Campanha
de Flávio Bolsonaro já teme impactos do escândalo do Banco Master
O
senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que o grupo político ligado à campanha
presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderá reavaliar suas alianças
diante das investigações relacionadas ao caso Master, que envolve o empresário
Daniel Vorcaro e o Banco Master. Segundo Marinho, que é coordenador da campanha
presidencial do senador, as apurações podem alcançar figuras influentes e
provocar mudanças na configuração de apoios do partido.
Em
entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, Marinho analisou os
desdobramentos da Operação Compliance Zero e sinalizou que o PL já adota
cautela diante das investigações.
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Caso Master e possíveis desdobramentos
Ao
abordar o caso, o senador afirmou que os fatos investigados podem ter alcance
mais amplo. "Me parece que é a ponta do iceberg, o início de um processo
que vai atingir um grande grupo de pessoas influentes nas três esferas de
poder", declarou. Ele também comparou o conteúdo das apurações a uma
narrativa de ficção. Segundo Marinho, as descrições lembram um "enredo de
filme de James Bond".
Diante
desse cenário, o parlamentar confirmou mudanças estratégicas no campo político.
"Nós não vamos apoiar o ex-governador Ibaneis [Rocha] ao Senado aqui no
Distrito Federal. Nós temos duas candidaturas no PL, a deputada Bia Kicis e a
ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro", afirmou.
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Estratégia eleitoral para 2026
Ao
tratar das eleições de 2026, Marinho afirmou que o partido ainda não definiu o
nome que ocupará a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a escolha
será feita com base na capacidade de agregar apoio político. "O partido
vai procurar quem mais agregue e que possa ajudar a chapa", explicou.
Ele
destacou ainda que a estratégia é apresentar Flávio Bolsonaro como uma
liderança mais moderada. De acordo com o senador, o objetivo é mostrar um
político "moderado, afável, alguém da política, uma pessoa que transige e
conversa", mantendo valores conservadores.
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Relação com Michelle Bolsonaro
Questionado
sobre eventuais divergências internas envolvendo a ex-primeira-dama Michelle
Bolsonaro, Marinho minimizou os conflitos e apontou para uma convergência
futura. "São questões que a gente tem que entender, aguardar o momento
adequado onde vai haver naturalmente essa confluência. Não tenho dúvida de que
isso vai ocorrer no momento certo", concluiu.
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Críticas à proposta de jornada de trabalho
Durante
a entrevista, Marinho criticou a proposta de redução da jornada de trabalho,
conhecida como escala 6x1. Para ele, a medida desconsidera diferenças entre
setores econômicos. "O que o governo quer agora é tratar os desiguais de
forma igual", disse, ao mencionar contrastes entre grandes indústrias e
pequenos comércios.
O
senador também ironizou o debate público sobre o tema. "Se você me
perguntar se eu quero ganhar o mesmo e trabalhar menos, e se eu disser que sou
contra, você manda me internar. Todo mundo quer. A pergunta está mal
endereçada", afirmou.
• Lindbergh avisa: escândalo do Master
pode atingir Flávio Bolsonaro
O
deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o escândalo envolvendo o
Banco Master e o BRB pode alcançar o senador Flávio Bolsonaro, ao relacionar a
nova fase da Operação Compliance Zero com um financiamento imobiliário obtido
pelo parlamentar junto ao banco público.
Em
publicação nas redes sociais, Lindbergh destacou que a prisão de Paulo Henrique
Costa, ex-presidente do BRB, altera completamente a interpretação sobre a
tentativa de compra do Banco Master. Segundo ele, o que foi apresentado como um
projeto de expansão do banco “estava cercado por suspeitas gravíssimas de
corrupção”.
O
parlamentar também mencionou reportagem publicada pelo Brasil 247, que relembra
entrevista concedida pelo ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, ao
portal Metrópoles, em setembro de 2025. Na ocasião, Ibaneis culpou PT e PSB
pelo fracasso da operação, após o Banco Central barrar a compra do Master pelo
BRB.
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Propina milionária e atuação dentro do BRB
De
acordo com Lindbergh, as investigações da nova fase da Operação Compliance Zero
indicam que Paulo Henrique Costa teria atuado dentro do BRB para favorecer
interesses do empresário Daniel Vorcaro.
