sábado, 6 de junho de 2026


 

Jamil Chade: Propostas de Flávio Bolsonaro entregariam áreas estratégicas do Brasil para Trump

O governo de Donald Trump passaria a ter influência decisiva em alguns dos setores mais estratégicos do Brasil, caso o senador Flávio Bolsonaro vença a eleições de 2026. O pré-candidato da extrema direita brasileira sinalizou, em diferentes discursos e posicionamentos, que, se eleito, irá alinhar a política externa do país plenamente aos interesses dos EUA.

O resultado, segundo observadores, diplomatas e fontes em Washington, seria um potencial abalo na soberania do país e uma das guinadas mais profundas da estratégia internacional do Brasil. A constatação é de que, baseado em declarações e sinalizações por parte de Flávio, áreas como segurança, terras raras e comércio passariam uma revisão completa em 2027.

Nos últimos dias, diante do abalo que as tarifas americanas representou para sua própria candidatura, Flávio Bolsonaro se apressou em se distanciar da decisão da Casa Branca e até escreveu uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo que as taxas não sejam aplicadas. Mas o que ele vem prometendo, publica e privadamente, vai na direção contrária.

<><> Big Techs

O bolsonarismo encampou a luta de Trump contra qualquer moderação nas redes sociais, com o falso argumento de que estaria havendo uma censura nas plataformas. O motivo principal, porém, é o temor da extrema direita americana e dos donos das grandes redes sociais de que uma democracia da dimensão da brasileira comece a colocar limites para o poder e influência das Big Techs.

Não se trata apenas de interesses comerciais. Para observadores, essas empresas hoje são arsenais fundamentais para o movimento ultraconservador e autoritário.

<><> Submissão militar

A influência, porém, não seria apenas virtual. Ao deixar o Salão Oval, ainda em maio, o pré-candidato se apressou em declarar que informou ao chefe da Casa Branca que o Brasil passará a fazer parte do Escudo das Américas, uma aliança militar criada por Trump com o objetivo declarado de submeter o Hemisfério aos seus interesses. Em uma recente declaração, o Departamento de Guerra chegou a alertar que a segurança dos EUA e a segurança do continente americano seriam equivalentes.

O conceito foi interpretado por estrategistas como uma sinalização de que, na Casa Branca, a percepção é de que uma intervenção em qualquer região é justificada, do ponto de vista de defesa nacional. Mesmo que isso signifique a violação da soberania de um país.

Ao longo dos últimos meses, Washington se apressou em fechar acordos militares e permitir que suas forças e agentes secretos tenham imunidade para operar em diversos países da região.

O anúncio de Flávio Bolsonaro, portanto, coloca toda a estrutura de segurança nacional sob o manto do interesse dos EUA. Pelo pacto, governos receberam dinheiro e até equipamentos americanos. Mas terão de abrir mão de parte de sua soberania e se comprometem a não permitir que rivais – Rússia, China ou Irã – tenham qualquer acordo naquela região.

<><> Presença no território

Outra transformação viria da classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas. Hoje, a decisão se limita aos EUA. Mas, se vencer, Flávio Bolsonaro irá também declarar o crime organizado dentro dessa nova categoria. Membros da Abin que conversaram com a reportagem apontam que, neste caso, ele abriria todos os canais oficiais para que o governo norte-americano possa agir – inclusive com a presença da CIA em território nacional.

<><> Terras Raras

O pré-candidato também já foi explícito sobre dar amplo acesso aos EUA na exploração de terras raras. O Brasil, até agora, se recusou a fazer parte de uma coalizão que criaria uma espécie de reserva de mercado aos americanos na exploração de recursos naturais na América Latina. Pelo pacto, os “parceiros” se comprometem a fornecer minérios críticos apenas para os EUA.

Algum nível de processamento poderia ocorrer no Brasil. Mas o alinhamento com os americanos significa que o país estaria comprometido com o fortalecimento do setor militar dos EUA – que depende de terras raras – e passaria a construir uma relação de profunda dependência.

