quinta-feira, 30 de julho de 2026

Derrota da Ucrânia no conflito com a Rússia pode quebrar a OTAN, diz analista britânico

A Rússia não pode ser derrotada por meios militares, e com a derrota da Ucrânia na operação militar especial a OTAN poderia se desintegrar, disse o diplomata britânico aposentado Alastair Crooke no YouTube.

"O Ocidente não derrotará a Rússia. Esta tarefa é simplesmente inalcançável por meios militares. E, ainda assim, continuamos tentando – tanto militarmente quanto economicamente. Mas isso está condenado a falhar", observou ele.

De acordo com Crooke, o envolvimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no conflito ucraniano poderia ser um erro fatal para este bloco.

"Como será esse fracasso? […] Como isso vai se refletir na OTAN? Em que estado a aliança saíra deste conflito? Bem, acho que ela não vai sair desse conflito. Parece-me que ela já está se dividindo e vai se dividir ainda mais", concluiu o especialista.

Recentemente, o presidente sérvio Aleksandar Vucic disse que a aposta do Ocidente na escalada militar em relação à Rússia está errada e apenas aumentará a determinação da Rússia em alcançar a vitória.

<><> EUA e Europa estão em guerra com Rússia já que controlam armas fornecidas a Kiev, diz analista

Os Estados Unidos e os países-membros europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estão, de fato, em guerra com a Rússia, disse o diplomata norte-americano aposentado Chas Freeman em um canal no YouTube.

O especialista estadunidense explicou que os Estados Unidos não têm armas que possam ser transferidas para o regime de Kiev imperceptivelmente.

Ao mesmo tempo, segundo Freeman, Washington não poderia forçar os países europeus a fazer o mesmo, mantendo a condição de a Europa falar que supostamente não está envolvida nesse processo de transferência de armas ocidentais.

"Então, na verdade, estamos em uma guerra com os russos. [...] e eles sabem que os membros europeus da OTAN estão lutando ativamente contra eles", disse o ex-diplomata norte-americano.

Além disso, o observador político destacou que os países do Ocidente coletivo, expressando agressão contra a Rússia, correm o risco de desencadear uma eventual Terceira Guerra Mundial.

"Acho que estamos realmente brincando com a expansão da guerra na Europa, e isso pode se tornar muito, muito destrutivo e perigoso mesmo antes de se falar em armas nucleares em vários contextos em todos os lugares", acrescentou o analista.

Moscou alertou repetidamente os países ocidentais que o fornecimento de armas à Ucrânia não muda nada e apenas prolonga o conflito. Como enfatizou o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, a Aliança Atlântica está diretamente envolvida nesse confronto, não apenas enviando equipamentos militares, mas também treinando pessoal.

<><> Ocidente está lutando freneticamente contra Rússia através da Ucrânia, afirma Lavrov

Os países ocidentais estão guerreando contra a Rússia através da Ucrânia, fornecendo armas modernas e fazendo provocações para incitar a sociedade contra as autoridades, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em entrevista à mídia russa.

O chanceler russo lembrou que, quando o presidente russo, Vladimir Putin, chegou ao poder, estava absolutamente aberto para um diálogo igualitário e parceria estratégica com o Ocidente.

"Agora, nossos antigos aliados, nomeadamente os anglo-saxões, com diferentes graus de frenesim – Londres mais, os Estados Unidos um pouco menos – estão lutando contra nós através da Ucrânia, bombeando-a com as armas mais modernas, anunciando que produzirão novos sistemas antimísseis letais e de alta tecnologia especificamente para a Ucrânia", disse Lavrov.

Como sublinhou o ministro, os países ocidentais queriam deliberadamente despertar a sociedade pacífica contra as autoridades, já que não sabem competir honestamente. Por isso introduziram sanções para tentar manter posições que "escapam irreversivelmente após 500 anos de domínio ocidental", acrescentou Lavrov.