O
deputado cita valores expressivos que teriam sido movimentados no esquema: R$
146 milhões em propinas, sendo R$ 74,6 milhões pagos por meio de imóveis. “São
números estarrecedores, que revelam a dimensão de um esquema que misturava
dinheiro, influência e instrumentalização de um banco público para a prática de
crimes”, afirmou.
As
suspeitas reforçam elementos já apontados em decisões judiciais, que indicam
proximidade entre Paulo Henrique e Vorcaro, além de negociações paralelas
envolvendo vantagens indevidas.
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Ligação com financiamento de Flávio Bolsonaro
Lindbergh
também estabeleceu uma conexão direta entre a gestão de Paulo Henrique no BRB e
o financiamento obtido por Flávio Bolsonaro para a compra de uma mansão
avaliada em R$ 6 milhões.
Segundo
o deputado, o senador teria conseguido um empréstimo de R$ 3 milhões junto ao
banco em condições que levantaram questionamentos à época. “Foi sob a
presidência de Paulo Henrique no BRB que Flávio Bolsonaro obteve o
financiamento suspeito”, afirmou.
Na
avaliação de Lindbergh, esse episódio liga o senador ao “núcleo
político-financeiro” que orbitava o BRB durante o avanço das negociações
envolvendo o Banco Master.
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Pressão por investigação
Diante
dos novos elementos, o deputado defendeu o aprofundamento das investigações
pela Polícia Federal. Para ele, a combinação entre suspeitas de propina,
atuação coordenada dentro do banco e concessão de crédito relevante a figuras
políticas exige apuração rigorosa.
O caso,
que já envolve empresários, dirigentes de banco público e agentes políticos,
pode ganhar novas dimensões à medida que as investigações avancem sobre as
conexões entre os diferentes personagens citados.
• Delação premiada: o prêmio da impunidade
aos predadores do BRB. Por Chico Vigilante
A
história se repete como farsa e tragédia no Distrito Federal. O que as recentes
revelações sobre a gestão de Paulo Henrique Costa à frente do BRB demonstram
não é apenas uma falha administrativa, mas um projeto deliberado de entrega do
patrimônio público à sanha do capital privado mais obscuro. Vejo com profunda
indignação os diálogos que expõem a submissão de um banco estatal aos
interesses de figuras como o banqueiro Daniel Vorcaro. É a materialização do
"Estado a serviço do privilégio", onde o público é fatiado para
alimentar a ganância de poucos.
Os
diálogos interceptados são estarrecedores e revelam uma intimidade criminosa.
Ver um presidente de banco público trocar mensagens de "alinhamento
pessoal" e "visão de mundo" com um ente privado, enquanto
articulava cláusulas que entregariam o comando da instituição, é um tapa na
cara do cidadão brasiliense. O BRB pertence ao povo; não é balcão de negócios
para o Banco Master. O que chamam de "sinergia" e "holding
financeira" nada mais é do que o tecnocrês utilizado para mascarar o
assalto institucionalizado aos cofres públicos do Distrito Federal.
Minha
posição sempre foi clara e não recuo um milímetro: sou radicalmente contra esse
instituto da delação premiada da forma como é aplicado no Brasil. Esse
mecanismo virou o bilhete de loteria para o bandido de colarinho branco. O
sujeito rouba milhões, destrói o patrimônio coletivo e, quando é pego, entrega
um ou dois comparsas para sair rico e livre. É um sistema que beneficia o
criminoso em detrimento da justiça. O que estamos vendo agora é a tentativa de
replicar esse modelo espúrio para salvar a pele de quem saqueou o nosso banco.
O que o
senhor Vorcaro propõe agora — utilizar a delação premiada para pagar o que deve
em dez anos enquanto mantém seu império — é uma afronta. Esse prazo é o tempo
exato que esses criminosos precisam para corromper mais gente, derrubar ações
nos tribunais e garantir que o dinheiro roubado nunca volte, de fato, para o
povo. A justiça brasileira não pode aceitar esse tipo de barganha. O crime
contra o sistema financeiro exige punição exemplar, confisco imediato de bens e
cadeia, não um parcelamento suave para quem vive no luxo às custas do suor
alheio.
