Derrota
da Ucrânia no conflito com a Rússia pode quebrar a OTAN, diz analista britânico
A
Rússia não pode ser derrotada por meios militares, e com a derrota da Ucrânia
na operação militar especial a OTAN poderia se desintegrar, disse o diplomata
britânico aposentado Alastair Crooke no YouTube.
"O Ocidente não
derrotará a Rússia.
Esta tarefa é simplesmente inalcançável por meios militares. E, ainda assim,
continuamos tentando – tanto militarmente quanto economicamente. Mas isso está
condenado a falhar", observou ele.
De
acordo com Crooke, o envolvimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(OTAN) no conflito ucraniano poderia ser um
erro fatal para este bloco.
"Como
será esse fracasso? […] Como isso vai se refletir na OTAN? Em que estado a
aliança saíra deste conflito? Bem, acho que ela não vai sair desse conflito.
Parece-me que ela já está se dividindo e vai se dividir ainda mais",
concluiu o especialista.
Recentemente,
o presidente sérvio Aleksandar Vucic disse que a aposta do Ocidente na escalada militar em
relação à Rússia está
errada e apenas aumentará a determinação da Rússia em alcançar a vitória.
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EUA e Europa estão em guerra com Rússia já que controlam armas fornecidas a
Kiev, diz analista
Os
Estados Unidos e os países-membros europeus da Organização do Tratado do
Atlântico Norte (OTAN) estão, de fato, em guerra com a Rússia, disse o
diplomata norte-americano aposentado Chas Freeman em um canal no YouTube.
O
especialista estadunidense explicou que os Estados
Unidos não têm armas que possam ser transferidas para o regime de
Kiev imperceptivelmente.
Ao
mesmo tempo, segundo Freeman, Washington não poderia
forçar os países europeus a fazer o mesmo, mantendo a condição de a Europa
falar que supostamente não está envolvida nesse processo de transferência de
armas ocidentais.
"Então,
na verdade, estamos em uma guerra com os russos. [...] e eles sabem que os
membros europeus da OTAN estão lutando ativamente contra eles", disse o
ex-diplomata norte-americano.
Além
disso, o observador político destacou que os países do Ocidente coletivo,
expressando agressão contra a Rússia, correm o risco de desencadear uma
eventual Terceira Guerra Mundial.
"Acho
que estamos realmente brincando com a expansão da guerra na Europa, e isso
pode se tornar muito, muito destrutivo e perigoso mesmo antes de se falar
em armas nucleares em vários contextos em todos os lugares", acrescentou o
analista.
Moscou alertou
repetidamente os países ocidentais que o fornecimento de armas à Ucrânia não muda nada e
apenas prolonga o conflito. Como enfatizou o ministro das Relações
Exteriores russo, Sergei Lavrov, a Aliança Atlântica está diretamente envolvida
nesse confronto, não apenas enviando equipamentos militares, mas também
treinando pessoal.
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Ocidente está lutando freneticamente contra Rússia através da Ucrânia, afirma
Lavrov
Os
países ocidentais estão guerreando contra a Rússia através da Ucrânia,
fornecendo armas modernas e fazendo provocações para incitar a sociedade contra
as autoridades, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei
Lavrov, em entrevista à mídia russa.
O
chanceler russo lembrou que, quando o presidente russo, Vladimir Putin, chegou
ao poder, estava absolutamente aberto para um diálogo igualitário e
parceria estratégica com o Ocidente.
"Agora,
nossos antigos aliados, nomeadamente os anglo-saxões, com diferentes graus de
frenesim – Londres mais, os Estados Unidos um pouco menos – estão lutando
contra nós através da Ucrânia, bombeando-a com as
armas mais modernas,
anunciando que produzirão novos sistemas antimísseis letais e de alta
tecnologia especificamente para a Ucrânia", disse Lavrov.
Como
sublinhou o ministro, os países ocidentais queriam
deliberadamente despertar a sociedade pacífica contra as autoridades, já
que não sabem competir honestamente. Por isso introduziram sanções para
tentar manter posições que "escapam irreversivelmente após 500 anos de
domínio ocidental", acrescentou Lavrov.
