Jeferson
Miola: É imperativo Lula vencer. E Lula pode vencer!
Flávio
Bolsonaro não esconde seus planos tenebrosos para o Brasil e para o povo
brasileiro.
A cada
nova declaração, o gângster-filho deixa patente o risco de retrocessos
terríveis que a eventual vitória dele representa.
Com a
maioria conquistada pela extrema-direita no Congresso, sobretudo no Senado, ele
poderá se valer de um poder praticamente absoluto, incontestável.
Diferentemente
do governo do gângster-pai, Flávio terá um poder autocrático ilimitado, sem
freios institucionais e mecanismos de contenção, porque também dominará a
Suprema Corte indicando quatro ministros da mesma estirpe do André Mendonça,
Kássio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux – todos com envolvimento com
Daniel Vorcaro e nenhum compromisso com a democracia.
No
Planalto, a facção de gângsteres agirá com vingança, brutalidade e repressão
política à resistência popular que se levantará contra os retrocessos e a
transformação do Brasil num protetorado dos Estados Unidos.
Com
Flávio, não teremos uma ditadura típica, mas uma tirania da maioria –que também
é ditatorial– com verniz de normalidade institucional, pois eleita pela
soberania popular.
Por
isso é um imperativo que Lula vença a eleição no dia 25.
Lula é
a única e a última barreira para evitar-se o desastre total com o país jogado
no abismo fascista e reacionário.
É óbvio
que Lula enfrentará sérias dificuldades para a governabilidade. Ele será
ameaçado dia sim e outro também por impeachment.
Mas
isso, no entanto, é uma questão a ser examinada e equacionada no seu devido
tempo, após reelegermos Lula, quando então seremos obrigados a inventar as
desafiadoras estratégias de governabilidade diante desse cenário crítico.
Nestes
próximos 17 dias, estamos diante deste imperativo de reeleger Lula. E a
reeleição do dele é absolutamente possível.
Mais
além de orientações da coordenação da campanha do Lula, já no amanhecer do dia
5 começaram espocar por todo país iniciativas autônomas e autoconvocadas para
barrar o gangsterismo e eleger Lula.
Juventudes
estudantis de várias universidades promovem levantes e engajam militâncias
sindicais, populares e comunitárias na campanha.
Comitês
de candidatos/as a deputados/as preservaram estruturas e equipes militantes e
organizam trabalhos nas áreas de intervenção.
Lula
convocou parlamentares jovens eleitos com atuação destacada nas redes sociais,
e que já estão atuando fortemente no âmbito digital, ambiente onde a
extrema-direita é dominante.
Esta
iniciativa converge com o Exército digital do Lula organizado por André
Janones, que já está próximo de superar os três milhões de batalhadores pela
reeleição do Lula.
A
campanha para reeleger Lula está contando com a força, a energia e a garra da
militância progressista, de esquerda e democrática que se joga de corpo e alma
nas redes sociais, nas ruas e nos territórios reais mostrando o horror de um
governo Flávio, mil vezes pior que o tenebroso governo do pai dele.
Essa
militância combativa e aguerrida torna real a perspectiva de vitória do Lula na
luta da democracia contra o gangsterismo, o fascismo e o reacionarismo.
• “Lula não se abateu e está animado para
virar”, diz Liana Cirne Lins
A
jurista e deputada federal eleita por Pernambuco Liana Cirne Lins afirmou que o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a confiança na vitória no
segundo turno das eleições presidenciais, apesar de ter terminado a primeira
etapa da disputa atrás de Flávio Bolsonaro. Em entrevista ao programa Bom Dia
247, da TV 247, ela relatou os
bastidores de uma reunião realizada na quarta-feira (7) entre Lula e
parlamentares eleitos, na qual foram discutidos os resultados das urnas e as
estratégias para reverter o cenário eleitoral.
“Ele
está muito animado. Não mostrou nenhum abatimento, nenhum ressentimento”,
declarou Liana, que participou do encontro e afirmou ter ficado impressionada
com a disposição do presidente para enfrentar as próximas semanas de campanha.
Segundo
a deputada eleita, Lula reconheceu diante dos parlamentares que o resultado do
primeiro turno contrariou suas expectativas. O presidente esperava vencer a
eleição no dia 4 de outubro e não considerava a possibilidade de terminar a
votação na segunda colocação.
