado de informações e estímulos que mal conseguimos processar, mas justamente pela nossa imersão nesse cenário que dificulta nosso pensamento crítico. Ademais, consumir todas essas informações, dados e conteúdos não é equivalente a pensar criticamente. Sequer significa necessariamente pensar.

Vivemos na era das inteligências artificiais. Para que pensar se a inteligência artificial faz isso por mim, melhor e mais rápido? De acordo com o pensamento kantiano, para sairmos da menoridade intelectual, é necessário ousar pensar com a própria cabeça. A menoridade intelectual ocorre não por falta de entendimento, mas por falta de coragem de se servir do seu próprio pensamento sem a tutela de terceiros. Nas palavras do filósofo, “Ouse te servir do teu próprio entendimento” e “sapere aude”, que significa ouse conhecer, atreva-te a saber.

No século XXI, ao que parece, a máxima é ouse perguntar ao ChatGPT. Assim, fazemos uma regressão à nossa menoridade intelectual. Será que sequer saímos dela? Afinal, se chegamos ao ponto no qual temos que ter a chancela da inteligência artificial para o envio de nossas mensagens, desde considerações intelectuais até simples saudações, em que sentido somos muito diferentes de crianças que necessitam perguntar aos pais o que dizer nessa ou naquela situação?

Não raras vezes, fazemos questão de adquirir a versão pró do ChatGPT ou outra inteligência artificial. Afinal, quanto mais eficiente e afiada essa ferramenta for, menos precisamos nos servir de nosso próprio entendimento. Alguém poderia pensar que essa eficiência e potencial aumento de produtividade até justifica o ato de delegar quase por completo nosso pensamento. O que é um erro. Seria a morte do pensar. Pois o ato de pensar, em regra, é o que nos afasta da barbárie. Embora o raciocínio humano possa ser igualmente usado não apenas causar a barbárie, mas para potencializar ela. E em alguns casos justificar seu uso e existência.

Nesse cenário, para estimular a saída da menoridade intelectual proposta por Kant, o presente artigo propõe a Dialética-GPT. Que, além de propor um modo de usar e interagir específico com a inteligência artificial, remete aos nossos tempos que são essencialmente digitais. Vide a nossa Economia 4.0, na qual a tecnologia perpassa e domina nossas relações econômicas a nível global. Afinal, no século XXI, o mundo virtual é tão real quanto o mundo material. Dito isso, dialética é o processo de tensionar o pensamento e as ideias por meio do processo de tese, antítese e síntese. Devemos pensar com a inteligência artificial, não deixar que ela pense por nós. Que, via de regra, é o que acontece.

Na Dialética-GPT o usuário se serve da inteligência artificial como ferramenta para refinar e aprimorar suas ideias e pensamento, usando a inteligência artificial A para criticar o que ele diz, apresentar contrapontos e lhe auxiliar a chegar a sínteses mais sofisticadas que suas afirmações iniciais. Assim, não apenas nos servimos de nosso próprio entendimento sem a tutela de terceiros, mas o aprimoramos ao submetê-lo ao processo dialético digitalmente. Se nos tempos de Sócrates a dialética era exercida pelas ruas de Atenas, com diferentes interlocutores de diferentes idades, no século XXI ela pode ser feita sem sequer ter contato com outro ser humano.

Mas o sujeito neoalienado não hesita em comprar a versão mais atualizada do chat. Assim não precisa pensar. Ele goza em financiar a própria menoridade intelectual.

Pagamos, e pagamos com gosto para nos deixar dopados e anestesiados. Esse é o resultado de milhões de anos de evolução de nossa espécie na Terra. Deveríamos nos indagar seriamente se temos mesmo o direito de nos chamar sapiens.

Ficamos assim, dopados, em especial nos ambientes virtuais, já que o algoritmo e sua dinâmica fazem com que o pensamento do filósofo francês Guy Debord tenha ainda mais peso, pois acabamos sentindo mais prazer e tendo maior contato com as representações da realidade do que com a própria realidade. Realidade essa que é cada vez mais mediada por representações e espetáculos. Realidade que nos parece cinza, seca. Vazia.

Menosprezando a demonização e pessimismo em relação à tecnologia, devemos adotar uma postura crítica ao pensar nossa relação com ela. Que é ferramenta nossa e não o oposto. Ou será que já se transformou em uma extensão de nós mesmos?

Além disso, as redes sociais e plataformas digitais em geral são meios que propagam uma noção que o psicanalista Lacan, também francês, chamou de Imperativo do Gozo. Gozo, em Lacan, não é apenas prazer, mas (usando uma expressão dele) algo que vai mais-além-do-princípio-do-prazer. Em francês, jouissance. É aquilo que satisfaz, ao menos parcialmente, mas machuca, dói, excede.