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O chefe
da diplomacia russa destacou que as condições do Ocidente para a
resolução do conflito ucraniano são um ultimato. Comentando a ajuda
militar dos países ocidentais à Ucrânia, Lavrov mencionou
que a Rússia dispõe da Marinha, do Exército, da Força
Aeroespacial e das tropas de sistemas não tripulados, com os quais pode
responder.
"O
Ocidente está nos dizendo que eles ainda vão pensar quando vale retomar as
negociações conosco [...]. Mas, antes disso, na opinião deles, é
necessário declarar uma trégua, um cessar-fogo. Depois disso, eles introduzirão
uma força multinacional liderada pela França e Reino Unido e, em seguida, se
sentarão para conversar. O que significa isso? É um ultimato",
constatou o ministro.
Comentando
a situação na região do mar Báltico, o responsável pela
diplomacia russa salientou que o Ocidente usa os Países Bálticos como a
principal arma contra a Rússia, apesar das declarações anteriores de
que sua adesão à OTAN deveria aliviar
as preocupações de segurança.
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OTAN, com defesa antiaérea inadequada, é fraca perante
poderio militar russo, avalia mídia
A falta
de armamentos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) mostra que a
vantagem quantitativa do Ocidente está se esvaindo em favor da Rússia, informa
um veículo da mídia estadunidense.
A
publicação observa que a experiência de combates na Ucrânia e no Irã prova
que a defesa antiaérea dos EUA, inclusive o Patriot, é impotente perante
mísseis e drones de baixo custo.
"Hoje,
os números não favorecem o Ocidente [...]. Não é possível produzir 50 mil
mísseis Patriot por ano. Não temos a cadeia de suprimentos e não vale a
pena fazê-lo, considerando o custo da arma", ressalta a reportagem,
citando o almirante Pierre Vandier, Comandante Supremo Aliado para a
Transformação da OTAN.
Segundo
a matéria, os novos gastos maciços com mísseis Patriot e sistemas de
combate a drones, embora substanciais, contribuem pouco para resolver a
falha fundamental da doutrina ocidental de defesa antiaérea, que nunca foi
concebida para repelir as investidas implacáveis e em grande escala agora
observadas em zonas de combate ativas.
O
estoque atual de interceptores, desenvolvido com base na indústria em tempos de
paz, não pode ser reabastecido com rapidez suficiente para acompanhar o
consumo diário necessário para derrotar, simultaneamente, ondas de drones
de baixo custo e mísseis balísticos.
Surgiu,
assim, um desequilíbrio crítico: o Ocidente carece de uma quantidade suficiente
de armas baratas e produzíveis em massa para lidar com ataques em enxame, o que
força os comandantes a utilizar interceptores caros e de alta tecnologia contra
alvos relativamente baratos — uma equação insustentável a longo prazo.
Além
disso, é apontado que o colapso dos acordos de controle de armas reacendeu
uma corrida armamentista de mísseis de
longo alcance na Europa, adicionando uma nova camada de ameaças que as
redes de defesa antiaérea, já sobrecarregadas, não estão preparadas para
enfrentar.
Dessa
forma, a reportagem conclui que o amplo complexo de defesa ocidental
permanece lento, paralisado por projetos obsoletos e gargalos de produção, o
que deixa a OTAN vulnerável a uma guerra de desgaste prolongada.
Anteriormente,
um relatório analítico do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais
(CSIS, na sigla em inglês) informou que os Estados
Unidos correm o risco de enfrentar uma escassez crítica de mísseis de alta
precisão em futuros confrontos de grande escala devido ao esgotamento de
seus arsenais durante o conflito com o Irã.
O CSIS
estimou que o uso intensivo de tipos essenciais de mísseis nas últimas
semanas levou a uma redução significativa nos estoques, enquanto a
restauração da capacidade de produção ao nível necessário pode levar vários
anos.
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Apelos do Ocidente para criar equivalente asiática da OTAN não são bom
presságio para a região, diz Rússia
Os
apelos dos EUA e da Europa para criar uma equivalente asiática da OTAN não são
um bom presságio para a região, disse o vice-ministro das Relações Exteriores
da Rússia, Andrei Rudenko.