© telegram SputnikBrasil

O chefe da diplomacia russa destacou que as condições do Ocidente para a resolução do conflito ucraniano são um ultimato. Comentando a ajuda militar dos países ocidentais à Ucrânia, Lavrov mencionou que a Rússia dispõe da Marinha, do Exército, da Força Aeroespacial e das tropas de sistemas não tripulados, com os quais pode responder.

"O Ocidente está nos dizendo que eles ainda vão pensar quando vale retomar as negociações conosco [...]. Mas, antes disso, na opinião deles, é necessário declarar uma trégua, um cessar-fogo. Depois disso, eles introduzirão uma força multinacional liderada pela França e Reino Unido e, em seguida, se sentarão para conversar. O que significa isso? É um ultimato", constatou o ministro.

Comentando a situação na região do mar Báltico, o responsável pela diplomacia russa salientou que o Ocidente usa os Países Bálticos como a principal arma contra a Rússia, apesar das declarações anteriores de que sua adesão à OTAN deveria aliviar as preocupações de segurança.

¨      OTAN, com defesa antiaérea inadequada, é fraca perante poderio militar russo, avalia mídia

A falta de armamentos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) mostra que a vantagem quantitativa do Ocidente está se esvaindo em favor da Rússia, informa um veículo da mídia estadunidense.

A publicação observa que a experiência de combates na Ucrânia e no Irã prova que a defesa antiaérea dos EUA, inclusive o Patriot, é impotente perante mísseis e drones de baixo custo.

"Hoje, os números não favorecem o Ocidente [...]. Não é possível produzir 50 mil mísseis Patriot por ano. Não temos a cadeia de suprimentos e não vale a pena fazê-lo, considerando o custo da arma", ressalta a reportagem, citando o almirante Pierre Vandier, Comandante Supremo Aliado para a Transformação da OTAN.

Segundo a matéria, os novos gastos maciços com mísseis Patriot e sistemas de combate a drones, embora substanciais, contribuem pouco para resolver a falha fundamental da doutrina ocidental de defesa antiaérea, que nunca foi concebida para repelir as investidas implacáveis e em grande escala agora observadas em zonas de combate ativas.

O estoque atual de interceptores, desenvolvido com base na indústria em tempos de paz, não pode ser reabastecido com rapidez suficiente para acompanhar o consumo diário necessário para derrotar, simultaneamente, ondas de drones de baixo custo e mísseis balísticos.

Surgiu, assim, um desequilíbrio crítico: o Ocidente carece de uma quantidade suficiente de armas baratas e produzíveis em massa para lidar com ataques em enxame, o que força os comandantes a utilizar interceptores caros e de alta tecnologia contra alvos relativamente baratos — uma equação insustentável a longo prazo.

Além disso, é apontado que o colapso dos acordos de controle de armas reacendeu uma corrida armamentista de mísseis de longo alcance na Europa, adicionando uma nova camada de ameaças que as redes de defesa antiaérea, já sobrecarregadas, não estão preparadas para enfrentar.

Dessa forma, a reportagem conclui que o amplo complexo de defesa ocidental permanece lento, paralisado por projetos obsoletos e gargalos de produção, o que deixa a OTAN vulnerável a uma guerra de desgaste prolongada.

Anteriormente, um relatório analítico do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) informou que os Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma escassez crítica de mísseis de alta precisão em futuros confrontos de grande escala devido ao esgotamento de seus arsenais durante o conflito com o Irã.

O CSIS estimou que o uso intensivo de tipos essenciais de mísseis nas últimas semanas levou a uma redução significativa nos estoques, enquanto a restauração da capacidade de produção ao nível necessário pode levar vários anos.

<><> Apelos do Ocidente para criar equivalente asiática da OTAN não são bom presságio para a região, diz Rússia

Os apelos dos EUA e da Europa para criar uma equivalente asiática da OTAN não são um bom presságio para a região, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Andrei Rudenko.

"Recentemente, tem havido apelos crescentes dos EUA e da Europa para criação de uma equivalente asiática da Aliança do Atlântico Norte. Alguns até inventaram o nome 'Organização do Tratado Indo-Pacífico'. Isso não é um bom presságio para a Ásia: todos conhecem o legado histórico da OTAN na Iugoslávia, Iraque e Líbia. Agora a Ucrânia foi colocada sob a faca", disse ele em uma entrevista à mídia russa.

