Polarização
e protestos: que cenários surgem após o apelo à 'desobediência civil' na
Colômbia?
O apelo
de Iván Cepeda à "desobediência civil" levará a polarização política
ao limite e promete dificultar a governança do presidente eleito Abelardo de la
Espriella, disseram especialistas à Sputnik. Analistas acreditam que o apelo de
Cepeda pode levar a protestos de rua que podem escalar para violência.
O ex-candidato à
presidência da Colômbia anunciou que embarcará em um caminho de
"desobediência civil pacífica" e não reconhecerá o governo do
futuro presidente a menos que ele renuncie à sua cidadania norte-americana e
esclareça se pertence a "alguma agência de segurança dos EUA".
"Se
essas condições legais não forem atendidas, como líder da oposição e candidato
que recebeu mais de 12 milhões de votos na eleição, não me submeterei a
essa violação da nossa soberania e embarcarei no caminho da desobediência civil
pacífica", afirmou Cepeda em seu discurso.
O líder
do Pacto Histórico acrescentou que sua decisão "implica não reconhecer a
autoridade de
quem não responde à defesa da soberania nacional".
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Um possível cenário
Em
diálogo com a Sputnik, o analista político e acadêmico Juan Lozano, da
Universidade Nacional da Colômbia (UNAL), afirmou que o apelo de Cepeda
"aprofunda ainda mais a polarização que o país vivencia atualmente",
alimentada nos últimos dias por acusações do presidente eleito sobre supostos atos de
corrupção cometidos
pelo governo de Gustavo Petro, que poderiam ser expostos durante o período de
transição presidencial.
Segundo
o especialista, a situação se torna ainda mais tensa considerando que as
exigências feitas por Cepeda "provavelmente não serão atendidas" por
De la Espriella, tanto em relação à renúncia de sua cidadania
norte-americana quanto ao esclarecimento de seus vínculos com agências de
segurança norte-americanas como a Administração de Repressão às Drogas
(DEA, na sigla em inglês) e a CIA, bem como sua relação com o empresário
venezuelano e ex-diplomata Alex Saab.
Consultado
também pela Sputnik, o analista político Felipe Mendoza alertou que o apelo de Cepeda, embora possa ser
interpretado como uma defesa da esquerda colombiana contra a ameaça de
acusações da futura administração, representa um passo em direção à
"transgressão da esfera pública para o âmbito das ambições pessoais".
Ele
acredita, portanto, que essa nova postura também pode posicionar Cepeda como o
novo líder da oposição colombiana, posição que provavelmente terá que
disputar com o próprio presidente Gustavo Petro quando deixar a Casa de
Nariño (palácio presidencial).
"Acredito
que a reação de Cepeda, sua mudança de posição em relação aos resultados das
eleições, define o tom do que a Colômbia vivenciará nos próximos quatro
anos. Mas não se trata de ser a favor ou contra o presidente eleito, e sim
de como isso afeta o clima de estabilidade institucional na Colômbia",
afirmou o analista.
Lozano,
por sua vez, considerou provável que o apelo à "desobediência civil
pacífica" possa encontrar eco em diversos setores da esquerda
colombiana,
como sindicatos e grupos estudantis que já propunham "não reconhecer
plenamente" a vitória de De la Espriella ou, pelo menos, não
facilitar a governança do novo presidente.
Segundo
o especialista, nesse cenário, o apelo de Cepeda provavelmente se traduzirá em
"manifestações de bairro, organizações civis nas ruas e atos simbólicos de
não aceitação do presidente".
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Um cenário de violência?
Lozano
esclareceu que isso certamente gerará um confronto entre o Estado, representado
por De la Espriella, e a oposição, que nas últimas eleições obteve o apoio
de metade do país, mas que não conseguirá bloquear as iniciativas do governo no
Congresso. A resposta do Estado, previu ele, poderá ser violenta, resultando em
um cenário de confrontos nas ruas da Colômbia.