Precisamos
fortalecer as instituições de investigação técnica. A Polícia Federal e os
órgãos de controle não podem depender da "bondade" de bandidos
arrependidos para desvendar esquemas. É necessário investimento em tecnologia e
inteligência para que a prova seja irrefutável. A polícia tem que ter altivez
para investigar e colocar os crápulas na cadeia. Quando o Estado se ajoelha
para negociar acordos de delação premiada com quem o saqueou, ele admite a
própria incompetência e assina um atestado de impunidade que incentiva o
próximo escândalo.
O
envolvimento da cúpula do governo local na defesa desses atos também precisa
ser passado a limpo. Quando o ex-presidente do banco afirma que o governador
pediu material para "argumentação" ante as críticas, fica claro que
havia consciência do erro ético cometido. Tentaram vender a entrega do BRB como
modernização, mas o povo não é bobo. O que houve foi uma tentativa de
privatização branca, feita na calada da noite, entre mensagens de empolgação
financeira e projetos de poder que desprezam o interesse público.
Como
deputado de esquerda e defensor do papel social do Estado, reitero: banco
público é instrumento de desenvolvimento, não apêndice de bancos privados. A
luta por transparência total nessas investigações será minha prioridade. Não
basta descobrir o que foi feito; é preciso garantir que cada centavo desviado
retorne ao Tesouro e que os responsáveis paguem com o rigor da lei, sem as
benesses de acordos vergonhosos que só servem para oficializar o roubo.
O
Brasil precisa recuperar sua dignidade ética e acabar com essa história de
delação premiada para corruptores. Não avançaremos enquanto a corrupção for
tratada como um erro passível de desconto. O caso do BRB é emblemático e exige
uma resposta dura. O lugar de quem rouba o erário é na cadeia, com os bens
confiscados e sem direito a sorrisos em colunas sociais. A vigilância continua,
e eu não darei trégua a esses predadores que tentam comprar sua liberdade com o
dinheiro que tiraram do povo.
• Investigações do Master revelarão a
podridão do governo Ibaneis, prevê Gleisi
A
deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) afirmou que o avanço das investigações
sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e o BRB deve expor irregularidades
profundas no governo do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. A
declaração foi feita após a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do
BRB, no âmbito da Operação Compliance Zero.
Em
publicação nas redes sociais, Gleisi resgatou o episódio em que o Banco Central
barrou a compra do Banco Master pelo BRB e criticou a reação de Ibaneis à
época. Segundo ela, o então governador “teve o desplante de dizer PT e o PSB
tinham ‘prejudicado Brasília’”, ao comentar o fracasso da operação.
A
deputada destacou que Paulo Henrique Costa, nomeado por Ibaneis para comandar o
BRB, está no centro das investigações conduzidas pela Polícia Federal. De
acordo com Gleisi, o ex-dirigente foi responsável por adquirir cerca de R$ 12
bilhões em papéis considerados de alto risco vinculados ao Banco Master.
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Operação e suspeitas de propina
Ainda
segundo a parlamentar, a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB teria
sido uma estratégia para encobrir problemas financeiros relacionados a esses
ativos. “O mesmo que comprou R$ 12 bilhões em papéis podres do Banco Master. E
que tentou limpar a sujeira comprando o banco de Daniel Vorcaro”, afirmou.
As
investigações mais recentes apontam que Paulo Henrique Costa é suspeito de ter
recebido propinas milionárias no contexto das tratativas envolvendo o
empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os indícios incluem
negociações paralelas e benefícios indevidos, como pagamentos em imóveis de
alto padrão.
Para
Gleisi, os fatos já conhecidos permitem identificar responsabilidades políticas
mais amplas. “Hoje a gente sabe quem prejudicou o povo de Brasília e quem
estava recebendo propina de Vorcaro”, declarou.
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Pressão por aprofundamento das apurações
A
deputada também defendeu o aprofundamento das investigações, afirmando que
novos desdobramentos podem atingir outras figuras do governo distrital da
época. “Quanto mais investigação houver, mais podridão vai aparecer no governo
desse bolsonarista”, disse, em referência a Ibaneis Rocha.
