sábado, 18 de abril de 2026

H1N1: dá para prevenir? Entenda mais sobre a doença

A H1N1 é um tipo de influenza A que pode ser encontrada em várias espécies de animais, inclusive nos seres humanos. A doença costuma circular no ar em estações mais frias do ano, como o outono e inverno, e teve seu principal surto em 2009, quando foi responsável por uma grande epidemia de gripe. Na época, de acordo com o Ministério de Saúde, a influenza foi identificada como "gripe suína".

A principal forma de transmissão da H1N1 é por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, tossir ou falar. Também pode ocorrer de forma indireta, após contato com superfícies contaminadas ou ao levar a mão com vírus à boca, nariz e olhos.

<><> Sintomas de H1N1

A H1N1 tem sintomas característicos de uma influenza do tipo A, segundo o Ministério da Saúde:

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•        Febre;

•        Dor de garganta;

•        Tosse;

•        Dor no corpo;

•        Dor de cabeça.

Outros sintomas podem aparecer, como calafrios, mal-estar, dor muscular, dor nas juntas, prostração e secreção nasal excessiva. Em alguns casos, diarreia, vômito, rouquidão e olhos avermelhados podem surgir, apesar de serem sintomas menos comuns.

<><> Como é feito o tratamento?

De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento da influenza pode ser feito com o uso do antiviral Fosfato de Oseltamivir, indicado para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e casos de Síndrome Gripal (SG) com condições ou fatores de risco para complicações. O tratamento com o medicamento deve ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.

Além disso, o repouso e a hidratação intensa são recomendações importantes para a total recuperação da H1N1. Para amenizar sintomas como febre e dor, podem ser indicados anti-inflamatórios não esteroides, como aspirina e ibuprofeno, segundo o Manual MSD. Paracetamol também é uma alternativa para o tratamento.

<><> Como prevenir?

A principal forma de prevenção da H1N1 é a vacina da gripe. A imunização previne casos graves e óbitos e deve ser aplicada anualmente, devido à constante mutação dos vírus influenza. Por isso, todos os anos, o Ministério da Saúde realiza a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe.

A vacina contra a gripe aplicada no SUS (Sistema Único de Saúde) durante a campanha de vacinação em 2026 é a trivalente. Ela protege contra três cepas diferentes do vírus, responsáveis pela maioria dos casos atualmente: a Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. A campanha começou em 28 de março, deve seguir até maio e tem a missão de imunizar grupos prioritários, incluindo idosos (60+), crianças (6 meses a menores de 6 anos), gestantes e profissionais de saúde.

Na rede privada, é possível encontrar a versão quadrivalente do imunizante, ou seja, que protege contra quatro cepas: além das três citadas acima, protege também contra a influenza B.

Além da vacinação, outras medidas preventivas são importantes, como lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel; utilizar lenço descartável para higiene nasal; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal; manter os ambientes bem ventilados; evitar locais aglomerados; usar máscaras; adotar hábitos saudáveis de alimentação e exercícios físicos.

•        Dengue pode aumentar em 17 vezes o risco de síndrome rara, diz Fiocruz

Estudo inédito da Fiocruz apontou risco 17 vezes maior de desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré (SGB) em pessoas que contraíram o vírus da dengue. Nas primeiras semanas da infecção, o risco de desenvolvimento chega a ser 30 vezes maior.

O estudo foi recém-publicado na revista científica New England Journal of Medicine e desenvolvido por pesquisadores da Fiocruz Bahia. O método de pesquisa combinou a análise de três bancos de dados diferentes do Sistema Único de Saúde (SUS): internações hospitalares, notificações de casos de dengue e registros de óbitos.

A análise identificou que 89 das mais de 5 mil hospitalizações por SGB entre 2023 e 2024 ocorreram logo após o paciente apresentar quadro de dengue. Até então, nenhum estudo tinha sido capaz de confirmar uma correlação entre as duas doenças.

A SGB é uma condição neurológica rara na qual o próprio sistema imunológico ataca os nervos que ligam o cérebro à medula espinhal. Como consequência, os doentes podem apresentar fraqueza muscular severa, que geralmente começa nas pernas e pode subir para os braços, o rosto e, em casos graves, dificultar a respiração.

Para Viviane Boaventura, uma das autoras do estudo e pesquisadora da Fiocruz Bahia, a confirmação da relação entre as doenças é positiva: "O estudo permite que o que antes era tratado como casos isolados ou hipóteses passe a ser reconhecido como evidência concreta". Boaventura avalia que os ganhos clínicos são diretos, facilitando o diagnóstico precoce e tratamento mais eficaz.

<><> Epidemia de dengue e vacinação

Em 2024, o Brasil enfrentou a pior epidemia de dengue de sua história e chegou a registrar 4.013.746 casos prováveis de dengue, 3.809 mortes, além de 232 óbitos em investigação.

Como uma das principais medidas adotadas, o Ministério da Saúde (MS) incorporou o teste rápido para o diagnóstico da dengue na tabela de procedimentos custeados pelo SUS. A medida visa acelerar o diagnóstico, uma vez que é possível identificar a contaminação viral já nos primeiros dias, após o surgimento dos primeiros sintomas: febre alta, dor no corpo e mal-estar.

Outra importante ação do MS foi a aprovação da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante demonstrou eficácia de 80,5% contra dengue grave, e apresentou proteção duradoura contra formas graves da doença por pelo menos cinco anos, conforme publicado em estudo clínico da revista científica Nature Medicine.

Boaventura destaca que a imunização e a consequente redução no número de infecções impactam os casos típicos, mas também todo o espectro de complicações graves – incluindo SGB. "Prevenir um caso de dengue significa, potencialmente, evitar uma internação neurológica, semanas de ventilação mecânica e sequelas permanentes", comenta a pesquisadora.

O Ministério da Saúde adquiriu 3,9 milhões de doses da vacina e, desde fevereiro, profissionais da saúde que atuam na atenção primária do SUS estão sendo vacinados. O esquema vacinal é composto por duas doses e o calendário prevê a imunização da população ao longo de 2026, de acordo com a faixa etária e priorizando grupos de risco.

Em declaração à CNN Brasil, o Dr. Roberto Kalil considerou a vacinação com o imunizante do Butantan um ato "histórico". "Eu tive a honra de participar desse dia histórico, momento histórico. É uma vacina única no mundo. Isso é um orgulho para nós, brasileiros, graças ao Instituto Butantan", declara.

 

Fonte: CNN Brasil

 

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