“Ele
disse: ‘Eu esperava ganhar no primeiro turno. Eu não esperava, em hipótese
alguma, ficar em segundo lugar no primeiro turno’”, relatou Liana.
Apesar
da surpresa, a avaliação apresentada na reunião foi de que a campanha precisa
concentrar seus esforços na recuperação de votos, deixando para depois da
eleição uma análise mais abrangente sobre os erros cometidos.
De
acordo com a parlamentar, houve consenso entre os participantes de que o
principal problema identificado até aquele momento estava na comunicação
digital. A dificuldade de alcançar determinados segmentos do eleitorado,
especialmente os jovens, foi apontada como um dos fatores que exigem mudanças
na estratégia eleitoral.
“O erro
está nas redes sociais, no uso das redes sociais. Tanto que ontem o Lula gravou
dois vídeos selfies que ele nunca tinha gravado na vida”, afirmou.
Liana
contou que a iniciativa ocorreu após manifestações de parlamentares eleitos que
defenderam uma participação mais direta do presidente nas plataformas digitais.
Entre os participantes que ressaltaram a importância dessa mudança, ela
mencionou André Janones e Ana Júlia Ribeiro.
Segundo
a deputada, Lula admitiu não ter familiaridade com esse formato de comunicação
e explicou que prefere o contato presencial com os eleitores.
“Eu
gosto de falar com as pessoas olhando para elas. Eu gosto de comício. Eu gosto
de estar na rua conversando com as pessoas”, teria dito o presidente, conforme
o relato de Liana.
A
parlamentar afirmou que, mesmo com essa preferência, Lula concordou em ampliar
sua presença nas redes sociais, reconhecendo a necessidade de alcançar públicos
que não participam de comícios ou de atividades tradicionais de campanha.
• Disputa pelos eleitores que não votaram
em Lula nem em Flávio
Um dos
pontos abordados na reunião, segundo Liana, foi a definição do público que a
campanha pretende alcançar no segundo turno.
A
estratégia não estaria concentrada em convencer eleitores que já escolheram
Flávio Bolsonaro, mas em buscar votos entre os que se abstiveram, votaram em
branco ou nulo, permaneceram indecisos ou apoiaram outros candidatos no
primeiro turno.
“A
preocupação de Lula é com quem não votou, com quem está indeciso. Não é com
quem já apertou 13 ou 22, é com quem não apertou nenhum desses botões. Esse é o
público-alvo dessa estratégia do segundo turno”, explicou.
A
deputada também destacou a importância de estabelecer uma comunicação com os
jovens que não se identificam com o PT. Durante sua campanha em Pernambuco, ela
afirmou ter observado resistência ao partido entre eleitores dessa faixa
etária.
Na
avaliação de Liana, parte dessa geração cresceu durante os governos petistas e
não possui referências diretas sobre as condições sociais e econômicas
anteriores à chegada de Lula à Presidência, em 2003.
Por
isso, ela considera que a campanha precisa desenvolver uma linguagem capaz de
alcançar esses eleitores, inclusive por meio de formatos que o próprio
presidente ainda não costuma utilizar.
“Nós
estamos perdendo o debate nas redes, porque nas ruas a gente ganha”, avaliou.
Liana
também contestou a interpretação de que a campanha estaria sem direção após o
resultado do primeiro turno. Para ela, a reunião permitiu estabelecer uma
orientação de comunicação e mobilização que deverá ser executada nas próximas
semanas.
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Mobilização digital e contato direto com os eleitores
A
parlamentar relatou que uma das orientações transmitidas aos participantes foi
ampliar a divulgação de conteúdos produzidos pela campanha por meio do canal
oficial de Lula no WhatsApp.
Segundo
ela, a ferramenta passou a concentrar atividades diárias destinadas à
militância, com vídeos e temas que podem ser compartilhados em outras
plataformas e em grupos de mensagens.
“Todos
os dias tem missão para a militância. Missão digital para a militância. Então
vocês vão pegar o material que está lá no canal do WhatsApp, vão repostar os
vídeos e, de preferência, gravem vídeos vocês mesmos falando sobre o tema do
dia”, explicou.
A
proposta, conforme Liana, é que os apoiadores também produzam conteúdos
próprios e conversem diretamente com pessoas que ainda não decidiram seu voto.
Ela
citou como exemplo a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1, que foi
utilizada como tema de uma das primeiras ações digitais após a reunião.