<><> Comércio e Pix

No setor comercial, o pré-candidato também deu sinalizações importantes sobre o caminho que ele irá tomar, principalmente diante das tarifas que podem ser aplicadas contra o Brasil. Ao sair do Salão Oval, ele afirmou que, em 2027, Trump não teria a necessidade de taxar os produtos brasileiros e que ele estaria disposto a “negociar”.

Não se exclui nem mesmo a abertura do mercado nacional para outros serviços americanos que possam competir contra o sistema do Pix, alvo de ataques da Casa Branca

Fontes do atual governo que participam de negociações com os EUA constatam que, por meses, o governo Trump colocou exigências e condições que representariam concessões completas por parte do Brasil, sem contrapartidas.

No setor privado, a fala de Flávio foi recebida com cautela, principalmente por parte de segmentos da economia preocupados com uma eventual abertura à concorrência americana.

<><> Votos na ONU

Nos organismos internacionais, a tendência seria também a de rever os votos do Brasil em temas tradicionais. Já sob Jair Bolsonaro, o Itamaraty abandonou anos de uma posição com uma coerência de décadas para votar ao lado dos EUA em temas como Israel, Cuba, aborto e todos os temas envolvendo gênero.

Dentro do Itamaraty, a avaliação é de que a volta do bolsonarismo uma vez mais representaria um sequestro da Casa de Rio Branco e o fim de uma plena autonomia internacional do país.

        Flávio Bolsonaro, “irmão” de Vorcaro, fez campanha na Marcha para Jesus ao lado de André Mendonça, relator do caso Master

ncluído na segunda tentativa de acordo de delação premiada do “irmão” Daniel Vorcaro, que destinou mais de 10 milhões de dólares ao clã supostamente para financiar o filme Dark Horse, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um discurso em tom de campanha ao lado do ministro André Mendonça, relator do escândalo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Marcha para Jesus, em São Paulo, nesta quinta-feira (4).

Em curto discurso, anunciado pelo bispo Estevam Hernandes – que já foi preso nos EUA e respondeu com a esposa, bispa Sônia, por crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato no Brasil -, Flávio falou sobre “guerra espiritual”, em um recado direto sobre as eleições aos milhares de evangélicos presentes no ato.

“Bom dia, São Paulo, povo abençoado de Deus. Vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal que vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano”, afirmou o senador, que costuma dizer que ele está com Deus e “Lula com o diabo”.

Com camisa polo da marca Lacoste, com emblema da Marcha, usada pela nata do evento, Flávio deu entrevista ao canal do Youtube que transmitia o ato.

“Eu queria muito que o meu pai tivesse com a gente aqui presente, mas vamos lutar por ele”, disse o senador, interrompido pela entrevistadora que diz que “ano que vem, se Deus quiser, a gente profetiza que o Flávio vai voltar aqui”.

<><> “Grandes casos”

No mesmo trio elétrico com Flávio, André Mendonça também deu entrevista e foi indagado sobre “os grandes casos” que enfrenta no Supremo. O “terrivelmente evangélico” ministro indicado por Jair Bolsonaro (PL) ganhou protagonismo justamente por relatar o caso Master na corte.

“É enfrentar de um lado com serenidade, ao mesmo tempo com responsabilidade diante de Deus, e diante dos homens, crendo que Deus provê todas as coisas e pedindo a ele sabedoria para fazer justiça a todos“, respondeu.

Além deles, estavam presentes no ato o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), que é alvo de denúncia sobre o elo do caso Master com a privatização da Sabesp, e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que financiou a ONG de Karina Gama, que controla a produtora Go Up Entertainment Ltda, responsável pela cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

<><> Nova proposta de delação

Nesta quarta-feira (3), a defesa de Daniel Vorcaro apresentou à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma nova proposta de delação premiada. A decisão caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso.

A nova proposta de delação premiada de Vorcaro traz personagens que não estavam presentes na primeira versão, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Outra história que estará presente na nova delação de Vorcaro é o filme “Dark Horse”, viabilizado pelo próprio banqueiro, que teria investido R$ 61 milhões na cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com informações da CNN Brasil, Vorcaro incluiu todos os detalhes das transações financeiras que fez com Flávio Bolsonaro (PL) para investir no filme “Dark Horse”.