"Recentemente,
tem havido apelos crescentes dos EUA e da Europa para criação de uma
equivalente asiática da Aliança do Atlântico Norte. Alguns até inventaram o
nome 'Organização do Tratado Indo-Pacífico'. Isso não é um bom presságio para a
Ásia: todos conhecem o legado histórico da
OTAN na Iugoslávia,
Iraque e Líbia. Agora a Ucrânia foi colocada sob a faca", disse ele em uma
entrevista à mídia russa.
A
Rússia sempre foi a favor de uma agenda unificadora das relações interestatais
na região Ásia-Pacífico, enfatizou Rudenko.
"Estamos
convencidos de que o caminho para um futuro de sucesso reside exclusivamente no
desenvolvimento conjunto. Os elevados padrões nessa direção são estabelecidos
por instituições
multilaterais como
a União Econômica Eurasiática (UEE), a Organização para Cooperação de Xangai
(OCX) e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN)", acrescentou
ele.
Em
abril, o jornal chinês Global Times escreveu que a expansão
do interesse da OTAN na
Ásia-Pacífico reflete
tanto a continuidade da estratégia indo-pacífica dos EUA quanto as ansiedades
internas da própria aliança, que enfrenta questionamentos sobre sua relevância
em um cenário global multipolar. A crescente imprevisibilidade de
Washington, somada a tensões internas, expõe fissuras estruturais que desafiam
a coesão do bloco.
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Zelensky apresenta erro de inteligência como um favor a
Trump, diz analista militar
Vladimir
Zelensky tenta apresentar como equivocado um ataque do Exército ucraniano a um
navio iraniano na forma de um serviço que Kiev supostamente prestou a
Washington, disse o analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de
Fuzileiros Navais dos EUA, Scott Ritter, no YouTube.
"Acho
que a inteligência ucraniana realmente errou, mas depois ficou óbvio que era um
navio iraniano. […] à medida que […] os EUA ficam sem
munição,
e há uma percepção crescente de que [...] eles literalmente não podem fazer
nada com o Irã, [...] Zelensky aperta este botão antes de se encontrar com
Trump e diz que o Irã é um problema comum, e nós fizemos um favor a vocês,
[Estados Unidos da] América, nós atacamos o navio
iraniano.
Acho que ele não sabia que estava atingindo um navio iraniano, mas agora está
levando o crédito", disse ele.
Segundo
Ritter, este tipo de ação do chefe do regime de Kiev mostra que ele se encontra
em uma posição extremamente difícil.
"Zelensky
está desesperado e tentando desesperadamente fazer com que tudo pareça
favorável para ele", enfatizou o especialista.
Segundo
informou o Ministério das Relações Exteriores do Irã no sábado (25), a Ucrânia
realizou um ataque militar a um navio mercante
iraniano.
O ataque a bordo resultou em uma explosão que matou um marinheiro e feriu
outro.
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Ex-oficial da inteligência ucraniana prevê escalada de atentados atribuídos a
Kiev
As
autoridades ucranianas tendem a agir de forma cada vez mais ousada e a promover
novos atentados em diferentes países diante da falta de responsabilização por
ações anteriores em território europeu, afirmou à Sputnik o ex-tenente-coronel
do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU, na sigla em inglês) Vasily Prozorov.
Segundo
Prozorov, a ausência de uma reação contundente ao atentado contra o empresário
ucraniano Vadim Yermolaiev, em Mônaco, e às acusações envolvendo a sabotagem dos gasodutos Nord Stream reforçou, em
Kiev, a percepção de impunidade.
"O
governo ucraniano adquiriu um sentimento de impunidade e permissividade. E a
situação tende a piorar. Eles agirão de forma cada vez mais ousada e audaciosa
em todo o mundo", disse Prozorov.
No fim
de junho, uma explosão em Mônaco deixou Yermolaiev ferido, segundo noticiaram
veículos de imprensa. O procurador-geral do principado, Stéphane Thibault,
informou que o caso não foi classificado como
atentado terrorista. Já um jornal da Itália afirmou que a principal linha
de investigação aponta para uma operação organizada pelo
SBU, possivelmente como forma de intimidação ao empresário. O próprio
Yermolaiev acusou a inteligência
ucraniana de
envolvimento na tentativa de assassinato.
Para
Prozorov, a reação da opinião pública e das autoridades europeias
foi praticamente inexistente. Segundo ele, o caso recebeu atenção apenas
enquanto era notícia, mas logo deixou de ser destaque, sobretudo após a morte
da principal suspeita. Além disso, afirma, nenhum governo europeu
apresentou acusações formais contra Kiev.
