Rei
das fake news: Trump diz que “Bolsonaro Jr(?) foi preso por ir bem nas
pesquisas”
Não se
sabe se fruto apenas de mentira, ou se ainda o absurdo foi mesclado com
confusão, declaração do presidente dos EUA mostra nível de irresponsabilidade
na propagação de informações falsas...
No
ambiente da cúpula do G7, em Evian, na França, o presidente dos EUA, Donald
Trump, demonstrou mais uma vez por que ostenta a fama de ser o maior propagador
de desinformação do planeta. Sem qualquer constrangimento ou compromisso com a
realidade, o líder norte-americano disparou uma sequência de mentiras grotescas
sobre o cenário político brasileiro nesta quarta-feira (17), misturando
ignorância geográfica com a velha tática de inventar teorias conspiratórias
para inflamar suas bases.
Questionado
por jornalistas durante uma coletiva de imprensa se havia conversado com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o novo tarifaço imposto contra o
Brasil e a designação das facções PCC e Comando Vermelho como grupos
terroristas, Trump confirmou apenas o encontro: “Sim, eu passei bastante tempo
com ele, na verdade”, disse, sem dar detalhes.
Logo em
seguida, iniciou seus ataques ao Brasil, afirmando que o país “tornou-se um
pouco complicado, não é? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso
politicamente”. Mas o pior e mais irresponsável ainda estava por vir.
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Uma mentira sem uma única linha de verdade
Ao
tentar comentar o processo eleitoral brasileiro, Trump engatou uma fake news
absurda, na qual não se sabe se a má-fé operou sozinha ou se veio acompanhada
de uma profunda confusão mental ao misturar nomes, funções e a própria situação
jurídica dos filhos do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro.
“Tem
sido desagradável. Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um
cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me
despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo
bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas.
Prenderam ele, ou querem prender ele”, disparou o presidente norte-americano.
A
declaração de Trump é um monumento à mentira. Para começo de conversa, não
existe nenhum “Bolsonaro Jr.” no tabuleiro político principal. Ninguém foi
preso, e a pessoa à qual ele presumivelmente tentou se referir sequer é
candidata.
O pano
de fundo real para a “confusão” de Trump foi a decisão da véspera, quando a
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o deputado cassado Eduardo
Bolsonaro a quatro anos e dois meses de reclusão por tentar intimidar a Corte
na trama golpista. Contudo, Eduardo não foi preso, ele vive nos EUA e o
processo não transitou em julgado, logo, não há mandado de prisão. Além disso,
Eduardo não é candidato à Presidência; o pré-candidato da família é seu irmão,
o senador Flávio Bolsonaro, que não responde a este processo e, ao contrário do
que Trump inventou sobre “ir bem”, aparece atrás em todas as pesquisas de
intenção de voto.
Demonstrando
o habitual descolamento da realidade, Trump usou a mentira plantada sobre o
Brasil para justificar sua própria retórica doméstica. “Eles [Brasil] jogam
duro, mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Nossas eleições são
totalmente roubadas”, emendou.
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Lula reage: “Sabe pouco sobre o Brasil”
A
reação do governo brasileiro veio logo em seguida. Também em coletiva de
imprensa em Evian, o presidente Lula rebateu as declarações do homólogo
norte-americano com firmeza e ironia. Lula afirmou que Trump “sabe pouco sobre
o Brasil”, e menos ainda se insistir em enxergar o país sob a ótica distorcida
da família Bolsonaro. O líder brasileiro acrescentou que espera que os EUA não
interfiram nas eleições do país.
Lula
explicou ainda que “não tem razões” para buscar uma reunião bilateral com Trump
neste momento, uma vez que as chancelarias e equipes técnicas dos dois países
já estão com negociações em andamento.
O
episódio em Evian expõe o método Trump em sua forma mais pura: a transformação
de boatos distorcidos de redes sociais em declarações oficiais de Estado,
subvertendo fatos jurídicos de um país soberano para alimentar uma narrativa
global de perseguição política que só existe em seu próprio universo paralelo.