A
deputada defendeu que a comunicação apresente tanto as realizações do governo
quanto os riscos que, em sua avaliação, determinadas políticas sociais poderiam
enfrentar em uma eventual administração de Flávio Bolsonaro.
Entre
os programas e direitos mencionados por ela estão o Benefício de Prestação
Continuada (BPC), o Farmácia Popular, o ProUni e as políticas de valorização
salarial.
A
estratégia descrita por Liana combina, portanto, a divulgação das medidas do
governo com a apresentação de propostas para um eventual novo mandato.
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Confiança na possibilidade de reversão
Durante
a entrevista, foi apresentado o resultado de uma pesquisa PoderData que
apontava Flávio Bolsonaro com 53% e Lula com 47% dos votos válidos no segundo
turno.
Questionada
sobre a possibilidade de novos levantamentos confirmarem a vantagem do
adversário, Liana afirmou que a campanha deve manter o trabalho de mobilização.
“O
presidente Lula está confiante na vitória. Ele sabe que a gente tem total
condição de buscar esses votos entre quem se absteve, quem deixou de votar e
quem votou branco e nulo”, declarou.
A
parlamentar também mencionou relatos de eleitores que teriam desistido de votar
no primeiro turno devido às filas nas seções eleitorais. Segundo ela, recuperar
a participação dessas pessoas pode contribuir para modificar o resultado da
disputa.
Liana
ressaltou que a diferença entre os candidatos no primeiro turno exige uma
mobilização voltada à conquista de votos adicionais, inclusive entre aqueles
que escolheram outros nomes da disputa presidencial.
“Se a
gente convencer alguém que votou no Augusto Cury ou no Renan a votar no Lula no
segundo turno, a gente virou um voto. Se a gente convencer alguém que não foi
votar a votar no Lula, a gente virou um voto”, exemplificou.
A
deputada também destacou a participação de estudantes e professores em
manifestações de apoio à reeleição do presidente. Ela citou um ato realizado na
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que, segundo seu relato, reuniu
cerca de 5 mil pessoas.
Para
Liana, a mobilização nas universidades, nas ruas e nas redes sociais demonstra
que existe disposição entre os apoiadores do governo para disputar o eleitorado
até o dia da votação.
Ao
final da entrevista, a parlamentar voltou a mencionar a reunião com Lula e a
impressão que teve do presidente após conversar com ele pessoalmente.
“Ontem
eu olhei nos olhos do Lula, muito de perto, porque estávamos todos apertados
quando fomos tirar uma foto com ele. E ele não está abatido, acreditem. Lula
não está abatido. Lula está confiante em nós, confiante na nossa capacidade de
reverter o resultado do primeiro turno”, afirmou.
Na
avaliação da deputada eleita, a campanha terá de combinar a atuação nas
plataformas digitais com o contato direto entre eleitores, utilizando a
capacidade de mobilização de seus apoiadores para alcançar pessoas que ainda
podem modificar sua escolha.
“Agora
é o momento de nós fazermos a nossa militância com esperança e com alegria”,
concluiu.
• Mercadante: “Agora não é hora de
autocrítica, é hora de virar a eleição”
O
presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
Aloizio Mercadante, defendeu que o momento exige unidade e mobilização, e não
um processo de autocrítica sobre o resultado do primeiro turno das eleições
presidenciais. Ao 247, Mercadante manifestou confiança na capacidade do
presidente Lula de virar a disputa no segundo turno.
Segundo
Mercadante, a trajetória política de Lula é marcada pela superação de
obstáculos e por vitórias consideradas improváveis. Ele argumentou que a
prioridade neste momento deve ser reunir todas as forças disponíveis, deixando
para depois as avaliações sobre eventuais erros da campanha.
Mercadante
também afirmou que a autocrítica, neste momento, pode se transformar em um
exercício de autocomplacência ou autoflagelação, sem contribuir para os
desafios imediatos da campanha.
A
manifestação ocorre em meio às discussões internas sobre os rumos da campanha
após o primeiro turno, no qual Lula recebeu 45,16% dos votos válidos, contra
47,03% de Flávio Bolsonaro. Mercadante resumiu sua posição afirmando que é
preciso concentrar os esforços na disputa eleitoral e expressou sua convicção
de que Lula conseguirá reverter o resultado.
Fonte:
Brasil 247

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