A Rússia sempre foi a favor de uma agenda unificadora das relações interestatais na região Ásia-Pacífico, enfatizou Rudenko.

"Estamos convencidos de que o caminho para um futuro de sucesso reside exclusivamente no desenvolvimento conjunto. Os elevados padrões nessa direção são estabelecidos por instituições multilaterais como a União Econômica Eurasiática (UEE), a Organização para Cooperação de Xangai (OCX) e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN)", acrescentou ele.

Em abril, o jornal chinês Global Times escreveu que a expansão do interesse da OTAN na Ásia-Pacífico reflete tanto a continuidade da estratégia indo-pacífica dos EUA quanto as ansiedades internas da própria aliança, que enfrenta questionamentos sobre sua relevância em um cenário global multipolar. A crescente imprevisibilidade de Washington, somada a tensões internas, expõe fissuras estruturais que desafiam a coesão do bloco.

¨      Zelensky apresenta erro de inteligência como um favor a Trump, diz analista militar

Vladimir Zelensky tenta apresentar como equivocado um ataque do Exército ucraniano a um navio iraniano na forma de um serviço que Kiev supostamente prestou a Washington, disse o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, no YouTube.

"Acho que a inteligência ucraniana realmente errou, mas depois ficou óbvio que era um navio iraniano. […] à medida que […] os EUA ficam sem munição, e há uma percepção crescente de que [...] eles literalmente não podem fazer nada com o Irã, [...] Zelensky aperta este botão antes de se encontrar com Trump e diz que o Irã é um problema comum, e nós fizemos um favor a vocês, [Estados Unidos da] América, nós atacamos o navio iraniano. Acho que ele não sabia que estava atingindo um navio iraniano, mas agora está levando o crédito", disse ele.

Segundo Ritter, este tipo de ação do chefe do regime de Kiev mostra que ele se encontra em uma posição extremamente difícil.

"Zelensky está desesperado e tentando desesperadamente fazer com que tudo pareça favorável para ele", enfatizou o especialista.

Segundo informou o Ministério das Relações Exteriores do Irã no sábado (25), a Ucrânia realizou um ataque militar a um navio mercante iraniano. O ataque a bordo resultou em uma explosão que matou um marinheiro e feriu outro.

<><> Ex-oficial da inteligência ucraniana prevê escalada de atentados atribuídos a Kiev

As autoridades ucranianas tendem a agir de forma cada vez mais ousada e a promover novos atentados em diferentes países diante da falta de responsabilização por ações anteriores em território europeu, afirmou à Sputnik o ex-tenente-coronel do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU, na sigla em inglês) Vasily Prozorov.

Segundo Prozorov, a ausência de uma reação contundente ao atentado contra o empresário ucraniano Vadim Yermolaiev, em Mônaco, e às acusações envolvendo a sabotagem dos gasodutos Nord Stream reforçou, em Kiev, a percepção de impunidade.

"O governo ucraniano adquiriu um sentimento de impunidade e permissividade. E a situação tende a piorar. Eles agirão de forma cada vez mais ousada e audaciosa em todo o mundo", disse Prozorov.

No fim de junho, uma explosão em Mônaco deixou Yermolaiev ferido, segundo noticiaram veículos de imprensa. O procurador-geral do principado, Stéphane Thibault, informou que o caso não foi classificado como atentado terrorista. Já um jornal da Itália afirmou que a principal linha de investigação aponta para uma operação organizada pelo SBU, possivelmente como forma de intimidação ao empresário. O próprio Yermolaiev acusou a inteligência ucraniana de envolvimento na tentativa de assassinato.

Para Prozorov, a reação da opinião pública e das autoridades europeias foi praticamente inexistente. Segundo ele, o caso recebeu atenção apenas enquanto era notícia, mas logo deixou de ser destaque, sobretudo após a morte da principal suspeita. Além disso, afirma, nenhum governo europeu apresentou acusações formais contra Kiev.