• Eduardo Bolsonaro diz que Rubio não vai
extraditá-lo e que Trump deveria ser réu no processo que o condenou no STF
Após
desdenhar da condenação a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial
semiaberto, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
afirmou na manhã desta quarta-feira (17) que conta com o secretário de Estado
dos EUA, Marco Rubio, para não extraditá-lo ao Brasil e afirmou que o
presidente estadunidense Donald Trump deveria estar a seu lado no processo que
o condenou por coação nas investigações sobre a tentativa de golpe, que colocou
o pai, Jair Bolsonar (PL), atrás das grades.
Em
entrevista a um canal do ecossistema bolsonarista no Youtube, o ex-deputado
afirmou que o governo dos EUA não vai atender ao pedido de prisão feito pelo
STF, que deve colocá-lo na lista vermelha da Interpol. Eduardo ainda comparou
seu caso com o do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, que fugiu para os EUA
após ser condenado no processo por tentativa de golpe.
“Eles
querem colocar o meu nome na lista vermelha da Interpol. É o mandado de prisão
preventiva internacional, para que eu não possa mais viajar. E eles não vão
enviar esse expediente de prisão para tentar me prender nos Estados Unidos,
porque aqui existe o devido processo legal. Aqui quando chega essa cartinha do
STF falando que eu sou um condenado buscado pela justiça, tal qual ocorreu com
o Ramagem, ela vai na mesa do DOJ [Departamento de Justiça], ela passa por
dentro do Departamento de Estado e segue o devido processo legal até chegar nas
mãos dos chamados US Marshalls, que são quem cumpre esses mandados
internacionais”, afirmou, citando o departamento chefiado por Marco Rubio.
“Ele
[Moraes] sabe que isso não acontecerá, porque na avaliação mínima dos
requisitos, o governo americano muito provavelmente vai indeferir, vai rejeitar
esse pedido de extradição meu, tal qual ocorreu com Ramagem”, emendou.
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Trump no banco dos réus
Mais
adiante, ao falar do mérito do julgamento, que o condenou por coação, Eduardo
defendeu que Rubio e Donald Trump deveriam estar ao seu lado no banco dos réus
da Suprema Corte brasileira.
“O que
é o crime de coação que eles me condenaram? Eu vou pôr aqui um exemplo
esdrúxulo: você pega uma arma, bota na cabeça de uma pessoa e fala: ‘ó, você
vai ter que fazer isso ou aquilo’. Isso é uma coação. A sanção contra o Moraes
foi uma coação. E aí eu pergunto: quem decretou a a sanção contra o Moraes, da
lei Magnitski? Foi o presidente Trump, junto com os seus secretários, Scott
Bessent [secretário do Tesouro dos Estados Unidos], e Marco Rubio. Não foi
Eduardo do Bolsonaro. Então, por que que o Trump, pelo menos, não tá nesse
processo?”, afirmou.
Eduardo,
então, delira e diz que o STF brasileiro vai aguardar “um governo radical de
esquerda nos Estados Unidos” para processar Trump.
“Quando
o Trump se tornar ex-presidente e se for eleito um governo radical de esquerda
nos Estados Unidos, aí vocês vão ver o STF trabalhando junto com o governo
americano para ir atrás do Trump. Enquanto esse cenário político não ocorre,
eles vão vir para cima apenas do Eduardo Bolsonaro”, disse.
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Flávio Bolsonaro
Carlos,
Jair Renan e Flávio Bolsonaro foram às redes sociais e classificaram com
“chacota”, “perseguição” e com críticas ao Brasil a condenação do irmão Eduardo
Bolsonaro (PL-SP) a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial
semiaberto, e inelegibilidade de 12 anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
por tentativa de interferir no curso do processo sobre a tentativa de golpe de
Estado, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), era um dos réus.
Presidenciável
do clã, Flávio Bolsonaro classificou a decisão como “mais uma grande injustiça
cometida contra o Eduardo Bolsonaro” e afirmou que é “ruim continuar vivendo no
Brasil”.