"O
convite de Cepeda é para o exercício da oposição pacífica, mas o problema é
que, mesmo que um líder político convoque a mobilização pacífica, é difícil
para as pessoas de fato o fazerem, especialmente quando pode haver uma
força policial que incita a violência", argumentou o acadêmico.
Para
Lozano, a retórica cada vez mais violenta vinda do novo governo e a resistência
que começa a se organizar na esquerda colombiana sugerem que
"o que acontecerá é uma escalada das tensões entre os dois lados, e que
isso terá um impacto significativo nas ruas".
Mendoza,
por sua vez, alertou que "a Colômbia é um país violento por natureza"
e que, após um histórico de violência política entre as sucessivas facções
políticas que disputaram o controle do país, "a tolerância diminuiu
significativamente desde a última eleição".
Por
essa razão, o analista questionou a posição adotada por Cepeda, apontando que
"qualquer apelo à desobediência e ao desrespeito à
Constituição constitui
um ato de irresponsabilidade política para com a nossa identidade como
nação".
Assim,
o cientista político considerou que esse cenário político poderia levar a
"confrontos, radicalismo e intolerância entre os colombianos nos
próximos quatro anos".
¨ Equador enfrenta a
insegurança: a tentativa de reconquistar a confiança dos turistas
internacionais
Em
meados de 2026, o setor de turismo do Equador vive uma realidade complexa e
dual. Embora o governo relate um crescimento sustentado na ocupação hoteleira e
nas chegadas de turistas internacionais, operadores do setor alertam que a
insegurança transformou profundamente a dinâmica da atividade.
O
debate agora gira em torno de saber se as estatísticas de recuperação refletem
um bem-estar generalizado para todos os tipos de turistas ou se
existe uma falta de confiança estrutural que prejudica os visitantes, alterando
assim o ecossistema econômico de milhares de famílias equatorianas.
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Principais estatísticas de 2026
Os
números oficiais parecem indicar uma tendência de alta após anos de incerteza,
decorrentes da devastação que a pandemia causou no setor de turismo. Segundo o
boletim do primeiro trimestre de 2026, publicado pela Quito Turismo em abril,
as tendências de reserva de voos por mercado de origem mostram
um desempenho positivo em relação ao mesmo período de 2025, com um aumento
de 13,4%.
Esses
dados são complementados por um relatório da Federação Equatoriana de Hotéis,
que indica um aumento de 4,3% no número de visitantes em janeiro e de 9,6%
em fevereiro em comparação com 2025, enquanto o feriado da Semana Santa
registrou um crescimento de 3,6% na ocupação hoteleira.
No
entanto, para os profissionais do setor, esses dados não contam a história
completa, e o crescimento é insuficiente. Silvia Sinchiguano, CEO de uma
agência de viagens, sustenta que a situação permanece crítica.
"Acredito
que a questão da segurança tem sido, de fato, o aspecto mais terrível para o
turismo, pois é uma das razões pelas quais as pessoas não vêm mais ao
Equador", explica Sinchiguano à Sputnik.
Em sua
perspectiva, as comparações com o período pós-COVID são desanimadoras, pois, na
visão dela, o setor de turismo ainda não se recuperou totalmente.
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Mudança no perfil dos turistas
Um
fenômeno identificado por especialistas — como Roberto Carrillo,
especialista em turismo e acadêmico da área de turismo sustentável — é
a mudança no perfil dos visitantes. Segundo Carrillo, a crise de segurança
afastou o viajante independente.
"É
verdade que estamos passando por um momento difícil no Equador e observando uma
mudança no perfil do segmento de mercado que visita o país. Agora vemos grupos
organizados por agências muito maiores; o viajante independente — aquele que
interage com o cotidiano local — está começando a desaparecer", observa
ele.