O caso
envolvendo o Banco Master e o BRB vem ganhando dimensão nacional, com
implicações que atingem o sistema financeiro, a gestão de bancos públicos e o
ambiente político do Distrito Federal. A expectativa é que a continuidade das
investigações da Polícia Federal revele a extensão do esquema e identifique
todos os responsáveis, sobretudo o ex-governador Ibaneis.
• Ibaneis culpou PT e PSB por fracasso na
compra do Banco Master pelo BRB – uma negociata que envolvia propinas
milionárias
Uma
entrevista concedida pelo ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, em
setembro do ano passado ao Metrópoles, logo após o Banco Central barrar a venda
do Master ao BRB, complica ainda mais a sua situação jurídica. Isso porque ele
culpou o PT e o PSB por barrarem uma operação que seria desastrosa para o
Distrito Federal, uma vez que, no dia de hoje, com a prisão do ex-presidente do
BRB, Paulo Henrique Costa, soube-se que Daniel Vorcaro estava pagando propinas
milionárias para viabilizar a operação.
A
prisão de Paulo Henrique Costa, no âmbito da Operação Compliance Zero, elevou o
grau de suspeitas sobre os bastidores da negociação e ampliou o foco das
investigações para o ambiente político que cercava o BRB à época – incluindo o
governo de Ibaneis Rocha, que era o principal fiador institucional da tentativa
de aquisição do Banco Master.
Na
entrevista de setembro do ano passado, Ibaneis reagiu de forma agressiva à
decisão do Banco Central e afirmou: “Mais uma vez, PT e PSB agiram para contra
o DF”. A declaração sugere que, na avaliação do então governador, a autoridade
monetária teria sofrido algum tipo de pressão política para impedir o avanço do
negócio, que, como hoje se sabe, estava cercado por propinas milionárias.
A fala
ocorre em um contexto em que a compra do Banco Master pelo BRB era defendida
pelo governo do Distrito Federal como estratégica. Ibaneis argumentava que a
operação projetaria o banco regional em nível nacional e poderia gerar
dividendos bilionários para os cofres públicos, uma vez que o GDF é o acionista
majoritário da instituição.
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Críticas ao Banco Central e embate político
A
decisão do Banco Central de barrar a operação ocorreu cerca de seis meses após
o anúncio do contrato e em meio a uma crescente tensão institucional. Na
véspera, líderes de seis partidos haviam apoiado um pedido de urgência para um
projeto que autorizaria o Congresso Nacional a demitir diretores e o presidente
do BC em casos de atuação considerada “incompatível com interesses nacionais”.
Naquele
momento, integrantes do PT e do PSB já se posicionavam contra a aquisição do
Banco Master pelo BRB. Ao mencionar essas siglas, Ibaneis também fazia
referência indireta a seus antecessores no governo do Distrito Federal, Agnelo
Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), ampliando o tom político da crítica.
Revelações
recentes agravam cenárioO conteúdo da entrevista ganha nova dimensão diante dos
fatos revelados nesta semana. A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo
Tribunal Federal, aponta que mensagens trocadas entre Paulo Henrique Costa e
Daniel Vorcaro evidenciam forte alinhamento estratégico, além de negociações
paralelas envolvendo vantagens indevidas, inclusive com discussões sobre
imóveis de luxo avaliados em R$ 145 milhões.
As
investigações indicam que Vorcaro teria pago propinas milionárias para
viabilizar operações de interesse no BRB, o que levanta questionamentos sobre o
ambiente em que a tentativa de compra do Banco Master foi articulada e
defendida politicamente.
Contradições
e implicações políticasNesse cenário, a declaração de Ibaneis – ao culpar PT e
PSB pela interrupção do negócio – passa a ser confrontada com os elementos que
emergem das investigações. O que antes era apresentado como uma disputa
política agora revela indícios de irregularidades profundas que podem ter
contaminado a operação desde sua origem. E Ibaneis Rocha passa a ser
naturalmente suspeito de estar comandando a operação, ao lado de Paulo Henrique
Costa.
Fonte:
Brasil 247

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