“Mais
uma grande injustiça cometida contra o Eduardo Bolsonaro, num processo que é
absolutamente nulo sobre qualquer aspecto que se olhe, porque o Alexandre de
Moraes, ele ele deveria se declarar impedido para julgar essa causa, já que em
tese, ele é a vítima, portanto, ele é parte sim nesse processo. Ele é suspeito
para julgar, porque é público e notório que virou uma questão pessoal contra o
Eduardo Bolsonaro, né? Parece claramente uma vingança contra o Eduardo”,
afirmou.
Em
seguida, ele retomou a narrativa de perseguição ao clã dizendo que “Eduardo se
quer foi citado formalmente que é um requisito legal, básico”, mas escondendo
que o irmão ignorou o processo o tempo todo, se recusando, inclusive, a indicar
um advogado para defendê-lo.
“Então,
gente, é muito ruim nós continuarmos vivendo no Brasil sob esse clima de
insegurança jurídica em que tudo é instrumentalizado para perseguir aquelas
pessoas que você não gosta”, emendou Flávio.
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Carlos e Jair Renan
O “02”
Carlos Bolsonaro compartilhou o vídeo de Flávio e, em texto na publicação na
rede X, atacou aqueles que, segundo ele, fazem “chacota” e dão risada das
condenações envolvendo o clã.
“Há
quem faça chacota, ria e aplauda tudo isso, enquanto o Brasil caminha para uma
condição cada vez mais preocupante do ponto de vista institucional. E o mais
seja necessário atenção é que não são apenas petistas”, disse, alfinetando
aliados.
Já o
“04” Jair Renan afirmou na rede X que “a perseguição não tem fim”, em texto ao
estilo do irmão Carlos.
“A
condenação de Eduardo Bolsonaro hoje apenas demonstra que tudo que ele que
denunciou tem fundamentos. O Brasil vive tempos sombrios, instituições
aparelhadas e perseguindo conservadores”, escreveu.
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Próximos passos
A
condenação de Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal abriu uma nova
etapa no processo: a fase dos recursos, da eventual execução da pena e do
possível pedido de extradição aos Estados Unidos, onde o ex-deputado vive desde
fevereiro de 2025.
Na
terça-feira (16), a Primeira Turma do STF condenou Eduardo, por unanimidade, a
4 anos e 2 meses de reclusão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no
curso do processo. O caso está ligado à tentativa de interferência no
julgamento da tentativa de golpe de Estado de 2022, em que seu pai, o
ex-presidente Jair Bolsonaro, foi réu.
Além da
pena de prisão, os ministros determinaram multa de aproximadamente R$ 162 mil,
perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade a partir da
condenação, com efeitos que podem se estender por até 8 anos após o cumprimento
da pena.
Mas a
condenação, por si só, não significa prisão imediata. Antes disso, há uma
sequência de etapas jurídicas e diplomáticas que pode tornar o desfecho mais
demorado, especialmente porque Eduardo está fora do Brasil.
• O cúmulo da cara de pau: Após se
“esconder” por 1 ano, Eduardo Bolsonaro diz que não sabia da acusação que o
condenou
No auge
do cinismo e adotando uma narrativa que desafia a realidade dos fatos, o
ex-deputado Eduardo Bolsonaro, cassado e atualmente completando um ano e meio
de uma espécie de “autoexílio” nos EUA, reapareceu publicamente para se fazer
de vítima do sistema judiciário brasileiro.
Em
entrevista concedida à Jovem Pan News, logo após a confirmação de sua
condenação a quatro anos e dois meses de reclusão, ele tentou emplacar a tese
de que foi pego de surpresa por uma decisão clandestina.
“Eu sou
exilado porque eu não tenho condição de retornar ao meu país… Estou
supostamente, num processo, segundo tem notícias da imprensa, sendo condenado
sem sequer ser citado… Isso viola qualquer norma constitucional, de direito de
processo penal, internacional […] Será que a corte eleitoral também vai
reconhecer um processo em que eu sequer fui citado, onde eu não tenho
conhecimento da acusação, onde eu não consigo me defender?”