O
ex-oficial também destacou que, após as explosões nos gasodutos Nord
Stream, não houve condenação da Ucrânia, embora, segundo ele, a principal
linha de investigação das autoridades alemãs aponte para um "rastro
ucraniano".
Na
avaliação de Prozorov, essa postura fortalece a convicção das autoridades de
que podem continuar a conduzir operações em território de outros
países sem enfrentar consequências.
As
explosões nos gasodutos russos Nord Stream 1 e Nord Stream 2 ocorreram em 26 de
setembro de 2022. Alemanha, Dinamarca e Suécia não descartavam um ato
deliberado de sabotagem. Em agosto do ano passado, o ex-oficial das Forças
Armadas da Ucrânia Sergei Kuznetsov foi detido na Itália sob suspeita de
envolvimento no caso e, meses depois, extraditado para a Alemanha.
O
advogado de Kuznetsov, Nicola Canestrini, declarou que o Ministério Público
alemão considera que a sabotagem aos gasodutos Nord Stream foi realizada
por ordem de órgãos
estatais da Ucrânia.
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Analista explica como os EUA poderiam aproximar o fim do conflito na Ucrânia
O
conflito na Ucrânia pode se transformar em uma grande guerra, disse o
ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos Joe Kent
em entrevista a um canal no YouTube.
"Acredito
que os EUA poderiam ter aproximado o fim do conflito se simplesmente tivessem
parado de financiar a Ucrânia e pressionado nossos aliados da OTAN a pararem de
apoiá-la também. Mas não demonstrámos coragem ou determinação para o
fazer. E agora a situação aproxima-se gradualmente de um grande
conflito", observou ele.
Segundo
Kent, os EUA seriam capazes de persuadir o regime de Kiev a adotar métodos
diplomáticos para resolver o conflito
com a Rússia.
"Devíamos
ter [...] sentado os ucranianos à mesa de negociações, mas não creio que
tenhamos permanecido nessa linha por tempo suficiente", enfatizou o
especialista.
Recentemente,
o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que os EUA
garantiram que Vladimir Zelensky daria os passos necessários para um acordo no conflito ucraniano, mas não conseguiram
fazer com que isso acontecesse.
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Faltando unidade, Europa entende insensatez das sanções
antirrussas, acredita especialista
A União
Europeia enfrenta dificuldades em manter uma posição unificada na questão das
restrições antirrussas que afetam cada vez mais os interesses dos próprios
países europeus, disse a uma mídia russa o economista e cientista político
russo Aleksandr Dudchak.
Portanto,
Bruxelas tem que encontrar compromissos e abrir exceções para Estados
individuais que se opõem à introdução das sanções contra Moscou que
prejudicam o próprio bloco europeu, afirmou Dudchak em entrevista ao canal de
TV 360.ru.
"Eles
[União Europeia] gostariam de demonstrar unidade, mas na verdade é claro que
não há acordo em seu campo. Há confusão e compreensão da falta de sentido
do que está acontecendo", afirmou o economista.
Dudchak
expressou também a opinião de que a Rússia não deve se
apressar em voltar a restaurar as relações com os países europeus logo após seu
pedido sobre isso, já que primeiro eles têm que tomar consciência das
consequências da sua política hostil.
“No
entanto, a Rússia não deve se apressar em retornar à sua cooperação anterior no
primeiro pedido. Isso será percebido como fraqueza. As consequências da
política de sanções devem ser sentidas em primeiro lugar por aqueles que a
implementam", ressaltou Dudchak.
O
especialista acrescentou que a Rússia pode muito bem jogar com as divergências
emergentes da União Europeia e deixá-la
completamente sem recursos energéticos, o que será o teste mais difícil para os
europeus durante a preparação para o frio do outono e inverno no Hemisfério
Norte.
Moscou afirmou
repetidamente que o país vai lidar com a pressão de sanções que
o Ocidente começou a
exercer sobre a Rússia há vários anos e continua a se fortalecer. Ao mesmo
tempo, o Ocidente reconheceu repetidamente que as sanções não funcionam.
Fonte:
Sputnik Brasil

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