Essa
transformação decorre de uma questão simples de sobrevivência: a liberdade de
circulação. Carrillo ressalta que os turistas têm hábitos e expectativas
urbanas; quando chegam a uma cidade insegura à noite — o que os impede de sair
—, suas opções ficam limitadas e o desejo de visitar o país diminui. Essa
situação força o setor privado a investir em segurança e medidas de
proteção, o que, por sua vez, eleva os custos operacionais.
Esse
fenômeno desencadeou um efeito dominó em toda a cadeia de valor,
afirma Johana Acosta Ponce, gerente-geral de uma das maiores agências de
viagens do país.
"Observamos
que a insegurança teve um impacto significativo na imagem internacional do
Equador", diz Acosta à Sputnik. "Durante o primeiro semestre de
2026, a indústria do turismo enfrentou desafios consideráveis,
como cancelamentos de viagens. Antigamente, os viajantes permaneciam
muito mais tempo no Equador."
Segundo
a especialista, isso afetou hotéis, operadoras de turismo, restaurantes,
serviços de transporte aéreo e terrestre, e milhares de famílias que dependem
diretamente do turismo.
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A natureza resiste
Apesar
dessa situação, o Equador ainda possui diferenciais que o destacam de
outros destinos.
"O
Equador tem uma vantagem competitiva aqui porque somos um país com uma
biodiversidade incrível. Temos riqueza cultural, gastronomia e a possibilidade
de viajar, em poucos minutos, do litoral para a região serrana ou para a
Amazônia — e, claro, pegar um voo para Galápagos", afirma Acosta.
No
entanto, o acesso à informação mudou as regras do jogo. Hoje, a reputação
de um país é construída com um clique. Acosta observa que a imagem
internacional do Equador mudou
significativamente nos últimos anos; antes de decidir viajar, muitas
pessoas agora pesquisam minuciosamente fatores como alertas de viagem e
questões de segurança local, buscando informações diretamente na internet e nas
redes sociais, além de consultar avisos emitidos por governos estrangeiros.
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Esforços necessários para melhorias
Especialistas
concordam que a solução exige um esforço público-privado sem precedentes.
"Para
atrair mais turistas ao Equador, o Estado precisa implementar políticas que
promovam uma parceria entre os setores público e privado, projetando o país
como uma potência turística", propõe Sinchiguano.
Por sua
vez, Carrillo ressalta a necessidade urgente de retomar um modelo de
turismo que realmente estimule a economia local e de reforçar a
segurança em espaços públicos.
"Todos
nós precisamos de ações concretas do governo e de comunicação transparente. O
Equador continua sendo um destino extraordinário; nosso desafio atual é
fortalecer a percepção de segurança", conclui Acosta.
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Milhares de mortos, milhões precisando de ajuda: os
números que mostram a dimensão da tragédia após terremotos na Venezuela
Esta
quarta-feira (01/07) completa uma semana desde o duplo terremoto que deixou na
Venezuela um nível de destruição e sofrimento que escapa a qualquer cifra.
Com o
passar dos dias, a esperança de quem tem seus entes queridos enterrados sob os
escombros tem se chocado com a realidade apontada pelos especialistas: a janela
crítica está se fechando para encontrar sobreviventes.
Milhares
de famílias tiveram que dar o doloroso passo da incerteza ao luto. Outras se
agarram à possibilidade de um milagre como o que ocorreu na terça-feira
(30/06), quando uma criança de 3 anos foi resgatada com vida dos escombros
graças ao esforço de um grupo de socorristas da Jordânia.
As
operações de busca e resgate continuam a todo vapor, com milhares de
socorristas da Venezuela e de mais de 30 países.
Enquanto
isso, dados das autoridades venezuelanas e das organizações internacionais
sobre o impacto da catástrofe mostram um cenário cada vez mais grave. Ainda não
se consegue ter a magnitude total dos danos.
Ao luto
pelo número de quase 2 mil mortos soma-se a preocupação com as difíceis
condições em que se encontram os sobreviventes que perderam tudo e a indignação
entre aqueles que consideram que a resposta à emergência por parte do governo
tem sido deficiente.