A
declaração, no entanto, desmorona diante do histórico do processo. A acusação
que o condenou, a de que ele intimidava o Supremo Tribunal Federal caso seu pai
fosse condenado pela tentativa de golpe de Estado, nunca foi um segredo
guardado a sete chaves. Pelo contrário: o caso correu às claras, de forma
absolutamente pública, ocupando as primeiras páginas, as manchetes e os debates
de toda a imprensa nacional por longos meses.
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A estratégia do “esconde-esconde” institucional
A
alegação de que “sequer foi citado” ignora um esforço hercúleo do Judiciário
que durou vários meses. O STF moveu mundos e fundos para tentar localizá-lo e
fazer com que ele assinasse a citação oficial.
As
comunicações da Justiça foram enviadas de forma insistente para todos os seus
endereços conhecidos. Inclusive na época em que ele ainda exercia o mandato de
deputado, antes de sua cassação, as citações eram entregues diretamente em seu
gabinete parlamentar em Brasília.
A
resposta de Eduardo? O silêncio e a evasão. O ex-parlamentar adotou uma
estratégia deliberada de ignorar as notificações e não constituir nenhum
advogado para representá-lo nos autos, apostando que a tática de “não tomar
conhecimento oficialmente” paralisaria a ação.
Diante
da recusa sistemática em se defender por meios próprios, o rito legal seguiu o
seu curso para evitar a impunidade: o ex-deputado acabou sendo defendido
formalmente pela Defensoria Pública da União (DPU), que garantiu a
representação jurídica exigida pela lei.
Agora,
condenado e sem argumentos técnicos para rebater as provas, Eduardo Bolsonaro
recorre ao palco das redes e das entrevistas internacionais para alegar
desconhecimento de um processo que ele próprio passou um ano e meio tentando
evitar a todo custo.
• Eduardo Bolsonaro defende Zanatta vice
de Flávio e ataca Mourão: “traíra”, “sem caráter”
Eduardo
Bolsonaro (PL-SP) defendeu a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) como
possível vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e atacou duramente o senador Hamilton
Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro.
Em
entrevista à Rede Comunica Brasil, Eduardo chamou Mourão de “traíra” e “sem
caráter” ao comparar o comportamento do senador com o perfil que, segundo ele,
o bolsonarismo deve buscar para a composição de uma eventual chapa liderada por
Flávio.
A fala
ocorre em meio às articulações da extrema direita para definir quem poderia
ocupar a vaga de vice. Eduardo afirmou que Zanatta é “altamente qualificada”,
“leal” e alinhada ao núcleo duro bolsonarista.
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Eduardo Bolsonaro usa Mourão como exemplo de “traição”
O
principal ataque de Eduardo foi dirigido a Hamilton Mourão, que foi vice de
Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022 e hoje cumpre mandato de senador pelo Rio
Grande do Sul.
Segundo
Eduardo, os problemas de Bolsonaro com Mourão ocorreram porque o general “não
foi uma pessoa leal” e “não sabia o lugar dele”. O ex-deputado afirmou ainda
que a função de vice deveria ser complementar à do presidente.
“Os
problemas que o Bolsonaro teve com o Mourão é porque o Mourão não foi uma
pessoa leal, ele não sabia o lugar dele, ele não sabia que a sua atividade de
vice não pode ser uma atividade principal, é uma atividade que complementa a do
presidente”, disse Eduardo.
Na
sequência, Eduardo citou a viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos no fim
de 2022, antes da posse de Lula, e atacou o pronunciamento feito por Mourão em
cadeia nacional quando assumiu interinamente a Presidência.
“Quando
o Bolsonaro pega um avião e vai para os Estados Unidos para evitar a transição,
o Mourão pega no seu um dia como presidente do Brasil e vai em cadeia nacional
dar recadinho, falar pelos cotovelos. Isso aí é conduta de traíra”, afirmou.
Eduardo
disse ainda que Mourão só teria adotado aquela postura porque já estava eleito
senador. “Esse tipo de pessoa sem caráter tem que ser deixado de lado”,
completou.