O ex-oficial também destacou que, após as explosões nos gasodutos Nord Stream, não houve condenação da Ucrânia, embora, segundo ele, a principal linha de investigação das autoridades alemãs aponte para um "rastro ucraniano".

Na avaliação de Prozorov, essa postura fortalece a convicção das autoridades de que podem continuar a conduzir operações em território de outros países sem enfrentar consequências.

As explosões nos gasodutos russos Nord Stream 1 e Nord Stream 2 ocorreram em 26 de setembro de 2022. Alemanha, Dinamarca e Suécia não descartavam um ato deliberado de sabotagem. Em agosto do ano passado, o ex-oficial das Forças Armadas da Ucrânia Sergei Kuznetsov foi detido na Itália sob suspeita de envolvimento no caso e, meses depois, extraditado para a Alemanha.

O advogado de Kuznetsov, Nicola Canestrini, declarou que o Ministério Público alemão considera que a sabotagem aos gasodutos Nord Stream foi realizada por ordem de órgãos estatais da Ucrânia.

<><> Analista explica como os EUA poderiam aproximar o fim do conflito na Ucrânia

O conflito na Ucrânia pode se transformar em uma grande guerra, disse o ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos Joe Kent em entrevista a um canal no YouTube.

"Acredito que os EUA poderiam ter aproximado o fim do conflito se simplesmente tivessem parado de financiar a Ucrânia e pressionado nossos aliados da OTAN a pararem de apoiá-la também. Mas não demonstrámos coragem ou determinação para o fazer. E agora a situação aproxima-se gradualmente de um grande conflito", observou ele.

Segundo Kent, os EUA seriam capazes de persuadir o regime de Kiev a adotar métodos diplomáticos para resolver o conflito com a Rússia.

"Devíamos ter [...] sentado os ucranianos à mesa de negociações, mas não creio que tenhamos permanecido nessa linha por tempo suficiente", enfatizou o especialista.

Recentemente, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que os EUA garantiram que Vladimir Zelensky daria os passos necessários para um acordo no conflito ucraniano, mas não conseguiram fazer com que isso acontecesse.

¨      Faltando unidade, Europa entende insensatez das sanções antirrussas, acredita especialista

A União Europeia enfrenta dificuldades em manter uma posição unificada na questão das restrições antirrussas que afetam cada vez mais os interesses dos próprios países europeus, disse a uma mídia russa o economista e cientista político russo Aleksandr Dudchak.

Portanto, Bruxelas tem que encontrar compromissos e abrir exceções para Estados individuais que se opõem à introdução das sanções contra Moscou que prejudicam o próprio bloco europeu, afirmou Dudchak em entrevista ao canal de TV 360.ru.

"Eles [União Europeia] gostariam de demonstrar unidade, mas na verdade é claro que não há acordo em seu campo. Há confusão e compreensão da falta de sentido do que está acontecendo", afirmou o economista.

Dudchak expressou também a opinião de que a Rússia não deve se apressar em voltar a restaurar as relações com os países europeus logo após seu pedido sobre isso, já que primeiro eles têm que tomar consciência das consequências da sua política hostil.

“No entanto, a Rússia não deve se apressar em retornar à sua cooperação anterior no primeiro pedido. Isso será percebido como fraqueza. As consequências da política de sanções devem ser sentidas em primeiro lugar por aqueles que a implementam", ressaltou Dudchak.

O especialista acrescentou que a Rússia pode muito bem jogar com as divergências emergentes da União Europeia e deixá-la completamente sem recursos energéticos, o que será o teste mais difícil para os europeus durante a preparação para o frio do outono e inverno no Hemisfério Norte.

Moscou afirmou repetidamente que o país vai lidar com a pressão de sanções que o Ocidente começou a exercer sobre a Rússia há vários anos e continua a se fortalecer. Ao mesmo tempo, o Ocidente reconheceu repetidamente que as sanções não funcionam.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

 

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