Este é
o balanço da situação, segundo os números conhecidos até o momento.
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Cerca de 2 mil mortos e milhares de feridos e desaparecidos
O mais
recente número de mortos relatado pelo governo da Venezuela é de 1.943. Os
feridos chegam a 10.571. Espera-se que o número continue aumentando
significativamente nos próximos dias.
O
coordenador da ONU na Venezuela, Gianluca Rampolla del Tindaro, afirmou que
"sem dúvida estamos diante de um número superior ao comunicado".
E
acrescentou: "Posso oferecer uma estimativa: estamos adquirindo, e isso é
algo que foi acordado com as autoridades, 10 mil sacos para cadáveres".
O
presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que,
nas áreas mais afetadas pela catástrofe (Caraballeda e Catia La Mar), havia
cerca de 30 mil pessoas quando ocorreram os dois terremotos, das quais 19.861
conseguiram sair por seus próprios meios ou foram resgatadas com vida.
Imediatamente
após os tremores, o sistema PAGER do Serviço Geológico dos EUA estimou, de
acordo com as evidências científicas disponíveis, que o número de mortos
oscilaria entre 10 mil e 100 mil.
E
advertiu sobre possíveis perdas econômicas entre US$ 10 bilhões e US$100
bilhões (ou entre 2% e 10% do PIB da Venezuela).
Segundo
o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários e o
Comitê Internacional de Resgate, mais de 50 mil pessoas continuavam
desaparecidas após a catástrofe.
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1,8 milhões necessitando ajuda
O
impacto do duplo terremoto não termina aí.
O
presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que 15.866 pessoas
foram identificadas como afetadas pela catástrofe, sem dar maiores detalhes
sobre os números.
Ele
disse que foram habilitados 15 abrigos temporários no Estado de La Guaira e 55
no restante do país para essas pessoas.
Centenas
de famílias cujas casas ficaram destruídas ou inabitáveis têm dormido em
acampamentos provisórios ou assentamentos espontâneos.
O
governo disse que irá realocá-las em abrigos temporários e prometeu soluções de
moradia para elas antes do fim do ano.
O
número de afetados indiretamente é ainda maior.
O
Sistema de Informação Geográfica da empresa privada Esri Venezuela, que se
apoia em relatos de cidadãos, contabiliza 595 mil pessoas afetadas, das quais
133 mil são menores de idade.
A
agência da ONU para a infância, Unicef, assinalou que há 1,8 milhão de pessoas
que necessitam de ajuda humanitária, das quais 680 mil são crianças.
Com
relação à situação enfrentada pelos sobreviventes, o Comitê Internacional de
Resgate (IRC, na sigla em inglês) relatou na terça-feira que muitos não estão
com suas necessidades básicas atendidas.
"Os
serviços médicos em centros de saúde e unidades móveis estão sobrecarregados,
os abrigos se encontram em plena capacidade e os serviços de água e
eletricidade continuam interrompidos nas áreas afetadas", afirmou o IRC.
E
acrescentou: "A magnitude da resposta não está à altura da magnitude da
necessidade humanitária".
Na
mesma linha, Andreas Spaett, coordenador do Médicos Sem Fronteiras na
Venezuela, relatou que as pessoas que perderam suas casas "procuram
alimentos, procuram água, procuram abrigo".
O
governo destacou, no entanto, que o fornecimento de energia elétrica foi
restabelecido em 90% e que foram entregues mais de 3 milhões de litros de água.
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189 prédios caídos e mais de 600 com danos graves
Em sua
coletiva de imprensa de terça-feira, Jorge Rodríguez afirmou que os terremotos
deixaram pelo menos 855 edifícios gravemente danificados em todo o país.
No
total, 189 desabaram totalmente, dos quais 158 se encontravam no Estado de La
Guaira, segundo Rodríguez.