Nessa lógica, as mídias corroboram a mensagem de ter prazer o tempo todo, consumir o tempo todo, gozar o tempo todo. Busque sempre mais e mais satisfação, mesmo que, paradoxalmente, às custas do seu próprio bem-estar. Não se trata de um ataque moralista ao hedonismo. Mas tão somente levantar as seguintes questões: o que esse imperativo do gozo diz sobre nossa sociedade? Até que ponto essa busca por mais prazer é funcional para nós como coletivo e indivíduo?

Mas isso não é o bastante. Vá além. Faça um post. Como diria a filósofa Marilena Chauí ao discorrer sobre a relação do indivíduo moderno com o mundo digital, Posto, logo existo. Não basta apenas gozar no sentido lacaniano; é necessário mostrar que se está fazendo isso e ter tantos likes e visualizações quanto possível.

Na contemporaneidade, essa parece a melhor forma de o sujeito validar e legitimar sua existência. Mas, principalmente, a sensação de se encontrar para além da alienação decorre da convicção de estarmos correndo em direção ao sucesso, que é nada mais do que produzir, produzir e consumir loucamente. E vamos chegar lá. Basta o mindset certo!

Nossa elaboração nos leva a questionar: o que é um sujeito? O que significa ser sujeito? O que o constitui?

A princípio, pensei que, se a capacidade de pensar criticamente sobre a estrutura socioeconômica que o cerca e molda fosse um requisito necessário para ser sujeito, então o sujeito neoalienado é tudo, menos sujeito.

Mas toda noção de sujeito é produzida pela sociedade em que esse indivíduo está inserido. Nesse sentido, por mais alienado que seja, o sujeito neoalienado ainda assim é um sujeito, mas é o tipo que não apenas é produzido pelo nosso sistema socioeconômico atual, mas o ideal e conscientemente projetado para que ele continue a funcionar.

Todo o discurso neoliberal de produtividade e “trabalhe enquanto eles dormem”, “seja sua melhor (e mais produtiva) versão”, propagado pelos nossos queridos coaches motivacionais, pelo menos por boa parte deles, ajuda a manter essas engrenagens excitadas pela perspectiva de continuar sendo engrenagens.

Eles, os coaches, não são apenas sujeitos neoalienados, mas mecanismos que ajudam a propagar e consolidar ainda mais os discursos que colocam as massas nesse mesmo estado. Com a condição, é claro, que essas massas tenham cada vez mais dinheiro para, parafraseando Tyler Durden: “…comprar coisas de que não precisamos, para impressionar pessoas que não gostamos”.

Talvez a melhor ilustração desse conceito seja o protagonista do filme Clube da luta. Gostaria apenas que o leitor dedicasse alguns segundos para relacionar a ideia central deste texto com o protagonista do filme. O qual não tem nome. Qualquer um de nós poderia estar ali, em seu lugar, imerso nessa busca sem fim pela felicidade de consumir. Ou, melhor, todos nós já estamos em sua situação e mal percebemos.

O sujeito do consumo não se dá conta de que ele mesmo é consumido. O indivíduo que descrevo, sem se dar conta, acaba fazendo parte de uma “sociedade do cansaço”, famoso termo cunhado pelo filósofo sul-coreano Byung-Chul Han. Sociedade na qual o sujeito, contaminado pela lógica de produtividade e positividade, passa a ser assombrado pela pressão interna de sempre estar feliz e ser “bem-sucedido”. Nessa sociedade, que também é sociedade do desempenho, o indivíduo mal consegue se reconhecer caso não esteja produzindo.

O ócio é um insulto e não se deve perder tempo com isso. Afinal, tempo é dinheiro. Exigindo cada vez mais e mais de si, convencido de que assim alcançará esse tal sucesso. Na melhor das hipóteses, conseguirá um burnout e, seguindo o “imperativo do post” religiosamente, fará questão de postar no LinkedIn. Afinal, seu sofrimento é um selo de autenticação e prova do quanto ele é um trabalhador-engrenagem-orgulhoso. Aparentemente, vestir a camisa da empresa e agir como se fosse seu dono não é tão benéfico quanto parece. Quem diria que dar seu sangue pela companhia custa mesmo seu sangue?

Atualmente, não é necessário ter um agente externo o policiando, tal como Michel Foucault detectou em sua época ao descrever a dinâmica das prisões em Vigiar e punir. Esse indivíduo passa, ele mesmo, de bom grado, a ser tal agente. E chama isso de mindset de sucesso, notem. O resultado desse mindset patológico? Neurose e mal-estar em massa.

 

Fonte: A Terra é Redonda

 

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