quinta-feira, 23 de setembro de 2010

APÓS 03 OUTUBRO: Será que nascerá um novo Brasil?


Apesar do ceticismo apresentado por muitos, seja no dia a dia ou nos bate papos pela internet, porém temos a convicção que as eleições que ocorrerão este ano, serão as mais importantes das ocorridas nas últimas 04 décadas. Não em razão da estabilidade econômica e do resultado positivo que apresenta a nossa economia, mas pelo fato de, pela primeira vez entre os candidatos com o maior potencial de vencê-las, serem de origem de esquerda, cujo passado não muito distante está aí para comprovar.

Aliado a este passado, devemos reconhecer que ambos, Dilma, Serra e Marina, são presidenciáveis que pouco se diferem, pois todos são desenvolvimentistas e por certo manterão a economia em ritmo de crescimento que hoje se observa.

O que os diferencia, são as práticas políticas e ou os partidos aos quais pertencem.

Nestes itens, Serra leva alguma desvantagem. Seu partido, o PSDB, junto com o grande aliado, o DEM, trazem a marca de quando no Poder, está sempre a serviço do grande capital, em defesa da iniciativa privada e colocar o Estado à disposição apenas das elites ou de grupos, em detrimento da sua grande maioria e das demandas sociais.

Mas uma coisa deve ser reconhecida os três postulantes são competentes naquilo que fazem.

Portanto o Brasil que emergirá das urnas, será uma Nação cuja agenda para as próximas décadas, estará completamente voltada para o desenvolvimento. Investimentos deverão ser feitos e estão a exigir, principalmente na infraestrutura. Leis deverão ser criadas para que possam de forma clara regular o ambiente econômico favorável. Cuidar do meio ambiente de forma firme e definitivamente extirpar do nosso dia a dia as mazelas e os desvios que hoje se observam.

No atual governo, justiça seja feita, foram tomadas medidas fundamentais que mudaram o rumo e a face da nossa economia. Porém, para alcançar as transformações, muitas delas foram obtidas através do perverso sistema de troca de favores com base na ocupação de cargos na administração pública, aliada a liberação de recursos para base política de apoio e a efetivação de esquemas políticos, cujo conceito de credibilidade e ético foi bastante duvidoso. Este seria o custo pago pelo povo brasileiro, para que o governo alcançasse o sucesso, tanto no setor econômico como no social.

Diante dos esquemas políticos estabelecidos, onde a ética foi jogada na lata de lixo, assistiu-se nos últimos tempos nos porões dos Palácios governamentais, principalmente a partir da ascensão de FHC ao Poder, tendo tido continuidade no atual governo, a existência de verdadeiro balcão de negócios e negociatas. Assistiam-se cada votação de interesse do governo no Congresso, negociações escusas, onde os nossos políticos mostravam a voracidade nos seus interesses pessoais sobreporem aos interesses nacionais. Com este tipo de joguete e negociatas demonstravam para população que a tão propalada base sólida construída, não passava de um jogo de interesses.

Espera-se do novo Brasil que nascerá a partir de outubro, é que seja dado um salto de qualidade na escolha dos homens públicos que o País tanto necessita. Que a Nação não continue a depender das negociatas obscuras assistidas nos dias atuais e, finalmente, os novos políticos que emergirem das urnas, venha dá sua contribuição através de projetos com inteligência, e tenhamos no poder uma nova liderança que consiga se impor diante dos fisiologistas que infelizmente ainda retornarão ou continuarão. É isto que se espera que as eleições deste ano venham nos garantir.

O desenvolvimento econômico e a inclusão social, hoje assistida, apenas começam a dá os primeiros passos, e o seu avanço irá depender da condução política que os novos dirigentes irão estabelecer, através da implantação da ética na condução do País. E estes passos iniciam com as boas escolhas daqueles que os irão assessorar, através de agentes públicos que tenham qualidade nas articulações e visão de futuro, com honestidade e caráter. Características que está faltando a muitos atualmente.

Espera-se que os novos dirigentes busquem se aliar com políticos sérios e éticos, e que o nosso País possa avançar e dar um salto de qualidade. Enfim, que realmente se dê prioridade à educação tirando-a do palanque e levando-a para a prática.

Espera-se que trave uma verdadeira guerra no combate a corrupção, enfrentando-a e punindo a todos que a praticarem.

Que tenha coragem suficiente para enfrentar a guerrilha urbana que hoje vivemos, batendo de frente principalmente com o narcotráfico, responsável maior por levar diversos lares ao desespero.

Que fortaleça o Judiciário, e lhes seja dado a sonhada independência, para assim poder combater a corrupção e acabar com a impunidade hoje reinante.

Que crie leis severas e julgamento rápido, removendo os entulhos jurídicos que ainda impera em nossa legislação.

E para que tenhamos um Judiciário forte é importante que os ministros dos superiores tribunais deixem de ser nomeado pelo Executivo, retirando desta forma o jogo de influência dos poderosos nos tribunais. Se assim não agir continuaremos a conviver com o elevado nível de corrupção que hoje assistimos imperar na política brasileira, onde reina a impunidade.

Devemos entender que, o único temor daqueles que infringem a lei, é a certeza da condenação pela justiça com aplicação de penas severas, sem benefícios e ou reduções de penas por bom comportamento. Quem desejar esta benesse que não cometa crimes e se os cometer que fique recluso pelo prazo apenado.

Portanto, sem que tenhamos um Judiciário forte e independente e com aplicação da justiça para todos, com certeza jamais veremos a redução da corrupção no País.

Muito pelo contrário, diante da impunidade esta tende a aumentar.

Espera-se que o País que sair das urnas em outubro, eleja dirigente que saiba escolher as amizades e aliados. Que esqueça a existência de políticos picaretas, os quais são por demais conhecidos, e que infelizmente ainda se encontram Congresso Nacional e nas Casas Legislativas, e não se utilizem da governabilidade para ter que se unir e ou conviver com este tipo de gente.

Aliás, gostaria até de sugerir, que para começarmos a trilhar o caminho da seriedade e ver retornar a ética e o fim da impunidade, deveria os próximos dirigentes procurar um meio de colocar estes políticos picaretas na cadeia, pelo mal que fizeram ao País e a administração pública.

Claro que como a maioria dos brasileiros, já escolhi meus candidatos, mas nesta hora, sem o ranço partidário, espero que o povo brasileiro acorde e eleja um governo e políticos sérios na próxima eleição, para que um novo Brasil comece a emergir.

Um comentário:

Nicolau Ponte Preta disse...

Não sou pessimista mas a atual configuração política, mostra que não. Como vc cita em seu txt os três presidenciaveis que tem maior chance, pouco se diferem um do outro. Desta forma o que veremos são reformas aqui e ali e no final nada consolidado. Hoje a esquerda que está no poder ou aquela que quer entrar criam discursos falaciosos e o pior não é a criação deles, mas a crença neles. Abraços. Parabéns pelo blog!