<><> Flávio Bolsonaro passa vergonha ao cantar na Marcha para Jesus

lém de todo o universo de fake news e desinformação, as eleições de 2026 também devem render momentos constrangedores em abundância.

E o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, protagonizou uma vergonha alheia durante a Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4), em São Paulo, que dificilmente será superada ao longo do processo eleitoral.

Flávio Bolsonaro, numa tentativa desesperada de angariar votos, puxou um hinário na Marcha para Jesus, mas o resultado foi mais um vexame para o currículo do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro. Confira no vídeo abaixo:

        O recado de Lula para Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou da Marcha para Jesus, que aconteceu nesta quinta-feira (4), na cidade de São Paulo. No entanto, atendeu a uma ligação do pastor Estevam Hernandes durante o evento.

Na ligação telefônica, o presidente Lula disse ao pastor Estevam Hernandes, em um claro recado a Flávio Bolsonaro, que foi ao evento, que não compareceu à Marcha para não dar a ideia de “uso político da fé”:

“Eu vou lhe contar por que eu não vou. Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada.”

Incluído na segunda tentativa de acordo de delação premiada do “irmão” Daniel Vorcaro, que destinou mais de 10 milhões de dólares ao clã supostamente para financiar o filme Dark Horse, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um discurso em tom de campanha ao lado do ministro André Mendonça, relator do escândalo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Marcha para Jesus, em São Paulo, nesta quinta-feira (4).

Em curto discurso, anunciado pelo bispo Estevam Hernandes – que já foi preso nos EUA e respondeu com a esposa, bispa Sônia, por crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato no Brasil -, Flávio falou sobre “guerra espiritual”, em um recado direto sobre as eleições aos milhares de evangélicos presentes no ato.

“Bom dia, São Paulo, povo abençoado de Deus. Vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal que vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano”, afirmou o senador, que costuma dizer que ele está com Deus e “Lula com o diabo”.

Com camisa polo da marca Lacoste, com emblema da Marcha, usada pela nata do evento, Flávio deu entrevista ao canal do Youtube que transmitia o ato.

“Eu queria muito que o meu pai tivesse com a gente aqui presente, mas vamos lutar por ele”, disse o senador, interrompido pela entrevistadora que diz que “ano que vem, se Deus quiser, a gente profetiza que o Flávio vai voltar aqui”.

        Messias manda recado a Flávio Bolsonaro: “Na mesa de Jesus tem lugar até para Judas”

m meio a um verdadeiro reduto de bolsonaristas, o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, também marcou presença na 34ª edição da Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4), em São Paulo.

Messias e o senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ficaram em cima do trio elétrico que percorreu a Avenida Tiradentes, caminho entre a Luz e a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na capital paulista. Porém, cada um de um lado do veículo.

Ao ser indagado a respeito das presenças do filho do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro (PL) e de outros representantes da extrema direita, Messias respondeu: “Na mesa de Jesus tem lugar para Thiago, tem lugar para Pedro, tem lugar para Tomé, tem lugar até para Judas. Na mesa de Jesus, o único perfeito é Deus”.

O advogado-geral da União ressaltou, ainda, que compareceu à manifestação também para atender solicitação de Lula. “O presidente me pediu pra vir trazer o abraço dele a todos os irmãos e as irmãs em Cristo, dizer do amor dele por este dia, para o povo de Deus. E ele me pediu uma coisa: ‘Messias, vá à marcha para louvar e adorar. A marcha não é lugar de comício, a marcha é lugar de louvor e adoração a Deus’. E é isso que eu estou fazendo, louvando e adorando ao nosso Deus”, acrescentou.

<><> Lula diz que vai indicar novamente Messias ao STF

O presidente Lula afirmou que vai indicar novamente Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição do nome do advogado-geral da União pelo Senado.

“Eu vou mandar o Messias outra vez. Eu vou mandar por respeito à função presidencial. Sou eu quem indico”, disse Lula, ao defender que a escolha de ministros do STF é uma prerrogativa do presidente da República.

 

Fonte: ICL Notícias/Fórum


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