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Crise entre Mourão e clã Bolsonaro é antiga
O
ataque de Eduardo recupera uma tensão antiga entre Mourão e o núcleo familiar
de Bolsonaro. A Fórum já havia mostrado, ainda em 2019, o clima de guerra entre
Mourão e Bolsonaro, em meio a sinais públicos de desconfiança dentro do então
governo.
Agora,
o senador voltou a ser usado como exemplo negativo pelo bolsonarismo. Eduardo
afirmou que o vice de uma chapa bolsonarista não pode dar entrevistas ou
declarações em sentido contrário ao presidente.
“A
gente sabe que não vai trair a gente, que a gente sabe que pensa igual a nós,
que não vai dar uma entrevista para um órgão de televisão dizendo algo
contrário ao presidente”, disse Eduardo, ao defender Zanatta.
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Júlia Zanatta vira aposta de Eduardo para vice de Flávio
Ao
defender Júlia Zanatta, Eduardo Bolsonaro afirmou que a deputada catarinense
seria “altamente qualificada” para a função. Ele citou como atributos a
lealdade, o alinhamento ideológico com o bolsonarismo e a defesa de pautas como
legítima defesa e redução do tamanho do Estado.
“A
Júlia Zanatta é altamente qualificada. Primeiro porque é uma pessoa leal, e o
caráter tem que estar na base de qualquer arranjo político desse nível”, disse
Eduardo.
Eduardo
também afirmou que Zanatta poderia complementar o perfil de Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, o senador teria uma atuação “mais articuladora” e “mais polida”,
enquanto a deputada e o próprio Eduardo teriam uma expressão política “muito
mais forte”.
“Eu
acho que isso daí complementa o Flávio”, disse. O ex-deputado afirmou ainda que
a escolha de uma mulher para a vice poderia responder ao debate sobre voto
feminino dentro da direita.
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Zanatta entra no tabuleiro de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina
O
elogio de Eduardo a Júlia Zanatta também se conecta à disputa interna do
bolsonarismo em Santa Catarina. A Fórum mostrou que Carlos Bolsonaro passou a
fazer uma dobradinha com Júlia Zanatta, movimento que reforçou o nome da
deputada e ampliou o desgaste de Romeu Zema entre setores da direita.
A
movimentação ocorre em um estado já marcado por atritos entre bolsonaristas. Em
outro episódio, a Fórum registrou o bate-boca entre Júlia Zanatta e Ana
Campagnolo durante uma live sobre a possível candidatura de Carlos Bolsonaro ao
Senado por Santa Catarina.
Na
entrevista, Eduardo também criticou Campagnolo por ter tratado a hipótese de
Zanatta como “cortina de fumaça”. Para ele, a deputada estadual estaria
tentando “colocar água no chope” de uma conterrânea.
“Logo a
Ana Campagnolo, que sempre se disse defensora de Santa Catarina, levantando a
bandeira local, do estado de Santa Catarina, quando vem uma catarinense
qualificada para ser vice, ela é a primeira a tentar colocar uma água no chope
da Júlia Zanatta”, afirmou.
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Escolha final ficará com Flávio e Jair Bolsonaro
Apesar
da defesa explícita de Zanatta, Eduardo afirmou que a decisão final caberá a
Flávio e Jair Bolsonaro. “Quem vai tomar a decisão é o Flávio Bolsonaro junto
com o Jair Bolsonaro, ponto. E todos nós vamos seguir”, declarou.
O
ex-deputado disse que passou a defender o nome de Zanatta depois de ver outras
especulações sobre possíveis vices, entre elas a do governador de Minas Gerais,
Romeu Zema.
“Como
muita gente estava dando palpite para o Romeu Zema ser o vice do Flávio, por
que não, então, colocar uma pessoa que é leal, como a Júlia Zanatta, dentro
dessa possibilidade de seleção?”, afirmou Eduardo.
O
ataque a Mourão foi o ponto mais duro da entrevista. Ao transformar o ex-vice
de Bolsonaro em exemplo negativo, Eduardo deixou claro que a escolha da vice de
Flávio está sendo enquadrada pelo clã como uma decisão de fidelidade política,
não apenas de composição eleitoral.
Fonte:
Fórum

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