Os 666
restantes sofreram danos graves ou desabaram parcialmente, acrescentou.
São
números ligeiramente inferiores aos do Sistema de Informação Geográfica da Esri
Venezuela, que aponta para 924 edificações afetadas, das quais 226 apresentam
perda total, 272 dano severo e 290 dano parcial.
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Quase 700 tremores secundários
Outro
elemento que tem dificultado qualquer retorno à normalidade anterior aos
terremotos são as centenas de tremores secundários que ocorreram.
Segundo
o presidente da Assembleia Nacional, foram contabilizados quase 700.
No
entanto, a quantidade e a magnitude média vêm diminuindo.
"No
dia 28 tivemos 86 tremores e no dia 29, 30 tremores", relatou.
Ele
advertiu que "isso não necessariamente quer dizer que tenha se dissipado
por completo qualquer risco de ocorrência de um evento perigoso".
O
último tremor registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, que costuma
registrar os que superam magnitude 4, ocorreu na manhã de segunda-feira e não
causou danos.
Especialistas
consultados pela BBC News Mundo explicam que as réplicas, ou tremores
secundários, são um fenômeno que sempre ocorre após terremotos importantes.
"As
réplicas são terremotos que aliviam as mudanças de tensão na crosta terrestre
provocadas por outro terremoto", explicou o geólogo britânico Sam
Wimpenny.
"Podemos
contar as réplicas, sabemos que a quantidade e as magnitudes vão diminuir com o
tempo. Também podemos fazer probabilidades de quantas vão ocorrer amanhã, mas,
fisicamente, o processo que as gera não está claro", afirmou o geólogo
chileno Daniel Melnick.
Para as
pessoas nas áreas afetadas, as réplicas têm um efeito emocional, pois revivem o
momento da tragédia inicial.
"Estou
novamente na rua, porque voltou a tremer. Estou há quase uma semana sem dormir
de forma confortável. Durmo com calça e camiseta; tiro os sapatos e os deixo na
porta, ao lado de uma bolsa com meus remédios, o carregador do telefone e os
documentos", relatou o jornalista Jesús Hurtado, que vive em Caracas.
O
governo afirmou que avisará os cidadãos quando a ameaça de outro tremor
perigoso tiver se dissipado.
Mas,
mesmo então, a Venezuela terá mudado para sempre.
¨ Mucio discute em
Caracas apoio brasileiro à reconstrução da Venezuela após terremotos
Em
visita a Caracas nesta terça-feira (30), o ministro da Defesa, José Mucio
Monteiro, reuniu-se com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e
afirmou que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é ampliar
a assistência humanitária aos venezuelanos.
Segundo
Mucio, a missão busca definir, em conjunto com o
governo venezuelano,
quais são as prioridades da próxima etapa da operação, que deixará de
concentrar esforços apenas no resgate de vítimas para avançar na
recuperação da infraestrutura e no atendimento aos desabrigados.
"Estamos
aqui para ver onde é que nós podemos ajudar mais, fazendo uma coisa ordenada.
Por isso o presidente nos mandou, os três, para que nós conversássemos e
víssemos quais as prioridades neste momento", afirmou o ministro.
Além de
Mucio, a comitiva brasileira contou com representantes da Caixa Econômica
Federal e do Ministério das Cidades, que avaliarão possibilidades de cooperação
em projetos de
reconstrução urbana e habitacional. De acordo com o governo brasileiro, cerca
de 60 mil pessoas ficaram desalojadas após os terremotos.
O
ministro destacou que a operação brasileira seguirá ativa mesmo após o
período inicial de emergência. "Não estamos aqui para dizer que nossa
ajuda seja só neste momento. Se precisar de mais médicos, se precisar de mais
voluntários, se precisar de mais remédios… Em primeiro lugar, é a absoluta
solidariedade. O povo venezuelano e o povo brasileiro são irmãos",
declarou.
Fonte:
Sputnik Brasil

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